Globo fecha acordo e Libertadores volta ao SporTV até 2030
14/09/2026

Jogadores do Flamengo levantam a taça da Libertadores de 2025; SporTV voltará a exibir jogos da competição a partir de 2027. Foto: Instagram/Flamengo
Canal pago do Grupo Globo terá cerca de 70 jogos por temporada a partir de 2027, segundo informações sobre o novo acordo com a Conmebol
A Globo fechou acordo com a Conmebol para voltar a exibir a Copa Libertadores no SporTV até 2030. O canal esportivo da TV por assinatura do grupo terá um pacote de jogos do torneio sul-americano a partir de 2027.
O acerto prevê cerca de 70 partidas por temporada no SporTV, segundo informações divulgadas neste domingo 14. A negociação envolve o ciclo de direitos entre 2027 e 2030 e amplia a presença do Grupo Globo na transmissão da competição.
A Globo já havia assegurado outros pacotes da Libertadores para o período, com jogos em plataformas como TV Globo e Ge TV. A novidade é a retomada da competição pelo SporTV, que voltará a ter partidas do torneio em sua programação de TV fechada.
O novo acordo também reforça o portfólio de futebol do canal a partir de 2027. A definição da grade, a divisão dos jogos entre as plataformas e os detalhes de cada transmissão ainda devem ser divulgados pela emissora e pela Conmebol.
Retorno ao canal pago
O SporTV já exibiu partidas da Libertadores em ciclos anteriores, mas deixou de ter o torneio em sua programação nos últimos anos. Com o acordo, o canal volta a integrar a distribuição da principal competição de clubes da América do Sul para o público brasileiro.
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Cinco são baleados em quadra durante torneio promovido por torcida organizada no bairro das Quintas, em Natal
14/09/2026

Cinco pessoas foram baleadas durante torneio de futsal realizado em uma quadra pública no bairro das Quintas, Zona Oeste de Natal; PM e Guarda Municipal foram acionadas. - Foto: Ilustrativa/José Aldenir/Agora RN
Disparos ocorreram durante torneio promovido por uma torcida organizada; quatro vítimas foram levadas ao Hospital Walfredo Gurgel e outra foi socorrida para a UPA das Rocas
Cinco pessoas foram baleadas durante um torneio de futsal realizado em uma quadra pública no bairro das Quintas, Zona Oeste de Natal, na tarde deste domingo 13. Quatro vítimas foram socorridas para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e outra foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) das Rocas.
A informação sobre os cinco feridos foi confirmada pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN). O caso ocorreu durante um torneio promovido por uma torcida organizada.
Segundo a PMRN, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) foi acionado após o registro de disparos de arma de fogo na quadra pública. Equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram enviadas ao local.
“Equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram acionadas e deslocaram-se até o local, onde realizam diligências e ações de policiamento para garantir a segurança e a manutenção da ordem”, informou a PMRN em nota enviada ao AGORA RN.
Até as 19h deste domingo, a Polícia Militar confirmava cinco pessoas feridas. Quatro haviam sido encaminhadas ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e ainda não tinham sido qualificadas porque permaneciam em atendimento médico.
A quinta vítima foi socorrida para a UPA das Rocas. Segundo as informações repassadas pela PM, ela apresentava ferimento provocado por disparo de arma de fogo na perna esquerda.
Após a ocorrência, equipes permaneceram na região realizando diligências e policiamento.
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Depois dos 60, emagrecer pede cuidado com os músculos, e não só com o número da balança
14/09/2026

Manter força, mobilidade e autonomia pesa tanto quanto o número da balança depois dos 60 anos — Foto: José Aldenir
Brasil tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais; nutricionista recomenda avaliação inicial e alerta que perder peso rápido nem sempre é bom resultado
Ver a balança marcar cada vez menos costuma ser o sinal mais claro de que o esforço para emagrecer está dando certo. Depois dos 60 anos, porém, essa conta precisa levar em consideração algo que a balança, sozinha, não mostra: o que exatamente o corpo está perdendo. Emagrecer pode significar eliminar gordura, mas também pode vir acompanhado de perda de massa muscular.
Com a idade, conservar os músculos fica mais importante para manter a força, a mobilidade e a independência nas tarefas do dia a dia. Por isso, emagrecer nessa fase da vida pede uma abordagem diferente daquela que se concentra só na quantidade de quilos perdidos.
O tema ganha peso com o envelhecimento da população brasileira. O Brasil já soma perto de 36 milhões de habitantes com 60 anos ou mais, algo como 17% da população, de acordo com números de 2024 do Ministério da Saúde.
Para a nutricionista Fernanda Lopes, responsável técnica da Six Clínic, plataforma on-line que atende pessoas com obesidade e sobrepeso, definir uma meta de emagrecimento para esse público exige, antes de tudo, conhecer as condições de cada paciente. “Histórico de saúde, medicamentos em uso e composição corporal são alguns dos fatores que ajudam a definir a conduta mais adequada. Com o passar dos anos, preservar a musculatura se torna tão importante quanto reduzir gordura. Por isso, não devemos olhar apenas para os quilos perdidos, mas também para a manutenção da força, da mobilidade e da independência”, diz ela.
Composição corporal, um dos fatores citados pela nutricionista, é a proporção de gordura, músculos, ossos e água que forma o organismo.
A avaliação inicial está entre os primeiros cuidados que a nutricionista recomenda. Antes de estabelecer quantos quilos a pessoa quer perder, é preciso saber como o organismo está naquele momento. Esse levantamento orienta a alimentação e define parâmetros que permitem acompanhar não só o peso, mas também a maneira como o corpo reage às mudanças. “Nem sempre uma queda rápida na balança representa um bom resultado, a avaliação inicial nos ajuda a definir uma alimentação compatível com as necessidades do paciente e acompanhar como o organismo responde às mudanças propostas”, orienta.
Rapidez, portanto, não deve ser a única medida de sucesso. Perder peso depressa à custa da musculatura pode ser especialmente ruim para quem precisa de força para andar, subir escada, carregar objetos e dar conta das tarefas sem depender de ninguém.
Com acompanhamento profissional, é possível monitorar a evolução do emagrecimento e ajustar o que for preciso ao longo do tratamento. Para os mais velhos que têm dificuldade de locomoção ou moram longe dos profissionais, a telemedicina, que é o atendimento de saúde feito a distância, pode ajudar a manter o cuidado em dia e a tirar dúvidas.
A organização da alimentação também conta. Comer em horários regulares ajuda a evitar longos intervalos sem refeição, fome exagerada e aquele beliscar constante ao longo do dia. Não é preciso seguir um relógio rígido, e sim criar uma rotina saudável, que ajude a reconhecer melhor a fome e a controlar o tempo entre uma refeição e outra.
Fazer parte de grupos ou de comunidades de pessoas com objetivos parecidos também pode dar apoio. Trocar experiências ajuda a lidar com viagens, festas, práticas esportivas e outros momentos que fogem do planejado, sem que um deslize isolado vire motivo para desistir de todo o processo de emagrecimento.
Com o envelhecimento, o emagrecimento passa a ter outras réguas. O peso segue servindo de indicador, só que não conta mais, sozinho, a história inteira. Para quem atravessa essa fase, manter músculos, movimento e autonomia pode valer tanto quanto ver um número menor na balança.
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Missionários que pregavam em presídios são investigados por ligação com facção em Mato Grosso
14/09/2026

Rhavenna Barcelos de Almeida e os pais, Orminda e Nivaldo de Almeida, prestavam assistência religiosa em unidades prisionais e foram indiciados pela Polícia Civil - Foto: Reprodução/ TV Globo
Investigação aponta que família de religiosos usava acesso a presídios para manter contato com integrantes do CV e movimentar recursos financeiros
Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso aponta que a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida e seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, teriam usado o acesso a unidades prisionais durante atividades religiosas para manter contato com integrantes do Comando Vermelho. Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), os três foram indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A família integrava um grupo autorizado pelo governo de Mato Grosso a prestar assistência religiosa em presídios. A investigação começou após uma denúncia sobre a possível ligação dos três com integrantes da organização criminosa. De acordo com a polícia, eles teriam aproveitado a entrada nas unidades para se aproximar de lideranças que cumpriam pena na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.
Os investigadores afirmam que os suspeitos transmitiam recados, disponibilizavam contas bancárias para movimentações financeiras e auxiliavam na ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas. Mensagens, fotos, vídeos e áudios obtidos com autorização judicial fazem parte do material reunido no inquérito.
Entre os registros analisados estão imagens de Rhavenna exibindo armas, quantias em dinheiro, joias e veículos de luxo. A polícia também identificou contatos da missionária com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.
Batman cumpria pena na mesma unidade prisional frequentada pela família durante as atividades religiosas. Em setembro de 2024, ele recebeu autorização para cumprir pena em regime semiaberto, mas, segundo a investigação, rompeu a tornozeleira eletrônica poucos dias depois e fugiu para o Rio de Janeiro.
A Polícia Civil afirma que Rhavenna mantinha contato frequente com Batman e sabia onde ele estava escondido. Entre as mensagens analisadas estão compartilhamentos de localização e conversas sobre operações policiais realizadas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Polícia aponta relacionamento com foragido
A investigação concluiu ainda que Rhavenna e Batman mantinham um relacionamento amoroso. Segundo a polícia, ela viajava com frequência ao Rio de Janeiro para encontrar o foragido e participava de momentos de lazer financiados pelo grupo criminoso.
Entre os bens relacionados pela investigação está um Porsche avaliado em cerca de R$ 600 mil, que aparecia em publicações da missionária nas redes sociais. A polícia afirma que o veículo pertencia a Batman. Registros de joias, festas e viagens também foram incluídos no material analisado.
Outras mulheres que frequentavam unidades prisionais como missionárias também passaram a ser investigadas. Conforme a Draco, algumas delas mantinham relacionamentos com traficantes e teriam mentido em depoimentos à polícia. Por esse motivo, foram indiciadas por falso testemunho.
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Adolescente de 15 anos é morto e tem corpo incendiado em Mossoró
14/09/2026

Caso ocorreu na comunidade Ouro Negro, no bairro Aeroporto, e é investigado pela Polícia Civil - Foto: Reprodução/ TV TROPICAL
Francisco Lenilton Nunes, de 15 anos, foi encontrado morto na comunidade Ouro Negro; perícia identificou afundamento no crânio e resquícios de gasolina no local
Um adolescente de 15 anos foi morto e teve o corpo incendiado na comunidade Ouro Negro, no bairro Aeroporto, em Mossoró, na madrugada deste domingo, 13. A vítima foi identificada como Francisco Lenilton Nunes. Segundo as informações preliminares da Polícia Civil, o jovem sofreu uma lesão na cabeça antes de ter o corpo parcialmente queimado. A autoria e a motivação do crime são investigadas pela Delegacia de Homicídios de Mossoró.
O corpo foi encontrado durante a madrugada nas proximidades da BR-304, perto de uma creche. A perícia não identificou perfurações, mas constatou um afundamento no crânio. Resquícios de gasolina também foram encontrados no local.
“A princípio, a perícia não encontrou nenhuma perfuração no corpo dele, apenas um afundamento de crânio, então provavelmente ele sofreu alguma lesão contusa ali na região da cabeça. E após atear o fogo no seu corpo, não se sabe se ainda com vida ou já sem vida, né? Mas foram encontrados aqui resquícios de gasolina e o corpo parcialmente queimado”, afirmou o delegado Caio Fábio, da Delegacia de Homicídios de Mossoró.
A investigação trabalha para determinar se Francisco Lenilton foi vítima de espancamento e quantas pessoas participaram do crime. A Polícia Civil também apura se o adolescente foi morto no mesmo local onde o corpo foi encontrado.
“Mas, assim, era um morador aqui do bairro, realmente, então é provável que tenha tudo acontecido aqui, né? E não tenha sido apenas desolo. E as informações preliminares é que ele tinha proximidade com o Faxão também”, declarou Caio Fábio.
A Polícia Civil agora busca identificar o autor ou os autores do homicídio e esclarecer a motivação. Entre as linhas iniciais de apuração está uma possível relação do caso com conflitos entre organizações criminosas no Rio Grande do Norte.
Um vídeo relacionado ao crime circulou pelas redes sociais após o homicídio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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CAIXA DOIS: PF apreende mais de R$ 1,5 milhão em espécie em operação sobre recursos não declarados em campanha eleitoral no RN
14/09/2026

Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo durante a Operação Sem Lastro, deflagrada nesta segunda-feira (14), em Natal, para investigar indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível uso de recursos não declarados em atividades de campanha eleitoral.
Por determinação da Justiça Eleitoral, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na capital potiguar. Além do dinheiro, os agentes recolheram celulares, documentos e equipamentos eletrônicos.
De acordo com a PF, a investigação identificou saques em espécie feitos por um servidor do Rio Grande do Norte. As movimentações levantaram suspeitas de incompatibilidade entre os valores movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.
A origem e a destinação do dinheiro apreendido serão apuradas no decorrer das investigações.
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Mais de cinco xícaras de café por dia aparecem ligadas a osso mais frágil depois dos 65 anos
14/09/2026

Estudo que acompanhou 10 mil mulheres por uma década não achou prejuízo em quem tomava duas ou três xícaras; entre consumidoras de chá, o efeito foi oposto
Café pode caber numa rotina saudável, mas a quantidade parece fazer diferença — e mais ainda para quem já passou dos 65 anos. Um estudo que seguiu cerca de 10 mil mulheres por uma década encontrou densidade óssea menor entre as que tomavam mais de cinco xícaras por dia.
As participantes faziam parte do Estudo de Fraturas Osteoporóticas. Durante o acompanhamento, os pesquisadores registraram quanto de café e de chá cada uma tomava e mediram a densidade mineral óssea média em duas áreas: o quadril e o colo do fêmur, ponto em que o osso da coxa se encaixa no quadril. Densidade mineral óssea é a quantidade de minerais, sobretudo cálcio, que o osso guarda: quanto menor, mais frágil ele fica.
Consumo moderado não apareceu associado ao mesmo problema. Quem bebia de duas a três xícaras por dia não teve prejuízo identificado na saúde dos ossos. A perda de densidade surgiu entre as mulheres que passavam das cinco xícaras diárias.
A soma com álcool chamou atenção dos pesquisadores. As participantes que consumiam mais as duas bebidas tiveram resultados piores para os ossos, sinal de que outros hábitos precisam entrar na conta quando se avalia a relação entre o que se bebe e a saúde óssea.
Com o chá, o comportamento foi outro. As consumidoras frequentes apresentaram indicadores favoráveis, associação que apareceu principalmente entre mulheres com obesidade.
Uma das hipóteses para explicar isso está nas catequinas, compostos presentes no chá que vêm sendo estudados por uma possível participação nos processos ligados à formação do osso e à redução da fragilidade dele.
Publicada em 2025 na revista científica Nutrients, a pesquisa encontrou diferenças que os próprios autores consideram modestas. Ainda assim, eles ponderam que alterações pequenas podem pesar quando se acumulam ao longo dos anos, ainda mais numa população que já é mais sujeita a fratura e a perda de massa óssea.
O estudo também não manda ninguém cortar o café. Estudos anteriores associam o consumo regular da bebida a diferentes benefícios, e a própria pesquisa não achou prejuízo entre as mulheres que ficavam nas duas ou três xícaras diárias.
Do mesmo modo, o que se observou sobre o chá não autoriza a conclusão de que aumentar muito o consumo dele seja um jeito de proteger os ossos. O estudo aponta associações; não transforma bebida nenhuma em solução nem em vilã.
O recado principal está na quantidade e no conjunto dos hábitos. Para as mulheres com mais de 65 anos, o café tomado com moderação apresentou um quadro diferente daquele observado entre as participantes que passavam de cinco xícaras diárias. Na hora de preservar o osso durante o envelhecimento, o equilíbrio segue valendo como medida.
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Bruno Henrique marca no fim, Flamengo vence Corinthians e retoma liderança do Brasileirão
14/09/2026

Bruno Henrique comemora o gol que garantiu a vitória do Flamengo sobre o Corinthians no Maracanã, pelo Brasileirão. Foto: Gilvan de Souza/CRF
Bruno Henrique marcou aos 43 minutos do segundo tempo e garantiu a vitória que recolocou o Rubro-Negro na liderança
O Flamengo venceu o Corinthians por 2 a 1 no Maracanã, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Bruno Henrique marcou aos 43 minutos do segundo tempo e garantiu a vitória rubro-negra no fim da partida.
O Flamengo abriu o placar logo aos dois minutos da etapa final, com Lucas Paquetá. A equipe carioca controlava as ações, mas o Corinthians, que entrou em campo com uma formação alternativa, chegou ao empate aos 32 minutos, com Gui Negão.
Quando o jogo caminhava para a igualdade, Bruno Henrique apareceu para decidir. O atacante marcou o segundo gol do Flamengo aos 43 minutos do segundo tempo e definiu o placar no Maracanã.
O gol também teve valor simbólico para Bruno Henrique: foi o seu 200º jogo pelo Flamengo no estádio. Com o resultado, o time chegou a 57 pontos e retomou a liderança do Brasileirão, um ponto à frente do Palmeiras.
Para o Corinthians, o resultado mantém a equipe próxima da zona de rebaixamento. O Flamengo volta a atenção agora para os próximos compromissos da temporada.
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Homem é preso suspeito de homicídio motivado por ciúmes em Alexandria
14/09/2026

Segundo a investigação, homem de 37 anos teria cometido o crime após chegar à residência e encontrar a esposa na companhia de Vanderlí Duarte da Silva, de 40 anos
Um homem de 37 anos foi preso preventivamente neste sábado 12, suspeito de matar Vanderlí Duarte da Silva, de 40 anos, em Alexandria, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo as investigações da Polícia Civil, a motivação estaria relacionada a ciúmes após o suspeito chegar à residência e encontrar a esposa na companhia da vítima.
O homicídio ocorreu no mês de agosto. De acordo com a investigação, diante da situação encontrada na residência, o homem teria cometido o crime contra Vanderlí Duarte da Silva.
Após o homicídio, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para localizar o suspeito. Na sexta-feira 12, os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra o homem.
Depois de ser localizado e preso, o suspeito foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
As investigações continuam para esclarecer integralmente as circunstâncias do homicídio.
A Polícia Civil informou ainda que informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima e segura por meio do Disque Denúncia 181.
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Avião com cantor Rey Vaqueiro cai após ultrapassar pista em Parelhas, no interior do RN
14/09/2026

Aeronave levava seis passageiros e dois tripulantes e ultrapassou o fim da pista do aeroporto de Parelhas; ocupantes foram encaminhados ao hospital e não sofreram ferimentos graves
Uma aeronave que transportava o cantor Rey Vaqueiro caiu na madrugada deste domingo 13 após ultrapassar o fim da pista do aeroporto de Parelhas, no Seridó potiguar. O avião levava seis passageiros e dois tripulantes. Nenhum dos oito ocupantes sofreu ferimentos graves.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros em Caicó, Coronel Lima, a aeronave pousou praticamente no meio da pista e não conseguiu parar a tempo. O avião ultrapassou o limite e caiu após a área de pouso.
Os seis passageiros e os dois tripulantes foram encaminhados ao Hospital de Parelhas para avaliação médica. Rey Vaqueiro estava entre os ocupantes da aeronave e passa bem.
O cantor tinha uma apresentação prevista para este domingo 13, na zona rural de Parelhas.
As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades.
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Pisa 2025: só 28% dos estudantes brasileiros chegam ao nível básico em Matemática
12/09/2026

Aplicado a cada três anos, o Pisa avalia os conhecimentos de alunos de 15 anos — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasil fica em 71º lugar entre 91 países e economias; na média da OCDE, 65% atingem o patamar, e o aprendizado no País quase não avança em uma década
Uma década inteira, uma pandemia que fechou escolas, a chegada definitiva das ferramentas digitais à sala de aula e o começo da inteligência artificial mudando o jeito de pesquisar, escrever e resolver problemas — e o aprendizado do adolescente brasileiro quase não saiu do lugar. É o retrato do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa, prova que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplica a estudantes de 15 anos, na edição de 2025: o País segue preso a um patamar baixo nas competências que o mundo usa para comparar sistemas de ensino.
Entre os 91 países e economias que fizeram a prova em 2025, o Brasil terminou em 71º lugar em Matemática, em 52º em Leitura, em 67º em Ciências e em 69º em Computação — nas quatro áreas, portanto, na metade de baixo da tabela. Na América Latina, a comparação põe o País no meio do caminho: ficou atrás do Uruguai, dono do melhor resultado entre os latino-americanos, do Chile e do México, e à frente de Peru, Argentina e Equador.
O ranking, porém, conta só uma parte da história — e não a mais grave. O dado mais preocupante está naquilo que os alunos conseguem de fato fazer com o conteúdo aprendido. Em Matemática, apenas 28% dos brasileiros chegaram ao nível básico de proficiência — o grau de domínio da competência — esperado aos 15 anos, ou foram além dele. Na média das nações que integram a OCDE, grupo formado sobretudo por economias desenvolvidas, essa fatia foi de 65%. Significa que mais de sete em cada dez estudantes brasileiros avaliados não alcançaram nem o segundo degrau, o nível 2, numa escala de proficiência de seis níveis, do mais elementar ao mais avançado.
E o nível básico está longe de pedir contas sofisticadas. A OCDE espera que, nessa etapa, o aluno saiba interpretar uma situação simples e reconhecer, sem que alguém lhe diga como, de que forma ela pode ser traduzida em termos matemáticos. “Por exemplo, comparar a distância entre duas rotas alternativas ou converter preços para uma moeda diferente”, exemplifica a organização.
O problema vai além da Matemática e aparece nas outras áreas. Em Ciências, 48% dos brasileiros atingiram pelo menos o básico, contra 74% na OCDE. Em Leitura, a proporção foi de 49% no Brasil e de 69% na média dos países da organização. Nas duas áreas, portanto, menos da metade dos brasileiros chegou ao básico.
Frente à edição anterior, de 2022, o quadro é de estagnação. Ciências teve alta de seis pontos, de 403 para 409; Leitura desceu de 410 para 408; e Matemática, de 379 para 377. De uma edição para a outra, as variações ficaram entre dois e seis pontos. As oscilações pequenas de uma rodada para outra escondem um cenário persistente: o aprendizado no Brasil está parado há cerca de dez anos e continua longe do que obtêm os países mais ricos.
Em Matemática, os 377 pontos obtidos pelos brasileiros ficam 92 abaixo dos 469 da média da OCDE. Pela régua do Pisa, isso corresponde a algo entre três anos e meio e quatro anos de aprendizagem — um adolescente brasileiro de 15 anos chega à prova com um atraso equivalente a vários anos de escola em relação a um estudante da mesma idade num país desenvolvido. Em Leitura, a distância é menor, mas ainda grande: 408 pontos contra 466, uma diferença de 58 pontos, o que equivale a cerca de dois anos de estudo.
Há quase 20 anos, os abismos eram maiores — chegaram a 131 pontos em Matemática e a 102 em Leitura, bem acima dos 92 e 58 pontos de agora. Só que a redução não veio principalmente de um avanço rápido do Brasil. Boa parte dela se explica por um fenômeno que inquieta países que foram referência em educação por décadas: também nas economias ricas os estudantes estão aprendendo menos. Os 23 países presentes no Pisa desde que a prova foi criada chegaram ao pior patamar da história nas três competências. A crise de aprendizagem deixou, portanto, de ser exclusividade de sistemas educacionais historicamente frágeis.
“Nunca tivemos tanta tecnologia e nunca foi tão importante saber ler profundamente, interpretar evidências, resolver problemas e formar julgamentos próprios. Só que essas competências estão se deteriorando em muitos países”, avalia o superintendente executivo do Instituto Unibanco, organização dedicada à educação, Ricardo Henriques.
Poucos exemplos mostram essa virada com tanta clareza quanto a Finlândia. Durante anos apresentado ao mundo como referência em educação, o país nórdico viu sua média em Matemática cair de 548 para 469 pontos entre 2006 e 2025, uma perda de quase 80 pontos. Em Leitura, recuou 73 pontos, de 547 para 474. Foram as maiores quedas registradas nas duas áreas no período — e, em Matemática, a média finlandesa de 2025 ficou igual à da OCDE, de 469 pontos.
O Brasil andou no sentido contrário, mas num ritmo muito mais lento do que seria preciso para fechar a diferença: no mesmo intervalo, subiu 15 pontos em Leitura e sete em Matemática. E, apesar do tombo, os finlandeses continuam à frente dos brasileiros nas duas áreas.
Para explicar a piora, sobretudo em Leitura, o relatório da OCDE aponta um conjunto de fatores. Nos próprios estudantes, há sinais de mais dificuldade com tarefas que exigem concentração prolongada, de menos disposição para se empenhar em provas escolares e de enfraquecimento de traços como a curiosidade e a perseverança. Nas escolas, a disciplina e o clima em sala de aula podem ter piorado, encurtando o tempo que sobra de fato para ensinar e aprender. Fora da escola, os hábitos também mudaram, e o relatório lista vários deles: uso mais intenso de telas e de dispositivos digitais, outra maneira de ler, mais faltas às aulas e menos apoio da família aparecem entre os fatores ligados à queda.
Daí nasce um paradoxo educacional. Nunca houve tanto acesso instantâneo a textos, informações, calculadoras, vídeos explicativos e ferramentas que respondem perguntas em segundos. Ainda assim, as avaliações internacionais registram dificuldade crescente justamente nas habilidades necessárias para interpretar informação, manter a atenção e resolver problemas.
A queda geral não apagou a distância entre os sistemas de ensino. A Ásia manteve a liderança: as províncias chinesas de Xangai, Pequim, Zhejiang e Jiangsu ficaram na frente em Matemática e em Ciências, e Cingapura liderou em Leitura. Mesmo entre os primeiros colocados houve perda — Cingapura recuou nas três áreas. Na outra ponta da tabela, os países latino-americanos seguem entre os piores resultados, ao lado de nações da África e do Oriente Médio.
Para a especialista em América Latina Romina Durán, chefe de Pesquisa e Dados do Instituto de Evidência Educacional, a piora em Leitura é global, mas a região encara o problema a partir de níveis de aprendizagem mais baixos do que os das economias desenvolvidas.
Ao todo, participaram da avaliação cerca de 760 mil estudantes de 91 países e economias, 30.140 deles brasileiros, vindos de escolas da rede pública e da particular. Aqui, a diferença em relação à média da OCDE em Matemática corresponde a quase quatro anos de aprendizagem.
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Concurso da PMRN: Justiça suspende prova marcada para 20 de setembro
12/09/2026

Concurso da PMRN para Praças da Saúde e Praças Músicos teve a prova objetiva suspensa pela Justiça — Foto: Divulgação/PMRN
Decisão alcança seleção para Praças da Saúde e Praças Músicos e vale até julgamento de recursos sobre cotas raciais e vagas para pessoas com deficiência
A Justiça suspendeu a prova objetiva do concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte marcada para 20 de setembro de 2026. A decisão alcança a seleção para os cargos de Praças da Saúde e Praças Músicos da PMRN.
A medida foi determinada pela magistrada responsável pelos recursos que tramitam na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Também foi suspenso o Edital nº Retomada/2026, publicado em 28 de agosto, que havia definido a nova data da avaliação.
A suspensão permanecerá válida até que a 2ª Câmara Cível julgue de forma colegiada os recursos relacionados às cotas raciais e à reserva de vagas para pessoas com deficiência.
Segundo a Defensoria Pública do Estado, autora da ação civil pública que deu origem ao processo, o edital de retomada remarcou a prova sem cumprir integralmente mudanças anteriormente determinadas pela Justiça.
O documento não teria restabelecido as regras sobre cotas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas nem criado a reserva de vagas para pessoas com deficiência. O prazo de inscrições também não foi reaberto.
Diante disso, a Defensoria pediu o cumprimento integral das determinações judiciais ou, alternativamente, a suspensão da prova até o julgamento definitivo dos recursos.
Entenda a disputa judicial
O Edital nº 001-2026/PMRN previa inicialmente a reserva de 30% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Posteriormente, uma retificação reduziu o percentual para 20% e retirou indígenas e quilombolas da reserva.
O concurso também impedia inicialmente a participação de pessoas com deficiência sob o argumento de que os cargos exigiriam aptidão física plena por integrarem a carreira militar.
A Defensoria contestou essas regras por considerar que elas violavam direitos de grupos sociais vulneráveis. A ação foi apresentada contra o Estado do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional, responsável pela organização do concurso.
Na primeira decisão sobre o caso, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal determinou que o edital restabelecesse a reserva de 30% e destinasse pelo menos 10% das vagas às pessoas com deficiência. A Justiça também mandou reabrir as inscrições por um período mínimo de 15 dias.
Ao analisar o novo pedido, a relatora citou entendimento do Supremo Tribunal Federal segundo o qual pessoas com deficiência não podem ser excluídas de forma genérica de concursos militares.
A decisão considera que as vagas em disputa são destinadas às áreas técnicas de saúde e música e não envolvem diretamente atividades de policiamento ostensivo. A magistrada também apontou o risco de as etapas do concurso serem anuladas posteriormente caso a prova fosse realizada antes do julgamento dos recursos.
Com a suspensão, a avaliação não será realizada em 20 de setembro. Uma nova data dependerá do andamento do processo e das providências adotadas pela comissão responsável pelo concurso.
Os candidatos devem acompanhar as atualizações divulgadas nos canais oficiais da PMRN, da banca organizadora e dos órgãos envolvidos no processo.
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Brasileirão tem seis jogos neste sábado; veja horários e onde assistir
12/09/2026

Neymar em campo pelo Santos, que enfrenta o Cruzeiro no encerramento dos jogos deste sábado — Foto: Raul Baretta/Santos FC
Palmeiras e São Paulo fazem clássico pela 27ª rodada; programação começa às 16h e termina com Santos x Cruzeiro, às 21h
Seis partidas movimentam a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro neste sábado 12. O destaque é o clássico entre Palmeiras e São Paulo, às 18h30, no Nubank Parque, na capital paulista. A programação também inclui Grêmio x Vasco e Santos x Cruzeiro, com transmissões na TV aberta, por assinatura e no streaming.
Os primeiros confrontos acontecem às 16h. Na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Atlético-MG recebe o Fluminense. No mesmo horário, Grêmio e Vasco se enfrentam na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. As duas partidas serão transmitidas pelo Premiere.
Às 17h, a Chapecoense enfrenta o Internacional na Arena Condá, em Chapecó. O duelo terá exibição na Record, na CazéTV e no Premiere, sendo a opção do sábado para quem pretende acompanhar o Brasileirão pela TV aberta.
Na sequência, Palmeiras e São Paulo disputam o clássico paulista, às 18h30, com transmissão pelo Premiere.
A programação noturna começa às 20h30, quando o Botafogo recebe o Red Bull Bragantino no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. A partida será exibida pelo Prime Video. Às 21h, Santos e Cruzeiro encerram os jogos do dia na Vila Belmiro, com transmissão pelo sportv e pelo Premiere.
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Fugitivo Bartogaleno é recapturado pela PM em Mossoró
12/09/2026

Bartogaleno Alves Saldanha foi recapturado neste sábado 12 após fugir do Complexo Penal Mário Negócio, em Mossoró — Foto: Divulgação/PMRN
Fugitivo do Complexo Penal Mário Negócio foi localizado pela Força Tática no bairro Bom Pastor, em Mossoró
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte recapturou, na manhã deste sábado 12, em Mossoró, Bartogaleno Alves Saldanha, que estava foragido do sistema prisional.
O homem havia fugido na sexta-feira 11 do Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio. Segundo a Polícia Penal do Rio Grande do Norte, ele foi localizado no bairro Bom Pastor durante diligências realizadas pela Força Tática da Polícia Militar.
Após a recaptura, Bartogaleno foi reconduzido à unidade prisional para os procedimentos legais cabíveis.
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Homem é condenado a 22 anos por homicídio encomendado
12/09/2026

Sede do Tribunal de Justiça do RN em imagem de arquivo; júri do caso ocorreu em Mossoró — José Aldenir/Agora RN
Júri condena Elino Paiva pelo assassinato de Josean Oliveira da Rocha dentro de uma barbearia em Alto do Rodrigues
Elino da Silva Lima Paiva foi condenado a 22 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelo homicídio de Josean Oliveira da Rocha, morto após ser baleado dentro de uma barbearia em Alto do Rodrigues, no interior do Rio Grande do Norte. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o réu confessou ter recebido pagamento para matar a vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O crime aconteceu em 9 de janeiro de 2025. De acordo com o processo, Elino entrou na barbearia usando boné e máscara e simulou um assalto. Ele ordenou que as pessoas presentes se deitassem no chão e, em seguida, atirou contra a cabeça de Josean. Nenhum objeto foi levado do estabelecimento ou das pessoas que estavam no local.
Josean recebeu atendimento médico e foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. Após o ataque, o autor fugiu em uma motocicleta.
A Polícia Civil identificou o suspeito, que posteriormente foi preso com autorização judicial. Durante o interrogatório, Elino confessou a ação e afirmou que havia recebido pagamento para executar Josean.
Segundo a investigação, a motivação estaria relacionada a uma promessa de recompensa feita pelo pai de uma mulher. Havia uma alegação, não comprovada, de que Josean teria divulgado um vídeo íntimo.
Testemunhas que presenciaram o crime reconheceram o acusado por meio de fotografias e vídeos. As investigações também apontaram que o homicídio foi cometido com um revólver calibre 38.
A denúncia foi apresentada pelo MPRN na Comarca de Pendências, mas o processo acabou desaforado para julgamento em Mossoró. No Tribunal do Júri, os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido por motivo torpe, mediante pagamento, além do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e do uso de arma de fogo.
Com a decisão do Conselho de Sentença, a Justiça aplicou as qualificadoras reconhecidas pelos jurados e estabeleceu a pena de 22 anos, 7 meses e 15 dias. A sentença também determinou a execução imediata da prisão, em regime inicial fechado.
A apuração sobre a participação de outras pessoas e a identificação e responsabilização do possível mandante do homicídio continua em inquérito policial separado.
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Setor de serviços cresce 7,1% e põe RN entre destaques do País
12/09/2026

Restaurantes estão entre os segmentos que impulsionaram os serviços no RN — José Aldenir
Restaurantes, teleatendimento, coleta de resíduos e terceirização puxam o terceiro maior avanço do País em julho; turismo potiguar sobe 11,4% e contraria retração nacional
O setor de serviços do Rio Grande do Norte voltou a crescer em julho, impulsionado principalmente por restaurantes, empresas de teleatendimento, coleta de resíduos, facilities e terceirização de mão de obra. O volume de serviços prestados no Estado avançou 7,1%, em termos reais, na comparação com julho de 2025, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto Fecomércio RN.
O resultado colocou o Rio Grande do Norte na terceira posição entre as 27 unidades da Federação e na segunda colocação do Nordeste. O crescimento potiguar ficou atrás apenas da Bahia, com alta de 9,7%, e do Amapá, com 7,9%. Na média brasileira, o setor avançou 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.
A alta representa uma mudança de direção para os serviços no Estado, depois de duas quedas consecutivas na comparação anual. Parte da intensidade do avanço, no entanto, está relacionada à base de referência mais baixa: em julho de 2025, o volume de serviços havia recuado 5,1% no Rio Grande do Norte. Ainda assim, os números indicam uma retomada distribuída entre atividades voltadas ao consumo das famílias e segmentos contratados por empresas e pelo poder público. A combinação inclui alimentação fora do lar, atendimento remoto, manejo de resíduos e serviços terceirizados de limpeza, conservação, manutenção, segurança e apoio administrativo.
Setor potiguar supera ritmo nacional
A diferença entre o desempenho estadual e o nacional foi de 6,2 pontos porcentuais em julho. Enquanto o Rio Grande do Norte registrou alta de 7,1% na comparação anual, o crescimento brasileiro ficou limitado a 0,9%.
No País, o setor permaneceu estável na passagem de junho para julho, considerando a série com ajuste sazonal. Foi o segundo mês consecutivo sem crescimento nessa base de comparação. O nível de atividade ficou 0,2% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025, mas permaneceu 20% acima do patamar de fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de covid-19.
A estabilidade nacional ocorreu apesar de quatro das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE terem apresentado crescimento mensal. O resultado foi pressionado pela queda de 2,5% nos serviços de informação e comunicação. Os transportes avançaram 0,4%, com altas de 2,9% no transporte de passageiros e de 1% no transporte de cargas. O desempenho territorial também foi desigual: 14 das 27 unidades da Federação registraram retração na comparação com junho. Esse cenário reforça o contraste entre a desaceleração nacional e a expansão observada no Rio Grande do Norte na comparação anual.
Acumulado do ano cresce 1,8%
Entre janeiro e julho de 2026, o setor potiguar acumulou crescimento real de 1,8%, resultado próximo da média brasileira, de 1,9%. As maiores contribuições vieram das atividades de coleta de resíduos, restaurantes, hotelaria, teleatendimento e facilities.
Embora inferior aos 4,4% registrados no mesmo intervalo de 2025, o avanço deste ano colocou o Rio Grande do Norte com a décima maior taxa entre os Estados e a quarta do Nordeste. A diferença entre os dois períodos também deve considerar o efeito estatístico da base de comparação. O setor já havia crescido em ritmo elevado nos sete primeiros meses de 2025, tornando mais difícil a manutenção de taxas semelhantes em 2026.
A composição do crescimento mostra a importância dos serviços prestados às famílias, especialmente alimentação e hospedagem, mas também revela participação relevante das atividades intermediárias, contratadas por outras empresas. Teleatendimento, coleta de resíduos e terceirização não dependem exclusivamente do consumo direto das famílias. Esses segmentos acompanham contratos empresariais e governamentais e, por isso, podem sustentar a atividade mesmo em períodos de menor expansão das despesas domésticas.
Restaurantes têm impacto em duas frentes
Os restaurantes aparecem entre as principais influências positivas tanto no resultado geral dos serviços quanto no desempenho específico das atividades turísticas. A presença nas duas frentes está relacionada à metodologia da pesquisa, que considera parte dos serviços de alimentação no cálculo do índice de turismo. O movimento pode refletir o aumento da circulação de consumidores, a demanda de visitantes e a realização de eventos, além do funcionamento da cadeia formada por fornecedores, transportadores e empresas de apoio. A hotelaria também contribuiu para os dois indicadores. No turismo, o segmento foi acompanhado pela locação de automóveis, atividade diretamente relacionada ao deslocamento de visitantes dentro do Estado.
Turismo avança 11,4% no Estado
O principal resultado setorial de julho veio das atividades turísticas. O volume desses serviços cresceu 11,4% no Rio Grande do Norte em relação ao mesmo mês de 2025. Restaurantes, hotéis e locadoras de veículos exerceram as maiores influências sobre a expansão.
O índice potiguar foi o segundo maior entre os 17 Estados acompanhados pelo indicador regional de turismo do IBGE. Apenas a Bahia apresentou desempenho superior, com crescimento de 18,6%. O contraste com o cenário brasileiro foi amplo. Enquanto o turismo potiguar avançou 11,4%, a média nacional recuou 1,6% na comparação anual. Dez das 17 unidades da Federação investigadas apresentaram resultados negativos. A diferença de 13 pontos porcentuais entre o Rio Grande do Norte e o índice nacional reforça o peso do turismo na retomada dos serviços locais. A atividade movimenta não apenas meios de hospedagem e alimentação, mas também transporte, comércio, locação de veículos, passeios, eventos e serviços pessoais.
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Congresso articula reforma do Judiciário e fim da indicação exclusiva de ministros
12/09/2026

Foto: Divulgação / STF
A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) pavimentará o caminho para que o Congresso Nacional aprove uma minirreforma do Judiciário logo após as eleições de 2026, com chances reais de alterar o modelo de indicação dos ministros da Corte. Líderes do Centrão e figuras influentes do próprio Judiciário avaliam nos bastidores que, independentemente de quem assuma a Presidência da República, a votação de mudanças estruturais nos tribunais superiores tornou-se inevitável ainda este ano.
A investida legislativa é vista como um mecanismo para reequilibrar os poderes da República, reduzindo o protagonismo político acumulado pelo Judiciário frente ao Legislativo e ao Executivo nos últimos anos, além de funcionar como uma resposta institucional às demandas da sociedade. Magistrados de tribunais superiores reconhecem reservadamente que, diante do cenário atual, o STF perdeu a capacidade de resistência política necessária para barrar alterações em suas regras na Câmara e no Senado.
A profundidade da reforma, no entanto, varia conforme o cenário eleitoral. A avaliação predominante é de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) resultaria em mudanças mais drásticas e céleres. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defenda publicamente alterações no Judiciário, fontes do Congresso e do STF estimam que o petista adotará um tom menos incisivo que seu opositor sobre o assunto.
Mandato fixo e novas regras na PEC
Aproveitando o momento de desgaste gerado pelo Caso Master, parlamentares do Centrão intensificaram a articulação de propostas. Um dos principais textos em debate é a PEC de autoria do deputado federal Danilo Forte (PP-CE), que estabelece mandatos de oito anos para os ministros do STF.
Para atrair apoio político, Forte incluiu no texto o fim da exclusividade do presidente da República na indicação de magistrados, dividindo o poder de escolha entre o Executivo, o Legislativo e o próprio Judiciário. Na justificativa da proposta, o deputado argumenta que a prerrogativa unipessoal gera distorções na composição da Corte ao longo das sucessões presidenciais.
Além da limitação de mandato e da alteração nas nomeações, a PEC incorpora restrições diretas impulsionadas pelo atual escândalo, como a proibição de eventos: que se propõe a vetar a participação de ministros em eventos patrocinados por empresas com litígios pendentes no tribunal, além do fim de decisões monocráticas: que proíbe que um único magistrado emita decisões com o poder de suspender eficácia de leis.
A iniciativa de Danilo Forte já ganha tração nos bastidores políticos. Na próxima segunda-feira (14/9), a Frente Parlamentar do Empreendedorismo oficializará o seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo parlamentar.
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Investimento na indústria extrativa cresce 1.366% em 27 anos, 15 vezes mais que na de transformação, aponta FGV
12/09/2026

Aportes na extração de minério e petróleo passam de R$ 630,2 milhões para R$ 9,4 bilhões, a preços de 1995; estudo vê investimento concentrado em recursos naturais
O dinheiro aplicado na expansão da indústria extrativa brasileira — a de minério e petróleo — multiplicou-se entre 1997 e 2024: cresceu 1.366,42%, segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mesmo período, os investimentos na indústria de transformação, a que fabrica bens a partir de matérias-primas, aumentaram 88,02%. A expansão proporcional da extração foi, portanto, 15 vezes maior. Para os autores, os números mostram que o investimento produtivo no Brasil ficou cada vez mais concentrado nas atividades de exploração de recursos naturais.
Batizado de “O destino dos investimentos”, o levantamento tem como autores os pesquisadores Ana Letícia Branco, Bruno Tozzi Grandidier e Claudio Considera. Eles acompanharam quase três décadas para descobrir quais setores receberam recursos e medir o efeito dessa distribuição sobre a produtividade da economia.
A alta da extração deixou para trás, com folga, o crescimento do investimento total no País, que no mesmo intervalo de 27 anos foi de 60,02%. Nos demais grupos, as compras de máquinas e equipamentos subiram 88,61%, e a construção, 26,62%. Já a categoria “outros” — que junta bens tangíveis e intangíveis, como bancos de dados, programas de computador e outros produtos de propriedade intelectual — avançou 141,99%.
Os pesquisadores da FGV enxergam nesses dados uma divisão desigual do investimento entre as principais atividades econômicas. Essa concentração, na avaliação deles, limita a capacidade de a taxa de investimento do País crescer de forma contínua — e ela está abaixo de 20% há 12 anos. A média calculada pela FGV para o período de 1996 a 2025 é de 17,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador mostra quanto da riqueza produzida no Brasil vai para ampliar a capacidade de produção, seja em máquinas e instalações, seja em obras ou em ativos de propriedade intelectual. “É uma taxa muito baixa”, resumiu Considera.
Embora a extração tenha crescido mais em termos percentuais, a transformação ainda recebe mais dinheiro em valores absolutos. A preços constantes de 1995, a extração recebeu R$ 9,4 bilhões em 2024, e a transformação, R$ 41,2 bilhões. No começo da série, porém, a distância era muito maior: em 1997, a transformação recebeu R$ 21,9 bilhões, e a extrativa, R$ 630,2 milhões. Naquele ano, a manufatura levava quase 35 vezes o que ia para a extração; em 2024, pouco mais de quatro vezes. É esse salto de patamar da extração que explica por que as taxas acumuladas de crescimento ficaram tão distantes.
“A indústria da transformação, em algum momento, parou de investir, de alocar mais recursos, principalmente em novas tecnologias”, disse Considera. O ritmo mais fraco de investimento coincidiu com a perda de espaço da manufatura na economia. “A transformação chegou a ter fatia de 35% do PIB [nos anos 80] e atualmente tem 13% [13,7% até 2025]”, afirmou o pesquisador. A participação do setor, portanto, encolheu para menos da metade.
Segundo ele, a carga tributária, os juros altos e a pouca inserção internacional ajudaram a travar o investimento na indústria de transformação. A falta de procura lá fora por produtos brasileiros de maior valor agregado — aqueles que embutem mais tecnologia e trabalho na fabricação — também tirou das empresas o estímulo para aumentar a capacidade de produção e adotar novas tecnologias.
Com a indústria extrativa, o quadro é o oposto. Ela está ligada ao mercado internacional pela exportação de commodities — as matérias-primas negociadas em escala mundial —, sobretudo minério de ferro e petróleo. A demanda externa garante escala aos produtores e sustenta novos aportes, mesmo quando a economia interna desacelera.
“O que direciona o investimento é o lucro”, disse Considera. “Porque está se plantando muita soja? Porque você está ganhando muito dinheiro plantando soja. Você investe no que está dando lucratividade. Temos demanda externa enorme por nossas commodities.” Na explicação do pesquisador, a transformação brasileira não vive o mesmo movimento “porque ela não consegue competir com o exterior”.
O desequilíbrio aparece também na produtividade. Pelos cálculos da FGV, a indústria extrativa ficou 120,2% mais produtiva de 1995 a 2021, enquanto a da transformação caiu 7,2%. A construção recuou ainda mais, 16,7%, e a indústria como um todo perdeu 5,3%.
A agropecuária seguiu um caminho bem diferente do da indústria. O estudo não detalha o investimento feito no campo, mas os pesquisadores calcularam que a produtividade do setor subiu 216,8% entre 1995 e 2021 — mais que triplicou. O indicador foi obtido dividindo-se o valor adicionado, isto é, a riqueza gerada pela atividade, pelo número de pessoas ocupadas nela.
Para os autores do estudo, o salto de produtividade na extração reforça a ligação entre o dinheiro recebido pelo setor, a adoção de tecnologia e o aumento do que cada trabalhador consegue produzir.
O estudo chegou a esses números cruzando três fontes: o Monitor do PIB, mantido pela própria FGV; as Contas Nacionais; e pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre cada setor, que são a Pesquisa Industrial Anual, que cobre as indústrias extrativa e de transformação, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, a Pesquisa Anual de Comércio e a Pesquisa Anual de Serviços. Como cada uma dessas pesquisas tem um ano de referência diferente na edição mais recente, os pesquisadores levaram todos os valores para preços de 1995. Esse procedimento tira da conta a inflação e torna possível acompanhar quanto o investimento cresceu de verdade.
Com essa metodologia, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que nas Contas Nacionais representa o investimento produtivo, chegou a R$ 251,4 bilhões em 2024 e a R$ 258 bilhões em 2025. O número de 2025 já existe porque o IBGE divulgou o PIB daquele ano, mas o detalhamento por atividade industrial para em 2024, último ano coberto pelas pesquisas anuais usadas no estudo.
Os dados mais recentes mostram que o investimento continua oscilando. De abril a junho de 2026, a FBCF aumentou 1,2% em relação aos três meses anteriores, menos que os 3,4% do primeiro trimestre. Frente ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,4%, puxada pelas importações de bens de capital, as máquinas e os equipamentos usados para produzir, e pelo desenvolvimento de softwares, segundo as Contas Nacionais do IBGE.
Na leitura dos autores, a trajetória de longo prazo indica que uma retomada firme do investimento não depende só de mais dinheiro, mas também de distribuí-lo de modo a elevar a produtividade de um leque maior de atividades. Sem essa diversificação, a economia fica mais presa aos setores que exportam matérias-primas e com menos fôlego para expandir a indústria de transformação.
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Após pedido da Defensoria, o TJRN suspende prova do concurso da PM do RN que estava marcada para o próximo dia 20
12/09/2026

Decisão da juíza relatora da 2ª Câmara Cível suspende o edital de retomada até que o Tribunal julgue os recursos que tratam das cotas raciais e das vagas para pessoas com deficiência | Foto: Divulgação/Ilustrativa
O concurso público para os cargos de Praças da Saúde (QPS) e Praças Músicos (QPM) da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, regido pelo Edital nº 001-2026/PMRN, teve mais uma decisão na Justiça. A magistrada relatora dos recursos na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) determinou a suspensão do “Edital nº Retomada/2026”, publicado em 28 de agosto. O documento havia remarcado a prova objetiva para 20 de setembro, mas não cumpria as mudanças no edital que já haviam sido determinadas pela Justiça sobre as cotas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas e sobre a reserva de vagas para pessoas com deficiência (PcD).
Segundo a Defensoria Pública do Estado (DPE-RN), autora da ação civil pública que deu origem ao caso, o novo edital havia sido publicado sem que a Comissão do Concurso alterasse as regras do edital e sem reabrir o prazo de inscrições. Diante disso, a Defensoria pediu ao TJRN que a decisão judicial fosse cumprida integralmente, com a alteração do edital, ou, caso isso não ocorresse, que a nova prova fosse suspensa até o julgamento final dos recursos.
A Defensoria Pública ressalta que, se o edital tivesse sido alterado para garantir os direitos das pessoas com deficiência, pretas, pardas, indígenas e quilombolas, não haveria impedimento para a remarcação da prova objetiva.
A Magistrada citou uma decisão anterior do Supremo Tribunal Federal na ADI nº 7.401 (relator ministro Nunes Marques, Plenário, julgada em 18/05/2026). Segundo esse entendimento, pessoas com deficiência não podem ser impedidas de participar de concursos militares de forma genérica, principalmente quando se trata de cargos técnicos, como os das áreas de saúde e música do concurso da PMRN, que não envolvem policiamento ostensivo.
Com base nesses fundamentos e no risco de uma eventual anulação posterior das etapas do concurso, a relatora aceitou o pedido da Defensoria para suspender o “Edital nº Retomada/2026” e a realização da prova objetiva marcada para 20 de setembro. A suspensão vale até que a 2ª Câmara Cível julgue, de forma colegiada e definitiva, os agravos de instrumento em tramitação.
Entenda o caso
O Edital nº 001-2026/PMRN previa inicialmente, por meio da Retificação nº 04/2026, a reserva de 30% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Depois, quando as inscrições já haviam sido encerradas, uma nova retificação, a de nº 05/2026, reduziu essa cota para 20% e retirou a reserva de vagas para indígenas e quilombolas. Desde o início, o edital também impedia a participação de pessoas com deficiência no concurso, sob o argumento de que os cargos exigiriam aptidão física plena por se tratar de uma carreira militar.
Diante do que considerou uma violação de direitos fundamentais de grupos sociais vulneráveis, a 10ª Defensoria Cível de Natal entrou com uma ação civil pública contra o Estado do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN).
A Justiça de primeira instância, na 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, concedeu uma decisão provisória suspendendo a prova objetiva, que estava marcada para 14 de junho de 2026. Também determinou que o edital fosse alterado em dez dias para restabelecer a cota de 30% e criar uma reserva mínima de 10% das vagas para pessoas com deficiência. A decisão também determinou a reabertura das inscrições por pelo menos 15 dias, sob pena de multa diária.
Essa decisão foi confirmada pela Desembargadora, então relatora do caso na 2ª Câmara Cível, que em 12 de junho de 2026 negou o pedido do Estado para suspender os efeitos da decisão provisória. Com isso, foram mantidas as obrigações de alteração do edital.
Como não houve nenhuma decisão do colegiado que tenha mudado o entendimento da então relatora, a Magistrada concluiu que a suspensão de segurança, por sua natureza político-administrativa, não substitui o recurso adequado nem pode alterar uma decisão já tomada por uma das Câmaras do Tribunal. Por isso, entendeu que a realização da prova em 20 de setembro, sem a alteração prévia do edital, não teria respaldo em uma decisão judicial.
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Diabético que sobreviveu à Covid grave se recupera pior sete meses depois, mostra estudo da USP
11/09/2026

Pesquisa acompanhou 870 pacientes de um grupo de mais de 3 mil pessoas — Foto: Pexels
Queda após a alta atingiu 21,1% dos pacientes com diabetes contra 11,1% dos demais, e 7,3% dos não diabéticos desenvolveram a doença após a infecção
Para quem tem diabetes, escapar de um quadro grave de Covid-19 pode significar apenas o início de uma recuperação bem mais demorada. É o que conclui uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo: meses depois da infecção, o paciente diabético enfrenta mais dificuldade, corre risco maior de complicação, tem limitação nas atividades e qualidade de vida pior.
O trabalho acompanhou 870 pessoas ao longo de sete meses, contados a partir da internação por Covid-19, e pôs lado a lado dois grupos — 320 pacientes que tinham a doença metabólica e 550 que não tinham. O que os números indicam é que a infecção deixa marca mais intensa em quem é diabético, inclusive sobre a mobilidade e sobre o sistema cardiovascular.
Fechados os sete meses, 94,3% dos que não tinham diabetes relataram recuperação plena. No grupo diabético, essa fatia caiu para 89,8%.
A diferença de percentual, porém, conta só parte da história. Sete meses depois de deixar o hospital, quem tinha diabetes exibia índice mais alto de fragilidade, sofria mais queda e vivia com qualidade de vida inferior. Esse grupo também penou mais para dar conta das tarefas do dia a dia, teve resultado pior nos aspectos físico e cognitivo e encontrou mais barreira de mobilidade.
A queda foi um dos sinais mais claros desse descompasso. No grupo com diabetes, 21,1% dos pacientes contaram ter caído depois da alta hospitalar. Entre quem não tinha a doença, o índice ficou em 11,1% — pouco mais da metade da proporção do outro grupo.
O coração também entrou na lista de preocupações. Segundo o estudo, o paciente diabético teve risco maior de complicação como infarto e angina, na comparação com quem não convivia com a doença metabólica. E a explicação que a pesquisadora Maria Elizabeth oferece é a seguinte: ao infectar, o SARS-CoV-2 submete o sistema cardiovascular desses pacientes a um estresse muito grande.
Os participantes saíram de um conjunto bem maior: mais de 3 mil internados no Hospital das Clínicas ao longo de sete meses de 2020, de março a setembro, na primeira fase da pandemia brasileira. Naquele momento, ainda não havia vacina contra a Covid-19 disponível. Para a etapa que comparou diabéticos e não diabéticos, cada participante passou por avaliação presencial, que incluiu exame físico e exame laboratorial. Foi assim que os pesquisadores conseguiram enxergar consequências que sobreviveram à fase aguda da infecção.
Do material saiu ainda uma segunda questão, que é a ligação entre a doença respiratória e o surgimento do próprio diabetes. Dos participantes que não tinham o quadro metabólico antes, 7,3% passaram a tê-lo depois de contrair o SARS-CoV-2. Isso não quer dizer que o vírus tenha necessariamente provocado o diabetes nessas pessoas.
A pesquisadora pondera que não dá para descartar uma atuação do vírus diretamente sobre as células do pâncreas — só que existem outros caminhos possíveis para explicar o fenômeno. A infecção pode ter trazido à tona caso que já existia e não tinha diagnóstico. Ou o processo inflamatório provocado por uma Covid grave pode ter servido de gatilho em quem já era predisposto.
A recuperação de quem tem diabetes depois da Covid-19 também sofre influência de fator socioeconômico. Estresse, dificuldade de acesso a atendimento médico, alimentação pouco saudável e ausência de tempo para a atividade física estão entre as condições capazes de atrapalhar o tratamento — e ajudam a entender por que parte dos pacientes evolui de forma mais difícil.
O conjunto dos achados reforça uma recomendação: acompanhar esses pacientes por mais tempo, já que problema de mobilidade, fragilidade e alteração cardiovascular podem seguir presentes depois da alta. A pesquisa não parou. Ela continua acompanhando os internados do Hospital das Clínicas daquela primeira fase da pandemia e agora analisa dado colhido três anos após a infecção, para avaliar o efeito da doença no longo prazo.
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