TROTE? Polícia investiga ameaça de massacre em escola de Maxaranguape (RN) e identifica autor
13/08/2026

Foto: Reprodução
Uma suposta ameaça de massacre em uma escola de Maxaranguape, no litoral norte do RN, está sendo investigada pela Polícia Civil. O boletim de ocorrência foi registrado na última segunda-feira (10) referente a uma publicação em uma rede social.
Após o registro, a Polícia Civil iniciou as investigações e identificou o autor da publicação. Os policiais realizaram o contato e identificaram que trata-se de um adolescente, de 14 anos. “Até o momento, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a publicação tenha se tratado de um trote. As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas pela equipe responsável”, apontou em nota.
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MPRN pede exclusão de sargento da PM condenado pela morte de promotor
13/08/2026

Representação apresentada pelo Ministério Público tem como base a condenação definitiva do sargento reformado
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) pediu ao Tribunal de Justiça do Estado a perda da graduação do 3º sargento reformado da Polícia Militar Wilson Pereira de Alencar, condenado a 31 anos e seis meses de prisão pela participação no assassinato do promotor de Justiça Manoel Alves Pessoa Neto. O crime ocorreu em novembro de 1997, dentro do Fórum de Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar.
Caso o pedido seja aceito, Wilson Pereira será excluído definitivamente dos quadros da Polícia Militar e deixará de receber os proventos da inatividade. Para o MPRN, a manutenção do vínculo com a corporação e dos pagamentos a um militar condenado por homicídio é incompatível com os princípios da administração pública e com as normas éticas da instituição.
A representação apresentada pelo Ministério Público tem como base a condenação definitiva do sargento reformado. O processo criminal transitou em julgado em 21 de outubro de 2025, quatro anos após o julgamento pelo Tribunal do Júri, realizado em 21 de outubro de 2021.
Segundo o MPRN, a legislação atribui ao Tribunal de Justiça a competência para decidir sobre a perda da graduação de praças nos casos em que o militar recebe pena privativa de liberdade superior a dois anos. O órgão sustenta que, diante da condenação definitiva, a retirada da graduação deve ser aplicada como consequência da sentença.
Na representação, o Ministério Público também cita decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a possibilidade de cassação dos proventos de militares nas situações em que há perda da graduação. O entendimento apresentado pelo MPRN é de que o fim do vínculo funcional também alcança os benefícios da inatividade quando a infração ocorreu durante o período em que o militar estava na ativa ou no exercício da função pública.
Crime ocorreu dentro do Fórum
O promotor Manoel Alves Pessoa Neto foi assassinado em 8 de novembro de 1997, dentro do prédio do Fórum de Pau dos Ferros. O vigia Orlando Alves Mari também foi morto a tiros durante a ação.
De acordo com as investigações e com o que foi reconhecido no julgamento, o assassinato teria sido encomendado pelo então juiz de Direito Francisco Pereira de Lacerda e executado por Edmílson Pessoa Fontes.
Wilson Pereira de Alencar foi responsabilizado por participar da preparação do crime. Segundo o processo, ele intermediou o contato com o executor, pressionou para que o assassinato fosse realizado e forneceu uma peruca que seria utilizada como disfarce durante a ação.
O executor entrou na sala da Promotoria de Justiça e efetuou os disparos contra Manoel Alves. Em seguida, também atirou contra o vigia Orlando Alves Mari. A segunda morte, segundo o processo, teve como objetivo evitar a identificação do responsável pelo assassinato.
Wilson foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em outubro de 2021 e condenado a 31 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. Com o trânsito em julgado da decisão em 2025, não há mais possibilidade de recursos contra a condenação no processo criminal.
Agora, o Tribunal de Justiça deverá analisar a representação apresentada pelo Ministério Público sobre a situação funcional do condenado. Se o pedido for acolhido integralmente, Wilson Pereira perderá a graduação de praça, será excluído da Polícia Militar e terá suspenso o pagamento dos proventos que recebe como sargento reformado.
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MPE pede que TRE-RN proíba “Cadu de Lula” como nome de urna
13/08/2026

Foto: Reprodução/Facebook/Cadu Xavier
A tentativa de associar diretamente o nome de Lula à candidatura de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, pode não chegar às urnas. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) que impeça o petista de utilizar “Cadu de Lula” como nome de urna. A decisão caberá ao TRE-RN.
Motivo
Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a expressão pode confundir o eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer foi assinado nesta quinta-feira (13) pelo procurador Fernando Rocha de Andrade.
O MPE destacou que Cadu e seus pais não têm “Lula” no sobrenome e afirmou não ter encontrado registros anteriores que indiquem que o candidato seja conhecido publicamente por esse nome. A Procuradoria cita ainda a regra do TSE que permite apelidos e outras designações, desde que não provoquem dúvida sobre a identidade do candidato.
Caso Cadu não apresente outra opção, o Ministério Público sugere que seja adotado “Cadu Xavier”, nome pelo qual ele já é conhecido.
A expressão “Cadu de Lula” faz parte da estratégia de campanha do candidato para reforçar sua proximidade política com o presidente. Cadu utiliza o nome em redes sociais e materiais eleitorais, enquanto Lula declarou apoio à sua candidatura durante visita ao Rio Grande do Norte, em julho.
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GLP-1 vira parte da pressão estética sobre adolescentes
13/08/2026

Expansão do uso desses medicamentos também levou os GLP-1s a ocupar um espaço cada vez maior na cultura popular / Jessica Johnson, de 19 anos, que desenvolveu um transtorno alimentar aos 16 anos - Foto: repordução
Adolescentes relatam contato frequente com conteúdos sobre medicamentos para perda de peso e dizem conhecer colegas que os utilizam sem necessidade médica clara
m 2024, Amelia Cate Prosser, então adolescente, começou a perceber os medicamentos da classe GLP-1 em diferentes espaços da rotina. Eles apareciam nas geladeiras dos pais de amigas, eram comentados no tapete vermelho e estavam presentes nas conversas do refeitório da escola particular para meninas onde estudava, em Melbourne, na Austrália.
Nas redes sociais, a presença era ainda maior, com postagens e anúncios relacionados a injeções para perda de peso. Imagens de modelos com corpos muito magros e publicações de “antes e depois” de transformações físicas apareciam com frequência nos feeds, algumas sem permitir saber se haviam sido produzidas ou alteradas por inteligência artificial.
Hoje com 17 anos, Prosser afirma que foi nesse período que desenvolveu anorexia e, posteriormente, bulimia. “Minhas amigas e as pessoas que conheço, todas nós perdemos a noção de como é um corpo normal, saudável e, principalmente, um corpo feminino”, diz. Ela utilizou uma data de nascimento falsa para criar contas em redes sociais destinadas ao público adulto. “Quer a gente diga isso em voz alta ou não, é um fato amplamente conhecido que todas nós gostaríamos de ter aquela aparência”, afirma.
A popularidade dos medicamentos para perda de peso cresceu nos últimos anos. Atualmente, cerca de um em cada oito americanos com 18 anos ou mais utiliza esses medicamentos. Entre crianças e adolescentes, os números são menores, mas também houve crescimento nas prescrições. Uma análise da Komodo Health para a Bloomberg Businessweek apontou que médicos emitiram cerca de 33 mil prescrições de Wegovy e Mounjaro nos Estados Unidos, em 2025, para pacientes menores de 18 anos.
Os medicamentos da classe GLP-1 foram originalmente desenvolvidos pela Novo Nordisk A/S e pela Eli Lilly & Co. para o tratamento do diabetes e passaram a ser utilizados também para diferentes condições, incluindo obesidade, apneia do sono e doenças cardíacas. A expansão do uso levou os GLP-1s a ocupar espaço na cultura popular, enquanto especialistas passaram a alertar para os efeitos da exposição constante a conteúdos sobre peso, saúde e aparência. A preocupação também envolve produtos que imitam medicamentos ou são comercializados online, potencialmente sem os mesmos controles dos tratamentos regulamentados.
Adolescentes entrevistadas para a reportagem afirmaram conhecer colegas que utilizam medicamentos da classe GLP-1 sem uma necessidade médica clara. Algumas disseram ter experimentado sobras obtidas de amigos ou familiares.
Entre os relatos, os medicamentos aparecem como uma forma de evitar exercícios ou mudanças na alimentação ou como uma alternativa para perder peso depois de um ganho considerado indesejado.
Adolescentes entrevistadas pela Bloomberg afirmaram conhecer colegas que utilizam medicamentos da classe GLP-1 sem uma necessidade médica clara. Algumas disseram ter experimentado sobras obtidas de amigos ou familiares. Entre os relatos, os medicamentos aparecem como uma forma de evitar exercícios ou mudanças na alimentação ou como alternativa para perder peso depois de um ganho considerado indesejado.
Uma adolescente afirmou acreditar que começar a utilizar os medicamentos ainda jovem poderia melhorar sua fertilidade e aumentar suas chances de ser mãe, ideia difundida na internet, mas ainda não comprovada em ensaios clínicos de larga escala. Outros relatos relacionaram a perda de peso à aprovação dos pais ou à possibilidade de chamar a atenção de pessoas por quem sentiam interesse.
“Normalizamos isso como uma questão de vaidade”, afirma Bella Shelton, estudante de 19 anos da Universidade de Utah. Ela conta que viu os medicamentos começarem a circular em seu grupo social quando tinha 16 anos e era líder de torcida no ensino médio. Shelton também se lembra de uma colega cuja mãe a obrigou a utilizar um medicamento da classe GLP-1 contra a própria vontade. “Ao ver todas aquelas garotas ao meu redor, eu pensava: ‘Será que isso é algo que eu deveria fazer?’”, relata.
Alguns adolescentes afirmam ter se interessado pelos medicamentos depois de ver celebridades que admiram promovendo GLP-1, inclusive pessoas que nunca haviam considerado estar acima do peso, como Serena Williams. Programas de televisão e conteúdos relacionados a celebridades também passaram a fazer parte desse ambiente. O reality show “The Kardashians”, por exemplo, está ligado a um império empresarial que inclui uma marca de suplementos que oferece produtos voltados à “produção de GLP-1 e controle de peso”.
Olivia Stepanow, de 16 anos, vive em Houston e relata receber comentários maldosos frequentes sobre seu corpo de garotos da escola. Segundo ela, a exposição constante a anúncios de GLP-1 enquanto assistia a reality shows fez com que começasse a questionar se deveria mudar o próprio corpo. “Às vezes, fico remoendo isso e penso: ‘Devia simplesmente usar e ficar com a aparência que quero ter’”, diz. A maioria dos anúncios, segundo ela, era da plataforma de telessaúde Hims & Hers Inc. A empresa afirma que não faz publicidade diretamente para menores de idade e não oferece serviços de perda de peso a esse público.
Para Craig Primack, chefe da área de perda de peso da Hims & Hers e médico especialista em obesidade há mais de 20 anos, os medicamentos da classe GLP-1 não são, por si só, responsáveis pela criação de padrões de beleza irreais.
“Na minha experiência de mais de 20 anos como médico especialista em obesidade, os medicamentos da classe GLP-1, por si só, não são a origem de padrões de beleza irreais. Há décadas, os adolescentes são submetidos a uma pressão implacável de todos os tipos de mídia para serem perfeitos”, afirma.
A pressão para alcançar determinado padrão corporal não começou com os medicamentos GLP-1. Adolescentes de diferentes gerações foram expostos a modelos de aparência considerados ideais em suas respectivas épocas.
Os baby boomers, por exemplo, tinham como referência a modelo britânica Dame Lesley Lawson, conhecida como Twiggy. Entre a geração X, Kate Moss tornou-se uma das referências de magreza. Já os millennials foram expostos aos padrões de magreza do início dos anos 2000, associados à estética “Y2K”. Na década de 2010, o movimento de positividade corporal ganhou espaço, embora tenha tido vida curta.
Outro ponto de preocupação é a possibilidade de jovens que começam a utilizar esses medicamentos continuarem dependendo deles durante grande parte da vida.
Mesmo quando utilizados sob supervisão médica, o tratamento pode se prolongar por décadas. O custo também pode representar um problema, já que planos de saúde geralmente não cobrem medicamentos manipulados para perda de peso.
A expansão do mercado também desperta preocupação sobre os interesses comerciais envolvidos. Grandes empresas farmacêuticas e startups de telessaúde podem se beneficiar da ampliação da base de consumidores de medicamentos que, em alguns casos, são utilizados de forma contínua.
Segundo o texto, empresas que prescrevem medicamentos por videochamada ou mensagens diretas e fazem a entrega pelo correio passaram a apresentar os medicamentos para perda de peso cada vez menos apenas como tratamentos para obesidade e mais como produtos voltados à aparência.
Médicos também demonstram preocupação com o fato de a triagem para transtornos alimentares não ter acompanhado o aumento das prescrições desses medicamentos para adolescentes.
“Estamos celebrando a perda de peso de forma ruidosa e pública novamente, e isso criou um ruído do qual é praticamente impossível para nossos adolescentes escaparem hoje em dia”, afirma a psicóloga Jessie Menzel, vice-presidente de programas clínicos da Equip, startup de telessaúde especializada no tratamento de pessoas com transtornos alimentares.
A empresa relata atender pacientes de apenas 11 anos que conseguem acesso a medicamentos para perda de peso sem necessidade clínica.
Jamie Drago, mentora e profissional de apoio da Equip, conta que alguns pacientes chegam à empresa depois de utilizar medicamentos da classe GLP-1 pertencentes aos pais ou após comprá-los pela internet. Segundo ela, alguns recorrem a datas de nascimento falsas ou a vendedores de outros países que não exigem receita médica.
Os jovens atendidos pela empresa afirmam conhecer esses medicamentos por meio de influenciadores. Segundo Drago, as tendências de looksmaxxing, expressão utilizada para definir a busca pela otimização da aparência, também ganharam espaço na internet.
A exposição frequente faz com que os adolescentes tenham a impressão de que “todo mundo está fazendo”, afirma.
Meninos também são afetados pela pressão estética, mas os relatos apontam um impacto especialmente forte entre meninas.
Jessica Johnson, de 19 anos, afirma que desenvolveu um transtorno alimentar aos 16 anos e que essa foi a principal razão para abandonar o ensino médio perto de Vancouver.
“Quando você entra nas redes sociais e, ao rolar a tela, tudo o que lhe é recomendado, sendo uma jovem, é ‘você deveria perder peso, deveria ficar magra e deveria usar Ozempic’, certamente isso contribui para uma sobrecarga mental”, afirma.
“Isso me deixa triste, porque roubou tantos anos da minha vida, anos em que eu odiava a imagem que via no espelho”, completa.
Embora Instagram e YouTube também estejam envolvidos nesse ambiente, o TikTok tornou-se um dos principais espaços para a circulação de conteúdos relacionados aos medicamentos para perda de peso.
A combinação entre a grande presença de usuários jovens, o algoritmo de recomendação e o comércio eletrônico da plataforma, por meio do TikTok Shop, criou espaço para startups de telessaúde, marcas e influenciadores promoverem produtos relacionados à perda de peso.
Um porta-voz do TikTok afirmou que a empresa proíbe publicações, inclusive conteúdos patrocinados, que exibam transtornos alimentares ou comportamentos perigosos de perda de peso para todos os usuários. A empresa também informou que anúncios com alegações sobre perda de peso ou ganho de massa muscular são exibidos apenas para usuários com 18 anos ou mais.
A Meta, responsável pelo Instagram, informou que a plataforma não permite conteúdos que incentivem transtornos alimentares ou apresentem instruções para comportamentos extremos de perda de peso. Segundo a empresa, regras adicionais se aplicam a adolescentes menores de 18 anos, incluindo a proibição de anúncios de produtos ou serviços de perda de peso para esse público.
Segundo os jovens ouvidos para a reportagem, basta interagir uma ou duas vezes com conteúdos desse tipo para que eles passem a aparecer com frequência nos feeds.
Os adolescentes também aprendem quais termos utilizar para encontrar conteúdos menos acessíveis. Essa linguagem, conhecida como algospeak, muda constantemente para acompanhar os mecanismos de moderação das plataformas.
Alguns resumos gerados por inteligência artificial exibidos na ferramenta de busca do TikTok oferecem informações sobre o que dizer a um médico para tentar obter uma receita de GLP-1 e como insistir caso o pedido seja recusado.
Pesquisas relacionadas a transformações físicas com o uso de GLP-1 e injeções de peptídeos estiveram entre os termos mais buscados em julho por usuários do TikTok, segundo a central de dados e insights da plataforma voltada para criadores.
O TikTok também informou que algumas buscas exibem recursos de apoio para pessoas que sofrem com transtornos alimentares.
A FDA também adotou medidas para combater publicidade considerada enganosa relacionada a medicamentos de grande venda, incluindo os da classe GLP-1.
Segundo um porta-voz da agência, foram enviadas “mais de cem cartas de advertência a empresas de telessaúde, expressando preocupações quanto a alegações falsas ou enganosas”.
Na Austrália, onde o uso de redes sociais foi recentemente proibido para menores de 16 anos, Amelia Cate Prosser conseguiu superar o transtorno alimentar.
Ainda assim, segundo ela, a exposição constante a conteúdos e anúncios relacionados à perda de peso, somada à quantidade de imagens e vídeos produzidos ou modificados por inteligência artificial, tornou o processo de recuperação mais difícil e doloroso.
“Nossos algoritmos jogam contra nós”, afirma Prosser. “Não dá para culpá-los diretamente por causar os problemas, mas eles definitivamente os perpetuam”, completa.
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Magreza extrema pode afetar autopercepção de adolescentes
13/08/2026

Especialistas afirmam que a exposição contínua a imagens de pessoas muito magras pode reforçar comparações e afetar pessoas vulneráveis a transtornos alimentares
A exposição diária a imagens de pessoas excessivamente magras, especialmente quando associadas a figuras conhecidas da mídia, pode afetar a autopercepção de adolescentes, segundo especialistas. Para profissionais que atuam na área de transtornos alimentares e saúde mental, a presença constante desse tipo de imagem pode influenciar a forma como jovens percebem o próprio corpo e o que consideram um padrão saudável.
De acordo com a psiquiatra Mireille Coelho, da Astral (Associação Brasileira de Transtornos Alimentares), adolescentes tendem a estar mais vulneráveis à influência de figuras que consideram referências. Pessoas que já apresentam transtornos alimentares podem ser ainda mais impactadas pela exposição à cultura da magreza extrema entre pessoas famosas.
“Ver uma figura de referência, bem-sucedida e funcional, muito abaixo do peso, pode ser um gatilho. Além disso, é um reforço do desejo de ser mais magra, pois há alguém tão ou mais magra que eu que é bem-sucedida”, afirma a psiquiatra.
Um exemplo citado é o da cantora Ariana Grande. No início de agosto, ela anunciou uma pausa na carreira em decorrência de julgamentos relacionados à sua aparência.
Para Mireille, a naturalização de corpos com peso muito abaixo do recomendado também pode interferir na compreensão coletiva sobre o que é considerado um peso saudável.
“A naturalização do corpo com um peso muito abaixo do recomendado altera a visão da sociedade sobre o que é um peso saudável, porque a imagem corporal é uma construção”, diz.
Segundo a especialista, a normalização de corpos muito magros pode prejudicar pessoas que já apresentam transtornos alimentares e também afetar aquelas predispostas ao desenvolvimento dessas condições, seja por fatores genéticos ou outros.
A presidente do Conselho Federal de Psicologia, Ivani Oliveira, afirma que a exposição contínua a imagens de magreza extrema pode gerar um fenômeno de comparação disfuncional.
Segundo ela, pacientes submetidos à pressão estética precisam de atendimento que ajude a fortalecer a compreensão sobre a própria história. A proposta é mostrar que é possível admirar atrizes, cantoras e outras figuras de referência pelos valores e contribuições que apresentam, sem transformá-las em padrão para a própria imagem.
A forma como uma pessoa compreende o próprio corpo envolve dois aspectos, segundo Mireille. Um deles é o técnico, relacionado ao que é observado. O outro é subjetivo, relacionado à imagem que a pessoa constrói mentalmente sobre si mesma.
A especialista afirma que existem teorias que consideram a influência da sociedade nesse processo. Familiares, amigos próximos e figuras da mídia podem atuar como referências na construção das concepções sobre o que é considerado um corpo saudável ou belo.
Em pessoas com disforia de imagem, essa relação ocorre de maneira diferente. Segundo Mireille, há uma interação distinta entre áreas do cérebro e a autoimagem pode oscilar conforme o humor, em razão de impactos da rotina ou de alterações hormonais.
Mesmo com acompanhamento psicológico, essa percepção pode levar anos para ser identificada, tratada e normalizada, de acordo com a especialista.
Ela também está entre os fatores associados a recaídas em transtornos alimentares, que podem envolver restrição alimentar, compulsão alimentar, compulsão por exercícios ou comportamentos de purgação.
A presença de conteúdos produzidos por influenciadores digitais faz parte da rotina de grande parcela dos adolescentes.
Segundo a pesquisa TIC Kids Brasil 2025, 77% dos usuários de 9 a 17 anos afirmaram ter um celular próprio. Entre esses usuários, 80% disseram utilizar o aparelho para assistir a vídeos de influenciadores digitais. Além disso, 58% relataram consumir esse tipo de conteúdo mais de uma vez por dia.
O levantamento do ano anterior mostrou que 49% dos usuários de 11 a 17 anos tiveram contato na internet com conteúdos sobre dietas e refeições saudáveis. Outros 33% tiveram contato com conteúdos relacionados a exercícios, esportes ou formas de entrar em forma.
Para especialistas, a frequência de exposição torna necessário considerar não apenas o conteúdo isoladamente, mas também a maneira como ele é recebido e interpretado por cada pessoa.
Ivani Oliveira afirma que profissionais de psicologia precisam compreender a pressão pela magreza extrema também como um problema social.
“Estamos sendo bombardeados por imagens extremamente agressivas. É importante acolher sem julgar e oferecer ao paciente uma higiene digital e crítica, para que ele possa se nutrir de outros referenciais.”
A proposta, segundo a presidente do Conselho Federal de Psicologia, é que o acompanhamento não se limite à relação individual do paciente com o próprio corpo, mas considere também o ambiente no qual ele está inserido e os conteúdos aos quais é exposto.
Nesse contexto, a exposição frequente a imagens de corpos muito magros pode fazer parte de um conjunto de referências que influencia a construção da autoimagem, especialmente entre pessoas mais vulneráveis a transtornos alimentares.
Os especialistas ressaltam, porém, a importância de diferenciar a admiração por figuras públicas da adoção dessas pessoas como modelos para a própria aparência. A construção da percepção corporal envolve fatores individuais, familiares, sociais e culturais, e pode ser afetada pela forma como essas referências são apresentadas e interpretadas.
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ELEIÇÕES: Quase 800 candidatos mudam cor ou raça declarada ao TSE de 2022 para 2026
13/08/2026

Foto: Marri Nogueira / Agência Senado
Ao menos 786 candidatos registrados para as eleições de 2026 mudaram a informação de cor ou raça em relação ao que constava na Justiça Eleitoral em 2022. O número representa 4,5% das 17.413 candidaturas registradas até quarta-feira (12), segundo dados do TSE analisados pelo g1.
A mudança mais comum foi de branca para parda, em 308 casos. Em outros 262, candidatos passaram de parda para branca. Juntas, as duas alterações representam 72,5% dos registros identificados.
Entre os 786 candidatos, 419 se declararam pardos em 2026, 275 brancos, 76 pretos, nove indígenas e sete amarelos. A maioria das alterações ocorreu entre candidatos a deputado estadual, federal ou distrital, que concentram 753 registros, ou 95,8% do total.
A mudança na autodeclaração, isoladamente, não indica irregularidade. Entre as possíveis explicações estão erros de preenchimento, mudanças na percepção individual sobre cor ou raça e, em alguns casos, eventual interesse em acessar recursos destinados a candidaturas negras.
Nas eleições de 2026, partidos devem destinar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário a candidatos pretos e pardos. Quando há divergência entre a autodeclaração atual e registros anteriores, o candidato e o partido podem ser chamados pela Justiça Eleitoral para confirmar a alteração.
Mudanças por partido
O Republicanos lidera em número absoluto de candidaturas com alteração, com 75 casos. Em seguida aparecem PL, com 70, MDB, com 62, e Podemos, com 60.
Republicanos: 75 mudanças
PL: 70
MDB: 62
Podemos: 60
PSD: 52
PT: 47
PSDB: 42
União Brasil: 42
PSB: 41
Novo: 37
PP: 35
PDT: 32
Avante: 32
PSOL: 32
Solidariedade: 19
Mobiliza: 18
PV: 18
PRD: 15
Agir: 14
Democrata: 12
DC: 8
PCdoB: 6
Rede: 6
Cidadania: 5
UP: 3
PSTU: 2
PCB: 1
Missão: 1
Os dados ainda são parciais. Partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado (15) para apresentar os pedidos de registro.
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Casais que fazem exercícios juntos tem relação mais saudável
13/08/2026

Estudo com quase 1.700 casais recém-casados encontrou associação entre atividade física conjunta, melhor comunicação e resolução de conflitos
Casais que praticam exercícios juntos tendem a apresentar melhor comunicação, maior capacidade de resolver conflitos e níveis mais baixos de estresse conjugal, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Brigham Young, em Utah, nos Estados Unidos.
Publicada na revista Family Relations, a pesquisa analisou dados de quase 1.700 casais recém-casados e identificou uma associação consistente entre a prática conjunta de atividades físicas e indicadores de relacionamentos mais saudáveis. Os participantes foram acompanhados a partir de questionários que avaliavam hábitos de atividade física e percepções sobre a qualidade do relacionamento.
Os pesquisadores destacam que o estudo não estabelece uma relação de causa e efeito, mas sim uma correlação: casais que se exercitam juntos tendem a relatar experiências mais positivas no casamento.
Entre os casais que se exercitavam juntos, a caminhada foi a atividade mais citada. Outras práticas mencionadas incluíam corrida leve, academia e atividades recreativas ao ar livre. Embora tanto os exercícios realizados individualmente quanto aqueles praticados em dupla tenham sido associados a resultados positivos para o casamento, a prática conjunta apresentou uma relação mais forte com os três aspectos avaliados: comunicação, resolução de conflitos e estresse conjugal.
“Cerca de 60% dos maridos e esposas da amostra afirmaram praticar exercícios, mas apenas um terço deles o fazia em conjunto”, afirmou Jeremy Yorgason, professor da Universidade Brigham Young e um dos pesquisadores do estudo, ao jornal Huffington Post.
Segundo Yorgason, os efeitos identificados na pesquisa não foram necessariamente grandes em termos estatísticos, mas apareceram de forma consistente ao longo dos dados analisados.
“Embora o impacto não seja necessariamente grande, ele é muito consistente, o que me dá confiança de que isso influencia os relacionamentos de alguma maneira significativa”, completou.
Entre os três aspectos analisados na pesquisa, a comunicação foi o que apresentou a associação mais forte com a prática de exercícios em casal.
Para Ashlyn Hiatt Mildenhall, coautora do estudo, a predominância da caminhada entre as atividades compartilhadas pode ajudar a explicar esse resultado. Segundo ela, o próprio formato da atividade contribui para interações mais naturais.
“Dentre os três aspectos analisados, o exercício teve o maior impacto na comunicação. Por isso, foi interessante notar que a caminhada foi o exercício mais citado. Ela proporciona, naturalmente, oportunidades para a comunicação”, afirmou.
Durante uma caminhada, o casal tende a estar em um ambiente mais relaxado, com menos distrações tecnológicas e domésticas, o que facilita conversas espontâneas. Além disso, o ritmo moderado da atividade permite que os parceiros conversem sem a pressão de desempenho físico intenso.
A pesquisa também apontou que os participantes que praticavam atividades físicas juntos relataram maior capacidade de ouvir o parceiro e de se sentirem ouvidos e apoiados por ele. Esses fatores, segundo os autores, podem contribuir para a construção de um ambiente emocional mais seguro dentro do relacionamento.
Para os pesquisadores, essas interações ajudam a explicar a associação observada entre a prática de exercícios compartilhados, uma comunicação mais saudável e uma maior capacidade de resolução de conflitos.
Os autores do estudo também destacam que a rotina moderna pode dificultar momentos de conexão entre casais, especialmente em fases como início de carreira, criação de filhos ou períodos de maior carga de trabalho.
Nesse contexto, a prática de exercícios em conjunto pode funcionar como uma estratégia simples para criar tempo de qualidade compartilhado. Em vez de depender de ocasiões especiais, o casal incorpora a interação à rotina semanal.
Ainda assim, os pesquisadores reforçam que a atividade física não deve ser vista como solução para problemas estruturais do relacionamento, como falta de diálogo ou conflitos recorrentes. O exercício pode contribuir para melhorar a convivência, mas não substitui outras formas de cuidado emocional e comunicação.
Além da relação entre a prática conjunta e os indicadores de relacionamento, a caminhada também é amplamente associada a benefícios para a saúde física e mental.
Segundo o serviço público de saúde do Reino Unido, o NHS, a caminhada é uma forma de exercício frequentemente subestimada, mas com impactos significativos no bem-estar geral.
Dados citados pelo órgão indicam que mesmo níveis moderados de atividade física podem estar associados à redução do risco de doenças cardiovasculares. A prática regular também pode ajudar no controle da pressão arterial e do colesterol, além de contribuir para a manutenção da saúde óssea.
Outros benefícios incluem melhora na qualidade do sono, redução de sintomas de ansiedade e depressão e menor risco de declínio cognitivo ao longo do envelhecimento, incluindo demência.
Por ser uma atividade de baixo impacto, a caminhada também é considerada acessível para diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento físico, o que pode facilitar sua adoção por casais com rotinas e perfis variados.
Os pesquisadores sugerem que parte dos benefícios observados no estudo pode estar relacionada à combinação entre bem-estar físico e emocional. Ao se exercitarem juntos, os casais não apenas compartilham uma atividade, mas também criam um espaço regular de convivência positiva.
“Espero que os casais reservem um tempo em suas vidas agitadas para se exercitarem juntos regularmente. Isso não apenas beneficiará a saúde física e mental deles, mas nossa pesquisa sugere que também fortalecerá o relacionamento”, disse Yorgason ao HuffPost UK.
Os resultados reforçam, portanto, uma associação entre a prática conjunta de exercícios e melhores indicadores de comunicação, resolução de conflitos e menor estresse conjugal. A caminhada aparece como a atividade mais comum entre os casais analisados e também como uma das mais propícias à interação.
Embora não seja uma solução única para a qualidade do relacionamento, a prática de exercícios em casal pode funcionar como um complemento positivo à rotina, ajudando a fortalecer vínculos por meio de momentos simples e recorrentes de convivência.
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Festa do Bode em Mossoró começa nesta quinta-feira com grande programação
13/08/2026

A 26ª edição da Festa do Bode, realizado pela Prefeitura de Mossoró, começa nesta quinta-feira (13) com ampla programação que inclui exposições de raças, torneio leiteiro, concurso gastronômico, feira de artesanato, feira da agricultura familiar, palestras e shows musicais.
O evento é a maior caprifeira do Rio Grande do Norte e toda a programação acontecerá no Parque de Exposições Armando Buá, de 13 a 16 de agosto.
Neste ano, a Festa do Bode 2026 terá um número recorde de produtores participantes, com expectativa de aumento considerável no volume de negócios em relação à edição de 2025.
Durante os quatro dias de evento acontecerão exposições de animais ovinos, caprinos, bovinos e equídeos, além das competições que acontecerão durante todo o dia, das 8h às 22h.
O evento terá também o espaço com a feira de artesanato e a feira da agricultura familiar. Além do espaço kids que constará de brinquedos e atividades voltados para o público infantil.
As exposições e julgamentos terão: Raça Ovina: Dorper, Morada Nova, Somalis, White Dorper, Cariri e Barriga Negra. Raça Caprina: Saanen, Alpina, Alpina América, Toggenburg, Savana, Anglo-Nubiana, Kalahari, Mumbava. Durante a festa, acontecerá também a Quinta Exposição Ranqueada da Raça Sindi (VI ExpoSindi) com exposição ranqueada das raças: Soinga, Santa Inês e Boer.
SHOWS DA FESTA DO BODE 2026
Quinta-feira 13/08
Collo de Menina
Sirano e Sirino
Nilson Vianna
Caroline Melo
Forró de Nós
Sexta-feira 14/08
Walkiria Santos
Luiz Fidelis
Deusa do Forró
Efrain Lima
Laís e Luiza
Sábado 15/08
Noda de Caju
Alex do Acordeom
João Bandeira
Jarly Almeida
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Jogo do ABC x Nacional terá operação com mais de 500 agentes
13/08/2026

A partida de volta das quartas de final da Série D poderá reunir 30,9 mil pessoas
Mais de 500 agentes participarão da operação de segurança para ABC x Nacional-AM, domingo 16, às 17h, na Arena das Dunas. A partida de volta das quartas de final da Série D poderá reunir 30,9 mil pessoas, capacidade máxima autorizada para o confronto que vale o acesso à Série C de 2027.
O planejamento foi definido em reunião promovida pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), com representantes do ABC, da Arena das Dunas, da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. O efetivo incluirá policiais do Batalhão de Choque e profissionais de segurança privada.
As equipes da Polícia Militar atuarão na área externa e nos acessos ao estádio, enquanto os agentes particulares serão distribuídos no interior da arena. A Semsur ficará responsável pela fiscalização dos comerciantes informais e ambulantes instalados no entorno durante a realização do evento.
O Nacional-AM não solicitou carga de ingressos para seus torcedores. Com isso, todos os setores serão destinados exclusivamente à torcida do ABC. Os 30,9 mil lugares liberados estão esgotados, considerando bilhetes vendidos, sócios, gratuidades e cortesias, segundo informações sobre a operação e o público.
O ABC venceu a partida de ida por 2 a 1, na Arena da Amazônia, e garante a classificação e o acesso com um empate em Natal. Uma derrota por um gol levará a decisão para os pênaltis. Se o limite de público for alcançado, o jogo poderá estabelecer o recorde da Arena das Dunas no período posterior à Copa de 2014.
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Policiais penais encontram grade serrada em cadeia de Ceará-Mirim
13/08/2026

Policiais penais encontraram uma grade serrada durante fiscalização realizada nesta quarta-feira 12, na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim - Foto: reprodução
Seap informou que o dano foi identificado pelas equipes de segurança e será apurado pelos procedimentos administrativos cabíveis
Policiais penais encontraram uma grade serrada durante fiscalização realizada nesta quarta-feira 12, na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, na Grande Natal. A Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) informou que o dano foi identificado pelas equipes de segurança e será apurado pelos procedimentos administrativos cabíveis.
Em nota, a Seap afirmou que a ocorrência não caracteriza, isoladamente, uma tentativa de fuga, porque os detentos ainda teriam de superar outras barreiras para deixar a unidade. Segundo a pasta, revistas e inspeções são realizadas continuamente no sistema prisional para identificar irregularidades antes que resultem em ocorrências mais graves.
A presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN), Vilma Batista, relacionou o episódio às condições de funcionamento da cadeia. “A unidade de Ceará-Mirim é uma unidade bastante complexa, além de ser distante da capital, nosso efetivo também é insuficiente”, declarou ao Balanço Geral RN, da TV Tropical.
Vilma afirmou que, mesmo com o número reduzido de servidores, as equipes mantêm as inspeções e os protocolos internos.
“Mesmo assim, os nossos policiais estão preocupados em manter os procedimentos de segurança dentro das unidades”, disse. Conforme a dirigente, o trabalho procura localizar danos nas estruturas antes que possam facilitar uma fuga.
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Justiça obriga casa de apostas indenizar apostador compulsivo em R$ 91 mil após falha em autoexclusão
13/08/2026

Foto: freepik
A 4ª Vara Cível de Indaiatuba (SP) condenou a SevenX Gaming — operadora das plataformas “Jogão.bet” e “Betão.bet” — a ressarcir em R$ 81 mil um apostador compulsivo, além de pagar R$ 10 mil por danos morais. A decisão ocorreu após a empresa manter o perfil do usuário ativo, mesmo depois de ele ter solicitado a autoexclusão por meio do sistema Gov.br para tratar um quadro grave de ludopatia.
Segundo a ação divulgada pelo jornal Estadão, o apostador apontou que a empresa descumpriu o prazo máximo regulamentar de 72 horas para a efetivação do bloqueio. Em razão dessa falha, ele conseguiu realizar login, transferências expressivas que somaram R$ 176 mil e sucessivas apostas no dia 17 de dezembro do ano passado, acumulando um prejuízo líquido de R$ 81 mil.
O juiz Vinicius Garcia Ferraz destacou em sua decisão que o mecanismo de autoexclusão é uma ferramenta de proteção obrigatória voltada para mitigar os impactos da compulsão por jogos. Para o magistrado, a conduta da empresa ao manter a conta ativa de um consumidor “hipervulnerável” ultrapassou o mero descumprimento contratual e agravou o estado de saúde mental do autor da ação.
Diante da revelia da parte ré e da comprovação documental das transações financeiras, o juiz considerou a falha na prestação do serviço “manifesta”, configurando quebra dos deveres de proteção e boa-fé objetiva.
Procurada pela reportagem para se manifestar sobre a condenação, a empresa SevenX não enviou resposta, e o espaço segue aberto.
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Chevrolet amplia linha Spin 2027 com versão LTZ de cinco lugares
13/08/2026

Nova configuração tem porta-malas de até 756 litros, motor 1.8 aspirado de até 111 cavalos e câmbio automático de seis marchas
A Chevrolet ampliou a linha 2027 da Spin com a versão LTZ de cinco lugares, oferecida por R$ 153.990. A configuração passa a ocupar o posto de opção mais equipada da minivan sem a terceira fileira de bancos e busca consumidores que priorizam espaço para bagagens, itens de conforto e manutenção previsível.
Lançada no Brasil há 14 anos, a Spin nunca mudou de geração. A atualização mais recente ocorreu em 2024, quando recebeu alterações visuais, novos equipamentos de segurança e um painel conectado à central multimídia. A chegada da LTZ de cinco lugares amplia a oferta sem modificar a base mecânica.
A estratégia comercial contraria parte das tendências recentes da indústria. A Spin não oferece motor turbo, sistema híbrido ou qualquer nível de eletrificação. Os assistentes avançados de condução também ficam concentrados na versão mais cara da linha. A proposta permanece apoiada em uma mecânica conhecida, no espaço para cargas e no custo de manutenção. Essa combinação mantém o modelo entre as opções procuradas por taxistas, motoristas de aplicativo e locadoras. Parte desse público, porém, começou a avaliar carros elétricos compactos na mesma faixa de preço, como Geely EX2 e BYD Dolphin, que oferecem custos menores de abastecimento e uma arquitetura mais recente.
O maior diferencial da Spin LTZ de cinco lugares é o porta-malas, com capacidade de até 756 litros. O volume é superior ao de concorrentes posicionados na mesma faixa de preço, caso do Citroën Aircross, que comporta 493 litros. O banco traseiro corre sobre trilhos, permitindo alterar a divisão do espaço entre passageiros e bagagens. A capacidade do porta-malas varia de 710 a 756 litros, conforme a posição da segunda fileira. O recurso atende principalmente famílias que precisam acomodar malas e outros volumes em viagens.
A modularidade reduz uma das limitações provocadas pela idade do projeto. Com 2,62 metros de distância entre os eixos, a Spin oferece menos espaço para as pernas do que suas dimensões externas poderiam sugerir. O desconforto é mais perceptível quando passageiros altos ocupam simultaneamente os bancos dianteiros e traseiros.
A altura interna, por outro lado, permite que adultos viajem sem encostar a cabeça no teto. Os passageiros de trás também contam com saída de ar-condicionado e duas portas USB-A para carregar dispositivos móveis.
A minivan tem 4,42 metros de comprimento, 1,76 metro de largura e 1,69 metro de altura. O vão livre do solo é de 17,3 centímetros, medida que facilita a passagem por lombadas, valetas e trechos de asfalto irregular. Os ângulos de entrada e saída são de 16,6 e 24,3 graus, respectivamente.
Na dianteira, os bancos são largos e oferecem apoio adequado em deslocamentos longos. A posição de dirigir permanece elevada mesmo com a regulagem de altura no nível mais baixo, característica que amplia a percepção do entorno, mas pode deixar o quadro de instrumentos fora do eixo de visão de alguns condutores. O acabamento evidencia a proposta funcional. Painel e portas utilizam plástico rígido, com variações de textura. O material macio aparece apenas no apoio dos cotovelos das portas dianteiras. A versão também não oferece apoio de braço central entre os bancos da frente.
A Spin LTZ utiliza o motor 1.8 aspirado, com até 111 cavalos de potência e 17,7 kgfm de torque quando abastecido com etanol. Com gasolina, são 106 cavalos e 16,8 kgfm. O câmbio automático tem seis marchas. O conjunto leva o veículo de zero a 100 km/h em 11 segundos. A entrega linear de torque permite vencer ladeiras e realizar ultrapassagens, embora o desempenho não seja comparável ao de utilitários equipados com motores turbo.
Em avaliação com gasolina, o modelo registrou consumo de 11 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada. A nova versão se posiciona como uma alternativa para quem busca um veículo familiar sem recorrer a um hatch, a um SUV turbo ou a um automóvel eletrificado. O porta-malas, a mecânica conhecida, o custo de manutenção e a menor desvalorização sustentam a proposta. Em contrapartida, o espaço para as pernas no banco traseiro, a oferta limitada de assistentes e a idade da arquitetura revelam os limites de um projeto que atravessa mais de uma década no mercado.
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Concurso da Seap registra mais de 40 mil inscritos para 260 vagas no sistema penitenciário do RN
13/08/2026

Certame oferece oportunidades para policiais penais e especialistas em assistência penitenciária
O concurso público da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) registrou 40.080 inscrições para 260 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva. O certame integra a reestruturação do quadro de pessoal da pasta e busca ampliar as equipes responsáveis pelas atividades de segurança, custódia, assistência e reintegração social no sistema penitenciário estadual.
Do total de vagas, 200 são destinadas ao cargo de Policial Penal e 60 ao cargo de Especialista em Assistência Penitenciária, distribuídas entre as especialidades de Assistente Social, Médico Psiquiatra, Psicólogo e Terapeuta Ocupacional.
Seleção contempla vagas para policiais penais e especialistas em assistência penitenciária.- Foto: arquivo / Assecom
Segundo a Seap, o concurso é o primeiro realizado após a reestruturação do quadro de pessoal promovida pela Lei Complementar nº 793, publicada em setembro de 2025. A legislação reorganizou a estrutura de cargos da secretaria para atender às necessidades do sistema prisional e ampliar a atuação dos profissionais nas unidades penitenciárias.
Distribuição das vagas
As vagas para Policial Penal estão distribuídas da seguinte forma:
140 vagas para ampla concorrência;
20 vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcD);
40 vagas para candidatos autodeclarados negros e pardos.
Já as 60 vagas para Especialista em Assistência Penitenciária contemplam as áreas de:
Assistência Social;
Medicina Psiquiátrica;
Psicologia;
Terapia Ocupacional.
O edital também prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados negros e pardos.
Provas em quatro cidades
As provas objetivas serão aplicadas no dia 13 de setembro, nas cidades de:
Natal;
Mossoró;
Pau dos Ferros;
Caicó.
Os candidatos ao cargo de Policial Penal farão as provas no turno da manhã. Já os concorrentes às vagas de Especialista em Assistência Penitenciária serão avaliados no período da tarde.
De acordo com o cronograma do edital, o resultado do deferimento das inscrições, após a análise dos recursos, será divulgado em 20 de agosto.
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Interpol: PF extradita brasileiro que fugiu após matar por vingança
13/08/2026

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Um brasileiro de 38 anos, apontado como um dos autores de um homicídio motivado por acerto de contas e divergências financeiras, desembarcou no Brasil sob escolta da Polícia Federal (PF). O suspeito, natural de Contagem (MG), estava foragido em Portugal e figurava na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos criminosos mais procurados do mundo.
O crime ocorreu em fevereiro de 2018, na cidade de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem agiu em conjunto com outros envolvidos, disparando diversas vezes contra a vítima em uma ação motivada por vingança.
Após a conclusão do processo de extradição, o investigado foi transferido para Belo Horizonte. Ele deu entrada no Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional (Ceresp/Gameleira), onde permanecerá preso à disposição das autoridades judiciais mineiras.
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Juiz multa instituto Datavero em R$ 53 mil
13/08/2026

Justiça identificou divergências entre a composição informada no PesqEle, os dados coletados e a base utilizada na divulgação; decisão não reconhece fraude intencional
O juiz auxiliar Fábio Luiz de Oliveira Bezerra, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), suspendeu a divulgação de uma pesquisa do instituto Datavero sobre a disputa eleitoral no Rio Grande do Norte e condenou a empresa ao pagamento de multa de R$ 53.205. Cabe recurso.
A decisão foi tomada na última terça-feira 11 no âmbito de uma representação apresentada pela coligação Esperança e Trabalho, que apoia a candidatura de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado.
A ação apontou inconsistências entre o plano amostral inicialmente registrado, a composição efetiva das pessoas entrevistadas e os dados inseridos posteriormente no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). As divergências envolviam o grau de instrução, a renda familiar e a faixa etária dos entrevistados.
A pesquisa Datavero foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-02095/2026. O instituto informou que entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 9 e 11 de julho. Os resultados foram divulgados em 14 de julho e mostravam um empate técnico entre Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (PL) na liderança da corrida para o Governo do Estado — contrariando a maioria dos outros levantamentos registrados, que mostram vantagem folgada de Allyson.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que as informações apresentadas pela Datavero não permitiam estabelecer uma correspondência adequada entre o que foi coletado em campo, o que foi comunicado à Justiça Eleitoral e os resultados divulgados ao público. A desconformidade levou a pesquisa a ser equiparada a um levantamento não registrado, hipótese que autoriza a aplicação da multa prevista na legislação eleitoral.
“Substituir a contagem empírica por frequências ponderadas não atende ao princípio da transparência e dificulta a fiscalização da pesquisa”, escreveu Fábio Luiz de Oliveira Bezerra. A decisão determina que os números deixem de circular em qualquer veículo de comunicação ou rede social.
A irregularidade reconhecida pelo TRE-RN não decorre da utilização da ponderação estatística em si. Esse procedimento consiste em atribuir pesos diferentes aos entrevistados para aproximar a composição da amostra das características da população que se pretende representar. A própria decisão ressalta que a ponderação é aceita pela literatura especializada e pode ser necessária para corrigir desequilíbrios na amostra.
A controvérsia estava relacionada ao tipo de informação que deve ser apresentado à Justiça Eleitoral depois da realização do trabalho de campo. Pela regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o instituto precisa complementar o registro com a quantidade de pessoas efetivamente entrevistadas em cada setor censitário e com a composição da amostra por gênero, idade, escolaridade e nível econômico.
Segundo o juiz, esse preenchimento deve refletir o número real de pessoas ouvidas, e não o resultado produzido depois da aplicação dos pesos estatísticos. A ponderação altera a influência de cada entrevista no cálculo dos percentuais, mas não modifica a quantidade de pessoas que participaram do levantamento.
A decisão utiliza um exemplo para explicar a diferença. Se uma categoria teve 682 entrevistados e, após a ponderação, passou a contribuir estatisticamente como se representasse aproximadamente 1.102 observações, continuam existindo apenas 682 entrevistas. Para o TRE-RN, é esse número real que precisa constar na complementação destinada à fiscalização.
Três conjuntos de informações
Em sua defesa, a Datavero sustentou que o plano amostral registrado antes da coleta já previa a ponderação das variáveis de escolaridade, nível econômico e faixa etária. A empresa afirmou que os números incluídos na complementação correspondiam à amostra ponderada e estavam de acordo com a metodologia previamente informada.
O instituto também alegou que a coligação tratou a base bruta como se fosse o único parâmetro válido de fiscalização. Para a empresa, os dados ponderados representariam de maneira mais adequada a composição final utilizada para estimar as intenções de voto.
Durante o processo, porém, a empresa reconheceu a ocorrência de um erro operacional na divulgação: no lugar da base ponderada inicialmente prevista, foi carregada a base bruta de dados. Essa admissão foi considerada relevante para o julgamento.
De acordo com a decisão, passaram a coexistir três conjuntos distintos de informações sobre o mesmo levantamento: a base efetivamente coletada em campo; a composição ponderada inserida no PesqEle; e os resultados apresentados aos eleitores, calculados a partir da base bruta. Para o magistrado, essa separação comprometeu a fidelidade entre as diferentes etapas da pesquisa.
Segundo o juiz, a divergência prejudica a transparência e impede a verificação adequada da intensidade das correções estatísticas e da aderência entre o planejamento e a execução do estudo.
Apesar de reconhecer a irregularidade e aplicar a multa, a decisão não afirma que houve fraude, manipulação deliberada dos números ou intenção de beneficiar determinado candidato. A condenação ocorreu pela desconformidade metodológica e informacional entre o registro, a execução e a divulgação. Também não houve reconhecimento de litigância de má-fé por nenhuma das partes.
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Carioca é preso fazendo compras em Natal após aplicar golpe de R$ 96 mil no Pix
12/08/2026

Foto: Divulgação/PCRN
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na terça-feira (11), um homem, de 29 anos, natural do Estado do Rio de Janeiro, suspeito da prática do crime de furto mediante fraude eletrônica, cometido em prejuízo de uma vítima no estado da Paraíba.
O suspeito residia em Natal desde dezembro de 2025, segundo informações levantadas durante as diligências.
De acordo com as investigações, a vítima teve sua conta bancária acessada de forma indevida, sendo realizadas duas transferências via PIX, nos valores de R$ 3.599,00 e R$ 93.195,00. Os valores foram utilizados para a compra de equipamentos eletrônicos em uma loja localizada em um shopping na capital potiguar.
Após o recebimento das informações, policiais civis realizaram diligências e localizaram o suspeito no momento em que ele deixava o estabelecimento comercial. O homem foi preso em flagrante e, com ele, foram recuperados integralmente os equipamentos adquiridos com os valores provenientes das transações fraudulentas, avaliados em mais de R$ 90 mil.
A ação demonstra a atuação da força de segurança no combate aos crimes patrimoniais e na recuperação de bens e valores provenientes de práticas criminosas, buscando minimizar os prejuízos causados às vítimas.
As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica do crime e verificar a possível participação de outras pessoas.
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Palmeiras ganha reforço para duelo decisivo contra Cerro Porteño na Libertadores
12/08/2026

Zagueiro Gustavo Gómez (à direita) treina forte contra o reserva Luís Pacheco - Foto: César Greco/Palmeiras
Principal reforço poderá ser o zagueiro Gustavo Gómez, que participou integralmente do último treinamento
O Palmeiras encerrou nesta terça-feira 11 a preparação para enfrentar o Cerro Porteño pelas oitavas de final da Libertadores. A partida de ida será disputada nesta quarta-feira 12, às 19h, no Nubank Parque, em São Paulo. O principal reforço poderá ser o zagueiro Gustavo Gómez, que participou integralmente do último treinamento.
O capitão não atua desde a goleada sobre o Vitória, em 29 de julho, devido a uma lesão na coxa direita. Apesar da evolução, o defensor ainda aparece oficialmente em transição entre as etapas física e técnica. A possível volta de Gómez oferece ao técnico Abel Ferreira mais uma alternativa para organizar o sistema defensivo.
O treinador poderá formar uma linha de três zagueiros com Murilo, Gómez e Barboza desde o início. Nesse desenho, Allan e Piquerez ocupariam os lados, com Marlon Freitas e Andreas Pereira no meio-campo. Jhon Arias, Flaco López e Vitor Roque aparecem como opções para compor o setor ofensivo. Mauricio e Ramón Sosa também disputam posições na formação que começará o confronto.
A definição da escalação ocorrerá após a avaliação clínica dos atletas relacionados para o jogo. Palmeiras e Cerro Porteño já se enfrentaram duas vezes na fase de grupos da atual edição da Libertadores. O clube paraguaio não perdeu nenhum dos confrontos, com uma vitória e um empate diante do time brasileiro. Em São Paulo, o Cerro venceu por 1 a 0, com gol de Pablo Vegetti no segundo tempo. Mesmo com média de 70% de posse e 1,99 gol esperado nos dois jogos, o Palmeiras marcou apenas uma vez. O retrospecto aumenta a atenção do time paulista para a eficiência defensiva apresentada pelo adversário.
O novo confronto levará Palmeiras e Cerro Porteño ao 20º encontro entre si pela competição continental. Segundo a Conmebol, é o duelo mais repetido entre clubes de países diferentes na história do torneio. As equipes também se enfrentaram duas vezes em oitavas de final, com classificação palmeirense nas duas ocasiões. O Cerro, contudo, pontuou em três de suas cinco visitas mais recentes ao Brasil em confrontos eliminatórios.
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Mais de 500 agentes atuarão na segurança de ABC x Nacional-AM na Arena das Dunas
12/08/2026

Policiais do Batalhão de Choque atuam no esquema de segurança durante a passagem do ônibus do ABC Foto: José Aldenir
Visitante não solicitou carga de ingressos, e todos os setores serão destinados à torcida alvinegra; público pode superar 30 mil pessoas
Mais de 500 agentes participarão da operação de segurança para a partida entre ABC e Nacional-AM, pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro da Série D. O confronto será realizado no domingo 16, às 17h, na Arena das Dunas, em Natal.
O planejamento foi definido nesta terça-feira 11, durante reunião promovida pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF). Participaram representantes do ABC, da Arena das Dunas, da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).
O efetivo reunirá policiais militares e profissionais de segurança privada. A Semsur também disponibilizará equipes para fiscalizar a atuação dos comerciantes no entorno do estádio.
Arena será destinada à torcida do ABC
Segundo a FNF, o Nacional-AM não solicitou carga de ingressos para seus torcedores. Com isso, todos os setores da Arena das Dunas serão destinados exclusivamente à torcida do ABC.
A expectativa é receber mais de 30 mil pessoas, alcançando a capacidade operacional do estádio. Todos os setores serão abertos ao público para o confronto.
A partida integra a fase decisiva da Série D. O ABC enfrenta o Nacional-AM nas quartas de final em busca de uma vaga na próxima etapa da competição nacional.
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Conteúdo sobre términos pode prolongar sofrimento
12/08/2026

Conteúdos sobre términos podem ser recomendados pelas redes sociais e prolongar a atenção sobre a separação
Vídeos sobre separações podem oferecer apoio, mas a exposição constante também pode dificultar a recuperação emocional
Dias depois de terminar um relacionamento, Jasmine Barnett percebeu que seu feed do TikTok havia mudado. Os vídeos de comédia e exercícios que costumava assistir deram lugar a conteúdos sobre términos, estilos de apego e análises de relacionamentos.
No início, a contadora de 27 anos, de Atlanta, nos Estados Unidos, gostou da mudança. Depois de algumas semanas, porém, queria deixar o assunto para trás, mas os vídeos continuavam aparecendo. O feed passou a incluir mulheres chorando, leituras de tarô sobre ex-parceiros e conteúdos com orientações para reconquistar relacionamentos.
Jasmine tentou bloquear esse tipo de publicação, mas o conteúdo continuou sendo recomendado. “Eu pensava: ‘Por favor, não quero mais ver isso, porque está me mantendo nesse estado depressivo’”, contou, lembrando de uma situação vivida dois anos atrás.
A experiência é relatada por outras pessoas que passam por um término. Nas redes sociais, conteúdos sobre separações podem incluir desde relatos pessoais e orientações sobre “contato zero” até transformações após o fim de um relacionamento e dicas de terapeutas e especialistas.
Para pesquisadores e profissionais de saúde mental, o problema está no excesso. A exposição contínua a conteúdos sobre términos pode manter a pessoa concentrada na separação e dificultar o processo de recuperação.
Jodi Halpern, professora de bioética da Universidade da Califórnia, em Berkeley, afirma que a imersão excessiva nesse tipo de conteúdo e o pensamento constante sobre a pessoa que foi perdida podem dificultar a recuperação.
O fenômeno é favorecido pela forma como funcionam os algoritmos das redes sociais. O TikTok, por exemplo, acompanha comportamentos como o tempo de visualização, a velocidade de rolagem e as curtidas, compartilhamentos e comentários para definir quais conteúdos serão exibidos posteriormente.
Isso significa que a plataforma não precisa saber diretamente que alguém está sofrendo por um término. Se o usuário passa mais tempo assistindo a vídeos sobre separações ou interage com eles, o sistema pode identificar esse interesse e recomendar conteúdos semelhantes.
Michael Rich, fundador do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital, afirma que o TikTok demonstra capacidade de responder a estados emocionais dos usuários, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade. Para ele, o aumento do tempo de engajamento pode ocorrer em detrimento da saúde mental.
Segundo o especialista, direcionar repetidamente conteúdos sobre términos a alguém que acabou de se separar pode prolongar o sofrimento e dificultar o processamento da perda. Ele compara a situação a reabrir continuamente uma ferida.
Pesquisas apontam que o uso das redes sociais depois de um término pode estar associado a sentimentos negativos. A exposição ao ex-parceiro ou a busca por informações sobre ele pode aumentar a angústia e dificultar a recuperação emocional.
Mesmo quando usuários tentam retirar os ex-parceiros de suas vidas digitais, as próprias plataformas podem continuar apresentando conteúdos relacionados. Nesse contexto, especialistas chamam atenção para recursos como feeds infinitos, notificações e curtidas, que podem estimular o uso prolongado.
As empresas afirmam ter desenvolvido ferramentas para reduzir esse tipo de experiência. O TikTok declarou anteriormente que sua página “Para Você” foi projetada para interromper padrões repetitivos e evitar recomendações de conteúdos semelhantes em sequência. A plataforma também oferece ferramentas para limitar o tempo de tela.
A Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, oferece recursos para personalizar as recomendações e limitar determinados tipos de publicações. A empresa também anunciou uma ferramenta para permitir que usuários do Instagram visualizem e editem os temas que o sistema identifica como de maior interesse.
O YouTube também adotou recursos voltados à proteção de adolescentes, incluindo medidas para interromper hábitos de visualização repetitivos e lembretes para fazer pausas.
Apesar dessas ferramentas, especialistas e usuários afirmam que elas nem sempre impedem que grandes volumes de conteúdo sobre términos continuem aparecendo.
Nem todas as pessoas consideram negativo o conteúdo sobre términos. Algumas afirmam que as publicações ajudaram a normalizar suas experiências ou apresentaram orientações que consideraram úteis.
Ana Ruiz, de 35 anos, moradora de Orlando, na Flórida, terminou um relacionamento recentemente e disse que parte do conteúdo que encontrou no Instagram a ajudou a compreender problemas da relação e a lidar com a perda.
Outros usuários tiveram uma experiência diferente. Jason Salem, que tem cerca de 20 e poucos anos, afirmou que os vídeos sobre términos que consumia no Instagram e no YouTube eram “totalmente viciantes”. Ele passava horas assistindo a conteúdos sobre teoria do apego e publicações de criadores que prometiam maneiras de recuperar o relacionamento.
“Eu queria ter esperança”, afirmou.
Segundo ele, o consumo desse material atrasou sua recuperação e tirou sua atenção do trabalho, dos amigos e dos hobbies. Ele também afirmou que passou a enxergar relacionamentos de maneira mais negativa depois de consumir conteúdos que apresentavam opiniões pessimistas ou limitadas como se fossem fatos.
O terapeuta Jeff Guenther, que produz conteúdos sobre términos e relacionamentos no TikTok, afirma que pessoas em sofrimento intenso podem buscar vídeos que reforcem a percepção de que há algo muito errado.
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Entidades lançam manifesto por eleições íntegras no Brasil
12/08/2026

O Pacto pela Democracia, que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil, lançará um manifesto em defesa da integridade das eleições de 2026
Documento aborda desinformação, violência política, soberania nacional, representatividade e uso de inteligência artificial
O Pacto pela Democracia, articulação que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil, lançará um manifesto em defesa da integridade das eleições de 2026. O documento propõe compromissos permanentes com o processo democrático, como o combate à desinformação e à violência política, a proteção da soberania nacional e a ampliação da representatividade.
O texto destaca que este será o primeiro pleito nacional depois dos atos golpistas de 2023 e alerta para a continuidade das tentativas de desacreditar as urnas eletrônicas. As entidades defendem o sistema eleitoral brasileiro e cobram regras claras para enfrentar a circulação de conteúdos falsos.
“Campanhas coordenadas de desinformação, manipulação digital, ataques à credibilidade das instituições e a crescente normalização da violência política desafiam valores fundamentais das sociedades democráticas”, afirma o manifesto.
Embora não mencione países, o documento aponta riscos de interferências externas e defende a soberania brasileira. O tema ganhou relevância diante do temor do governo de uma eventual intervenção dos Estados Unidos no processo eleitoral do País.
O manifesto também repudia todas as formas de violência política e afirma que o “medo jamais pode ocupar o lugar da liberdade”. Outro ponto é a defesa de maior participação de mulheres, negros e indígenas nas eleições.
As organizações demonstram ainda preocupação com o uso de inteligência artificial e de deepfakes, além das dificuldades para responsabilizar plataformas digitais pela divulgação de conteúdos fraudulentos ou manipulados.
“A integridade das eleições é uma construção coletiva. Ela depende das instituições públicas que organizam e fiscalizam o pleito; dos partidos e das candidaturas, que devem respeitar as regras democráticas”, declara o Pacto pela Democracia.
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