Data Capital: Mais um instituto aponta Zenaide em primeiro lugar para o Senado no RN
05/08/2026

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Nova pesquisa de intenção de voto realizada pelo instituto Data Capital e divulgada nesta quarta-feira (05) consolida a força e o favoritismo da senadora Zenaide Maia na disputa ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte.
Na soma total da intenção de voto estimulada (cenário de 200%, que contempla as duas vagas em disputa), Zenaide alcança 50% das intenções de voto, superando os demais concorrentes e assumindo a liderança geral no Estado. No cenário individual de 100%, a parlamentar registra 25%, figurando consolidada no topo das preferências dos eleitores potiguares.
Os números refletem o reconhecimento direto da população ao trabalho prestado por Zenaide Maia ao longo de seu mandato no Senado, marcado por ações fortes na saúde pública, educação, infraestrutura e constante apoio aos municípios do RN.
A pesquisa do instituto Data Capital foi realizada com 2.050 entrevistados, distribuídos em 70 municípios do Rio Grande do Norte, apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-06579/2026.
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TRE manda PF investigar possíveis crimes em pesquisa que colocou Álvaro em 1º no RN
05/08/2026

Ex-prefeito de Natal Álvaro Dias aparece na liderança de pesquisa da Ipsensus com indícios de crimes eleitorais no RN - Foto: José Aldenir
Decisão aponta indícios de possível fraude e dificuldade à fiscalização; Procuradoria também suspeita de ligação entre os institutos Ipsensus e Média
A desembargadora eleitoral Sulamita Pacheco, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para apurar possíveis crimes relacionados a uma pesquisa eleitoral que colocou o candidato Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Estado. A decisão envolve um levantamento da Ipsensus Pesquisas registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-09520/2026.
A investigação foi requisitada pela Procuradoria Regional Eleitoral após a identificação de indícios de divulgação de pesquisa fraudulenta, falsidade ideológica eleitoral e atos destinados a retardar ou dificultar a fiscalização partidária.
A Ipsensus informou ter ouvido 1.500 eleitores de todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 18 e 22 de junho. O levantamento declarou margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela empresa Candeeiro Comunicação Integrada e Tecnologia Ltda., que utiliza o nome Candeeiro – Marketing Digital.
No cenário estimulado, Álvaro Dias apareceu com 32,5% das intenções de voto, seguido por Allyson Bezerra (União), com 27,3% e Cadu Xavier (PT), com 16,8%. O resultado contrariou a tendência verificada na maioria das pesquisas divulgadas até agora no Rio Grande do Norte, nas quais Allyson Bezerra aparece na primeira colocação, em alguns casos com vantagem ampla sobre os adversários.
Acesso ao sistema não foi liberado
O processo começou quando a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, pediu à Justiça Eleitoral acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da Ipsensus. A legislação permite que partidos, federações, coligações, candidatos e o Ministério Público examinem documentos e confiram os dados publicados, desde que seja preservada a identidade das pessoas entrevistadas. A federação União Progressista apoia a candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.
Sulamita Pacheco acolheu o pedido e determinou que a Ipsensus apresentasse, em dois dias, o relatório final da pesquisa, a identificação dos entrevistadores, as planilhas individuais, os mapas, os registros do sistema de controle da coleta, os relatórios de supervisão de campo e a documentação referente à checagem de aproximadamente 20% dos questionários. A empresa também deveria participar de videoconferência para permitir o acesso aos demais materiais.
Uma primeira reunião virtual foi realizada em 10 de julho, mas a diligência não foi concluída. Segundo consta no processo, o acesso aos formulários dependia do aplicativo ODK e da geração de um código por um técnico da empresa, que não estava disponível em razão de um feriado na localidade onde funciona o instituto. Uma segunda reunião ocorreu em 13 de julho, depois que a Justiça concedeu prazo adicional de cinco dias.
A federação alegou que, mesmo após as reuniões, não conseguiu acessar o sistema interno nem os formulários da pesquisa. A Justiça considerou que a ordem não havia sido cumprida e que existia possível embaraço à fiscalização, encaminhando o processo à Procuradoria Regional Eleitoral.
Empresa de fachada e outras irregularidades
No parecer, o procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade apontou indícios de que a Ipsensus poderia ter sido utilizada como pessoa jurídica interposta para ocultar a atuação da empresa Média Inteligência em Pesquisa.
Entre os elementos relacionados pela Procuradoria, está o fato de as pessoas identificadas como Augusto e Thales, que representaram a Ipsensus nas reuniões, possuírem vínculos documentados com a Média. Os seis entrevistadores informados pela Ipsensus também seriam os mesmos, inclusive nos nomes e CPFs, utilizados pela Média em outro levantamento eleitoral
O parecer menciona ainda que a estatística responsável, Giovana Rillary, apareceu em um documento com dois números diferentes de registro profissional. Um deles, segundo a Procuradoria, pertenceria ao estatístico Augusto da Silva Rocha, ligado à Média.
A análise da base de dados também levantou dúvidas sobre a execução do trabalho de campo. Um único código de entrevistador teria sido responsável por 620 entrevistas em 26 municípios durante cinco dias. Outro código teria registrado 477 entrevistas em 45 municípios no mesmo período. Foram encontrados ainda 11 identificadores repetidos em 24 registros, situação tratada no parecer como indício de clonagem de questionários. A Procuradoria afirma também que não havia geolocalização das entrevistas.
Com base nesses elementos, Sulamita Pacheco acolheu o pedido do Ministério Público e determinou que a PF instaure o inquérito. Como as pessoas inicialmente investigadas não possuem foro por prerrogativa de função, a supervisão da apuração deverá ficar com uma das zonas eleitorais de Natal. Depois do envio dos documentos à Polícia Federal, a petição cível será arquivada no TRE-RN, sem prejuízo da continuidade da investigação criminal.
Estatístico já foi alvo de questionamentos
O nome de Augusto da Silva Rocha já foi citado anteriormente em suspeitas relacionadas a pesquisas eleitorais. Em outubro de 2020, o jornal O Globo informou que o estatístico seria investigado pelo conselho profissional da categoria após supervisionar 937 levantamentos durante as eleições municipais daquele ano, distribuídos entre 72 institutos. O volume foi considerado “irreal” pelo então presidente do Conselho Regional de Estatística da 4ª Região.
Na ocasião, O Globo também citou questionamentos judiciais envolvendo pesquisas supervisionadas por Rocha. O estatístico afirmou ao jornal que trabalhava com uma equipe de cinco pessoas, respondia pela elaboração técnica e pelo plano amostral e não participava da área comercial nem da forma como os institutos utilizavam os levantamentos.
Em julho deste ano, a agência Saiba Mais publicou reportagem sobre a Média Inteligência em Pesquisa, empresa criada em junho de 2025 e administrada por Tales da Silva Vale, ex-ocupante de cargo comissionado na Secretaria Municipal de Comunicação durante a gestão de Álvaro Dias na Prefeitura do Natal. A matéria mostrou que outro levantamento da Média, registrado sob o número RN-08092/2026, também apresentou Álvaro na liderança, em desacordo com a maioria das pesquisas estaduais.
Segundo a Saiba Mais, essa outra pesquisa foi contratada pelo portal O Potengi, que funcionaria no mesmo coworking onde estava sediada a Média. A reportagem também informou que Augusto da Silva Rocha teve o registro profissional suspenso por 12 meses pelo Conselho Regional de Estatística da 3ª Região, em decisão de outubro de 2023 relacionada à sua atuação nas eleições de 2022. As acusações envolviam pesquisas assinadas para empresas em situação irregular, erros técnicos em questionários e inconsistências nos planos amostrais.
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Ásia eleva compra de petróleo do País
05/08/2026

Indonésia e Índia mais que dobram importações, enquanto China concentra 54% dos embarques; receita brasileira com óleo cru avança 28% no semestre
O crescimento da produção brasileira de petróleo, combinado às tensões no Oriente Médio e à busca de países asiáticos por novos fornecedores, alterou o destino das exportações nacionais no primeiro semestre de 2026. Indonésia, Índia, China e Cingapura ampliaram as compras do óleo cru do Brasil e geraram uma receita conjunta de US$ 18,7 bilhões entre janeiro e junho.
As vendas para esses quatro mercados cresceram 72% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam somado US$ 10,88 bilhões. O aumento foi impulsionado tanto pelo volume embarcado como pela valorização do petróleo após as restrições de oferta provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
No total, o Brasil exportou 51,1 milhões de toneladas de petróleo cru nos seis primeiros meses do ano, alta de 11,4% em relação ao primeiro semestre de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A receita com o produto avançou de US$ 21,6 bilhões para US$ 27,9 bilhões, crescimento de 28%.
A diferença entre a expansão do volume e a alta da receita mostra o efeito dos preços sobre o comércio. As cotações do petróleo subiram com o aumento dos riscos às rotas de abastecimento no Golfo Pérsico, por onde passa parte da oferta direcionada às refinarias asiáticas. O resultado elevou a participação do óleo cru nas vendas externas brasileiras e contribuiu para o superávit comercial do País.
A Indonésia registrou o maior aumento percentual entre os principais compradores. As importações de petróleo brasileiro avançaram 157% no primeiro semestre. Na Índia, o crescimento foi de 132%, colocando o país à frente dos Estados Unidos entre os maiores destinos do produto nacional.
A China permaneceu como principal mercado. Os embarques ao país asiático cresceram 41% e chegaram a 27,9 milhões de toneladas, equivalentes a aproximadamente 54% de todo o petróleo cru exportado pelo Brasil no período. Em receita, as vendas aos chineses somaram US$ 15,1 bilhões, recorde para um primeiro semestre e alta de 62% em um ano.
Cingapura ampliou em 28% suas compras, que alcançaram 1,5 milhão de toneladas. O país funciona como centro de refino, armazenamento e redistribuição de combustíveis para diferentes mercados do Sudeste Asiático, o que aumenta sua relevância na cadeia regional.
“O crescimento das exportações brasileiras para a Ásia resulta da combinação entre a expansão da produção nacional, a busca asiática por maior diversificação de fornecedores e o aumento da importância da Índia como mercado importador, sem reduzir a relevância da China, que permanece como o principal destino do petróleo brasileiro”, afirmou Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE.
O movimento também incluiu países que não mantinham compras regulares do Brasil. Mianmar, que não registrava importações de petróleo brasileiro neste século, adquiriu 600 mil toneladas no primeiro semestre. As Filipinas, afastadas desse mercado desde 2020, compraram 72 mil toneladas.
O retorno desses compradores ocorre em um ambiente de maior risco para o abastecimento asiático. Cerca de 40% do petróleo consumido na região tinha origem no Golfo Pérsico, de acordo com dados citados por analistas do setor. Interrupções no tráfego marítimo, alta dos seguros e incertezas sobre a oferta levaram refinarias a procurar fornecedores fora do Oriente Médio.
O Brasil passou a ocupar parte desse espaço graças à expansão da produção do pré-sal e à capacidade crescente de exportação. O petróleo nacional, em geral de baixo teor de enxofre e adequado a diferentes configurações de refino, tornou-se uma alternativa para compradores que procuram reduzir a dependência de poucos produtores.
A produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desse total, 4,301 milhões de barris diários eram de petróleo, alta de 16,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume de 5,6 milhões citado nos dados gerais inclui também a produção de gás natural. Os números foram divulgados pela ANP.
O pré-sal respondeu por mais de 82% da produção nacional de petróleo e gás em maio. A entrada e o aumento gradual de capacidade de novas plataformas ampliaram a disponibilidade de óleo para exportação, mesmo com o consumo das refinarias brasileiras.
A Petrobras registrou crescimento de 41% em suas exportações no segundo trimestre, para aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia. A companhia também reduziu importações de derivados e aumentou a utilização das refinarias nacionais, movimento favorecido pela maior oferta doméstica. Os dados operacionais foram divulgados pela empresa e compilados pela Reuters.
Para Hamad Hussain, analista de commodities da Capital Economics, a parcela destinada à Ásia tende a crescer com o aumento da extração brasileira. “É provável que uma parcela significativa dessa oferta adicional seja destinada a compradores na Ásia, onde a demanda por petróleo deverá crescer em ritmo mais acelerado do que na Europa e nos Estados Unidos”, afirmou.
A Agência Internacional de Energia estima que o consumo asiático avançará de 38,9 milhões de barris por dia em 2025 para 40,7 milhões em 2030. A Índia deverá responder, sozinha, por um aumento de aproximadamente 1 milhão de barris diários até o fim da década, a maior expansão projetada entre os países. A previsão consta do relatório Oil 2025, da IEA.
O crescimento indiano reflete a expansão da atividade industrial, da mobilidade e do consumo de combustíveis. Ao mesmo tempo, economias desenvolvidas deverão reduzir a demanda. A IEA projeta uma queda líquida de 1,7 milhão de barris por dia no consumo dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico entre 2024 e 2030.
Além do conflito no Oriente Médio, as mudanças na política comercial dos Estados Unidos influenciaram a redistribuição dos embarques. As tarifas adotadas pelo governo de Donald Trump aumentaram a percepção de incerteza entre exportadores, ainda que o petróleo brasileiro esteja isento no momento.
“Já havia um cenário em que o mercado asiático era importante destino de exportação do óleo brasileiro, e essa tendência se ampliou com a interrupção do tráfego pelo Golfo Pérsico e pelas tarifas americanas”, disse Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX.
Segundo ele, produtores procuram contratos com regras e prazos mais previsíveis. “As tarifas geram incerteza regulatória. Quando olhamos os produtores brasileiros, eles preferem ter contratos firmados previsíveis, e isso incentiva a venda para o mercado asiático. Por mais que, hoje, haja isenção dos EUA sobre o petróleo brasileiro, essas incertezas regulatórias impõem uma predisposição maior para escoar para a Ásia e a União Europeia.”
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OpenAI já testa anúncios no ChatGPT
05/08/2026

Projeto piloto alcança usuários adultos dos planos Free e Go; assinaturas Plus, Pro e corporativas permanecem sem publicidade.
A OpenAI começou nesta terça-feira 4, a testar a exibição de anúncios no ChatGPT no Brasil. O projeto piloto alcançará usuários maiores de 18 anos dos planos Free e Go, enquanto as modalidades Plus, Pro, Business, Enterprise e Education continuarão sem publicidade.
A iniciativa amplia para o mercado brasileiro um modelo iniciado nos Estados Unidos neste ano. A empresa vem levando a experiência a outros países enquanto avalia a reação dos usuários, o desempenho das campanhas e a integração da publicidade ao ambiente de conversação.
O Brasil foi escolhido por ocupar uma das três primeiras posições entre os mercados do ChatGPT em número de usuários ativos semanais, segundo a OpenAI. A plataforma reúne aproximadamente 50 milhões de usuários mensais no País, base que oferece escala para testar formatos comerciais e medir a interação do público com anúncios associados ao serviço.
O projeto já conta com a participação de BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP. As empresas envolvidas reúnem agências de publicidade, comunicação e marketing digital que atendem anunciantes nacionais e multinacionais.
Em nota, Dave Dugan, chefe global de soluções de publicidade da OpenAI, afirmou que o mercado brasileiro participará do desenvolvimento do modelo. “Queremos aprender com um mercado que não apenas acompanha transformações, mas ajuda a impulsioná-las”, disse.
A entrada da publicidade abre uma nova frente de receita para a empresa além das assinaturas pagas, das soluções corporativas e da comercialização de acesso aos modelos por meio de interfaces de programação. O formato permite manter o acesso gratuito ao ChatGPT para uma base maior, ao mesmo tempo que cria uma fonte de faturamento vinculada ao volume de usuários e à exposição das campanhas.
A decisão de limitar os anúncios aos planos Free e Go também preserva a publicidade como um elemento de diferenciação entre as assinaturas. Usuários que pagam pelas modalidades Plus e Pro permanecerão sem anúncios, assim como clientes empresariais, organizações de ensino e instituições que utilizam os planos Business, Enterprise e Education.
A OpenAI afirma que a publicidade não interfere nas respostas apresentadas pelo ChatGPT. Segundo a companhia, o sistema responsável pelos anúncios funciona de maneira separada do modelo de linguagem. Com essa divisão, anunciantes não podem alterar, classificar ou determinar o conteúdo gerado pela inteligência artificial.
Essa separação procura responder a uma questão central para a adoção de publicidade em assistentes de IA: a possibilidade de interesses comerciais influenciarem a resposta entregue ao usuário. Diferentemente de uma página tradicional de resultados, o ChatGPT produz textos próprios, recomendações e sínteses, o que exige distinguir o conteúdo gerado pelo modelo das mensagens pagas.
De acordo com a OpenAI, os anúncios serão identificados como publicidade e não substituirão a resposta do ChatGPT. A empresa não detalhou, nesta etapa, a frequência com que serão exibidos, o número de campanhas disponíveis, os critérios completos de segmentação ou as categorias de produtos que participarão do piloto brasileiro.
A infraestrutura comercial da OpenAI inclui ferramentas para criação e acompanhamento de campanhas, além de recursos de mensuração de conversões. A documentação oficial informa que anunciantes podem monitorar resultados, enviar eventos de conversão e administrar peças de forma programática.
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BYD lança Song Pro flex por R$ 176 mil
05/08/2026

SUV plug-in recebeu novo visual, cabine atualizada e versões com autonomia elétrica de até 72 quilômetros pelo padrão do Inmetro
A BYD iniciou nesta terça-feira 4, as vendas do Song Pro 2027, reestilização do utilitário esportivo híbrido plug-in da marca. O modelo recebeu mudanças externas, uma cabine renovada e um motor 1.5 flex, desenvolvido para operar com gasolina ou etanol. Os preços partem de R$ 176.990 na configuração GL e chegam a R$ 199.990 na GS.
A versão de entrada ficou R$ 13 mil mais barata na comparação com a linha anterior, enquanto a opção mais equipada permaneceu abaixo da faixa de R$ 200 mil. Com a política comercial, a fabricante chinesa tenta ampliar sua participação entre os SUVs médios, segmento ocupado por modelos como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e GWM Haval H6.
O Song Pro é o segundo automóvel híbrido flex apresentado pela BYD no País, depois do Atto 2 DM-i, anunciado em junho. O SUV médio, porém, será o primeiro híbrido plug-in flex da empresa a chegar efetivamente às concessionárias brasileiras, uma vez que o Atto 2 ainda se encontra em pré-venda.
O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que o desenvolvimento do sistema flex recebeu investimentos de R$ 100 milhões e reuniu equipes de pesquisa e engenharia do Brasil e da China. Segundo o executivo, a companhia pretende superar 50% de componentes locais nos veículos fabricados no país até janeiro de 2027. A fábrica baiana tem como meta produzir 180 mil automóveis em 2026.
O sistema híbrido DM-i mantém o motor elétrico como principal responsável por movimentar o veículo. O propulsor 1.5 aspirado funciona, na maior parte do percurso, como gerador para alimentar a bateria. Em situações de maior demanda, a unidade a combustão também pode auxiliar diretamente a tração. A adaptação permite que o motorista abasteça o automóvel com gasolina, etanol ou qualquer proporção entre os dois combustíveis. O modelo também pode circular exclusivamente com eletricidade quando a bateria dispõe de carga.
A potência combinada é de 218 cavalos na versão GL e de 219 cavalos na GS. Os números representam uma redução diante dos 223 e 235 cavalos oferecidos, respectivamente, pela linha 2026. O torque combinado é de aproximadamente 30,6 kgfm nas duas configurações.
A BYD informa aceleração de zero a 100 quilômetros por hora em 8,8 segundos para o Song Pro GL e em 8,6 segundos para o GS. A velocidade máxima das duas versões é limitada eletronicamente a 180 quilômetros por hora.
As diferenças entre as configurações estão concentradas principalmente na bateria e na lista de equipamentos. O modelo GL recebeu uma bateria Blade de 13,1 quilowatts-hora, ligeiramente maior que o conjunto anterior, de 12,9 quilowatts-hora. A autonomia elétrica homologada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular é de 57 quilômetros.
Na opção GS, a bateria permanece com capacidade de 18,3 quilowatts-hora e permite percorrer 72 quilômetros sem acionar o motor a combustão. Pelos números informados pela empresa, o alcance total pode chegar a 1.075 quilômetros com gasolina na GL e a 1.105 quilômetros na GS. Com etanol, são até 775 e 805 quilômetros, respectivamente.
Os números mais elevados de autonomia elétrica mencionados pela fabricante em outros materiais, de até 105 quilômetros para a GL e 110 quilômetros para a GS, seguem o ciclo internacional NEDC. Para comparações no mercado brasileiro, os dados do Inmetro, de 57 e 72 quilômetros, são a referência mais adequada.
A recarga é limitada a 6,6 quilowatts em corrente alternada. O Song Pro não aceita carregamento rápido em corrente contínua, recurso encontrado em alguns híbridos plug-in de maior preço. As baterias Blade têm garantia de oito anos, enquanto o conjunto formado pelo sistema híbrido, componentes de baixa tensão e chassi conta com cobertura de seis anos, sujeita aos limites de quilometragem definidos pela montadora.
Segundo os dados divulgados para o veículo com a bateria em nível reduzido, a versão GL registra consumo de 16 quilômetros por litro na cidade e 13,9 quilômetros por litro na estrada quando abastecida com gasolina. Com etanol, os resultados são de 12,1 e 10,7 quilômetros por litro.
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IFRN abre 241 vagas para cursos técnicos e superiores em diferentes campi do RN
05/08/2026

IFRN Campus Natal Central - Foto: José Aldenir
Inscrições seguem até 16 ou 31 de agosto, conforme o edital, para cursos presenciais e a distância em diferentes campi do Rio Grande do Norte
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) está com inscrições abertas para dois processos seletivos que somam 241 vagas em cursos técnicos e superiores, nas modalidades presencial e educação a distância (EaD), com ingresso previsto para o segundo semestre letivo de 2026. As oportunidades estão distribuídas entre diversos campi da instituição, com prazos de inscrição até os dias 16 e 31 de agosto, conforme o edital.
A maior oferta é para o curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, realizado em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Os editais nº 37 e nº 38/2026 disponibilizam 140 vagas na modalidade EaD, vinculadas ao Campus Natal-Zona Leste, com polos em Currais Novos, João Câmara e Natal (Tirol).
Do total de vagas para Gestão Pública, 90 são destinadas ao público em geral que tenha concluído o ensino médio. A classificação será feita com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) das edições de 2021, 2022, 2023, 2024 ou 2025, conforme a opção informada pelo candidato no momento da inscrição.
As outras 50 vagas são exclusivas para servidores públicos com vínculo ativo nas administrações municipal, estadual ou federal. Nesse caso, a seleção ocorrerá por análise curricular, considerando critérios como tempo de serviço e experiência profissional na área de gestão pública.
Além das vagas para graduação a distância, o IFRN oferece 101 vagas remanescentes em cursos técnicos subsequentes e cursos superiores presenciais. São 46 vagas em cursos técnicos voltados a candidatos que já concluíram o ensino médio, distribuídas entre os campi de Ceará-Mirim, Currais Novos, Jucurutu, Lajes e Nova Cruz. A seleção será realizada por sorteio eletrônico.
As vagas para cursos técnicos estão distribuídas da seguinte forma:
Ceará-Mirim – Equipamentos Biomédicos: 5 vagas;
Currais Novos – Comércio: 7 vagas;
Jucurutu – Administração: 10 vagas;
Lajes – Comércio: 19 vagas;
Nova Cruz – Informática: 5 vagas.
Já os cursos superiores presenciais somam 55 vagas. As oportunidades são para Tecnologia em Agroecologia, no Campus Ipanguaçu, com 27 vagas; Tecnologia em Marketing, no Campus Natal-Zona Norte, com uma vaga; e Licenciatura em Química, no Campus Nova Cruz, com outras 27 vagas. A classificação utilizará as notas do Enem das edições de 2021 a 2025.
As inscrições para os dois processos seletivos devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Sistema Gestor de Concursos (SGC), disponível no Portal do Candidato do IFRN.
Para o curso de Tecnologia em Gestão Pública na modalidade EaD, as inscrições seguem até 31 de agosto. A taxa é de R$ 25, com pagamento até 1º de setembro. Candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou integrantes de famílias de baixa renda poderão solicitar isenção da taxa até o dia 10 de agosto.
Já as inscrições para os cursos técnicos subsequentes e superiores presenciais permanecem abertas até 16 de agosto. Nos cursos técnicos, a seleção ocorrerá por sorteio eletrônico. Nos cursos superiores presenciais, assim como nas vagas de Gestão Pública destinadas ao público em geral, a classificação utilizará as notas do Enem.
O resultado final da seleção para os cursos técnicos e superiores presenciais está previsto para 17 de agosto. As matrículas dos candidatos aprovados serão realizadas nos dias 19 e 20 de agosto.
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Operação Ruptura mira organização criminosa e cumpre mandados no RN e em São Paulo
05/08/2026

A operação conta com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Polícia Civil do Estado de São Paulo - Foto: José Aldenir
Polícia Civil cumpriu duas prisões preventivas e seis mandados de busca; diligências continuam para localizar outros investigados
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira 5, a Operação Ruptura, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por atuar na região Oeste do estado. A ação cumpre dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Norte e em São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, a investigação reuniu elementos que permitiram identificar integrantes do grupo criminoso e a estrutura de funcionamento da organização. As diligências continuam para localizar outros suspeitos.
Os mandados são cumpridos simultaneamente nos municípios de Caraúbas, Mossoró, Natal e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, além da cidade de São Paulo (SP).
A operação conta com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
De acordo com a corporação, o nome “Ruptura” faz referência ao objetivo de desarticular a estrutura da organização criminosa e interromper sua atuação.
A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para identificar outros envolvidos, aprofundar a apuração dos fatos e responsabilizar todos os integrantes do grupo.
A corporação também reforçou o pedido de colaboração da população e informou que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque Denúncia 181.
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RN debate minerais críticos e terras raras
05/08/2026

Encontro discutirá oportunidades para o Estado na cadeia de insumos usados pelas indústrias de tecnologia, energia e defesa
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (Senai-RN) e o Sindicato da Indústria da Extração de Minerais Básicos e de Minerais Não Metálicos do Estado (Sindiminerais-RN) realizam, nesta quinta-feira 6, o evento “Minerais críticos para o RN”. O encontro discutirá oportunidades para o Estado na cadeia de insumos usados pelas indústrias de tecnologia, energia e defesa.
A programação será realizada das 14h às 18h, no auditório do 7º andar da Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), em Natal. As inscrições são gratuitas, têm vagas limitadas e podem ser feitas pela plataforma Sympla.
O evento reunirá representantes da indústria mineral, fornecedores, pesquisadores, professores, estudantes e profissionais das áreas de mineração, geologia, engenharia, energia, meio ambiente e inovação. Gestores públicos e integrantes de instituições de pesquisa e desenvolvimento também fazem parte do público esperado.
O debate ocorre em um momento de ampliação da demanda mundial por minerais utilizados na produção de baterias para veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, equipamentos eletrônicos e semicondutores. Lítio, cobalto, níquel e elementos de terras raras integram esse grupo.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, minerais críticos são recursos indispensáveis para setores industriais e tecnológicos, mas sujeitos a riscos de escassez ou à dependência de um número reduzido de países fornecedores. Essa concentração transformou a mineração e o processamento desses materiais em temas de política industrial, segurança econômica e transição energética.
A discussão não se limita à extração. O domínio das etapas de processamento, separação, refino e fabricação de componentes determina quanto valor permanece nos países produtores. No caso das terras raras, a cadeia inclui desde a exploração mineral até a produção de ímãs permanentes utilizados em motores elétricos, aerogeradores, aparelhos eletrônicos e equipamentos industriais.
O encontro em Natal abordará a cadeia produtiva das terras raras, economia circular, políticas públicas, governança dos recursos naturais e formas de ampliar a participação brasileira nos segmentos industriais ligados a esses materiais. A iniciativa conta com apoio da Fiern e do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) Senai Ímãs de Terras Raras.
A programação será aberta com a palestra “Economia Circular em Terras Raras: o MagBras como Plataforma para uma Nova Indústria Nacional”, apresentada por André Pimenta, coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do CIT Senai Ímãs de Terras Raras.
Químico e mestre em Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Pimenta trabalha há mais de 20 anos com pesquisa aplicada nas áreas de minerais críticos, hidrometalurgia e materiais magnéticos. Ele lidera projetos destinados ao desenvolvimento da cadeia brasileira de terras raras, entre eles o MagBras.
O projeto atua no desenvolvimento de tecnologias para a fabricação de ímãs permanentes no Brasil. Esses componentes possuem aplicações em motores, geradores e sistemas eletrônicos, mas sua produção mundial está concentrada em poucos países. A proposta é aumentar a capacidade tecnológica nacional e estimular o aproveitamento de materiais ao longo do ciclo produtivo.
Na sequência, o consultor legislativo do Senado Federal Israel Lacerda de Araújo apresentará a palestra “Minerais Críticos para o Brasil”. A exposição tratará da relação desses recursos com a soberania nacional, a competitividade da indústria e a transição para uma economia de baixo carbono.
Araújo é geólogo, mestre em Geociências Aplicadas pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Também foi pesquisador visitante no Centre for Environmental Policy, da Imperial College London.
O consultor desenvolve pesquisas sobre mudanças climáticas, captura, utilização e armazenamento de carbono, governança de recursos naturais, bioenergia com captura de carbono, economia institucional e políticas públicas para os setores mineral e energético.
Para o Rio Grande do Norte, o debate conecta o potencial mineral às atividades industriais e energéticas já instaladas no Estado. A expansão da geração eólica e solar aumenta a relevância de cadeias capazes de fornecer equipamentos, materiais magnéticos, sistemas de armazenamento e componentes usados na infraestrutura de geração de eletricidade.
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Suspeito de homicídio é preso com arma, drogas e dinheiro durante operação no RN
05/08/2026

Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Umarizal; investigações continuam
Um homem de 18 anos, investigado por um homicídio ocorrido em 2026, foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nesta terça-feira 4, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de um mandado de busca e apreensão no município de Umarizal, na região Oeste do estado.
Durante as diligências, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, munições, entorpecentes, dinheiro em espécie, materiais relacionados ao tráfico de drogas e um aparelho celular.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à unidade policial para a realização dos procedimentos legais.
Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia e permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, as investigações prosseguem para esclarecer completamente o homicídio e apurar a possível relação do suspeito com os materiais apreendidos durante a operação.
A corporação também reforçou o pedido de colaboração da população e informou que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
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Sefaz-RN recupera R$ 1,2 milhão em operação
05/08/2026

Foto: Sefaz/RN
Fiscalização em rodovias do Rio Grande do Norte encontrou mercadorias sem documentação fiscal, recuperou mais de R$ 1,2 milhão em ICMS e multas e reforçou o combate à sonegação fiscal
Uma operação da Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz-RN) identificou cargas avaliadas em aproximadamente R$ 3,5 milhões sem a documentação fiscal exigida.
A fiscalização recuperou mais de R$ 1,2 milhão em ICMS e multas para os cofres estaduais.
As abordagens ocorreram na última semana na BR-101, em São José de Mipibu, e na BR-304, em Macaíba.
As cargas, provenientes de São Paulo, transportavam produtos eletrônicos, acessórios para telefones celulares e confecções.
Em uma das fiscalizações, o motorista apresentou notas fiscais e informou que as mercadorias estavam regulares.
Os auditores, porém, perceberam que a quantidade transportada era superior à informada nos documentos e encaminharam o veículo ao Núcleo Integrado de Fiscalização de Caraú.
Na conferência detalhada, os fiscais constataram que cerca de 90% da carga não possuía documentação fiscal correspondente.
Após o cálculo do ICMS devido, foram lavrados os autos de infração que resultaram na cobrança dos tributos e das penalidades.
Segundo a Sefaz-RN, as fiscalizações integram as ações permanentes contra a sonegação e buscam preservar a concorrência entre empresas que cumprem as obrigações tributárias.
O transporte de mercadorias sem nota fiscal ou com documentos inidôneos pode configurar crime previsto na Lei Federal nº 8.137/1990.
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Ponte de Igapó: PRF passa a usar drones para flagrar motociclistas na ciclofaixa
05/08/2026

Fiscalização foi intensificada após reclamações de ciclistas da Zona Norte de Natal
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) começou a utilizar drones para fiscalizar o trânsito na Ponte de Igapó, que liga a Zona Norte de Natal ao restante da cidade. A operação tem como principal objetivo impedir que motociclistas utilizem irregularmente a ciclofaixa, colocando em risco as pessoas que circulam de bicicleta pelo local.
A fiscalização foi intensificada após reclamações de ciclistas da Zona Norte de Natal e de municípios da região metropolitana. Usuários frequentes da ponte relataram aumento da insegurança e situações de ameaça provocadas por motociclistas que invadem o espaço exclusivo das bicicletas para escapar dos congestionamentos.
O uso dos drones permite que os policiais identifiquem e registrem as infrações em tempo real, a partir de pontos estratégicos e sem precisar manter uma viatura parada sobre a ponte. A medida evita a ocupação de parte da pista durante as abordagens, o que poderia formar um gargalo e aumentar os engarrafamentos, especialmente nos horários de maior movimento.
A ferramenta também amplia o campo de visão dos agentes. Ao constatar uma irregularidade, o policial pode emitir o auto de infração por meio do monitoramento remoto ou determinar a abordagem do condutor.
Segundo a PRF, esse modelo de fiscalização está previsto na Resolução nº 909, de 28 de março de 2022, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma permite a aplicação de multas com base em imagens de videomonitoramento ao vivo, desde que a infração seja observada diretamente pela autoridade de trânsito no momento em que ocorre.
A PRF informou ainda que a Ponte de Igapó possui sinalização para alertar os condutores sobre a fiscalização por videomonitoramento. Além do controle do trânsito, os drones são utilizados pela corporação no atendimento de ocorrências criminais e na realização de perícias em acidentes.
A instituição orientou os condutores a respeitarem as faixas exclusivas e destacou que a mudança de comportamento no trânsito é fundamental para reduzir acidentes e proteger principalmente ciclistas e outros usuários mais vulneráveis das vias.
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Incêndio provocado por botijão de gás atinge casa na Zona Norte de Natal
05/08/2026

Bombeiros impediram que o incêndio atingisse outros cômodos da residência em Pajuçara - Foto: CBMRN
Bombeiros controlaram as chamas antes que o fogo se espalhasse para outros cômodos; Polícia Científica foi acionada para realizar perícia
Um incêndio em uma residência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) na noite desta terça-feira 4, no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal. Segundo a corporação, o fogo teve início na cozinha da casa e foi provocado por um botijão de gás de cozinha.
Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram as chamas concentradas na cozinha e iniciaram imediatamente o combate ao incêndio. A atuação da equipe impediu que o fogo se propagasse para os demais cômodos da residência.
Durante a vistoria, o Corpo de Bombeiros constatou que a origem do incêndio estava relacionada ao botijão de gás instalado no imóvel.
Após a extinção das chamas, a área foi isolada para preservação da cena. A ocorrência contou com o apoio da Polícia Militar, que realizou os procedimentos de segurança no local.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia que deverá auxiliar na apuração das circunstâncias do incêndio.
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao identificar qualquer princípio de incêndio, a população acione imediatamente o telefone 193. Segundo a corporação, a comunicação rápida permite uma resposta mais ágil das equipes, reduzindo os riscos à vida, ao patrimônio e evitando que o fogo se espalhe para outras áreas.
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Dieta do pai pode afetar saúde do bebê
05/08/2026

Alterações no peso e na composição corporal ao nascer podem elevar o risco de doenças cardiometabólicas - Foto: Magnific
Estudo da USP associa maior consumo paterno de ultraprocessados ao aumento do peso e ao acúmulo de gordura corporal em recém-nascidos; pesquisa acompanhou 43 famílias
O consumo frequente de alimentos ultraprocessados pelos pais pode influenciar o peso e as medidas corporais dos filhos ao nascer. Estudo realizado em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, identificou que uma maior ingestão desses produtos esteve associada a bebês mais pesados e com maior acúmulo de gordura nas coxas e na região lateral do abdômen.
Os resultados reforçam a importância da alimentação paterna no período anterior à concepção, tema ainda pouco explorado nas pesquisas sobre a saúde dos recém-nascidos. Segundo os pesquisadores, alterações no peso e na composição corporal ao nascer podem elevar o risco de desenvolvimento de doenças cardiometabólicas na vida adulta.
“A nutrição e a saúde materna antes, durante e depois do nascimento do bebê sempre receberam atenção, mas pouco se fala sobre o papel da dieta paterna. Nosso estudo mostra que ela também é muito importante para a saúde do bebê”, afirma Daniela Sartorelli, professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
A pesquisa acompanhou 43 famílias, formadas por pais, mães e recém-nascidos atendidos pelo sistema público de saúde de Ribeirão Preto. A análise mostrou que os ultraprocessados correspondiam a 30% de toda a energia consumida pelos homens, com destaque para carnes processadas, bebidas açucaradas e biscoitos. Os resultados foram publicados na revista científica Nutrition Research.
A hipótese dos cientistas é que o consumo desses produtos prejudique a formação dos espermatozoides, processo que ocorre antes da concepção. Um dos possíveis mecanismos envolve o gene IGF-II, relacionado ao crescimento fetal e herdado exclusivamente do pai.
Pesquisas anteriores indicam que os hábitos alimentares paternos podem provocar modificações bioquímicas nesse gene presente no esperma por meio da metilação. A alteração pode interferir no funcionamento dos genes transmitidos ao bebê e, consequentemente, no desenvolvimento do feto.
“Dietas ricas em alimentos ultraprocessados podem criar um ambiente pró-inflamatório no organismo, afetando a qualidade do esperma e alterando a expressão de genes que serão transmitidos ao bebê. Esse processo é conhecido como epigenética”, explica Mariana Rinaldi Carvalho, doutoranda da Fapesp e coautora do estudo.
“A atividade gênica pode ser ‘ativada’ ou ‘desativada’ dependendo dos hábitos alimentares do pai”, acrescenta a pesquisadora. Entre os produtos classificados como ultraprocessados estão salgadinhos embalados, biscoitos recheados, batatas fritas pré-prontas e refrigerantes, presentes na alimentação cotidiana de milhões de pessoas.
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Laboratório brasileiro testa antídoto contra overdose e intoxicações agudas
05/08/2026

Primeira fase dos testes em humanos avaliará apenas a segurança da terapia com a substância em voluntários saudáveis - Foto: Pedro Galhardo / Cristália
Medicamento desenvolvido pela UFG capturou até 60% das substâncias tóxicas em estudos pré-clínicos, mas ainda precisa demonstrar segurança e eficácia em humanos
A farmacêutica Cristália pretende solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nas próximas semanas, autorização para iniciar os testes clínicos de uma terapia destinada ao tratamento de overdoses e intoxicações agudas, inclusive por cocaína. Batizado de lipossoma de resgate, o medicamento ainda está em fase inicial de desenvolvimento.
Atualmente, a maioria desses quadros não possui tratamento específico. Os pacientes recebem medidas de suporte enquanto o organismo elimina as substâncias, mas há risco de morte. Uma das exceções é o cloridrato de naloxona, utilizado para reverter overdoses causadas por opioides.
O lipossoma de resgate foi criado por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), liderados pela farmacêutica Eliana Martins Lima, professora titular e chefe do Laboratório de Nanotecnologia Farmacêutica da instituição. A Cristália integra o projeto desde 2024, quando firmou um acordo de cooperação com a universidade para financiar os estudos e obter o direito de exploração comercial do produto.
Lipossomas são estruturas formadas por moléculas de gordura e utilizadas há mais de 30 anos para transportar medicamentos com segurança pelo organismo. Desde 2017, a equipe da UFG pesquisa uma aplicação diferente: usar essas estruturas para capturar moléculas tóxicas presentes no sangue.
“Fizemos estudos in vitro com alta concentração de substâncias tóxicas no plasma e testes com ratos e suínos e vimos que o lipossoma foi capaz de capturar até 60% dessas moléculas em circulação”, afirmou Eliana ao Pulsa. A declaração ocorreu durante o anúncio de uma parceria entre a Cristália e o Instituto Bairral de Psiquiatria, que conduzirá os testes clínicos.
Segundo a pesquisadora, o medicamento poderia impedir que as substâncias chegassem a órgãos vitais, como coração e cérebro. Depois de capturadas pelo lipossoma, as moléculas seriam metabolizadas no fígado e eliminadas pelas fezes.
Os estudos pré-clínicos apresentaram resultados considerados positivos contra overdose de cocaína e intoxicação por lidocaína, anestésico usado em procedimentos médicos e odontológicos. Mesmo que a eficácia seja confirmada nesses dois casos, porém, cada substância exigirá uma pesquisa específica.
Os resultados obtidos em laboratório e em animais ainda não foram publicados em revistas científicas revisadas por pares. Eliana e representantes da Cristália afirmam que a submissão ocorrerá após o registro da patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), previsto para os próximos meses.
A primeira fase dos testes em humanos avaliará apenas a segurança da terapia em voluntários saudáveis. Os participantes receberão o medicamento sem serem submetidos a qualquer intoxicação, para que os pesquisadores identifiquem possíveis efeitos adversos.
“Já tivemos duas reuniões com a Anvisa para entender a melhor forma de apresentação dos dados que já temos dos estudos pré-clínicos”, afirmou Rogério Almeida, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Cristália. Procurada pelo Pulsa, a agência não se manifestou sobre as conversas até a publicação da reportagem original.
Caso o produto avance, as fases 2 e 3 avaliarão sua eficácia em pacientes que chegarem às emergências com intoxicação ou overdose. O Instituto Bairral elaborará o protocolo da pesquisa e definirá os critérios para a seleção dos participantes. A Cristália prevê investir ao menos R$ 54 milhões no desenvolvimento e nos testes, segundo o fundador da empresa, Ogari Pacheco.
Se tiver eficácia comprovada, a terapia poderá ser usada tanto em dependentes químicos quanto em vítimas de intoxicação acidental, como crianças, pacientes que receberam doses incorretas de medicamentos e pessoas obrigadas a engolir drogas para transportá-las.
A Cristália também desenvolve a polilaminina, terapia experimental para pacientes com paralisia decorrente de lesão medular. A empresa foi criticada pela divulgação dos resultados preliminares do estudo piloto, que provocou uma série de ações judiciais pelo uso compassivo da substância, ainda sem segurança e eficácia comprovadas.
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ABC acelera preparação para duelo do acesso
05/08/2026

Primeiro jogo será disputado neste sábado 8, às 16h, na Arena da Amazônia, em Manaus
O ABC entrou na reta final da preparação para enfrentar o Nacional-AM pelas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. O primeiro jogo será disputado neste sábado 8, às 16h, na Arena da Amazônia, em Manaus, e poderá encaminhar o retorno do clube potiguar à Série C em 2027.
O elenco realizou trabalhos físicos, técnicos e táticos no CT Alberi Ferreira de Matos antes da viagem. A programação começou com treino na terça-feira 4, às 15h, e nova atividade na quarta-feira 5, às 9h. A delegação embarcará para Manaus durante a tarde.
A antecipação da viagem permitirá ao técnico Waguinho Dias comandar dois treinamentos na capital amazonense. O primeiro será realizado na tarde de quinta-feira 6, enquanto a última atividade ocorrerá na manhã de sexta-feira 7. Depois disso, os jogadores relacionados iniciarão a concentração.
O Alvinegro chega às quartas de final após eliminar o Luverdense. Depois do empate sem gols na partida de ida, em Mato Grosso, o ABC venceu por 4 a 1 na Arena das Dunas, com gols de Igor Bahia, Wallyson e Brunão, que marcou duas vezes. O resultado manteve o time entre as melhores campanhas da competição.
O Nacional-AM avançou depois de dois empates por 1 a 1 com o Iguatu e uma vitória nos pênaltis. O clube amazonense terá o mando do primeiro confronto e iniciou a venda de ingressos por R$ 40, com meia-entrada a R$ 20, para tentar ampliar o público na Arena da Amazônia.
A partida de volta está marcada para 16 de agosto, às 17h, na Arena das Dunas. O ABC decide em Natal por ter campanha superior à do adversário. Mais de 20 mil ingressos já foram vendidos, e os setores Leste, Norte e Sul estão esgotados.
Quem vencer o confronto garantirá vaga nas semifinais e acesso direto à Série C de 2027. Em caso de igualdade no placar agregado, a classificação será definida nos pênaltis. O eliminado ainda terá outra possibilidade de subir, por meio de uma repescagem que distribuirá duas vagas entre os quatro derrotados nas quartas de final.
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Seap abre processo interno após policiais se negarem a abrir Alcaçuz para visitas
04/08/2026

enitenciária Estadual de Alcaçuz ficou sem visitas pelo segundo dia consecutivo. Foto: José Aldenir
Secretaria informou que apurará a conduta dos servidores e reagendará as visitas suspensas pelo segundo dia consecutivo
Após o segundo dia consecutivo sem que familiares pudessem visitar presos em Alcaçuz, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) informou, por meio de nota, que abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores envolvidos na paralisação das atividades.
A pasta atribuiu a não realização das visitas a uma mobilização do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) e ressaltou que não havia determinação da administração penitenciária para impedir a entrada dos visitantes.
Segundo a Seap, somente o juiz responsável pela execução penal possui competência para suspender as visitas sociais. Diante da situação, a secretaria comunicou o episódio ao Poder Judiciário e aos demais órgãos competentes.
A Seap também mobilizou grupos operacionais da Polícia Penal para reforçar a segurança e garantir a continuidade das atividades na penitenciária. As visitas afetadas serão reagendadas, mas as novas datas ainda não foram divulgadas.
Na nota, a secretaria repudiou o que classificou como interferência do sindicato na gestão do sistema prisional e afirmou que a medida compromete as rotinas da unidade e gera riscos à segurança.
O Sindppen-RN, por outro lado, sustenta que o baixo efetivo não permite a movimentação segura de presos e visitantes. A entidade afirma que a categoria manterá apenas os serviços essenciais até que o Governo do Estado abra uma negociação sobre as condições de trabalho e os procedimentos de segurança.
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Brasil fecha 1º semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial; alta de 6,2% em relação ao fim de 2025
04/08/2026

Foto: Pixbay
O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025. Apesar de o número permanecer em nível recorde, o ritmo de crescimento foi menor que o registrado no mesmo período do ano passado (7,3%), segundo o Monitor RGF-Bizdoc.
O estoque de empresas em recuperação atingiu o pico de 6.513 casos em maio, mas recuou para 6.341 em junho, uma redução de 172 empresas. Para o coordenador do levantamento, Cláudio Damasceno, ainda é cedo para falar em mudança de tendência, mas o resultado pode indicar um primeiro sinal de estabilização.
Estudo mostra uma mudança no perfil das empresas que recorrem à recuperação judicial
Desde 2023, o número de microempresas em recuperação quase triplicou, passando de 513 para 1.575 CNPJs, enquanto a incidência entre essas empresas mais que dobrou. Já entre as grandes companhias, a procura caiu, impulsionada pela migração para a recuperação extrajudicial.
Juros elevados, crédito mais restrito e alto endividamento
Especialistas apontam que o cenário é resultado da combinação de juros elevados, crédito mais restrito, alto endividamento e demora das empresas em buscar reestruturação financeira. Segundo eles, muitas companhias recorrem à recuperação judicial apenas quando já esgotaram as alternativas de negociação.
O levantamento também alerta para os impactos na cadeia produtiva. Fornecedores costumam ser os primeiros afetados, absorvendo prejuízos com deságios e prazos maiores para receber, enquanto bancos endurecem a concessão de crédito diante do aumento dos riscos.
Na avaliação dos especialistas, a redução das recuperações judiciais dependerá de uma melhora consistente do ambiente econômico, com queda dos juros, maior oferta de crédito, redução da inadimplência e uma busca mais precoce das empresas por medidas de reestruturação.
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Grupo planejava explosão em prédio durante debate presidencial em Brasília; alvos são de SC e mais quatro estados
04/08/2026

O grupo que está sendo alvo da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) planejava um ataque com explosivos dentro de um prédio que será utilizado para a realização do debate presidencial nas eleições deste ano.
A Operação Rede Interrompida foi deflagrada nesta terça-feira (4) com base em um relatório elaborado pelo CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas).
Segundo a CNN, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo.
Em Santa Catarina, foram cumpridos mandados em Blumenau, no Vale do Itajaí, e Corupá, no Norte do estado.
Grupo que planejava explodir prédio compartilhava manuais de fabricação de bombas
De acordo com o documento, o grupo debatia sobre possíveis invasões em edifícios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diversos estados brasileiros, compartilhamento de mapas e plantas arquitetônicas, além de modelos em 3D de prédios localizados em Brasília.
As apurações também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de explosivos.
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Brasil tem 4º maior crescimento no turismo internacional após pandemia
04/08/2026

Relatório da OCDE coloca o País entre os quatro que mais ampliaram o número de visitantes internacionais desde 2019; alta supera destinos como Japão, Portugal, Espanha e França
O Brasil consolidou sua recuperação no turismo internacional e aparece entre os países que mais ampliaram o fluxo de visitantes estrangeiros após a pandemia. De acordo com o relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o País registrou crescimento de 46% no número de turistas internacionais entre 2019 e 2025, o quarto maior avanço entre as nações analisadas.
No período, o fluxo de visitantes passou de 6,3 milhões para 9,3 milhões de turistas, desempenho que coloca o Brasil à frente de destinos tradicionais do turismo mundial, como Japão (34%), Portugal (20%), Espanha (16%) e França (12%).
O estudo compara os números registrados em 2019, antes da pandemia de covid-19, com os resultados de 2025, permitindo medir o ritmo de recuperação do setor em diferentes mercados. Entre os países avaliados, o Brasil figura entre aqueles que conseguiram não apenas recuperar as perdas provocadas pela crise sanitária, mas ampliar o número de visitantes internacionais.
Na América do Sul, o contraste também chama atenção. Enquanto o Brasil avançou 46%, outros importantes destinos turísticos da região registraram queda no mesmo intervalo. A Argentina apresentou retração de 23%, enquanto o Peru teve redução de 22% no fluxo de turistas estrangeiros.
Os dados da OCDE acompanham o desempenho observado em 2026. Segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o País recebeu 5,2 milhões de turistas internacionais entre janeiro e junho deste ano, o segundo maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica.
Além do aumento no número de visitantes, o impacto econômico também cresceu. Ainda conforme a Embratur, os turistas estrangeiros movimentaram US$ 5,6 bilhões na economia brasileira nos seis primeiros meses de 2026, valor 12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
A agência atribui parte desse resultado ao fortalecimento das ações de promoção internacional do País. Entre as iniciativas desenvolvidas estão a participação em feiras de turismo no exterior, a realização de press trips com jornalistas estrangeiros, a organização de famtours para operadores e agentes de viagem e campanhas de divulgação em mercados considerados prioritários.
A ampliação da conectividade aérea internacional também aparece como um dos fatores que favoreceram o crescimento. Nos últimos anos, companhias aéreas ampliaram a oferta de voos para o Brasil, facilitando o acesso de turistas provenientes da Europa, América do Norte e países da América do Sul.
No relatório, a OCDE afirma que o turismo internacional continua em trajetória de recuperação após os impactos provocados pela pandemia. Segundo a organização, o aumento da demanda por viagens, a retomada das conexões entre países e os investimentos realizados pelo setor têm impulsionado a atividade em diversas regiões do mundo.
A entidade também ressalta que o turismo mantém papel relevante para as economias nacionais ao estimular a geração de empregos, ampliar a arrecadação e incentivar o desenvolvimento regional. Com os números de 2025 e o desempenho observado ao longo de 2026, o Brasil reforça sua posição entre os mercados turísticos que mais cresceram no cenário internacional e amplia as expectativas para fechar o ano com novo avanço no fluxo de visitantes estrangeiros.
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Audi Q3 supera BMW X1 em desempenho e tecnologia
04/08/2026

SUVs premium alemães têm preços próximos, mas diferem em custos, conforto, equipamentos e comportamento ao volante
A disputa entre Audi Q3 e BMW X1 ganhou um novo capítulo no mercado brasileiro. Produzidos por duas das principais fabricantes da Alemanha e posicionados como porta de entrada para o segmento de SUVs premium, os modelos chegam com propostas diferentes para conquistar o mesmo consumidor. De um lado, o novo Q3 aposta em tecnologia, desempenho e dirigibilidade. Do outro, o X1 mantém a receita que o transformou no utilitário de luxo mais vendido do país, com foco no conforto e no custo-benefício.
A terceira geração do Audi Q3 desembarcou no Brasil em versão única, Launch Edition, tabelada em R$ 389.990. O BMW X1 é oferecido em três configurações, mas a topo de linha sDrive20i M Sport, utilizada no comparativo, custa R$ 385.950, uma diferença de R$ 4.040 favorável ao modelo da BMW.
A vantagem financeira do X1 não fica restrita ao preço de compra. As cinco primeiras revisões somam R$ 11.182, enquanto o novo Q3 exige R$ 14.205 no mesmo período. O seguro também pesa menos para o SUV bávaro: segundo levantamento da Creditas Seguros, o prêmio médio anual é de R$ 11.093, contra R$ 17.219 do Audi.
Em compensação, o Q3 oferece custos menores quando o assunto é reposição de peças. A cesta avaliada totaliza cerca de R$ 45 mil, enquanto a do BMW ultrapassa R$ 56 mil. Além disso, a Audi oferece três anos de garantia, um a mais que o concorrente.
Visualmente, os dois SUVs seguem caminhos distintos. O BMW aposta em linhas mais limpas, grade duplo-rim ativa e rodas de 20 polegadas na versão M Sport, mantendo praticamente o mesmo desenho apresentado na geração lançada em 2023. O Audi prefere uma identidade mais chamativa. A dianteira é dominada pela ampla grade frontal e pelos faróis LED Matrix, capazes de adaptar automaticamente o facho de luz e oferecer diferentes assinaturas luminosas. Na traseira, as lanternas divididas em dois níveis e o logotipo iluminado reforçam a proposta mais tecnológica.
Nas dimensões, a diferença é pequena. O Q3 mede 4,53 metros de comprimento, três centímetros a mais que o rival. Já o BMW compensa com entre-eixos de 2,69 metros, um centímetro superior. A largura é igual nos dois modelos (1,85 metro), enquanto o X1 é quatro centímetros mais alto.
O porta-malas também evidencia o equilíbrio da disputa. O Audi acomoda 488 litros, apenas 12 litros acima dos 476 litros do BMW. Ambos contam com abertura elétrica da tampa, sensor de movimento e estepe temporário.
No banco traseiro, os dois acomodam confortavelmente quatro adultos, inclusive passageiros com cerca de 1,80 metro de altura. O Q3 leva vantagem por oferecer banco traseiro corrediço e saída dedicada do ar-condicionado. Já o X1 responde com melhor espaço para os pés do ocupante central.
Os dois SUVs chegam recheados de equipamentos. Bancos dianteiros elétricos, carregador por indução, ar-condicionado digital de duas zonas e integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto fazem parte do pacote.
O Audi se destaca pelas telas maiores. A central multimídia mede 12,8 polegadas e conversa com um painel digital de 11,9 polegadas. Também oferece aquecimento dos bancos dianteiros e um seletor de câmbio integrado à coluna de direção, solução que libera espaço no console, embora exija adaptação do motorista.
O BMW utiliza uma tela multimídia de 10,7 polegadas integrada ao quadro de instrumentos de 10,25 polegadas. Em compensação, oferece head-up display e função de massagem para os bancos dianteiros.
Na segurança, a lista de equipamentos é semelhante. Ambos oferecem frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de saída de faixa, sensores de estacionamento e monitoramento da pressão dos pneus.
O Audi adiciona um sétimo airbag, vidros com isolamento térmico e um limpador exclusivo para a câmera de ré. O BMW responde com câmera 360 graus e assistente de permanência em faixa. Curiosamente, nenhum dos dois oferece alerta de ponto cego, item já comum em veículos desse segmento.
Se até aqui o confronto seguia equilibrado, o desempenho faz o Audi abrir vantagem.
O novo Q3 utiliza o conhecido 2.0 turbo EA888, recalibrado para entregar 258 cv e 37,7 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas e tração integral quattro.
O BMW X1 também utiliza um motor 2.0 turbo, mas entrega 204 cv e 30,6 kgfm, sempre com tração dianteira.
A diferença aparece imediatamente nos testes de desempenho. O Audi acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, enquanto o BMW precisa de 7,7 segundos para cumprir a mesma tarefa. Nas retomadas, o Q3 também leva vantagem, acelerando de 60 km/h a 100 km/h em 3,4 segundos, contra 4 segundos do rival.
A superioridade continua na frenagem. Em testes, o Audi precisou de 35,4 metros para parar completamente a partir dos 100 km/h. O BMW necessitou de 40,4 metros, diferença de cinco metros que pode fazer diferença em situações de emergência.
Ao volante, as personalidades ficam ainda mais evidentes. O Audi entrega uma condução mais firme, transmite maior confiança em curvas e aproveita a tração integral para oferecer estabilidade em velocidades elevadas.
Já o BMW privilegia o conforto. A suspensão absorve melhor as imperfeições do piso, enquanto as trocas de marcha acontecem de maneira mais suave. Curiosamente, os bancos mais macios são justamente os do Audi. No BMW, o pacote M Sport privilegia o apoio lateral e utiliza assentos mais firmes.
Embora o BMW X1 continue sendo referência em conforto, baixo custo de uso e volume de vendas, o novo Audi Q3 reúne argumentos suficientes para assumir a dianteira neste confronto. O projeto mais recente, o pacote tecnológico mais atualizado, a superioridade mecânica e a dirigibilidade colocam o SUV da Audi um passo à frente da concorrência. Ainda assim, a disputa mostra que não existe apenas uma fórmula para construir um bom SUV premium alemão.
No fim, são duas interpretações diferentes da engenharia alemã. O BMW segue como uma escolha racional. O Audi, porém, entrega hoje o conjunto mais completo para quem busca desempenho, tecnologia e prazer ao volante.
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