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TRE julga nesta quarta pesquisas do Média e Ipsensus sob suspeita de fraude que colocavam Álvaro em 1º lugar

28/09/2026


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) julga nesta quarta-feira, dia 30, o mérito dos processos sobre suspeitas de fraude em pesquisas eleitorais divulgadas entre junho e julho pelos institutos Média e Ipsensus. Os levantamentos, que já tiveram suas divulgações suspensas pela Justiça Eleitoral e estão sob investigação da Polícia Federal, apontavam o candidato Álvaro Dias em primeiro lugar na disputa pelo Governo do Estado. 

Os mesmos institutos envolvidos nas denúncias voltaram a publicar levantamentos nesta semana, dessa vez projetando um cenário de empate técnico entre os principais concorrentes.  

As apurações indicam que os dois órgãos compartilham a mesma equipe técnica e de campo, atuando de forma conjunta para disfarçar os verdadeiros responsáveis pelas publicações. Além disso, análises de dados revelaram inconsistências graves nas coletas, como um único entrevistador aplicando centenas de questionários em dezenas de cidades distantes no mesmo dia, entrevistas registradas antes da data permitida e localizações de GPS fora dos municípios informados.  

Na Representação nº 0600270-03.2026.6.20.0000, a Justiça investiga se as pesquisas do Ipsensus foram inventadas. A acusação mostra que seria impossível realizar as entrevistas na prática, apontando casos em que um só pesquisador teria feito 124 entrevistas por dia em 26 cidades diferentes, além de questionários repetidos e "clonados" com respostas alteradas para beneficiar o candidato Álvaro Dias.  

 

Já no processo  nº 0600293-46.2026.6.20.0000, que contestou a pesquisa RN-08092/2026 do instituto Média, entre as falhas graves, nenhuma das 2.000 coordenadas de GPS bateu com as cidades declaradas (entrevistas de Natal foram gravadas em municípios distantes como Ielmo Marinho e Lajes), houve entrevistas feitas antes do registro oficial, deslocamentos impossíveis de até 278 km/h e manipulação nos dados de renda. Além disso, a apuração também aponta que o dono do instituto já tinha sido comissionado do próprio candidato e o estatístico responsável acumulava suspensão profissional, o que fez a Justiça Eleitoral suspender a divulgação da pesquisa e mandar preservar os dados de coleta.

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