Diferenças alarmantes entre pesquisas não deverão se repetir na reta final
28/09/2026

A reta final da campanha no Rio Grande do Norte coloca também os institutos de pesquisa sob os holofotes. Até 15 de setembro, o Estado já contabilizava 92 levantamentos registrados na Justiça Eleitoral, com pesquisas recentes apresentando fotografias bastante diferentes da mesma disputa.
Agora, na avaliação de analistas políticos, diferenças muito grandes entre levantamentos — que em determinados momentos chegaram a colocar um candidato cerca de 15 pontos à frente do segundo colocado — tendem a chamar ainda mais atenção. Com a proximidade das urnas, cada nova pesquisa será confrontada rapidamente com outros levantamentos e, finalmente, com o resultado eleitoral.
Isso não significa que pesquisas diferentes sejam obrigadas estatisticamente a convergir: metodologia, amostra e período de campo podem produzir resultados distintos. Mas, politicamente, discrepâncias muito acentuadas nesta reta final deverão aumentar os questionamentos sobre os institutos, justamente porque haverá menos tempo entre a fotografia das pesquisas e a manifestação real do eleitor nas urnas.
A credibilidade dos institutos também estará em evidência. O próprio TSE acaba de ampliar o detalhamento e a transparência das informações disponíveis no sistema de pesquisas eleitorais.
Com uma nova enxurrada de levantamentos chegando, a expectativa no meio político é de afunilamento dos números. Se as diferenças continuarem muito grandes de um instituto para outro, o debate deixará de ser apenas sobre os candidatos e passará, inevitavelmente, também pela capacidade das pesquisas de retratar esta reta final.
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