Mossoró Cidade Junina

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Cristiano Ronaldo alfineta jornalista brasileiro: “Não gosta de mim”

06/07/2026


Cristiano Ronaldo protagonizou um momento inusitado durante a entrevista coletiva. Foto: Reprodução

Atacante português, de 41 anos, dirigiu-se ao jornalista brasileiro Marcelo Bechler e o convidou a fazer uma pergunta, afirmando acreditar que o repórter "não gosta" dele

Cristiano Ronaldo protagonizou um momento inusitado durante a entrevista coletiva concedida neste domingo 5, na véspera do confronto entre Portugal e Espanha pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O atacante português, de 41 anos, dirigiu-se ao jornalista brasileiro Marcelo Bechler e o convidou a fazer uma pergunta, afirmando acreditar que o repórter “não gosta” dele.

A situação ocorreu em Arlington, no Texas, onde Portugal enfrenta a Espanha nesta segunda-feira 6. Na ocasião, Cristiano respondia a perguntas sobre a longevidade de sua carreira e a forma como precisou adaptar seu estilo de jogo ao longo dos anos.

Ao comentar o tema, o camisa 7 afirmou que permanecer em alto nível exige mudanças constantes. “Aquilo que tenho feito em toda minha carreira tem sido me adaptar também às nuances da idade”, declarou. O jogador acrescentou que segue marcando gols e espera ajudar Portugal a conquistar a classificação.

 

Portugal e Espanha se enfrentam nesta segunda-feira 6, às 16h (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, no Texas, em duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

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SAMIR BARBER - CABELO E BARBA

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Emparn aponta chuvas de até 50,3 milímetros em 24 horas no Rio Grande do Norte

06/07/2026


O Rio Grande do Norte registrou chuvas expressivas, com acumulados de até 50,3 milímetros no período de 24 horas encerrado às 7h desta segunda-feira, 06/07/2026. As informações são da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), que divulgou um boletim pluviométrico detalhado. O maior volume foi captado em Parnamirim, na Base Física da Emparn, localizada na região metropolitana de Natal, evidenciando a intensidade da precipitação em um ponto específico.

Na região Leste do estado, Ceará-Mirim apresentou um volume de 35 milímetros, enquanto Montanhas registrou 9,5 mm. Cidades como Goianinha e Taipu acumularam 4,8 milímetros cada. Outros municípios como Macaíba, Tibau do Sul, Pureza, São Gonçalo do Amarante e a própria capital, Natal, também tiveram registros de chuva.

Os dados foram compilados entre as 7h de domingo, 05/07/2026, e as 7h desta segunda-feira, 06/07/2026. Na porção Central do Rio Grande do Norte, Guamaré se destacou com 27,5 milímetros na estação Lagoa Doce. Macau registrou 8,9 mm, e Jardim de Angicos, 5,8 mm. Precipitações menores, de 1,2 mm, ocorreram em Caiçara do Norte e Lagoa Nova, e 0,4 mm em Afonso Bezerra.

 

O Agreste potiguar também recebeu chuvas, com Bom Jesus registrando o maior acumulado da região: 10,4 milímetros. Nova Cruz registrou 8,6 mm, seguida por Santo Antônio (7,8 mm), Santa Maria (6,6 mm) e Bento Fernandes (5 mm), além de outras precipitações de menor intensidade em municípios vizinhos.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Aize: A prefeita das mídias que já não convence como antes

06/07/2026


Durante a campanha, muitos acreditaram que as promessas sairiam rapidamente do papel. Passado mais de um ano e meio de gestão, a impressão de parte da população é de que a publicidade tem ocupado mais espaço do que as entregas.

As redes sociais da Prefeitura seguem movimentadas, com vídeos bem produzidos, fotos, discursos e anúncios. No entanto, para muitos moradores, a realidade encontrada nas ruas nem sempre acompanha o cenário apresentado nas publicações oficiais.

Enquanto a propaganda destaca avanços, há quem continue cobrando soluções para problemas antigos, como infraestrutura, iluminação pública, limpeza urbana e outros serviços considerados essenciais. Essa diferença entre a comunicação institucional e a experiência vivida por alguns cidadãos tem alimentado críticas e aumentado a desconfiança.

Governar exige mais do que produzir conteúdo para as redes sociais. A população espera resultados concretos, obras concluídas, serviços funcionando e respostas rápidas às demandas do dia a dia.

A credibilidade de uma gestão não se sustenta apenas com imagens bonitas ou vídeos bem editados. Ela é construída quando as ações chegam aos bairros e melhoram, de fato, a vida das pessoas.

 

No fim das contas, a propaganda pode chamar atenção por alguns minutos. Mas é a realidade que permanece na memória do povo. E, quando a percepção é de que as promessas não estão sendo cumpridas, nenhuma estratégia de marketing consegue substituir os resultados que a população espera.

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CAIU, MAS ENCHEU O CAIXA: eliminação do Brasil rende fortuna de R$ 132 milhões na Copa de 2026

06/07/2026


Foto: Getty Images

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após derrota por 2 a 1 para a Noruega, não encerrou apenas a campanha dentro de campo. Fora dele, o resultado garantiu uma premiação milionária à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Segundo dados da Fifa, o Brasil recebeu ao todo US$ 25,5 milhões, o equivalente a cerca de R$ 131,8 milhões na cotação atual. O valor inclui US$ 15 milhões pelo desempenho esportivo, já que a seleção ficou entre o 9º e o 16º lugar.

Além disso, outras seleções participantes do Mundial recebem US$ 10,5 milhões apenas pela presença no torneio, incluindo verba destinada à preparação. O montante reforça o impacto financeiro mesmo para equipes eliminadas ainda nas fases iniciais do mata-mata.

 

No total, a Fifa vai distribuir US$ 727 milhões em premiações na Copa de 2026, valor recorde e cerca de 50% superior ao da edição anterior. A seleção campeã pode chegar a receber US$ 50 milhões.

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ZARPELLON RESTAURANTE

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ROMBO DE MAIS DE R$ 100 MILHÕES: atraso em repasses do ICMS, IPVA e Fundeb coloca prefeituras do RN em alerta e Femurn cobra Governo do Estado

06/07/2026


Foto: Reprodução

A Federação dos Municípios do RN (Femurn) cobrou do Governo do Estado a regularização imediata de repasses constitucionais em atraso destinados às prefeituras potiguares, conforme informações do BNews RN.

Segundo a entidade, o valor total já ultrapassa R$ 100 milhões, comprometendo o funcionamento de serviços públicos essenciais em diversas cidades do estado, principalmente nos municípios de menor porte.

Do total em aberto, R$ 43 milhões são referentes ao IPVA, R$ 35 milhões ao ICMS e outros R$ 21 milhões ao Fundeb, que são repasses obrigatórios previstos em lei e destinados diretamente aos municípios.

A Femurn afirma que a retenção ou atraso desses recursos impacta diretamente a gestão municipal, afetando áreas como saúde, educação e manutenção administrativa, que dependem desses valores para funcionamento regular.

 

Em nota, a entidade alertou ainda para a possibilidade de agravamento do cenário caso novos repasses de maior volume não sejam regularizados, e reforçou o pedido para que o Governo do Estado cumpra as obrigações constitucionais e normalize os pagamentos.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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COSERN NA JUSTIÇA: MP e Defensoria acionam empresa por “cobrança abusiva” e pedem R$ 46 milhões no RN

06/07/2026


Foto: Reprodução

O Ministério Público do RN (MPRN) e a Defensoria Pública do Estado (DPERN) ajuizaram uma Ação Civil Pública contra a Neoenergia Cosern após denúncias de cobranças consideradas abusivas em sistemas de energia solar.

A ação é resultado de um conjunto de reclamações registradas a partir de novembro de 2025 por consumidores que usam o sistema de compensação de energia elétrica, especialmente usuários de micro e minigeração fotovoltaica.

Segundo os órgãos, houve aumento repentino nas faturas sem aviso prévio sobre mudanças na forma de cálculo dos créditos.

As investigações apontam que a distribuidora teria alterado o modelo de faturamento, passando a cobrar o consumo integral das unidades mesmo com créditos acumulados, além de impor cobranças consideradas indevidas e parcelamentos automáticos. O caso atinge famílias e pequenos empreendedores no RN.

Diante da falta de acordo administrativo, MPRN e Defensoria recorreram à Justiça.

Na ação, pedem a devolução em dobro dos valores cobrados e indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 46 milhões, que deve ser destinado ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

 

As instituições também solicitam medidas urgentes para impedir suspensão de energia, evitar negativação de consumidores afetados e obrigar a concessionária a adequar os canais de atendimento enquanto o processo tramita na Justiça.

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CANTINHO DO AÇAI

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Seu cachorro costuma comer grama? Saiba quando o hábito vira um alerta

03/07/2026


Ver um cachorro comendo grama costuma despertar preocupação entre os tutores, mas esse comportamento, apesar de parecer incomum, normalmente não representa um problema de saúde. Especialistas explicam que o hábito pode ter diferentes causas e, na maioria das vezes, não está relacionado a doenças nem à falta de nutrientes na alimentação.

Durante muito tempo, uma das explicações mais difundidas foi a de que os cães ingeriam grama para compensar deficiências nutricionais ou suprir a falta de determinados nutrientes na dieta. No entanto, essa hipótese não foi confirmada por estudos científicos.

Segundo especialistas, cães que recebem alimentação completa e equilibrada também podem apresentar esse comportamento, o que indica que a ingestão de grama não depende necessariamente da qualidade da dieta.

Entre as explicações consideradas mais prováveis estão fatores comportamentais. Alguns animais mastigam grama por curiosidade, hábito exploratório, tédio ou falta de estímulos ambientais, principalmente quando permanecem durante longos períodos em quintais ou jardins.

Outra hipótese levantada por pesquisadores é que o ato de mastigar possa contribuir para reduzir o estresse, favorecendo a liberação de endorfinas e proporcionando sensação de bem-estar ao animal.

Em algumas situações, o comportamento também pode estar relacionado ao sistema digestivo. É relativamente comum que alguns cães vomitem após ingerirem grama, o que levou especialistas a considerar que o animal possa tentar provocar o vômito para eliminar algum alimento ou objeto responsável por desconforto gastrointestinal.

Apesar dessa possibilidade, veterinários explicam que episódios ocasionais costumam ser considerados normais. A recomendação é procurar atendimento especializado quando o hábito se torna frequente, repetitivo ou vem acompanhado de vômitos persistentes.

Outra explicação para esse comportamento está relacionada à evolução dos canídeos. Os ancestrais selvagens dos cães, como lobos e raposas, consumiam suas presas inteiras, incluindo o conteúdo vegetal presente no estômago e no intestino desses animais.

Além disso, algumas dessas espécies também ingerem frutos e outros vegetais, o que sugere que o consumo ocasional de plantas pode fazer parte de um comportamento instintivo preservado ao longo da evolução.

Pesquisadores também avaliam que a fibra presente na grama possa contribuir para o funcionamento do sistema digestivo, embora esse benefício ainda seja objeto de estudos.

Embora comer pequenas quantidades de grama geralmente não represente risco, especialistas alertam para alguns cuidados importantes. A principal preocupação é evitar que os cães tenham acesso a plantas tóxicas ou a gramados tratados com fertilizantes, pesticidas e outros produtos químicos, que podem provocar intoxicações.

Também é recomendada avaliação veterinária quando o animal passa a ingerir grandes quantidades de grama de forma repentina ou apresenta sinais associados, como vômitos contínuos, alterações de comportamento, dificuldade para respirar ou sintomas que possam indicar obstrução do trato digestivo.

 

De acordo com os especialistas, observar a frequência do comportamento e o estado geral de saúde do animal é a melhor forma de identificar quando o hábito faz parte da rotina normal ou quando pode representar um sinal de que algo precisa ser investigado.

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TOWN FOR MAN

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Cozinha supera banheiro em bactérias

03/07/2026


Embora o banheiro seja frequentemente apontado como o ambiente mais contaminado da casa, pesquisas conduzidas pela National Sanitation Foundation International (NSF International), organização norte-americana voltada à saúde pública, indicam que a cozinha abriga uma quantidade ainda maior de bactérias. Segundo os estudos, fatores como umidade constante, resíduos de alimentos e higienização inadequada de utensílios criam um ambiente propício para a proliferação de microrganismos potencialmente nocivos à saúde.

A pesquisa mostra que os locais onde os alimentos são preparados concentram níveis mais elevados de contaminação bacteriana do que diversas superfícies encontradas no banheiro. Enquanto esse cômodo costuma receber atenção frequente durante a limpeza doméstica, a cozinha reúne uma combinação de fatores que favorece a sobrevivência e a disseminação de bactérias.

Entre os itens analisados, a esponja de lavar louça apareceu como o objeto mais contaminado da residência. O levantamento identificou que mais de 75% das esponjas examinadas apresentaram bactérias do grupo dos coliformes, que inclui microrganismos como Escherichia coli (E. coli) e Salmonella.

Segundo os pesquisadores, a umidade permanente, associada ao contato frequente com resíduos de alimentos e superfícies contaminadas — principalmente após o preparo de carnes cruas — transforma as esponjas em um ambiente favorável ao crescimento e à disseminação dessas bactérias.

A pia da cozinha aparece em seguida entre os pontos mais contaminados da casa. O estudo encontrou bactérias coliformes em 45% das pias avaliadas.

Os pesquisadores atribuem esse resultado ao acúmulo de restos de alimentos, líquidos provenientes de carnes, verduras e legumes ainda não higienizados, além do contato constante com esponjas contaminadas, fatores que contribuem para a multiplicação de microrganismos.

No banheiro, o objeto que apresentou maior concentração de bactérias foi o porta-escovas de dentes. Em uma amostra de 22 residências, o acessório registrou níveis elevados de bactérias coliformes, superando outras superfícies do cômodo, como torneiras e até assentos sanitários.

O levantamento também identificou contaminação significativa em outros utensílios domésticos. Entre eles estão os recipientes de ração para animais de estimação e os reservatórios de cafeteiras.

De acordo com a pesquisa, 50% dos reservatórios das cafeteiras domésticas apresentavam mofo e leveduras, favorecidos pelas condições de umidade, calor e pouca luminosidade presentes no interior dos equipamentos.

Os resultados reforçam a importância da higienização frequente de utensílios e superfícies utilizadas na preparação de alimentos, especialmente esponjas, pias e recipientes que permanecem constantemente úmidos, reduzindo assim o risco de proliferação de bactérias e de contaminação dos alimentos.

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Adoçantes talvez não sejam tão inofensivos quanto parecem

03/07/2026


Os adoçantes artificiais, frequentemente utilizados como alternativa ao açúcar por pessoas que buscam reduzir a ingestão de calorias, voltaram ao centro do debate científico após uma revisão publicada na revista Current Atherosclerosis Reports indicar possíveis efeitos sobre o metabolismo. O trabalho aponta que essas substâncias podem interferir na microbiota intestinal, elevar marcadores relacionados ao controle da glicose e contribuir para alterações metabólicas.

A pesquisa foi conduzida por cientistas do Food is Medicine Institute, da Escola Friedman de Ciência e Política Nutricional da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. O grupo realizou uma revisão sistemática e uma meta-análise reunindo as principais evidências disponíveis sobre os efeitos dos adoçantes artificiais e de outros edulcorantes de baixa caloria na saúde.

Ao todo, foram analisados 21 ensaios clínicos randomizados envolvendo adultos. Os pesquisadores compararam o consumo de adoçantes com água ou placebo sem calorias para identificar exclusivamente os efeitos fisiológicos dessas substâncias, sem a influência da substituição do açúcar.

Os resultados mostraram que o consumo de adoçantes esteve associado ao aumento dos níveis de insulina em jejum e da hemoglobina glicada (HbA1c), marcador utilizado para avaliar o controle da glicemia ao longo dos meses. A análise também identificou tendência de redução da sensibilidade à insulina, condição relacionada ao desenvolvimento de alterações metabólicas.

Segundo a autora principal do estudo, Meng Wang, professora assistente de pesquisa da Escola Friedman de Ciência e Política Nutricional, o desenho da pesquisa permitiu avaliar diretamente os efeitos dos adoçantes.

“O que torna nossa análise notável é que, ao focar em comparadores não calóricos, conseguimos isolar melhor os efeitos fisiológicos diretos dos próprios adoçantes, e não das calorias que eles substituem.”

Ela acrescenta que os resultados combinados reforçam a necessidade de aprofundar as investigações.

“Ao agregar os resultados de estudos individuais, observamos indícios de que esses compostos podem causar prejuízos metabólicos.”

Os pesquisadores apontam que uma das hipóteses para explicar esses efeitos envolve a microbiota intestinal. Como os adoçantes percorrem o trato digestivo antes de serem absorvidos ou eliminados, eles entram em contato direto com os microrganismos que compõem esse ecossistema.

Entre os estudos analisados, um deles utilizou perfis detalhados da microbiota humana associados à transferência desses microrganismos para camundongos. Os resultados mostraram que determinados adoçantes de baixa caloria modificaram tanto a composição quanto o funcionamento da microbiota intestinal.

Além dos ensaios clínicos, a revisão avaliou grandes estudos observacionais que, de maneira geral, identificaram associação entre o consumo de adoçantes artificiais e maior risco de doenças cardiometabólicas. Os autores ressaltam, porém, que esse tipo de estudo possui limitações, já que pessoas com maior risco para essas doenças costumam substituir o açúcar pelos adoçantes, o que dificulta estabelecer uma relação direta de causa e efeito.

O cardiologista Dariush Mozaffarian, diretor do Food is Medicine Institute e autor sênior da pesquisa, afirma que o aumento do consumo dessas substâncias ocorreu em ritmo superior ao conhecimento científico sobre seus efeitos de longo prazo.

“O uso crescente desses adoçantes superou nossa compreensão sobre seus efeitos na saúde a longo prazo.”

Segundo ele, apesar de os adoçantes poderem representar uma alternativa ao consumo excessivo de açúcar, ainda são necessários novos estudos para compreender seus impactos.

“É preciso cautela até que saibamos mais. Se você estiver substituindo grandes quantidades de açúcar adicionado na dieta — como o consumo de várias porções de refrigerante — esses adoçantes de baixa caloria podem ser uma alternativa melhor. No entanto, não podemos simplesmente presumir que sejam seguros e inócuos; evitá-los sempre que possível parece ser uma escolha prudente.”

Os pesquisadores também chamam atenção para uma limitação existente na legislação norte-americana. Atualmente, os fabricantes são obrigados a informar apenas a presença dos adoçantes nos rótulos, sem indicar a quantidade utilizada, o que dificulta medir com precisão o consumo dessas substâncias em grandes estudos populacionais.

Outro estudo citado pelos pesquisadores, publicado na revista Neurology e conduzido por cientistas brasileiros, identificou associação entre o consumo elevado de alguns adoçantes e um declínio cognitivo mais acelerado.

Os resultados indicaram que os participantes com maior ingestão diária dessas substâncias apresentaram declínio cognitivo 62% mais rápido, equivalente a aproximadamente 1,6 ano adicional de envelhecimento cerebral. No grupo de consumo intermediário, a redução do desempenho cognitivo foi 35% maior, o equivalente a cerca de 1,3 ano de envelhecimento.

A pesquisa também encontrou impacto sobre a fluência verbal. Os dois grupos com maior consumo registraram taxas de declínio 110% e 173% superiores às observadas entre os participantes que consumiam menos adoçantes. Já em relação à memória, os maiores consumidores apresentaram uma taxa de declínio 32% mais elevada do que os demais participantes.

 

Embora os estudos indiquem associações entre o consumo de adoçantes e alterações metabólicas e cognitivas, os pesquisadores destacam que novas pesquisas ainda são necessárias para esclarecer os mecanismos envolvidos e confirmar os efeitos dessas substâncias sobre a saúde em longo prazo.

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ÓTICA VENÂNCIO

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Nem toda cárie exige obturação

03/07/2026


Especialistas afirmam que lesões iniciais podem ser controladas com flúor, higiene bucal e acompanhamento clínico, enquanto recomendam segunda opinião antes de procedimentos mais invasivos

Durante décadas, a obturação foi considerada a resposta quase automática para o tratamento das cáries. Hoje, porém, especialistas afirmam que, em muitos casos, principalmente quando a lesão ainda está em estágio inicial, existem alternativas capazes de evitar procedimentos invasivos, como obturações, coroas e até tratamentos de canal.

A mudança acompanha a evolução da odontologia, que passou a adotar abordagens mais conservadoras para preservar ao máximo a estrutura natural dos dentes. Segundo especialistas ouvidos pelo The New York Times, fatores como a formação profissional, a filosofia de tratamento adotada por cada dentista e até aspectos econômicos podem influenciar as recomendações feitas aos pacientes.

Para Shelbey Arevalo, diretora-executiva do National Dental Advocacy Program, organização norte-americana que auxilia pacientes na navegação pelo sistema de saúde bucal, profissionais formados em épocas diferentes podem adotar condutas bastante distintas diante do mesmo caso.

“Um dentista que se formou em 2026 e outro que se formou em 1999 podem propor planos de tratamento completamente diferentes.”

As cáries surgem quando os ácidos produzidos pelas bactérias da boca desgastam a superfície dos dentes. Quando a lesão permanece restrita ao esmalte — camada mais externa do dente —, nem sempre é necessário recorrer imediatamente à broca. Segundo Sara Stuefen, dentista do estado de Iowa e porta-voz da American Dental Association, ainda existe possibilidade de interromper o avanço da doença.

“Em alguns casos, ainda há tempo para reverter a situação.”

Nessas circunstâncias, medidas simples podem ser suficientes para controlar a lesão, como melhorar a escovação, utilizar corretamente o fio dental, reduzir o consumo de açúcar e, em alguns casos, diminuir a ingestão de café.

A professora associada de Odontologia Clínica da Universidade da Califórnia em São Francisco, Diana K. Nguyen, afirma que muitas pessoas desconhecem essa possibilidade.

“Muitos pacientes não sabem que é possível reverter uma cárie quando ela ainda está nos estágios iniciais.”

Quando a cárie alcança a dentina, camada localizada abaixo do esmalte e mais suscetível à progressão da doença, a maioria dos dentistas recomenda realizar uma obturação. Ainda assim, existe diferença entre os critérios adotados pelos profissionais. Enquanto alguns indicam a colocação de uma coroa quando cerca de metade da estrutura do dente já foi perdida ou restaurada, outros optam por esse procedimento apenas em situações mais avançadas.

Nas últimas décadas, ganhou força a chamada odontologia minimamente invasiva, abordagem que busca preservar ao máximo o tecido dentário saudável e reduzir o uso da broca sempre que possível.

Segundo Margherita Fontana, professora da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan, a mudança representa uma transformação importante na prática clínica.

“Nos últimos 50 ou 60 anos, nos tornamos muito mais conservadores do que éramos antes.”

Ela acrescenta:

“Existem muitas intervenções preventivas que custam muito pouco.”

Entre essas alternativas estão cremes dentais e enxaguantes bucais com alta concentração de flúor, prescritos pelo dentista, capazes de interromper ou até reverter cáries em estágio inicial.

 

Além disso, vernizes fluoretados e selantes dentários, antes indicados principalmente para crianças, passaram a ser utilizados também em adultos como forma de prevenir o avanço das lesões.

A odontologia também incorporou novas tecnologias voltadas à remineralização do esmalte dentário. Entre elas está o Curodont, solução aplicada diretamente sobre a lesão que favorece a atração de cálcio e fosfato presentes naturalmente na saliva, auxiliando na reconstrução do esmalte. Outra alternativa são as chamadas pastas remineralizadoras, que liberam minerais diretamente sobre a superfície dos dentes.

Nos casos em que a cárie já se aproxima da polpa dentária, algumas técnicas permitem evitar o tratamento de canal. Uma delas é conhecida como remoção seletiva da cárie, procedimento em que apenas parte do tecido comprometido é retirada, preservando áreas que anteriormente seriam totalmente removidas.

Especialistas lembram que a odontologia também envolve aspectos econômicos. Procedimentos como coroas, obturações e tratamentos de canal costumam gerar maior remuneração do que medidas preventivas ou apenas o acompanhamento clínico de uma lesão.

Segundo Nguyen, esse cenário pode criar incentivos, ainda que inconscientes, para a indicação de tratamentos mais invasivos em situações limítrofes.

“Quanto maior a intervenção cirúrgica, maior costuma ser o retorno financeiro. Não é possível cobrar repetidamente apenas por acompanhar uma lesão ao longo do tempo.”

Nos Estados Unidos, outro tema em debate envolve as chamadas Dental Support Organizations (DSOs), empresas responsáveis pela administração de consultórios odontológicos. Embora essas organizações não possam interferir diretamente nas decisões clínicas, alguns estados norte-americanos abriram ações judiciais alegando que esse modelo de gestão pode aumentar a pressão financeira sobre os profissionais.

Para conhecer melhor a forma de atuação de um novo dentista, os especialistas recomendam que o paciente pergunte sobre a filosofia de tratamento adotada antes de iniciar qualquer procedimento. Segundo Nguyen, um bom profissional costuma valorizar medidas preventivas, discutir alternativas menos invasivas e explicar claramente todas as possibilidades terapêuticas. Ela alerta que a falta de disposição para esclarecer dúvidas pode representar um sinal de atenção.

“Se o dentista estiver com pressa e disser: ‘Não tenho tempo para explicar isso, fale com alguém da equipe’, isso é um sinal de alerta.”

 

Quando não há dor intensa ou urgência, os especialistas consideram recomendável procurar uma segunda opinião antes de aceitar tratamentos irreversíveis. Arevalo afirma que alguns pacientes sentem constrangimento em informar ao dentista que desejam outra avaliação, mas ressalta que qualquer tentativa de desencorajar essa decisão também merece atenção.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Calor na gravidez pode afetar o desenvolvimento do bebê

03/07/2026


Pesquisas da USP e do Insper associam temperaturas extremas a menor peso ao nascer, parto prematuro e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo infantil

A exposição a ondas de calor durante a gravidez pode provocar impactos que começam ainda na gestação e se estendem aos primeiros meses de vida da criança. Essa é a conclusão de três estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Insper, vinculados ao Centro Brasileiro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância (Cpapi). Os trabalhos identificaram associação entre temperaturas extremas e alterações no desenvolvimento fetal, no parto e no crescimento físico, cognitivo e comportamental dos bebês.

As pesquisas acompanharam 946 crianças nascidas entre 2023 e 2024 em maternidades públicas de Ribeirão Preto (SP). Além desse grupo, os pesquisadores analisaram informações de mais de 12,7 milhões de nascimentos registrados no Brasil. O projeto integra uma pesquisa de longo prazo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com colaboração da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem um possível “efeito cascata” provocado pelo calor extremo. Alterações ocorridas durante a gestação podem comprometer o crescimento do feto, favorecer o parto antecipado e influenciar aspectos do desenvolvimento da criança após o nascimento.

Um dos estudos avaliou especificamente o impacto das ondas de calor, definidas como períodos de pelo menos três dias consecutivos com temperaturas superiores a 35°C. A análise mostrou que cada dia adicional de exposição durante a gravidez esteve associado a uma redução média de 17,4 gramas no peso do bebê ao nascer e de 0,1 centímetro no comprimento.

Considerando a média observada entre as gestantes avaliadas — cerca de seis dias de calor extremo durante a gravidez —, a redução chegou a aproximadamente 100 gramas no peso ao nascer. A pesquisa também encontrou associação entre as altas temperaturas e um aumento das complicações hipertensivas na gravidez, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

O economista Naércio Menezes Filho, professor da USP e do Insper, pesquisador do Cpapi e coordenador do estudo, explica que esses efeitos podem repercutir por toda a vida da criança.

“Quando a mãe sofre as ondas de calor, aumenta a probabilidade de ter eclampsia e outros problemas. Isso acaba diminuindo o tempo de gestação.”

Os pesquisadores afirmam que os resultados permaneceram consistentes mesmo após o controle de fatores como idade da mãe, escolaridade, raça, localização geográfica, histórico de temperatura, índice de chuvas e condições socioeconômicas das famílias.

Segundo Menezes Filho, há diferentes mecanismos biológicos que podem explicar essa relação.

“As ondas de calor podem provocar desidratação, estresse térmico e alterações na circulação sanguínea, comprometendo a oxigenação e a nutrição do feto, repercutindo em peso, parto prematuro, óbito fetal e abortamento.”

Outro estudo realizado pelo grupo acompanhou o desenvolvimento das crianças entre seis e dez meses de idade. Os pesquisadores encontraram associação entre a exposição ao calor extremo durante a gravidez e pior desempenho em habilidades motoras grossas, como sentar, engatinhar e iniciar a locomoção. Também foram observadas dificuldades em atividades relacionadas à resolução de problemas, indicador utilizado para avaliar o desenvolvimento cognitivo nos primeiros meses de vida.

A análise mostrou que cada dia adicional de calor intenso esteve associado a um aumento de 1,5 ponto percentual no risco de atraso das habilidades motoras grossas e de 0,9 ponto percentual no risco de atraso em tarefas relacionadas à resolução de problemas.

 

Embora os estudos apontem associações consistentes entre a exposição ao calor extremo durante a gestação e prejuízos ao desenvolvimento infantil, os pesquisadores destacam que novas investigações serão necessárias para aprofundar a compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos e avaliar os impactos dessas alterações ao longo da infância e da vida adulta.

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ÓTICA VENÂNCIO

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Número de crianças de 10 a 13 anos com celular cai

03/07/2026


Faixa etária de 10 a 13 anos foi a única a registrar queda na posse de celulares e no acesso à internet entre 2024 e 2025

O número de crianças de 10 a 13 anos que possuem telefone celular para uso pessoal diminuiu no Brasil entre 2024 e 2025, tornando essa faixa etária a única a registrar queda no indicador, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a posse de celulares continuou crescendo entre praticamente todos os grupos da população, o percentual entre crianças passou de 56,7% para 55,2%.

Além da redução na posse de aparelhos, o levantamento identificou uma leve queda no acesso à internet entre pessoas de 10 a 13 anos. O índice recuou de 84,9% em 2024 para 84,4% em 2025, interrompendo a tendência de crescimento observada nos últimos anos.

Para o analista do IBGE Gustavo Fontes, o resultado reflete mudanças recentes na percepção das famílias e da sociedade sobre o uso de dispositivos eletrônicos por crianças.

“A gente vê cada vez mais uma discussão, uma preocupação com a segurança das crianças e com a exposição, por exemplo, às redes sociais. Vimos uma restrição ao uso de celulares nas escolas. Desde o ano passado tem havido uma discussão intensa sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, o ECA Digital. Então isso tudo está influenciando”, avalia Gustavo Fontes.

O debate sobre o uso de celulares por crianças também está presente na rotina de muitas famílias. É o caso do professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Ivo Coser, de 63 anos, que decidiu, junto com a esposa, adiar a entrega de um celular para a filha Laura, de 11 anos.

Segundo o professor, no início a filha questionou a decisão dos pais ao ingressar em uma escola maior, onde passou a conviver com colegas que já possuíam celular. Com o passar do tempo, porém, ela deixou de insistir. Agora, Laura utiliza apenas um tablet equipado com controle parental. O planejamento da família é permitir que ela tenha um telefone celular apenas aos 16 anos.

Para o coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (FGV), Luca Belli, o país começa a registrar uma mudança de comportamento dos pais em relação ao uso de celulares por crianças, impulsionada tanto pelo debate legislativo quanto pelo aumento da conscientização sobre os riscos da exposição precoce às redes sociais. Segundo ele, embora a redução seja positiva, ainda representa um movimento inicial.

“É muito positivo que haja uma diminuição no uso, e entendo que há uma conexão direta com a legislação e com a tomada de consciência. Porém, é um fenômeno ainda muito incipiente. Acho que deveria haver uma política pública muito mais assertiva sobre a conscientização dos riscos.”

O pesquisador cita experiências internacionais como referência. A Austrália foi o primeiro país a aprovar uma legislação proibindo menores de 16 anos de manterem contas em redes sociais. Medidas semelhantes foram adotadas pela Indonésia, enquanto o Reino Unido prevê implementar restrições semelhantes a partir do próximo ano.

Na direção oposta ao comportamento observado entre as crianças, a população idosa apresentou o maior crescimento na posse de celulares. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o percentual passou de 78,3% em 2024 para 80,3% em 2025. Em 2019, apenas 66,7% dos idosos possuíam telefone celular para uso pessoal, demonstrando um avanço contínuo da inclusão digital nesse grupo.

A pesquisa também mostra que o acesso à internet atingiu o maior nível da série histórica. Em 2025, o País contabilizou 76 milhões de domicílios conectados, o equivalente a 95% das residências brasileiras. No total, 168,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais utilizaram a internet, correspondendo a 90,5% dessa população.

 

Outro dado mostra que, pela primeira vez desde o início da série histórica, mais da metade dos usuários da internet realizou compras pela internet.

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Enquanto você decide se IA vale a pena, a Ratts Ratis já está fazendo seu concorrente vender mais

03/07/2026


Foto: Divulgação

Toda semana, alguma empresa do seu setor descobremcomo vender mais gastando menos. A diferença raramente está no produto ou no preço. Está em quem chegou primeiro na ferramenta certa e soube usá-la. A inteligência artificial é hoje essa ferramenta, e ela já decide silenciosamente quem aparece para o cliente e quem fica invisível.

Na prática, a IA define qual anúncio é exibido para qual pessoa, no melhor horário e com a mensagem que mais converte. Não é teoria de palestra: é o que separa a campanha que dá retorno da que só queima verba. Quem entendeu isso largou na frente. Quem ainda está pesando os prós e contras paga mais caro, todo mês, para correr atrás.

É exatamente esse trabalho que a Ratts Ratis já faz todos os dias. Em vez de tratar IA como novidade de catálogo, a gente a usa como motor das decisões: para quem falar, o que dizer e quando dizer. O resultado o seu concorrente talvez já tenha sentido — e você ainda não.

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PF apura desvios de emendas Pix em quatro estados

03/07/2026


Investigação apura aplicação de recursos federais destinados a municípios de Roraima; 41 mandados são cumpridos em quatro estados

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira 3 a operação Acesso Negado para investigar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos provenientes das chamadas emendas Pix. Ao todo, são cumpridos 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins, com foco na destinação de verbas federais aos municípios roraimenses de Iracema e São Luiz do Anauá.

Durante as buscas, policiais apreenderam dinheiro em espécie guardado em uma mochila dentro de um veículo. A PF não informou oficialmente o valor nem detalhou o local da apreensão, mas fontes ligadas à investigação estimam que aproximadamente R$ 230 mil tenham sido encontrados até o momento.

As emendas individuais de transferência especial, conhecidas como emendas Pix, foram criadas em 2019 e permitem que recursos indicados por parlamentares sejam repassados diretamente a estados e municípios sem a necessidade de convênio ou apresentação prévia de projeto específico. O modelo passou a ser questionado pela dificuldade de rastreamento e fiscalização sobre a aplicação do dinheiro público.

Segundo a PF, a investigação teve origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A ação questiona a constitucionalidade das emendas de transferência especial.

Os investigadores identificaram indícios de problemas no planejamento, na execução, na fiscalização e na transparência dos recursos recebidos pelos municípios. De acordo com interlocutores da PF, os alvos desta fase são gestores municipais, empresas e empresários suspeitos de envolvimento em obras não executadas, realizadas de forma inadequada ou superfaturadas. Não há parlamentares entre os alvos da operação nesta etapa.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do STF, relator da ação que trata das emendas Pix. Em setembro de 2025, o magistrado determinou a suspensão dos repasses dessa modalidade a nove municípios, entre eles Iracema e São Luiz do Anauá.

No caso de São Luiz do Anauá, Dino considerou o volume superior a R$ 103 milhões em emendas parlamentares federais e estaduais recebidas ao longo de quatro anos, além da existência de obras não concluídas. O município, o menor de Roraima, chegou a liderar o recebimento de emendas por habitante no Estado, com predominância de transferências especiais. Apesar disso, o ex-prefeito deixou a administração, na passagem de 2024 para 2025, em situação de calamidade financeira, sem recursos suficientes para pagar salários de servidores e fornecedores.

Em Iracema, a decisão do ministro apontou a existência de “objetos executados fora das especificações técnicas”. A investigação apura possíveis crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

Relatório da CGU sobre São Luiz do Anauá aponta ainda que obras e contratações financiadas por três emendas parlamentares estão paralisadas. O documento registra que compras realizadas com esses recursos não foram inseridas no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), em desacordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

“No campo da transparência e do controle, a prefeitura não inseriu os relatórios de gestão na plataforma Transferegov.br”, registra trecho do relatório. A CGU acrescenta que “também foi identificado o uso de mais de uma conta bancária para movimentar os recursos, o que dificulta o rastreamento do dinheiro público”.

A auditoria aponta ainda que o Portal da Transparência do município não apresenta informações sobre as emendas e que o e-mail do Poder Legislativo não foi cadastrado na plataforma de acompanhamento. As constatações integram o conjunto de elementos analisados pela PF para apurar o destino dos recursos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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Cocaína já vale mais que ouro na Amazônia

03/07/2026


Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que valor da droga apreendida supera ouro, animais vivos e produtos oleaginosos na economia regional

A cocaína já ocupa a sexta posição entre os produtos de maior valor econômico da Amazônia Legal quando considerados apenas os volumes apreendidos pelas forças de segurança. Segundo levantamento inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), obtido pelo jornal O Globo, a droga movimentou o equivalente a US$ 703,7 milhões na região em 2024, superando produtos tradicionais da pauta econômica amazônica, como ouro, animais vivos e produtos oleaginosos.

O estudo também mostra que o narcotráfico consolidou uma estrutura de controle territorial e econômico que ultrapassa a esfera da segurança pública e influencia diretamente o desenvolvimento da região. O levantamento integra o estudo “Governança criminal e riscos sistêmicos na Pan-Amazônia: territórios, economias e modos de vida sob ameaça”, que será apresentado à Concertação pela Amazônia, rede formada por representantes do poder público, setor privado, universidades e organizações da sociedade civil.

De acordo com o estudo, apenas cinco grupos econômicos movimentam valores superiores aos da cocaína na Amazônia Legal: o complexo da soja, com US$ 20,34 bilhões; cereais, farinhas e preparações, com US$ 6,52 bilhões; carnes, com US$ 5,55 bilhões; fibras e produtos têxteis, com US$ 3,46 bilhões; e produtos florestais, com US$ 1,36 bilhão. A cocaína aparece logo em seguida, à frente das exportações de animais vivos (US$ 540 milhões), produtos oleaginosos, demais produtos de origem animal e ouro.

Para o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, os números ainda representam um cenário conservador, uma vez que refletem apenas a droga apreendida pelas autoridades.

“A gente optou por usar o dado concreto da apreensão. Agora, vamos fazer um exercício: se a estimativa mais otimista é que só 10% do total de entorpecente que circula é apreendido, significa que a cocaína valeria US$ 7 bilhões. É possível pensar que a droga seja a segunda ‘commodity’ da região que mais gera riqueza, perdendo apenas para a cadeia do complexo da soja”, destaca Lima.

A Amazônia Legal compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de Mato Grosso e parte do Maranhão. A região concentra a maior extensão da Floresta Amazônica e abriga áreas do Cerrado e do Pantanal.

Segundo os pesquisadores, o tráfico de drogas deixou de representar apenas um problema de segurança pública para se transformar em um motor econômico ilícito capaz de distorcer mercados, financiar outras atividades criminosas e estabelecer estruturas permanentes de poder em diversas áreas da floresta.

O estudo aponta que, na última década, a Amazônia passou de corredor estratégico para o narcotráfico a centro logístico do crime organizado transnacional. Rios, florestas e áreas remotas passaram a funcionar como rotas para o transporte da cocaína produzida na Colômbia, Peru e Bolívia.

Além do transporte internacional da droga, as organizações criminosas estruturaram esquemas de lavagem de dinheiro em atividades legais, investiram em logística, ampliaram redes de corrupção de agentes públicos e passaram a utilizar os lucros para financiar outros crimes ambientais, como garimpo ilegal, grilagem de terras e exploração clandestina de madeira. O levantamento identifica a atuação de pelo menos 17 facções criminosas ligadas ao narcotráfico na Amazônia. Entre elas, o Comando Vermelho (CV) aparece como o grupo com maior presença territorial, seguido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo Renato Sérgio de Lima, essas organizações passaram a reproduzir na região amazônica um modelo semelhante ao observado em comunidades dominadas por facções no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“É muito parecido com o que acontece nas comunidades do Rio, mas com as características da Amazônia. Chegamos a um momento onde não é terrorismo, não é crime ambiental, não são só problemas prisionais… O crime organizado assumiu a regulação de territórios, economias e modos de vida na chave da governança. E rivalizando, em função de todas as dificuldades da região, com o Poder Público”, reforça Renato Lima.

Segundo a pesquisa, além do controle territorial, esses grupos impõem regras locais, regulam mercados, utilizam violência para manter o domínio e reduzem a presença efetiva do Estado em diversas localidades. O estudo concluiu que 170 dos 772 municípios da Amazônia Legal apresentam extrema exposição ao crime organizado, concentrando aproximadamente 23% da população regional.

Esses municípios possuem características semelhantes: forte dependência de recursos públicos, baixa capacidade de geração de riqueza, presença de garimpos e maior vulnerabilidade à expansão das facções criminosas. Entre eles estão as capitais Macapá (AP) e Boa Vista (RR).

Quando considerados os municípios classificados com alta ou extrema exposição ao crime organizado, eles concentram R$ 538,1 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) da Amazônia Legal, o equivalente a 51,5% da economia regional. Apesar disso, representam apenas 4,8% do PIB brasileiro.

Para Renato Sérgio de Lima, esse baixo peso econômico no cenário nacional contribui para que o tema não receba a mesma atenção política dispensada a outros problemas do País. “O problema é sério para a Amazônia, mas não ganha a centralidade político-institucional porque a economia da região não tem grandes participações na brasileira”, lamenta o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

O estudo atribui a consolidação do crime organizado na Amazônia a uma combinação de fatores nacionais e internacionais. Entre eles está a reorganização do mercado de drogas na Colômbia após o acordo de paz firmado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Com a fragmentação dos grupos armados, a produção de cocaína aumentou significativamente, impulsionando a utilização da Amazônia como principal corredor para abastecimento dos mercados europeu e africano.

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Rombo acumulado das estatais de janeiro a maio de 2026 é de R$ 7,4 bilhões e já supera valor total de 2025

03/07/2026


Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

As estatais acumulam um déficit de R$ 7,4 bilhões em 2026. Dados do Banco Central indicam que o resultado negativo foi puxado principalmente pelo rombo registrado em janeiro.

O rombo de janeiro a maio equivale ao dobro do déficit observado no mesmo período de 2025, quando as estatais foram deficitárias em R$ 3,6 bilhões. O déficit deste ano também já supera todo o ano de 2025, quando as empresas estatais foram deficitárias em R$ 5,9 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, as estatais registraram um déficit de R$ 6,7 bilhões.

Veja a trajetória do resultado primário das estatais do Relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central:

janeiro: déficit de R$ 4,869 bilhões;

fevereiro: déficit de R$ 568,14 milhões;

março: déficit de R$ 468,55 milhões;

abril: déficit de R$ 1,78 bilhões;

maio: superávit de 273,35 milhões.

Em termos nominais, ou seja, sem valores corrigidos pela inflação, é o maior déficit da história para o período.

As estatais federais representam a maior fatia do déficit registrado de janeiro a maio de 2026. Veja:

estatais federais: déficit de R$ 5,9 bilhões;

estatais estaduais: déficit de R$ 1,5 bilhão;

estatais municipais: superávit de R$ 95 milhões.

 

Com informações de CNN 

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Caixa alcança R$ 1 trilhão em crédito habitacional em junho

03/07/2026


Dados da Caixa mostram que 58,4% da carteira imobiliária está vinculada ao programa Minha Casa, Minha Vida e que número será mantido - Foto: josé aldenir

Carteira da instituição cresce mais de 14% em um ano, impulsionada pela expansão do Minha Casa, Minha Vida e pela diversificação das fontes de recursos

A Caixa Econômica Federal alcançou, em junho, a marca inédita de R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário, consolidando a posição da instituição como principal financiadora da habitação no País. O volume representa crescimento superior a 14% em relação ao mesmo período do ano anterior e reforça a liderança da Caixa em um mercado no qual responde por cerca de 68% das operações de financiamento imobiliário.

O desempenho ocorre em um cenário de expansão do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), principal política habitacional do governo federal. Atualmente, 58,4% da carteira imobiliária da Caixa está vinculada ao programa, que financiou 659,2 mil unidades habitacionais no último ano e concentra praticamente a totalidade das operações realizadas nessa modalidade.

Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, o marco reflete a estratégia adotada pela instituição para ampliar o acesso ao financiamento habitacional e diversificar as fontes de recursos destinadas ao setor.

“Esse resultado histórico significa que milhões de famílias puderam realizar o sonho da casa própria, com mais segurança, dignidade e qualidade de vida. É o reflexo de uma estratégia consistente voltada à ampliação do acesso ao crédito e focada na diversificação das fontes de recursos”, afirmou.

Os números mostram que o ritmo de expansão permanece elevado. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Caixa concedeu R$ 64,2 bilhões em novos financiamentos imobiliários, alta de 30,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho dá continuidade ao crescimento observado nos últimos anos. Em 2025, a instituição liberou R$ 246,4 bilhões em crédito imobiliário, financiando mais de 873 mil imóveis. Em 2024, haviam sido R$ 223,6 bilhões em financiamentos e mais de 800 mil unidades contratadas.

A expansão da carteira ocorre em um momento de mudanças no mercado de financiamento habitacional. Com a redução dos recursos provenientes da caderneta de poupança, tradicional fonte de funding do setor, a Caixa ampliou o uso de outras modalidades de captação, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), buscando preservar a oferta de crédito e garantir liquidez ao mercado.

Nos últimos meses, o governo federal também ampliou o alcance do Minha Casa, Minha Vida. Entre as medidas adotadas estão o aumento do teto de renda para participação no programa, a criação de uma faixa destinada à classe média e a elevação dos limites de valor dos imóveis financiáveis em diferentes regiões do país. O objetivo é ampliar o acesso ao crédito habitacional em um cenário de encarecimento das fontes tradicionais de financiamento.

Além de facilitar o acesso à moradia, o crédito imobiliário é considerado um dos principais motores da construção civil, setor que possui forte efeito multiplicador sobre a economia. O financiamento impulsiona investimentos privados, movimenta a cadeia produtiva da construção, estimula a indústria de materiais, amplia a demanda por serviços especializados e contribui para a geração de empregos formais.

 

Durante a cerimônia de anúncio da marca histórica, realizada em Brasília, representantes do governo federal destacaram o papel da Caixa como principal agente de implementação das políticas públicas habitacionais. Segundo o Ministério das Cidades, desde a retomada do novo Minha Casa, Minha Vida já foram contratadas cerca de 2,35 milhões de unidades habitacionais em todo o país, reforçando a participação do programa na expansão da carteira imobiliária do banco.

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homens partem para cima de agressor que espancava mulher em praia

03/07/2026

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um suposto caso de violência contra uma mulher na Ilha Saona, na República Dominicana. Nas imagens, um homem aparece agredindo a vítima em plena praia, diante de dezenas de turistas.
 
Ao presenciarem a agressão, alguns homens que estavam no local reagiram e partiram para cima do suspeito, conseguindo contê-lo. O vídeo rapidamente viralizou e provocou indignação entre os internautas, que cobram uma investigação e a responsabilização dos envolvidos.
 
Até o momento, as autoridades não divulgaram informações oficiais sobre o caso, e a identidade das pessoas envolvidas ainda não foi confirmada.
 
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São Pedro do Povo promete noite de muito forró em Jandaíra; confira os horários das atrações

03/07/2026

 
O São Pedro do Povo continua movimentando a cidade de Jandaíra neste sábado com uma programação repleta de música e animação. A Prefeitura divulgou os horários oficiais das apresentações, que prometem reunir um grande público para celebrar a tradição junina.
 
A festa começa às 22h00 com Will Di Paiva. Em seguida, à 00h30, quem sobe ao palco é Mano Walter, um dos nomes mais aguardados da noite. Encerrando a programação, Lucas Aboiador se apresenta às 02h30, garantindo muito forró até o amanhecer.
 
A expectativa é de uma grande participação popular, fortalecendo a cultura nordestina e movimentando a economia local durante mais uma edição do tradicional São Pedro de Jandaíra.
 
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Brasil completa 1 ano fora do Mapa da Fome, mas desafios persistem

03/07/2026


Especialistas defendem ampliação de políticas públicas transversais

Em julho de 2025, há um ano, o Brasil deixou o Mapa da Fome o que resultou em menos de 2,5% da população com risco de subnutrição ou falta de acesso à alimentação suficiente. Apesar da conquista, ainda há no país cerca de 6,5 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave.

Um ano após deixar o Mapa da Fome, o Brasil ainda tem cerca de 6,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Especialistas afirmam que a manutenção desse resultado depende de políticas públicas permanentes nas áreas de emprego, renda, saúde, educação e segurança alimentar. Brasil completa 1 ano fora do Mapa da Fome, mas desafios persistem

Esse é o menor patamar da série histórica, mas, segundo especialistas entrevistados pela Agência Brasil, ainda é preciso combater a fome. Fora aqueles que estão em situação mais grave, a segurança alimentar, ou seja, o acesso regular, permanente e suficiente a alimentos saudáveis e de qualidade, é garantido a 77% da população brasileira.

Segundo o pesquisador Lucas de Almeida Moura, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Combate à Fome, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, é preciso encontrar mecanismos que tornem permanentes as estratégias que reduziram o índice de insegurança alimentar no Brasil.

“Termos alcançado esse marco, pela segunda vez, de saída do Mapa da Fome, é resultado de uma intersetorialidade muito forte entre as políticas públicas. Isso precisa de fato ser mantido e, mais do que mantido, aprimorado.”

De acordo com o especialista, o combate à insegurança alimentar não está centrado somente na oferta de alimentos, mas na criação e na manutenção de toda uma estrutura complexa que vai garantir o acesso adequado à alimentação. Isso envolve a garantia de uma renda mínima, educação, acesso à água, esgotamento sanitário, segurança pública, emprego. 

Lucas Moura é autor do estudo que criou um ponto de medição multidimensional para a insegurança alimentar no Brasil, denominado Índice Multidimensional de Insegurança Alimentar, cujo primeiro número foi lançado em janeiro deste ano, abrangendo o período de 2018 a 2022. 

Os resultados do MUFII (do nome em inglês) foram publicados na revista Sustainability. A pesquisa propõe avaliação da fome a partir de 12 indicadores de Desenvolvimento Sustentável, comparando ano a ano.

Os resultados mostraram piora no cenário nacional em 2022, revelando que os menores valores médios foram encontrados em Santa Catarina, enquanto os maiores foram registrados no Maranhão, Acre e Amazonas. Os dados apontam que a maior parte dos estados do Norte e Nordeste do Brasil está em um nível acima dos 50% de insegurança alimentar multidimensional. A ideia dos pesquisadores é atualizar o índice para os anos posteriores a 2022. 

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