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Ignorar vontade de ir ao banheiro pode causar infecções

28/05/2026


O urologista Cassio Riccetto, coordenador da disciplina de disfunção miccional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), explica que o cérebro aprende a se adaptar quando a pessoa cria o hábito de ignorar os sinais do corpo.

“Se você for inibindo essa percepção, aos poucos o cérebro vai se acostumar. Ele entende que não vai mais avisar que a bexiga está cheia”, afirma Riccetto. Ele explica que a bexiga e o reto passam a funcionar de maneira inadequada quando esse reflexo é repetidamente reprimido.

“Quando inibimos esse reflexo muito bem coordenado, entramos num ciclo vicioso, que pode causar problemas futuros relacionados à evacuação”, completa Maria Julia Segantini, membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC).

De acordo com Riccetto, o funcionamento normal do organismo envolve urinar entre seis e sete vezes por dia. A frequência está relacionada à capacidade da bexiga adulta, que comporta entre 300 ml e 600 ml de urina. O cérebro costuma emitir o sinal de alerta quando o órgão ultrapassa aproximadamente 400 ml de líquido acumulado.

Quando a urina permanece armazenada por muito tempo, a bexiga pode sofrer distensão excessiva, além de aumentar o risco de infecções urinárias. “Acumular xixi pode causar uma hiperdistensão da bexiga”, explica Riccetto. Segundo o especialista, em situações extremas, o problema pode provocar danos renais devido ao retorno da urina para os rins.

Os impactos também atingem o intestino. Especialistas afirmam que segurar as fezes por longos períodos favorece o endurecimento do bolo fecal, dificultando a evacuação e aumentando o risco de lesões. “No caso do cocô, segurar a vontade pode aumentar as chances de doenças no ânus, como hemorroida. Pode ainda causar fissura, abscesso e até fístulas anais”, explica Maria Julia Segantini.

A médica ressalta ainda que o intestino continua absorvendo água das fezes enquanto elas permanecem retidas no reto, tornando a evacuação mais difícil e dolorosa. “Tem que fazer cocô na hora que ele pede para sair”, reforça Segantini.

Outro problema apontado pelos especialistas é que o acúmulo de fezes no reto também pode favorecer infecções urinárias, especialmente entre mulheres, devido à proximidade anatômica entre uretra e canal anal. Além disso, quanto mais tempo a pessoa adia a ida ao banheiro, maior tende a ser a dificuldade para evacuar depois.

Os médicos destacam que hidratação adequada é fundamental tanto para o funcionamento do intestino quanto da bexiga. Segundo Riccetto, beber pouca água reduz a produção de urina, fazendo com que ela permaneça mais tempo acumulada na bexiga e aumentando riscos de infecção.

 

Já no intestino, a água ajuda a manter as fezes mais macias e facilita a evacuação. Embora reconheçam que nem sempre é possível interromper atividades imediatamente para ir ao banheiro, especialistas recomendam respeitar o máximo possível os sinais do organismo.

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Mulheres sofrem com cultura da produtividade extrema

28/05/2026


Sobrecarga amplia casos de burnout - Foto: Freepik

Mulheres representam 63% dos afastamentos por transtornos mentais e especialistas alertam para impactos da pressão profissional, doméstica e social

A crescente cultura da produtividade constante e da busca por desempenho em todas as áreas da vida tem provocado impactos diretos na saúde mental das mulheres brasileiras. Pressionadas a equilibrar carreira, cuidados domésticos, responsabilidades familiares e padrões de comportamento impostos socialmente, elas já representam a maioria dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais no país.

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 546,2 mil brasileiros precisaram se afastar do trabalho em 2025 devido a problemas relacionados à saúde mental. As mulheres correspondem a 63% desses casos.

Especialistas apontam que a combinação entre múltiplas jornadas, cobrança profissional, responsabilidades familiares e pressão social cria um cenário de sobrecarga contínua. O resultado é o aumento de quadros de ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de burnout — condição associada ao esgotamento extremo provocado pelo trabalho.

A jornalista Izabella Camargo, de 45 anos, tornou-se uma das vozes mais conhecidas no Brasil sobre conscientização e prevenção do burnout após sofrer um apagão ao vivo enquanto apresentava a previsão do tempo em um telejornal da TV Globo, em 2018.

Antes de receber o diagnóstico correto, ela procurou cinco médicos diferentes. As dores de cabeça intensas e problemas intestinais eram tratados isoladamente até que um cardiologista identificou o quadro de estresse crônico. Inicialmente, Izabella não acreditou no diagnóstico. “Eu estava normalizando o anormal, algo que fazemos com muita frequência”, afirma. Ela relata que trabalhava continuamente para atingir metas e sentia necessidade de fazer mais do que os homens para conquistar reconhecimento profissional semelhante. O episódio ao vivo acabou sendo o marco do diagnóstico de síndrome de burnout.

O cenário retrata uma realidade cada vez mais comum entre mulheres, segundo especialistas em saúde mental. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a explicar parte dessa sobrecarga. Em 2022, mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais ao trabalho doméstico, enquanto homens gastavam 11,7 horas. A diferença chega a 9,6 horas por semana, o equivalente a quase 40 horas mensais adicionais de trabalho.

Para o psiquiatra Pedro Pan, membro da ONG Ame Sua Mente, que atua na promoção de saúde mental no ambiente escolar, o modelo de produtividade imposto pelo mercado afeta mulheres de forma mais intensa.

“O mundo corporativo criou o fenômeno da produtividade, de não podermos parar de trabalhar. Só que as mulheres são afetadas de forma diferente, porque, além da sobrecarga de trabalho, elas são, na maioria dos arranjos familiares heterossexuais, responsáveis pelos cuidados da casa, em uma divisão injusta”, diz. Segundo ele, casos de adoecimento mental também têm crescido entre mulheres mais jovens. O avanço das redes sociais agravou ainda mais a sensação de insuficiência e comparação permanente.

“Elas ampliaram o sofrimento das mulheres. É como se elas dissessem que não basta mais você ser muito boa no trabalho e em casa. Agora você também precisa correr dez quilômetros às 6h. Porque correr cinco é pouco”, afirma Pan. A socióloga, psicanalista e coordenadora da pós-graduação em sociopsicologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP), Marta Bergamin, avalia que a pressão estética intensifica o desgaste emocional feminino.

“Além de toda a carga do trabalho dentro e fora de casa, há o mercado de beleza, que diz que você tem que estar bonita”, afirma. Ela aponta ainda que o crescimento de casos de feminicídio e a disseminação de conteúdos misóginos nas redes sociais ampliam a sensação de vulnerabilidade entre mulheres. “Por muitos anos, fomos ensinadas a ficar em casa, cuidando do lar. Agora, estamos querendo sair, mas é perigoso”, diz.

Os relatos fazem parte da discussão apresentada na série “Sobrecarregadas”, lançada pela Folha de S.Paulo, que investiga como a ideia de “dar conta de tudo” passou a funcionar como uma métrica de sucesso feminino, mesmo diante dos impactos emocionais e físicos provocados por esse modelo.

Ao longo de seis capítulos, a série aborda diferentes dimensões da sobrecarga feminina, incluindo fatores estruturais, cobranças relacionadas a padrões estéticos e o excesso de exposição digital. Para Izabella Camargo, o enfrentamento do problema passa por uma mudança cultural mais profunda. Em palestras realizadas em diversas cidades do país, ela fala sobre o movimento “EPIs da Saúde Mental”, criado para estimular discussões sobre direito à desconexão e flexibilidade no trabalho.

“Enquanto a pessoa acreditar no discurso do ‘trabalhe enquanto eles dormem’, resultado de uma cultura que descredibiliza a pausa, ela vai achar que problemas mentais são frescura”, afirma.

 

Especialistas alertam que ignorar os sinais de exaustão pode agravar quadros emocionais e levar a doenças mais severas. Para Dulce Brito, gerente médica de bem-estar e saúde mental do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos primeiros alertas costuma aparecer durante o sono. “Muitas vezes, uma mulher sobrecarregada pode até dormir oito horas por noite, mas acorda sempre cansada”, afirma.

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Maurício Caetano convida população de João Câmara para reunião política com pré-candidatos do União Brasil

28/05/2026

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Neymar tem lesão confirmada na panturrilha e pode desfalcar Seleção na estreia da Copa

28/05/2026


Neymar tem lesão confirmada na panturrilha e pode desfalcar Seleção na estreia da Copa

Médico da Seleção Brasileira confirmou nesta quinta-feira (28) uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita do atacante; recuperação deve levar até três semanas

O atacante Neymar teve uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita confirmada pelo departamento médico da Seleção Brasileira nesta quinta-feira 28. A informação foi divulgada pelo médico Rodrigo Lasmar, antes das entrevistas coletivas de Casemiro e Weverton, na Granja Comary, em Teresópolis.

Segundo Lasmar, o camisa 10 realizou exames médicos completos após se apresentar à Seleção, incluindo uma ressonância magnética que detectou a contusão. A previsão é de que o jogador fique em tratamento entre duas e três semanas.

“Neymar se apresentou ontem na Granja Comary, fez todos os exames médicos e terminamos com a ressonância, que identificou uma lesão muscular de grau 2. O atleta segue em tratamento, a expectativa é que em duas a três semanas ele esteja liberado”, afirmou o médico da Seleção.

Com o prazo de recuperação, Neymar está fora dos amistosos preparatórios da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo. O Brasil enfrenta o Panamá neste domingo 31, no Maracanã, e depois encara o Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos.

A presença do atacante na estreia da Seleção na Copa do Mundo, marcada para o dia 13 de junho contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, ainda é tratada como incerta.

De acordo com informações divulgadas pela ESPN, a CBF já monitorava a situação física do jogador desde a chegada dele a Teresópolis. A entidade organizou um esquema reservado para a realização dos exames em uma clínica particular da cidade, com fechamento antecipado do local e assinatura de termos de confidencialidade por funcionários envolvidos no atendimento.

 

Neymar esteve acompanhado do médico Rodrigo Lasmar, do supervisor Sérgio Dimas e de seguranças durante os exames. Pessoas que tiveram contato com o jogador relataram um clima de preocupação e abatimento do atacante durante a passagem pela clínica.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Casos confirmados de ciguatera chegam a 20 no RN em 2026

28/05/2026


Toxina não é eliminada por cozimento, congelamento ou salga do pescado - Foto: José Aldenir

Estado contabiliza 27 surtos neste ano; idosa de 84 anos morreu após consumir peixe contaminado

O Rio Grande do Norte já registrou, em 2026, 20 pessoas com confirmação laboratorial para ciguatera, segundo dados do quadro de distribuição dos casos compatíveis com a intoxicação no Estado. O levantamento da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) aponta ainda 27 surtos registrados, quatro casos isolados e 131 pessoas doentes neste ano.

Além dos casos confirmados de ciguatera, o Estado contabilizou 64 pessoas com suspeita da intoxicação em 2026. O levantamento também registra 44 pessoas com confirmação laboratorial para histamina no mesmo período, ou seja, reação alérgica.

Os dados fazem parte da série histórica de notificações entre 2022 e 2026 e mostram crescimento no número de surtos registrados neste ano em comparação aos anteriores. Em 2025, por exemplo, foram contabilizados 13 surtos, dois casos isolados e 88 pessoas doentes. Naquele ano, 54 pessoas tiveram confirmação laboratorial para ciguatera e 31 permaneceram como suspeitas.

Em 2024, o Estado registrou um surto, um caso isolado e quatro pessoas doentes. Não houve confirmação laboratorial para ciguatera naquele ano, mas quatro pessoas foram classificadas como suspeitas.

Já em 2023, o levantamento aponta cinco surtos registrados, 16 doentes e 10 confirmações laboratoriais para ciguatera, além de seis casos suspeitos. Em 2022, foram registrados um surto, 10 pessoas doentes e 10 confirmações laboratoriais para a intoxicação.

No acumulado entre 2022 e 2026, o Rio Grande do Norte soma 47 surtos registrados, sete casos isolados e 249 pessoas doentes relacionadas a casos compatíveis com ciguatera. Ao todo, 96 pessoas tiveram confirmação laboratorial para a doença ao longo do período analisado, enquanto 103 casos permaneceram como suspeitos. Também foram registradas 44 confirmações laboratoriais para histamina, todas em 2026.

Idosa morreu após intoxicação em Natal

Uma idosa de 84 anos morreu na noite da segunda-feira 25, em Natal, após complicações causadas por intoxicação por ciguatera, toxina associada ao consumo de peixes contaminados. Maria das Dores do Nascimento Batista, conhecida como Dona Dorinha, estava internada desde o dia 26 de abril. A informação foi divulgada pelo filho da vítima, Lucano Batista, em entrevista à TV Ponta Negra.

Segundo familiares, Dona Dorinha havia apresentado melhora nos últimos dias. Ela chegou a ser extubada e deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu ao agravamento do quadro clínico. A família informou que a idosa e a irmã passaram mal após consumirem peixe durante um almoço. O alimento teria sido comprado em uma feira livre da capital potiguar.

As duas precisaram ser hospitalizadas após apresentarem sintomas de intoxicação. A irmã de Dona Dorinha recebeu alta cerca de uma semana depois, enquanto a idosa permaneceu internada até o falecimento. O sepultamento de Dona Dorinha ocorreu na terça-feira, no cemitério João Mucuripe, em Alto do Rodrigues.

O que é a ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes que vivem em áreas de corais e recifes contaminados por ciguatoxinas. As toxinas são produzidas por microalgas invisíveis a olho nu.

Peixes menores consomem essas algas e transmitem a toxina para peixes maiores e carnívoros. Quando o ser humano consome um desses peixes contaminados, pode desenvolver sintomas que variam de problemas gastrointestinais a alterações neurológicas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), as ciguatoxinas são incolores, inodoras e insípidas, além de não serem eliminadas por métodos convencionais de preparo, como cozimento, congelamento, salga ou defumação. A toxina permanece ativa mesmo após o preparo do pescado e a digestão. As maiores concentrações estão presentes na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.

Sintomas

Segundo a Sesap, os principais sinais e sintomas da ciguatera aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do pescado contaminado. Entre eles estão: Dor abdominal; náuseas; vômitos; diarreia; dores de cabeça; cãibras; coceira intensa; fraqueza muscular; visão turva; e gosto metálico na boca.

Os sintomas podem persistir por semanas ou meses. Ainda segundo a Sesap, não existe tratamento específico ou antídoto para a ciguatera. O tratamento é voltado para o controle dos sintomas apresentados pelos pacientes.

Recomendações

A Sesap orienta a população a procurar imediatamente os serviços de saúde diante de sintomas compatíveis com intoxicação, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas. A recomendação também é identificar a espécie consumida e preservar sobras do pescado, acondicionadas e congeladas, para posterior coleta pela Vigilância Sanitária.

 

O órgão ainda orienta evitar o consumo de pescados associados a relatos de intoxicação por ciguatera, especialmente aqueles de procedência desconhecida.

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TOWN FOR MAN

Notícias

Lei no RN busca ampliar bibliotecas e incentivar leitura na rede estadual

28/05/2026


Legislação prevê fortalecimento de espaços de leitura e incentivo ao acesso a livros didáticos, literários e de pesquisa - Foto: José Aldenir

Programa permitirá parcerias públicas e privadas e prevê ações de incentivo à leitura crítica e participativa

O Governo do Rio Grande do Norte instituiu o Programa de Apoio à Implantação de Bibliotecas Públicas no âmbito do Estado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira 27 com o objetivo de ampliar, estruturar e fortalecer bibliotecas nas escolas da rede pública estadual de ensino, além de incentivar a leitura e ampliar o acesso da comunidade escolar a livros didáticos, literários e de pesquisa.

A legislação estabelece que o programa será implementado nas escolas estaduais sob responsabilidade das próprias unidades escolares, podendo contar com apoio institucional de órgãos estaduais competentes. O texto também prevê que o sistema educacional potiguar desenvolva “esforços progressivos” para garantir a universalização das bibliotecas escolares dentro do prazo de vigência do atual Plano Nacional de Educação, em consonância com o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE).

Entre os objetivos previstos na lei estão a implantação de bibliotecas em todo o Rio Grande do Norte, a modernização e o fortalecimento das já existentes, além da consolidação desses espaços como ambientes integrados ao processo de ensino-aprendizagem. O texto também define as bibliotecas como locais destinados ao estudo, ao encontro e ao lazer da comunidade escolar.

A lei estabelece ainda que as escolas poderão promover trocas de acervos bibliográficos, empréstimos e doações entre si, além de desenvolver estratégias conjuntas para estimular a prática da leitura e ampliar o acesso às bibliotecas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), atualmente todas as unidades da rede estadual possuem espaços de leitura. “A rede de ensino do Rio Grande do Norte conta atualmente com espaços de leitura em todas as unidades escolares. A política da SEEC é fortalecer e ampliar esses ambientes, garantindo acesso ao livro e às práticas de leitura em toda a rede”, informou a pasta.

A SEEC também destacou que já executa o programa RN Literário, vinculado ao Programa RN + Leitura, com investimento médio anual de aproximadamente R$ 1,6 milhão. Segundo a secretaria, os recursos são destinados à ampliação e renovação dos acervos bibliográficos das escolas estaduais.

Os detalhes operacionais da nova legislação ainda serão definidos. Conforme a SEEC, a regulamentação da lei ocorrerá no prazo de até 90 dias. “Os aspectos operacionais e legais relacionados à implementação das ações ainda serão regulamentados no prazo de até 90 dias. A partir desse processo serão definidos os cronogramas, diretrizes técnicas e procedimentos administrativos do programa”, informou.

A legislação prevê atendimento prioritário aos municípios do interior do Estado e aos bairros de Natal onde não há bibliotecas. No entanto, a secretaria informou que os critérios específicos para definição das regiões prioritárias ainda serão detalhados durante o processo de regulamentação. Atualmente, segundo a pasta, os recursos destinados às unidades da rede estadual são distribuídos por meio dos Caixas Escolares, considerando critérios como o número de matrículas registrado no SIGEduc.

A integração entre bibliotecas escolares e atividades culturais também está prevista dentro da proposta do programa. Segundo a SEEC, após a aquisição dos livros, as escolas deverão desenvolver ações e projetos voltados ao incentivo da leitura crítica e participativa entre os estudantes.

“O RN Literário também promove a valorização da literatura potiguar e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro no Estado”, destacou a secretaria. Outro ponto previsto na legislação é a possibilidade de celebração de convênios e parcerias com entidades públicas e privadas para melhoria da estrutura das bibliotecas escolares, ampliação de acervos e desenvolvimento de ações de incentivo à leitura.

A integração ao Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares também deverá ser tratada na regulamentação da nova lei. Segundo a SEEC, “a integração com o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE) está entre os aspectos que serão tratados durante o processo de regulamentação da legislação, previsto para os próximos 90 dias, incluindo definições legais, operacionais e de articulação institucional”.

 

A Lei nº 12.745 foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT). O texto entrou em vigor na data da publicação.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

Notícias

João Câmara: prefeitura inicia “maquiagem” da cidade enquanto população sofre com abandono

28/05/2026

Milhões para festa, problemas básicos sem solução
 
A gestão municipal de João Câmara começou uma verdadeira corrida de “maquiagem urbana” às vésperas dos festejos, tentando passar uma imagem de organização e desenvolvimento. Pinturas rápidas, serviços superficiais e ações emergenciais começaram a aparecer em alguns pontos da cidade, justamente quando os investimentos milionários em festas ganham destaque.
 
Enquanto isso, a realidade da população segue marcada pelo abandono e pela falta de serviços essenciais.
 
Moradores denunciam ruas esburacadas, falta de iluminação pública, problemas na saúde, dificuldades no abastecimento de água em algumas comunidades e ausência de investimentos estruturais que realmente melhorem a qualidade de vida da população.
 
A revolta cresce diante da prioridade dada aos eventos festivos, que devem consumir milhões dos cofres públicos, enquanto áreas fundamentais continuam enfrentando precariedade.
 
“Para festa sempre aparece dinheiro. Mas para resolver os problemas do povo nunca tem”.
 
A sensação entre parte da população é de que a gestão aposta em ações paliativas e visuais para tentar melhorar sua imagem, sem enfrentar os problemas reais que afetam diariamente os camarenses.
 
A cobrança agora é por transparência nos gastos públicos e por prioridades que atendam as necessidades básicas da cidade, e não apenas ações temporárias para gerar aparência de organização durante períodos festivos.
 
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PREFEITURA MUNICIPAL DE JANDAIRA

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Startups avançam e ampliam ecossistema de inovação de empresas tecnológicas no RN

28/05/2026


Startups avançam e ampliam ecossistema de inovação de empresas tecnológicas no RN - Foto: Imagem gerada por IA

Estado alcançou 677 startups entre agosto de 2024 e agosto de 2025, com crescimento de 21,3%

O ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte mantém trajetória de expansão impulsionada pelo crescimento do número de startups, pela interiorização das iniciativas de tecnologia e pela ampliação de programas de aceleração empresarial. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN) apontam que o Estado alcançou 677 startups entre agosto de 2024 e agosto de 2025, crescimento de 21,3% em relação ao período anterior.

Em Natal, a incubadora Metrópole Parque, ligada ao Instituto Metrópole Digita (IMD), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), superou em 77% a meta estabelecida para 2026. Atualmente, o parque possui 48 negócios incubados ou em pré-incubação, ante expectativa inicial de 27 empresas.

A estrutura acompanha 24 startups incubadas e outras 24 em fase de pré-incubação, com atuação principalmente nas áreas de saúde, educação, biotecnologia e ciência de dados. O parque reúne cerca de 200 empresas associadas, responsáveis por faturamento anual estimado em R$ 300 milhões e geração de mais de 3,2 mil empregos.

Para Iris Pimenta, diretora-adjunta do Metrópole Parque, o ambiente de inovação potiguar atravessa processo de amadurecimento acelerado. Segundo ela, o Estado passou por transformação estrutural ao longo da última década.

“Há 12 anos, uma empresa de tecnologia no RN era aquela que vendia peças de computador. Hoje, o estado produz tecnologia de ponta com reconhecimento nacional e internacional”, afirmou.

A incubadora opera por meio de edital de fluxo contínuo e pretende ampliar o incentivo a startups de base científica e tecnológica, conhecidas como deep techs, especialmente em segmentos ligados à biotecnologia, nanotecnologia e inteligência artificial.

 

Segundo Eugênio Spíndola, analista de Inovação do Sebrae-RN, o Estado ocupa atualmente a 11ª posição nacional em número de startups, após ser ultrapassado pelo Piauí durante o evento NEON 2025. A diferença entre os estados, contudo, seria de apenas três empresas.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE JANDAIRA

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A dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do Imposto de Renda

28/05/2026


A dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do Imposto de Renda - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Receita recebeu 36,3 milhões de documentos desde o início da entrega

Faltando dois dias para o fim do prazo, 17,4% dos contribuintes, cerca de 7,7 milhões de pessoas, ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 18h26 desta quarta-feira (27), a Receita Federal recebeu 36.334.887 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025).A dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do Imposto de Renda - Agora RNA dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do Imposto de Renda - Agora RN

O número equivale a 82,6% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.

Segundo a Receita Federal, 59,6% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 22,1% terão que pagar Imposto de Renda e 18,4% não têm imposto a pagar nem a receber.

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (77,8%), mas 15,6% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 6,6% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 59,6% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,2% dos envios.

O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s desta sexta-feira, 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

 

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

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CRAZY DOGS

Notícias

IMD abre 55 vagas externas para cursos gratuitos em TI

28/05/2026


O programa é destinado a pessoas que não possuem cadastro ativo em cursos de graduação da UFRN, incluindo formados, estudantes ativos de outras universidades ou aqueles que iniciaram, mas não concluíram, o curso superior. Não serão disponibilizadas bolsas de auxílio aos discentes.

Campos do saber

As vagas estão distribuídas em seis campos do saber, valendo certificação com carga horária mínima de 300 a 360 horas: Internet das Coisas, Bioinformática, Jogos Digitais, Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Inovação e Empreendedorismo. Os estudantes terão prazo máximo de 24 meses para obter a certificação e receberão matrícula na UFRN na categoria de cursos sequenciais, com regime presencial.

O processo seletivo será composto por uma única etapa eliminatória: prova de conhecimentos específicos, de natureza objetiva, com 30 questões de múltipla escolha sobre pensamento computacional e programação, relação entre TI e sociedade, probabilidade, matemática, língua inglesa e, para os campos de Internet das Coisas, IA e Ciência de Dados, programação em Python e C/C++.

A prova será aplicada no dia 5 de julho de 2026, às 8h, com duração de quatro horas. O resultado final será divulgado na página do IMD no dia 10 de julho. Os candidatos aprovados serão convocados na ordem de classificação para matrícula, seguindo as normas da UFRN.

PES

O Programa de Estudos Secundários do Instituto Metrópole Digital é uma iniciativa de formação complementar voltada a estudantes e profissionais interessados em aprofundar conhecimentos na área de Tecnologia e afins.

Para isso, o programa permite que participantes obtenham certificação em diferentes campos do saber, mesmo sem vínculo direto com cursos do IMD.

 

O programa pode ser cursado tanto por alunos regularmente matriculados na UFRN quanto por pessoas externas à universidade, por meio de editais específicos. Ao concluir a carga horária exigida, os participantes recebem um certificado de formação complementar expedido pela própria UFRN, o qual pode ser usado para incrementar currículos e ampliar as chances dos egressos em oportunidades de emprego.

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INSPIRE COSMETICOS

Notícias

Fim da escala 6×1 pode gerar impacto de R$ 3 bi por ano no RN

28/05/2026


Foto: Magnus Nascimento

A proposta de acabar com a escala 6×1 – seis dias de trabalho por um de descanso – e reduzir a jornada máxima semanal de 44 horas para 40 acendeu o alerta para possíveis impactos na economia. Empresas do Rio Grande do Norte podem ter custo adicional de R$ 3 bilhões por ano, segundo estimativas do Instituto Fecomércio RN (IFC) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgadas nesta quarta-feira (27). O mesmo estudo aponta para a possível perda de 7.800 postos de trabalho formais no curto e médio prazo.

Para a Fecomércio-RN, o impacto ocorre especialmente nos setores de comércio e serviços, que respondem por 79% dos empregos formais do estado. O custo adicional anual no setor de serviços pode chegar a R$ 1,9 bilhão, enquanto o comércio potiguar recebe o impacto anual de R$ 1,1 bilhão.

Ainda como reflexo da mudança, o estudo projeta aumento de preços de até 13%, e alta de 21% na folha salarial. Os cálculos levaram em consideração dados de Caged, Rais e CNC.

A proposta avançou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27), quando a comissão especial que analisa a PEC – que reduz, em duas etapas, a jornada de trabalho no Brasil – aprovou o texto apresentado pelo relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). A proposta prevê a redução para 40 horas, com dois dias de descanso semanal, em uma transição de um ano.

 

Segundo a Fecomércio-RN, parte do aumento dos custos operacionais das empresas deve ser repassado ao consumidor. “Empresas menores podem reduzir vínculos formais e recorrer a contratos intermitentes, terceirização ou MEI; e empresas com margens abaixo de 5% são mais vulneráveis ao fechamento”, explica a entidade.

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CALIFORNIA GASTROBAR - PETISCARIA E AÇAITERIA

Notícias

HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil

27/05/2026


HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacinação é a forma mais eficaz de prevenção

Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil - Agora RNHPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil - Agora RN

Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.

De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.

O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.

“O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina,  vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, complementa a diretora executiva.

O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.

Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.

“Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica.

O estudo também mostra uma tendência preocupante com relação ao câncer do colo do útero. De 2011 a 2016, as hospitalizações caíram 4,7%, mas, de 2016 a 2019, o movimento foi o inverso, com crescimento de 3,9%. A mortalidade apresentou o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo.

Outro dado preocupante vem da análise etária. Enquanto todos os outros tipos começam a ter maior incidência a partir dos 40 ou 50 anos, no caso do câncer de colo do útero, as hospitalizações já são expressivas a partir dos 30. A a média de idade das pacientes é de 47 anos, pelo menos dez a menos do que nos outros tipos de câncer. A idade média das pessoas que morreram pela doença também é menor: 56 anos.

“Hoje o câncer do colo do útero é o câncer que mais mata mulheres em idade reprodutiva e é o que tem maior nível de incidência [nessa faixa etária]. A gente sabe que apenas 40% das mulheres fazem o papanicolau de maneira periódica como é recomendado. Então, elas são diagnosticadas quando já têm um tumor invasivo”, reforça Cintia.

O papanicolau ou exame preventivo é o procedimento ginecológico que deve ser feito periodicamente para detectar a presença do HPV ou de lesões precursoras no colo uterino, possibilitando que a paciente seja acompanhada com mais cautela ou receba o tratamento, em caso de lesões, evitando que elas evoluam para câncer.

No ano passado, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para esse exame de rastreamento. Agora, todas as mulheres e outras pessoas com útero, entre 25 e 64 anos, devem fazer o teste DNA-HPV oncogênico, que detecta não somente a presença do vírus, como também identifica de que tipo ele é, já que apenas alguns tem potencial cancerígeno. 

Em caso negativo, o exame só precisa ser repetido depois de cinco anos. Em caso positivo, a paciente deve ser encaminhada para outros exames, para confirmar ou descartar lesões ou o câncer já instalado, e realizar o tratamento. As autoridades de saúde acreditam que, com rastreamento organizado, tratamento oportuno e vacinações com alta cobertura, o câncer de colo do útero pode ser eliminado em 20 anos. 

Cintia Parellada reforça que apesar dos desfechos agressivos, este é um tipo de câncer que oferece grande oportunidade de prevenção. “Depois que uma pessoa se infecta, ela demora dois anos para ter a lesão precursora. E da lesão precursora até o câncer, esse caminho pode ser de dez anos.”

Por outro lado, isso também demonstra a importância da vacinação precoce. “Uma pessoa que começou a atividade sexual com 15 anos, quando ela chega nos 30, já pode ter o câncer do colo do útero”, alerta.

A vacina contra o HPV foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, e estudos já mostram que ela ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras. No entanto, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que mais de 19 mil novos casos serão diagnosticados por ano no país, durante o período 2026-2028, um aumento de 14% em comparação ao triênio anterior.

A vacina é recomendada a todas as crianças e adolescentes, de 9 a 14 anos, porque sua eficácia é maior se for tomada antes do início da vida sexual. O Ministério da Saúde está com uma campanha vigente de resgate vacinal para todos os jovens de até 19 anos que não foram vacinados na idade correta.

 

Além disso, também devem receber a vacina: pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pacientes que já tiveram lesões pré-cancerosas de alto grau. Para outros públicos, a vacina está disponível em serviços privados de saúde.

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CALIFORNIA GASTROBAR - PETISCARIA E AÇAITERIA

Política

Magistrados e membros do MP terão contracheque unificado

27/05/2026


Conselho Nacional de Justiça (foto) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovaram resolução - Foto: Gil Ferreira / CNJ

Novas normas criam modelo nacional padronizado para remunerações e benefícios, incluindo verbas indenizatórias e penduricalhos

O Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público aprovaram nesta terça-feira novas regras para unificar os contracheques de juízes, procuradores e promotores em todo o país. A medida cria um modelo nacional padronizado para remunerações e benefícios pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público, incluindo os chamados penduricalhos.

Com a decisão, tribunais e unidades do Ministério Público terão prazo de 60 dias para adequar os sistemas às novas normas. A regulamentação também restringe o pagamento de verbas indenizatórias fora dos critérios estabelecidos pelas cúpulas das duas instituições.

As resoluções instituem a chamada Tabela Remuneratória Unificada (TRU), que obriga tribunais e MPs a adotarem nomenclaturas padronizadas para todas as verbas pagas. A intenção é facilitar a fiscalização e ampliar a transparência sobre os rendimentos de magistrados e membros do Ministério Público.

Os novos contracheques deverão detalhar pagamentos retroativos, indicando o período ao qual os valores se referem e eventual saldo ainda pendente. Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a padronização permitirá maior clareza sobre os valores recebidos pelo Judiciário. “Fará com que o Poder Judiciário mostre efetivamente à sociedade aquilo que recebe pelos serviços prestados”, afirmou.

A iniciativa foi apresentada após auditorias dos órgãos de controle identificarem quase 700 registros de passivos e penduricalhos retroativos passíveis de pagamento em diferentes estados. No Ministério Público, foram localizados 176 registros em 30 unidades. Já no Judiciário, a auditoria apontou 518 registros distribuídos em 94 tribunais.

Embora já exista uma estimativa de impacto financeiro dessas verbas para os cofres públicos, os órgãos afirmam que os pagamentos ainda passarão por revisão antes de eventual validação pelo STF.

Pelas novas regras, os contracheques deverão discriminar itens como subsídio, adicionais por tempo de serviço, diárias, ajuda de custo, gratificações, indenizações de férias não usufruídas e pagamentos por acúmulo de funções.

A resolução também mantém fora do teto constitucional verbas como décimo terceiro salário, adicional de férias, auxílio-saúde comprovado, abono de permanência previdenciário e gratificação por funções eleitorais.

A fiscalização das informações ficará sob responsabilidade da Corregedoria Nacional de Justiça, que poderá requisitar documentos, determinar suspensão de pagamentos considerados irregulares e abrir procedimentos para apurar possíveis descumprimentos das decisões do STF sobre penduricalhos. Caso sejam identificados pagamentos indevidos, os magistrados terão prazo de 30 dias para devolver os valores.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

Notícias

RN registra um dos maiores avanços do País em desenvolvimento humano

27/05/2026


Rio Grande do Norte alcançou IDHM de 0,778 em 2024, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) - Foto: José Aldenir

Estado teve um dos maiores avanços proporcionais no IDHM entre 2019 e 2024; País alcança nível de “muito alto desenvolvimento humano” pela 1ª vez

O Rio Grande do Norte registrou um dos maiores crescimentos do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil e alcançou índice de 0,778 em 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira 26 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro. O Estado saiu de 0,738 em 2019 para 0,778 em 2024, crescimento de 5,4% no período, ficando entre as unidades federativas com maior avanço proporcional no indicador.

O levantamento mostrou ainda que o Brasil atingiu pela primeira vez a classificação de “muito alto desenvolvimento humano”. O índice nacional passou de 0,744, em 2012, para 0,805 em 2024. Até então, o País estava na faixa considerada “alta”, entre 0,700 e 0,799.

Apesar do avanço do Rio Grande do Norte, o Estado permanece abaixo da média nacional. O desempenho potiguar também segue inferior ao de estados das regiões Sul e Sudeste e do Distrito Federal, que lidera o ranking nacional com IDHM de 0,866. São Paulo aparece em segundo lugar, com 0,838.

Entre os estados nordestinos, o Rio Grande do Norte aparece entre os maiores crescimentos do País, ao lado de Alagoas e Piauí. Mesmo assim, toda a região Nordeste permanece abaixo da média brasileira no levantamento de 2024.

Os dados mostram que o RN superou estados como Alagoas, Maranhão e Bahia no índice atual. O Maranhão registrou o menor IDHM do País, com 0,745. Já Alagoas, apesar de apresentar uma das maiores evoluções, chegou a 0,746.

O estudo considera três dimensões: longevidade, educação e renda. O IDHM varia de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano da localidade.

A metodologia utilizada adapta os critérios do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global à realidade brasileira. A análise abrange os 26 estados, o Distrito Federal, 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina e cinco macrorregiões.

Os resultados foram calculados com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com pesquisadores e equipe técnica da Fundação João Pinheiro.

O levantamento também apontou a permanência de desigualdades raciais e de gênero no país. Embora o desenvolvimento da população negra tenha crescido em ritmo mais acelerado do que o da população branca ao longo da última década, as diferenças permanecem.

Segundo o estudo, o IDHM da população branca passou de 0,804, em 2012, para 0,851 em 2024. Já entre a população negra, formada por pretos e pardos, o índice saiu de 0,694 para 0,774 no mesmo período. O crescimento foi de 10,3% entre negros, ante 5,5% entre brancos, mas o IDHM da população negra ainda permanece cerca de 10% inferior ao da população branca.

As diferenças também aparecem no recorte por gênero. O IDHM das mulheres passou de 0,736 para 0,798, enquanto o dos homens aumentou de 0,737 para 0,802 em 2024. Com isso, os homens atingiram a faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, enquanto as mulheres seguem classificadas no nível “alto”.

Na renda, a desigualdade aumentou. Em 2024, o rendimento médio feminino foi de R$ 1.260,45, enquanto o masculino alcançou R$ 1.604,30.

Na longevidade, a menor diferença entre os grupos foi registrada na expectativa de vida. As mulheres apresentaram esperança de vida de 79,88 anos, enquanto entre os homens o índice ficou em 73,3 anos.

No ranking nacional de 2024, nove unidades federativas ficaram acima da média brasileira de IDHM: todos os estados das regiões Sul e Sudeste, além de Mato Grosso e Goiás. No outro extremo, todos os estados do Norte e Nordeste apareceram abaixo do índice nacional.

Além do Rio Grande do Norte (0,778) , os estados nordestinos registraram os seguintes índices em 2024: Bahia (0,759), Ceará (0,773), Paraíba (0,760), Pernambuco (0,767), Sergipe (0,761), Piauí (0,764) e Maranhão (0,745).

Os dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento indicam que, embora o Brasil tenha alcançado um novo patamar de desenvolvimento humano, as desigualdades regionais seguem evidentes, principalmente entre Norte e Nordeste em comparação às demais regiões do País.

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TOWN FOR MAN

Notícias

Saiba como higienizar ferimentos e evitar infecções

27/05/2026


Especialistas orientam como agir em casos de ferimentos e acidentes domésticos - Foto: Freepik

Cuidados imediatos ajudam a prevenir infecções, controlar sangramentos e evitar complicações

Acidentes domésticos, quedas e lesões durante atividades físicas fazem parte da rotina de muitas pessoas e frequentemente provocam ferimentos que exigem cuidados imediatos. Especialistas alertam que agir corretamente nos primeiros minutos após uma lesão pode ajudar a prevenir infecções, reduzir complicações e controlar o sangramento.

Medidas simples de primeiros socorros, como manter a calma, limpar corretamente a região afetada e identificar sinais de gravidade, são consideradas fundamentais no atendimento inicial. O enfermeiro Juan Carlos Miranda Domínguez, autor do livro “O poder de ajudar: Um manual de primeiros socorros” (Oberon), afirma que algumas práticas ainda bastante populares já não são mais indicadas no tratamento de feridas.

Segundo ele, aplicar álcool ou água oxigenada diretamente sobre lesões pode provocar irritações e prejudicar a cicatrização. Miranda explica que, na maioria dos casos leves, os primeiros cuidados envolvem apenas higienização adequada da área afetada. “Para a maioria dos ferimentos leves, basta limpar a área com água e sabão, remover qualquer sujeira e cobri-la nas primeiras 24 horas.”

O especialista ressalta que ferimentos superficiais, como arranhões, escoriações e pequenos cortes, geralmente podem ser tratados em casa sem necessidade de atendimento hospitalar imediato. Nesses casos, recomenda-se lavar cuidadosamente a região com água corrente e sabão, retirar resíduos como areia, terra ou grama e aplicar antissépticos apropriados, como clorexidina ou iodopovidona.

Segundo Miranda, o objetivo principal é evitar contaminações e favorecer a cicatrização natural do tecido. Já em situações mais graves, como cortes profundos ou ferimentos causados por objetos perfurantes, o cuidado deve ser diferente. O especialista alerta que não se deve tentar retirar objetos encravados, pois isso pode aumentar o sangramento e agravar a lesão.

Nesses casos, a orientação é aplicar pressão ao redor do ferimento para controlar a hemorragia, imobilizar a área atingida e procurar atendimento médico rapidamente. As mordidas de animais também exigem atenção especial devido ao risco elevado de infecção. Segundo o enfermeiro, o local deve ser lavado cuidadosamente com água e sabão e, em seguida, deve-se utilizar um antisséptico. Ele recomenda ainda procurar avaliação médica para análise de vacinação.

Passo a passo

O que fazer ao sofrer um ferimento

Lave a área afetada com água corrente e sabão

Retire sujeiras visíveis, como areia ou terra

Utilize antissépticos indicados, como clorexidina ou iodopovidona

Cubra o local com gaze ou curativo limpo nas primeiras 24 horas

Em caso de sangramento, faça compressão leve sobre o ferimento

Não retire objetos encravados em cortes profundos

Evite aplicar álcool ou água oxigenada diretamente na lesão

Procure atendimento médico em casos de:

cortes profundos;

sangramento intenso;

mordidas de animais;

ferimentos nos olhos;

tontura, vômito ou perda de consciência;

 

sinais de infecção, como pus, febre e vermelhidão intensa.v

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Notícias

Empreendedorismo feminino se fortalece

27/05/2026


Inscrições do Conexão Delas foram prorrogadas até o dia 10 de junho - Foto: reprodução / assessoria

Iniciativa oferecerá capacitações, consultorias e premiações para negócios liderados por mulheres em sete municípios potiguares

Mulheres empreendedoras do Rio Grande do Norte ganharam mais prazo para participar do Programa Conexão Delas, iniciativa voltada ao fortalecimento de negócios liderados por mulheres no Estado. As inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de junho, ampliando o período para adesão de empresárias interessadas em investir na consolidação e expansão de suas atividades.

O programa terá duração de seis meses e prevê ações de capacitação, consultorias e participação em eventos de mercado, além de premiações para os negócios com melhor desempenho ao longo da jornada.

A iniciativa é destinada a mulheres com empresas formalizadas no Rio Grande do Norte nas categorias de Microempreendedora Individual (MEI), Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP). Artesãs e produtoras rurais também poderão participar.

Ao todo, serão ofertadas 170 vagas distribuídas em sete municípios potiguares: Natal, com 50 vagas, além de Assú, Apodi, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Nova Cruz e Currais Novos, com 20 vagas cada.

O programa prevê acompanhamento coletivo e individual das participantes, com foco em gestão empresarial, desenvolvimento comportamental e acesso a oportunidades de mercado. Entre os temas abordados estão gestão financeira, marketing, posicionamento de marca, mídias digitais e estratégias de fortalecimento da competitividade.

Segundo Elisete Lopes, gestora do Sebrae Delas no RN, a proposta também busca ampliar competências relacionadas à liderança e ao desenvolvimento pessoal das participantes. “O programa trabalhará temas ligados à gestão de marca, finanças, marketing, mídias digitais e desenvolvimento pessoal, com foco em autoconfiança, liderança e postura empreendedora”, afirmou.

Além das atividades formativas, o Conexão Delas premiará as três empresas com melhor desempenho durante o programa. O primeiro lugar receberá R$ 10 mil, enquanto os segundo e terceiro colocados serão contemplados com R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Os critérios de avaliação e pontuação estão previstos no edital da iniciativa.

 

As interessadas podem consultar o regulamento completo e realizar as inscrições por meio de formulário online disponibilizado pela organização do programa.

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PF encontra R$ 287 mil em espécie escondidos em sacos de lixo na casa de servidor do INSS

27/05/2026


Valor estava escondido em sacos de lixo dentro da residência de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Pernambuco. Foto: PF

Investigações apuram um esquema nacional de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS por meio de entidades associativas

A Polícia Federal apreendeu R$ 287 mil em dinheiro vivo durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira 27. O valor estava escondido em sacos de lixo dentro da residência de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Pernambuco.

A ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpre mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba.

As investigações apuram um esquema nacional de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS por meio de entidades associativas. Segundo os investigadores, as fraudes ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ter causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

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INSPIRE COSMETICOS

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Treino “fofo” prioriza o bem-estar

27/05/2026


Treinos mais leves e regulares ganham espaço entre frequentadores de academias - Foto: Freepik

Modalidade aposta em cargas leves, conforto e regularidade para melhorar condicionamento físico, preservar articulações e estimular a permanência na prática esportiva

A crescente cultura da produtividade constante e da busca por desempenho em todas as áreas da vida tem provocado impactos diretos na saúde mental das mulheres brasileiras. Pressionadas a equilibrar carreira, cuidados domésticos, responsabilidades familiares e padrões de comportamento impostos socialmente, elas já representam a maioria dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais no país.

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 546,2 mil brasileiros precisaram se afastar do trabalho em 2025 devido a problemas relacionados à saúde mental. As mulheres correspondem a 63% desses casos.

Especialistas apontam que a combinação entre múltiplas jornadas, cobrança profissional, responsabilidades familiares e pressão social cria um cenário de sobrecarga contínua. O resultado é o aumento de quadros de ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de burnout — condição associada ao esgotamento extremo provocado pelo trabalho.

A jornalista Izabella Camargo, de 45 anos, tornou-se uma das vozes mais conhecidas no Brasil sobre conscientização e prevenção do burnout após sofrer um apagão ao vivo enquanto apresentava a previsão do tempo em um telejornal da TV Globo, em 2018.

Antes de receber o diagnóstico correto, ela procurou cinco médicos diferentes. As dores de cabeça intensas e problemas intestinais eram tratados isoladamente até que um cardiologista identificou o quadro de estresse crônico. Inicialmente, Izabella não acreditou no diagnóstico. “Eu estava normalizando o anormal, algo que fazemos com muita frequência”, afirma. Ela relata que trabalhava continuamente para atingir metas e sentia necessidade de fazer mais do que os homens para conquistar reconhecimento profissional semelhante. O episódio ao vivo acabou sendo o marco do diagnóstico de síndrome de burnout.

O cenário retrata uma realidade cada vez mais comum entre mulheres, segundo especialistas em saúde mental. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ajudam a explicar parte dessa sobrecarga. Em 2022, mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais ao trabalho doméstico, enquanto homens gastavam 11,7 horas. A diferença chega a 9,6 horas por semana, o equivalente a quase 40 horas mensais adicionais de trabalho.

Para o psiquiatra Pedro Pan, membro da Ame Sua Mente, que atua na promoção de saúde mental no ambiente escolar, o modelo de produtividade imposto pelo mercado afeta mulheres de forma mais intensa.

“O mundo corporativo criou o fenômeno da produtividade, de não podermos parar de trabalhar. Só que as mulheres são afetadas de forma diferente, porque, além da sobrecarga de trabalho, elas são, na maioria dos arranjos familiares heterossexuais, responsáveis pelos cuidados da casa, em uma divisão injusta”, diz. Segundo ele, casos de adoecimento mental também têm crescido entre mulheres mais jovens. O avanço das redes sociais agravou ainda mais a sensação de insuficiência e comparação permanente.

“Elas ampliaram o sofrimento das mulheres. É como se elas dissessem que não basta mais você ser muito boa no trabalho e em casa. Agora você também precisa correr dez quilômetros às 6h. Porque correr cinco é pouco”, afirma Pan. A socióloga, psicanalista e coordenadora da pós-graduação em sociopsicologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Marta Bergamin, avalia que a pressão estética intensifica o desgaste emocional feminino.

“Além de toda a carga do trabalho dentro e fora de casa, há o mercado de beleza, que diz que você tem que estar bonita”, afirma. Ela aponta ainda que o crescimento de casos de feminicídio e a disseminação de conteúdos misóginos nas redes sociais ampliam a sensação de vulnerabilidade entre mulheres. “Por muitos anos, fomos ensinadas a ficar em casa, cuidando do lar. Agora, estamos querendo sair, mas é perigoso”, diz.

Os relatos fazem parte da discussão apresentada na série “Sobrecarregadas”, lançada pela Folha de S.Paulo, que investiga como a ideia de “dar conta de tudo” passou a funcionar como uma métrica de sucesso feminino, mesmo diante dos impactos emocionais e físicos provocados por esse modelo.

Ao longo de seis capítulos, a série aborda diferentes dimensões da sobrecarga feminina, incluindo fatores estruturais, cobranças relacionadas a padrões estéticos e o excesso de exposição digital. Para Izabella Camargo, o enfrentamento do problema passa por uma mudança cultural mais profunda. Em palestras realizadas em diversas cidades do país, ela fala sobre o movimento “EPIs da Saúde Mental”, criado para estimular discussões sobre direito à desconexão e flexibilidade no trabalho.

“Enquanto a pessoa acreditar no discurso do ‘trabalhe enquanto eles dormem’, resultado de uma cultura que descredibiliza a pausa, ela vai achar que problemas mentais são frescura”, afirma.

 

Especialistas alertam que ignorar os sinais de exaustão pode agravar quadros emocionais e levar a doenças mais severas. Para Dulce Brito, gerente médica de bem-estar e saúde mental do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos primeiros alertas costuma aparecer durante o sono. “Muitas vezes, uma mulher sobrecarregada pode até dormir oito horas por noite, mas acorda sempre cansada”, afirma.

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FESTA MILIONÁRIA, POVO SEM ÁGUA EM JOÃO CÂMARA

27/05/2026

Enquanto bandas recebem mais de R$ 400 mil por apenas 1h30 de show, moradores da comunidade de Serrote de São Bento, na zona rural de João Câmara, continuam sofrendo com a falta de água por ausência de canos e investimentos básicos.
 
A população está cansada do abandono e cobra prioridade para o que realmente importa: dignidade, abastecimento e respeito com quem vive no campo.
 
Dinheiro para festa aparece rápido. Mas para levar água ao povo, nunca tem?
 
? Água é necessidade.? Show é passageiro.
 
??‍? @netinhofaustinoblog
 
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Um post compartilhado por Netinho Faustino ?? (@netinhofaustinoblog)

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Alta explosiva: combustível para avião dobra de valor, ameaça voos regionais e pode afetar preço das passagens no Nordeste

27/05/2026


O forte aumento no preço do querosene de aviação (QAV) acendeu um alerta entre companhias aéreas brasileiras e já provoca impactos diretos na operação de voos pelo país.

O combustível mais que dobrou de preço desde fevereiro e passou a representar quase metade dos custos do setor aéreo.

Somente em maio, o impacto adicional para as empresas foi estimado em R$ 1,6 bilhão.

Diante da escalada dos preços, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirma que rotas regionais devem sofrer redução nos próximos meses, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Companhias aéreas pressionam governo por medidas emergenciais

O presidente da Abear, Juliano Noman, defendeu nesta terça-feira (26) a criação de uma política gradual de preços para o combustível da aviação.

O pedido foi apresentado durante encontro com parlamentares da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), após sucessivos reajustes registrados desde o início da guerra no Irã.

 

Segundo o setor, o querosene de aviação já responde por 46% de todas as despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras.

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