COPA DO MUNDO: Economista alemão que acertou os três últimos campeões, prevê Brasil eliminado de forma precoce e Holanda campeã
27/05/2026

Foto: CBF
O economista alemão Joachim Klement publicou sua previsão para a Copa do Mundo 2026. O modelo usado por ele acertou os campeões das últimas três edições do torneio.
Klement previu corretamente as vitórias da Alemanha, em 2014, da França, em 2018, e da Argentina, em 2022.
Para a edição de 2026, a projeção aponta a Holanda como campeã.
Eliminação do Brasil
A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções. O modelo também projeta resultados ao longo do torneio, como uma possível vitória do Japão sobre o Brasil na segunda fase e a eliminação da Escócia para a Coreia do Sul na mesma etapa.
Em entrevista à BBC, da Inglaterra, o economista afirmou que a pesquisa não começou como tentativa de antecipar resultados. “Isso começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas que acham que podem prever coisas sobre as quais, na verdade, não têm ideia”, disse. “Agora virou um exercício sobre como, se você tiver sorte muitas vezes, as pessoas vão achar que você é um guru.”
Na projeção de Klement, a Inglaterra aparece como semifinalista, mas derrotada para Portugal, seleção que eliminou os ingleses na Copa de 2006.
Como a previsão é feita?
Klement afirma que o desempenho em uma Copa é influenciado por fatores “sistêmicos”, como população, riqueza, clima e ranking mundial da Fifa. Segundo ele, esses fatores explicam apenas parte do resultado. “Os outros 50% são sorte”, disse à BBC.
“Cada partida, especialmente quando há seleções de alto nível jogando umas contra as outras, muito parecidas em habilidade e qualidade, depende realmente da forma no dia, de uma decisão do árbitro, de um lance de sorte, no sentido de acertar a trave ou a bola entrar”, afirmou.
O economista trabalha como estrategista no banco de investimentos Panmure Liberum, em Londres. Ele disse que colegas apostaram dinheiro após a publicação do seu modelo preditivo. “Se a Holanda for eliminada da Copa do Mundo, acho que no dia seguinte vou ter que trabalhar de casa”, brincou.
Com informações de Exame
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Roubo milionário no Louvre vai virar filme e série documental
27/05/2026

Museu do Louvre, em Paris, França - Foto: Reprodução
Produções serão baseadas em livro sobre assalto ocorrido em 2025 que expôs falhas de segurança no museu francês
O roubo das joias da Coroa Francesa ocorrido no Museu do Louvre, em Paris, no ano passado, será transformado em um filme e em uma série documental. As duas produções audiovisuais serão baseadas no livro “Main basse sur le Louvre” (“Assalto ao Louvre”), escrito por três jornalistas franceses sobre o caso que mobilizou autoridades e ganhou repercussão internacional. A informação foi divulgada pela editora Flammarion, responsável pela publicação da obra.
Os direitos de adaptação foram adquiridos por duas produtoras diferentes. O longa-metragem ficará sob responsabilidade do cineasta francês Romain Gavras, conhecido por trabalhos como “Notre jour viendra” e “Athena”. Já a série documental será produzida por uma empresa britânica. Até o momento, ainda não foram divulgados detalhes sobre elenco, data de estreia ou plataformas de exibição das produções.
O livro que servirá de base para os projetos foi escrito pelos jornalistas Michel Degrus, do jornal Le Parisien, Jérémie Pham-Lê, do Le Monde, e Nicolas Torret, da revista Paris Match. Na obra, os autores reconstroem o assalto realizado em 19 de outubro do ano passado na Galeria de Apolo, uma das áreas mais simbólicas do Louvre, localizada próxima ao Rio Sena.
Segundo a investigação, o grupo criminoso conseguiu invadir o espaço logo pela manhã utilizando um guindaste para alcançar as janelas da galeria. Vestindo coletes amarelos semelhantes aos usados por trabalhadores da construção civil, os assaltantes quebraram vitrines de alta segurança enquanto o museu permanecia aberto à visitação. Toda a ação durou cerca de sete minutos.
Durante o roubo, os criminosos levaram oito joias históricas da Coroa Francesa, incluindo brincos, broches e colares ornamentados com milhares de diamantes e pedras preciosas. Entre as peças roubadas estavam joias ligadas à imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão Bonaparte, além de uma tiara pertencente à coleção da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III.
Apesar da dimensão do crime, uma das joias mais famosas do acervo não foi levada: o diamante Regent, considerado uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo, avaliado em cerca de R$ 302 milhões. Após o furto, os criminosos fugiram utilizando scooters pelas ruas de Paris.
O caso provocou forte repercussão internacional e desencadeou uma crise interna no Museu do Louvre, culminando na substituição da então presidente da instituição, Laurence des Cars. Mesmo após meses de investigação e a prisão de suspeitos apontados como integrantes da ação, parte das joias roubadas continua desaparecida.
Segundo os autores do livro, o episódio evidenciou o crescimento da atuação do crime organizado no mercado internacional de obras de arte e peças históricas. As investigações também levantaram questionamentos sobre os sistemas de segurança do museu mais visitado do mundo.
O caso passou a ser tratado como um dos roubos mais sofisticados já registrados envolvendo patrimônio histórico francês. Semanas após o assalto, o governo francês anunciou um amplo projeto de renovação do Louvre. O investimento estimado inicialmente pela presidência francesa era de € 800 milhões, cerca de R$ 4,6 bilhões.
Posteriormente, o Tribunal de Contas da França elevou a estimativa para € 1,15 bilhão — aproximadamente R$ 6,7 bilhões. Além do impacto financeiro e institucional, o roubo reacendeu debates sobre segurança em museus e preservação de patrimônios históricos em grandes centros turísticos europeus
A transformação do caso em filme e série documental reforça o interesse internacional pelo episódio, que mistura patrimônio histórico, crime organizado, falhas de segurança e investigação policial em um dos museus mais famosos do planeta.
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Pesquisa aponta efeitos da dieta saudável sobre o cérebro
27/05/2026

Dieta rica em gordura prejudica a memória - Foto: Freepik
Pesquisa conduzida na Austrália analisou efeitos da substituição de dietas ricas em gordura e açúcar sobre o funcionamento do cérebro
Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), na Austrália, apontou que mudanças na alimentação podem provocar efeitos positivos sobre a memória e outras funções cognitivas. O estudo analisou como a substituição de dietas ricas em gordura e açúcar por hábitos alimentares mais saudáveis influencia o funcionamento do cérebro.
O trabalho foi publicado na revista Nutritional Neuroscience e buscou investigar se prejuízos associados ao consumo prolongado de alimentos ultraprocessados e ricos em gordura poderiam ser parcialmente revertidos após mudanças na dieta.
Segundo os pesquisadores, o interesse pelo tema cresceu diante das preocupações relacionadas aos efeitos de longo prazo da alimentação sobre a saúde cerebral e o desempenho cognitivo. Para realizar a investigação, os cientistas analisaram resultados de experimentos controlados realizados com roedores alimentados inicialmente com dietas ricas em gordura e açúcar. Em seguida, os animais passaram a receber uma alimentação considerada mais equilibrada.
Os pesquisadores observaram melhora em tarefas relacionadas à memória após a mudança alimentar. “Nossos resultados mostram que melhorar a qualidade da dieta beneficia a memória”, afirmou Simone Rehn, autora principal do estudo, em comunicado.
Apesar da melhora identificada, os cientistas ressaltaram que os efeitos não restauraram totalmente a função cognitiva aos níveis registrados em animais que nunca haviam consumido dietas não saudáveis. “Mas essas melhorias foram incompletas. Mesmo após semanas com uma dieta saudável, a memória não retornou ao nível observado em animais que nunca haviam consumido uma dieta não saudável”, explicou a pesquisadora.
Além da análise dos experimentos individuais, os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e uma meta-análise de 27 estudos pré-clínicos para identificar padrões consistentes entre os resultados obtidos em diferentes pesquisas. Segundo os autores, o foco principal da análise foi a memória, embora alguns estudos também tenham examinado aspectos relacionados à ansiedade, depressão e motivação alimentar.
Os resultados indicaram que animais submetidos a uma alimentação mais saudável apresentaram desempenho superior em testes de memória quando comparados aos que continuaram consumindo dietas consideradas inadequadas. Os pesquisadores observaram ainda que a recuperação cognitiva foi percebida principalmente em experimentos envolvendo dietas ricas em gordura. Já nos estudos que analisaram dietas ricas em açúcar ou combinações de gordura e açúcar, os efeitos positivos foram menos consistentes.
O estudo também identificou que as mudanças alimentares não provocaram alterações relevantes em níveis de ansiedade, atividade física ou motivação alimentar dos animais avaliados. Segundo os cientistas, isso sugere que os efeitos observados foram mais específicos sobre a memória e não necessariamente generalizados para outros aspectos comportamentais.
As tarefas de memória utilizadas nos experimentos analisavam principalmente funções ligadas ao hipocampo, região cerebral associada ao aprendizado e à formação de memórias. O hipocampo também participa de mecanismos relacionados ao apetite e à ingestão de alimentos.
Mike Kendig, autor sênior do artigo, afirmou que estudos com modelos animais ajudam pesquisadores a compreender de forma mais precisa como a alimentação interfere no funcionamento cerebral. “Em humanos, as mudanças na dieta geralmente ocorrem juntamente com mudanças nos exercícios físicos, no humor e nas rotinas diárias, o que torna muito difícil separar os efeitos da dieta isoladamente sobre a função cerebral”, afirmou o pesquisador.
Os autores destacaram que os resultados não permitem afirmar que alterações alimentares, isoladamente, sejam capazes de reverter completamente prejuízos cognitivos em humanos. Ainda assim, os dados reforçam evidências de que a qualidade da alimentação possui relação direta com o funcionamento do cérebro e com processos ligados à memória.
A pesquisa também amplia discussões sobre os possíveis impactos do consumo prolongado de alimentos ricos em gordura e açúcar sobre a saúde cerebral, tema que vem recebendo atenção crescente da comunidade científica em diferentes países.
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“Fala de bebê” fortalece vínculo familiar e ajuda linguagem
27/05/2026

Estudo aponta que “fala de bebê” pode ajudar no desenvolvimento da linguagem infantil - Foto: Freepik
Pesquisa indica que adaptação na forma de falar auxilia bebês a reconhecer sons, palavras e padrões da língua
Uma pesquisa divulgada pela linguista Karen Stollznow aponta que a chamada “fala de bebê”, frequentemente usada por adultos ao conversar com crianças pequenas, não atrasa o desenvolvimento da linguagem. Segundo o estudo, a adaptação na forma de falar pode, na verdade, contribuir para o aprendizado dos sons, palavras e padrões da língua.
A prática, conhecida entre pesquisadores como “parentês”, costuma incluir entonação exagerada, palavras no diminutivo, tom de voz mais agudo, ritmo mais lento e alongamento das palavras. Apesar de muitos pais ouvirem recomendações para evitar esse tipo de comunicação, o estudo afirma que ela desempenha papel importante no processo de aquisição da linguagem.
De acordo com Karen Stollznow, existe uma preocupação recorrente de que a fala simplificada possa confundir crianças pequenas ou prejudicar o desenvolvimento linguístico. No entanto, a pesquisadora afirma que as evidências apontam para o caminho oposto.
“Muitos pais já ouviram o alerta: não fale como se fosse um bebê com bebês e crianças pequenas. Em vez disso, os cuidadores são frequentemente incentivados a falar corretamente e usar uma linguagem adulta, devido à preocupação de que a fala simplificada possa confundir as crianças ou atrasar seu desenvolvimento”, escreveu.
Segundo a autora, a linguagem infantilizada utilizada pelos adultos possui características específicas que ajudam os bebês a reconhecer sons e padrões da fala. “A linguagem parentês usa palavras reais e frases gramaticalmente corretas, mas com entonação exagerada, palavras no diminutivo, tom mais agudo, vogais alongadas e ritmo mais lento”, explicou.
O estudo aponta que adultos tendem a utilizar esse padrão de fala de maneira instintiva ao interagir com bebês. Pesquisadores observaram que crianças pequenas demonstram preferência por esse tipo de comunicação em comparação com a fala adulta tradicional.
“Pesquisadores descobriram que os bebês preferem ouvir a fala infantilizada em vez da adulta normal. Os sons exagerados e o ritmo mais lento facilitam o processamento”, afirmou. De acordo com a pesquisa, a adaptação ajuda os bebês a perceberem melhor os sons individuais das palavras, compreenderem limites entre palavras e identificarem padrões linguísticos.
“Os bebês conseguem distinguir melhor os sons individuais, perceber fronteiras entre as palavras e reconhecer padrões”, destacou. Outro aspecto citado pela pesquisadora é o fortalecimento do vínculo emocional entre adultos e crianças durante a comunicação. Segundo ela, o aprendizado da linguagem ocorre principalmente por meio das interações responsivas estabelecidas com os cuidadores.
“Além disso, fortalece o vínculo emocional. Os bebês aprendem por meio da interação afetiva e responsiva com os cuidadores”, escreveu. O estudo também rebate a ideia de que os erros cometidos por crianças pequenas representam sinais de aprendizado inadequado da língua. Para Karen Stollznow, essas construções fazem parte do desenvolvimento linguístico natural.
Ela cita como exemplo casos de generalização gramatical feitos pelas crianças. Uma delas é o uso incorreto de verbos ao aplicar uma regra aprendida anteriormente. “Uma criança pode perceber que o passado de ‘aprender’ é ‘aprendi’ e usar a mesma lógica em ‘fazer’, criando a forma errônea ‘fazi’”, explicou.
Segundo a pesquisadora, esses erros não ocorrem de forma aleatória, mas demonstram que a criança compreendeu regras gramaticais e tenta aplicá-las de maneira consistente. “Esses não são erros aleatórios. Na verdade, eles mostram que a criança entendeu uma regra gramatical e está tentando aplicá-la de forma consistente”, afirmou.
A pesquisa também destaca que crianças não aprendem linguagem apenas reproduzindo palavras ditas pelos adultos. O processo envolve observação, formulação de hipóteses e compreensão gradual do funcionamento da língua. “As crianças não aprendem a linguagem copiando os adultos palavra por palavra. Elas testam hipóteses sobre como a linguagem funciona”, escreveu.
Karen Stollznow é pesquisadora em Linguística na Universidade do Colorado em Boulder e na Universidade Griffith. O estudo foi publicado originalmente pelo site The Conversation sob licença Creative Commons.
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INDÚSTRIA DO RN: confiança dos empresários fica perto da linha da desconfiança; entenda
27/05/2026

Foto: Reprodução
A confiança dos empresários da indústria do RN ficou em 55,6 pontos em maio, segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado (Fiern).
Na metodologia da pesquisa, 50 pontos é a linha que separa confiança de falta de confiança entre os empresários do setor. O resultado do RN ficou 5,6 pontos acima desse limite.
O indicador que mede a avaliação da situação atual dos negócios continuou abaixo da linha usada pela pesquisa.
O índice de Condições Atuais marcou 49,3 pontos em maio. Segundo a sondagem, isso indica que os empresários seguem avaliando de forma moderadamente negativa o cenário atual.
Já o índice de Expectativas, que mede a percepção para os próximos seis meses, ficou em 58,7 pontos.
Na construção civil, o indicador registrou 50,8 pontos, resultado próximo da linha de 50 pontos usada pelo levantamento. Nas indústrias extrativas e de transformação, o índice ficou em 59,5 pontos.
A pesquisa também apontou mudança entre empresas de diferentes portes. Segundo a Fiern, pequenas indústrias voltaram a registrar indicador acima de 50 pontos após oito meses seguidos abaixo da linha de confiança usada pela sondagem.
O levantamento da Fiern foi realizado entre os dias 4 e 13 de maio com empresários da indústria potiguar.
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Senado aprova aumento do piso salarial dos professores para R$ 5.130 ainda este ano
27/05/2026

Foto: Reprodução
O Senado aprovou o reajuste no piso salarial dos professores da educação básica de todo o país, elevando o vencimento inicial da categoria para o valor de R$ 5.130,63.
A nova medida entra em vigor e beneficia diretamente os profissionais com jornada de trabalho de 40 horas semanais, incluindo os contratos temporários da rede pública.
De acordo com o texto aprovado, o novo valor representa um aumento real de 5,4% em relação ao piso anterior e promete forte impacto nas contas e no planejamento financeiro de estados e municípios.
A proposta altera a dinâmica de reajustes futuros, que agora passam a ser calculados oficialmente com base na inflação e no crescimento da arrecadação anual do Fundeb.
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Papa alerta para riscos sociais da IA
27/05/2026

Primeira encíclica de Leão XIV critica impactos da inteligência artificial - Foto: Reprodução
Documento “Magnifica humanitas” defende regulação internacional das plataformas digitais, critica concentração de poder tecnológico e pede proteção ao trabalho e à dignidade humana
O papa Leão XIV publicou nesta segunda-feira 25, sua primeira encíclica, documento no qual faz um amplo alerta sobre os impactos sociais, econômicos e políticos da inteligência artificial e pede maior regulação internacional sobre o avanço das plataformas digitais, dos algoritmos e da automação.
Batizado de “Magnifica humanitas” (“Humanidade magnífica”, em latim), o texto de 245 parágrafos foi divulgado pouco mais de um ano após a eleição do americano Robert Prevost para o comando da Igreja Católica. O subtítulo da encíclica é “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial”.
No documento, o pontífice aborda os riscos da IA sobre o mercado de trabalho, as guerras, a disseminação de desinformação, a dependência digital e o que chamou de “novas formas de escravidão” ligadas à economia digital.
Leão XIV também cobra da comunidade internacional a criação de “quadros jurídicos adequados” e mecanismos de “vigilância independente” para limitar a concentração de poder tecnológico e econômico nas mãos de grandes grupos privados.
“Desarmar a IA significa subtraí-la à lógica da competição armada, que hoje não é apenas militar, mas também econômica e cognitiva”, escreveu o papa. “Não significa renunciar à tecnologia, mas impedir que ela domine o ser humano.”
Segundo o pontífice, decisões relacionadas a fluxos econômicos, plataformas digitais, gestão de dados e algoritmos não podem ser conduzidas apenas por poucos agentes privados. O texto enquadra o debate sob a perspectiva teológica e da Doutrina Social da Igreja, baseada no princípio do bem comum.
O mercado de trabalho aparece como um dos principais focos de preocupação da encíclica. Embora reconheça que a tecnologia possa aliviar trabalhadores de tarefas repetitivas, perigosas ou pesadas, o papa afirma que a preservação dos empregos deve permanecer como prioridade.
“O objetivo de maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente o emprego”, escreveu Leão XIV.
Ao abordar as “novas formas de escravidão”, o documento menciona trabalhadores responsáveis por tarefas pouco visíveis da economia digital, como etiquetagem de dados, moderação de conteúdo e treinamento de modelos de inteligência artificial. Segundo o texto, grande parte dessas funções é realizada por jovens, especialmente mulheres, em condições precárias e com baixa remuneração.
“Os corpos dessas pessoas ficam marcados, feridos e desgastados para que o fluxo computacional possa continuar ininterruptamente”, afirma a encíclica. “Essa realidade desafia profundamente a consciência moral de nosso tempo.”
Leão XIV também dedica parte relevante do documento ao uso da inteligência artificial em conflitos militares. Segundo o pontífice, guerras modernas passaram a incorporar ataques cibernéticos, campanhas de influência digital, manipulação informacional e sistemas automatizados de decisão estratégica.
O risco, segundo ele, é que a tecnologia, dissociada de responsabilidade ética, torne mais rápida e impessoal a decisão sobre “a vida e a morte”.
A defesa da paz aparece como um dos eixos centrais do início do pontificado e tem provocado atritos recentes entre o Vaticano e o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, além do vice-presidente J. D. Vance.
“Hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar que foi superada a teoria da ‘guerra justa’”, escreveu o papa, acrescentando que conflitos devem ser enfrentados por meio do diálogo, da diplomacia e do perdão.
O texto também aborda o impacto da IA na comunicação e na disseminação de desinformação. A encíclica atribui ao jornalismo profissional papel relevante na preservação do debate público e na contenção da propagação de conteúdos manipulados.
Promover uma “ecologia da comunicação”, segundo o documento, exige fortalecimento do jornalismo sério, de organismos intermediários e de espaços públicos baseados em argumentação e verificação de fatos.
Nas conclusões, o papa pede que os católicos preservem relações humanas presenciais e invistam em educação digital para as novas gerações. Segundo ele, o avanço tecnológico não deve ser encarado como inevitável, mas orientado por responsabilidade coletiva e individual.
A publicação da encíclica foi acompanhada ainda de um dos pedidos de desculpas mais explícitos já feitos por um pontífice sobre o papel histórico da Igreja Católica na escravidão.
Leão XIV reconheceu que a Igreja demorou séculos para condenar formalmente a escravidão e admitiu que autoridades religiosas legitimaram formas de subjugação, incluindo a escravização de não cristãos.
“Por isso, em nome da Igreja, eu sinceramente peço perdão”, escreveu o papa, ao afirmar sentir “profunda tristeza” pelo sofrimento imposto às pessoas escravizadas.
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Sebrae lança em Assú programa para ampliar indústria de camarão no RN
27/05/2026

Projeto aposta na interiorização da carcinicultura para ampliar empregos, produção e exportações no Rio Grande do Norte
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN) lançará no próximo dia 1º de junho um programa voltado à interiorização da carcinicultura no Rio Grande do Norte, em movimento que busca ampliar a produção de camarão cultivado, fortalecer a cadeia aquícola e consolidar um novo ciclo de crescimento econômico para o setor no Estado.
O lançamento oficial do Programa de Interiorização da Carcinicultura ocorrerá às 9h, no Cine Teatro Pedro Amorim, em Assú, reunindo produtores, representantes de instituições públicas, pesquisadores e lideranças da atividade. A iniciativa foi articulada em parceria com o Governo do Estado, o Ministério da Pesca e Aquicultura, a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).
A proposta é expandir a atividade para regiões do interior potiguar com potencial hídrico e produtivo, reduzindo a concentração histórica da carcinicultura no litoral e estimulando novos polos econômicos no semiárido.
Segundo Marcelo Medeiros, gestor da área de aquicultura do Sebrae-RN, o programa pretende incentivar práticas sustentáveis, ampliar a qualificação técnica dos produtores e elevar a competitividade da cadeia produtiva potiguar.
“O programa busca incentivar práticas sustentáveis na cadeia produtiva da carcinicultura, promovendo inovação, qualificação técnica e fortalecimento da competitividade do setor no Estado”, afirmou Medeiros.
O movimento ocorre em um momento de recuperação e expansão da carcinicultura potiguar. O Rio Grande do Norte consolidou-se como o segundo maior produtor de camarão cultivado do Brasil, atrás apenas do Ceará, respondendo atualmente por cerca de 25% da produção nacional.
Dados do setor apontam que a carcinicultura potiguar movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e gera entre 25 mil e 35 mil empregos diretos no Estado, especialmente em municípios do semiárido, onde a formalização do trabalho rural costuma ser mais limitada.
A produção estadual é estimada em cerca de 45 mil toneladas anuais, segundo projeções da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores de Camarão (ANCC).
A estratégia de interiorização busca replicar parcialmente o modelo adotado no Ceará, cuja expansão para áreas continentais foi decisiva para o avanço produtivo do Estado vizinho. No Rio Grande do Norte, as ações devem se concentrar em regiões como Vale do Açu, Chapada do Apodi e Seridó, áreas beneficiadas pela segurança hídrica associada a reservatórios e à integração do Rio São Francisco.
Além do crescimento produtivo, o projeto também tenta reduzir conflitos ambientais historicamente associados ao cultivo em áreas de manguezal no litoral. A interiorização passou a ser vista pelo governo estadual e pelo setor produtivo como alternativa para ampliar a produção mantendo maior regularidade ambiental e segurança jurídica.
Atualmente, cerca de 75% da produção potiguar já possui licenciamento ambiental e outorga de uso da água, segundo dados do governo estadual.
O setor também aposta na retomada gradual das exportações brasileiras de camarão. Hoje, praticamente toda a produção potiguar é absorvida pelo mercado interno, cenário que se consolidou após restrições sanitárias impostas pela União Europeia ao pescado brasileiro.
Produtores acompanham negociações conduzidas pelo Ministério da Agricultura para eventual reabertura do mercado europeu e habilitação sanitária para exportações à China, atualmente o maior consumidor mundial de camarão.
A expectativa do setor é que a ampliação do acesso ao mercado externo possa impulsionar investimentos e produção nos próximos anos. A ANCC avalia que o mercado internacional permanece amplamente aberto para o produto brasileiro, apesar das atuais restrições sanitárias.
O programa lançado pelo Sebrae também se insere em um contexto de fortalecimento institucional da cadeia produtiva. Em novembro de 2025, o governo estadual sancionou a Lei de Interiorização da Carcinicultura, que prevê incentivos para pequenos e médios produtores expandirem o cultivo no interior do Estado.
A carcinicultura potiguar também vem ampliando investimentos em processamento industrial e verticalização da cadeia produtiva. Atualmente, o Estado possui ao menos quatro plantas industriais voltadas ao beneficiamento e congelamento do camarão cultivado.
No cenário nacional, o Brasil produziu cerca de 210 mil toneladas de camarão cultivado em 2024, movimentando aproximadamente R$ 5 bilhões, segundo dados apresentados na Fenacam 2025, maior feira de aquicultura e carcinicultura das Américas, realizada em Natal.
A expectativa do governo estadual e do setor produtivo é que a combinação entre interiorização, ampliação tecnológica e eventual retomada das exportações sustente crescimento de dois dígitos da atividade nos próximos anos.
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Alta tecnologia cresce 7,7% nas exportações
27/05/2026

Apesar de crescerem 7,7%,produtos de alta tecnologia representam 2,7% - Foto: Freepik
Dados estão no levantamento divulgado nesta terça-feira 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)
As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, mas continuam representando parcela reduzida da pauta exportadora nacional e seguem muito abaixo das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o estudo, elaborado com base em dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), os produtos de alta tecnologia somaram US$ 9,1 bilhões no ano passado, equivalentes a apenas 2,7% das exportações totais brasileiras.
Em contraste, os produtos classificados como de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões em vendas externas, respondendo por 37,5% da pauta exportadora nacional.
O levantamento aponta que as exportações de alta tecnologia permanecem cerca de 15 vezes menores que as de produtos de baixa complexidade industrial, reforçando um padrão histórico de especialização da economia brasileira em commodities e bens manufaturados menos sofisticados.
Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, o cenário representa um obstáculo estrutural para a competitividade da indústria brasileira.
“Um crescimento econômico com qualidade depende do avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica”, afirmou.
Segundo ela, ampliar a participação desses setores é considerado estratégico para diversificar a pauta exportadora e fortalecer a inserção internacional da indústria nacional.
O estudo mostra ainda que o crescimento do consumo doméstico foi atendido majoritariamente por produtos importados, aprofundando o desequilíbrio comercial da indústria de transformação.
Em 2025, o volume total de importações cresceu 6,1%, enquanto o déficit comercial da indústria de transformação atingiu US$ 71,3 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 1997.
As importações industriais somaram US$ 259,7 bilhões, avanço de 8,6% em relação ao ano anterior.
Segundo a CNI, mais da metade das compras externas da indústria concentrou-se nos setores de químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores.
Apesar do déficit recorde, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,7% em 2025 e alcançaram US$ 188,4 bilhões.
Com isso, a participação da indústria de transformação na pauta exportadora brasileira avançou de 53,9% para 54,1%, mesmo diante da queda de 1,7% nos preços internacionais dos bens manufaturados.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que atingiram participação recorde de 22,8% nas exportações brasileiras.
O segmento foi sustentado sobretudo pelas vendas externas de alimentos e bebidas industrializados, com destaque para as exportações de carne bovina à China.
Segundo o levantamento, os setores de alimentos, veículos automotores e metalurgia responderam por 58% das exportações industriais brasileiras em 2025.
Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação, apesar da retração de 4,2% nas vendas. As exportações ao mercado americano somaram US$ 30,2 bilhões no período.
Já a China ampliou em 19,4% suas compras de produtos industriais brasileiros, totalizando US$ 22 bilhões. O setor de alimentos foi o principal responsável pela expansão das vendas ao país asiático.
Nas importações, a China manteve a liderança entre os fornecedores industriais do Brasil, com vendas de US$ 70,6 bilhões ao mercado brasileiro.
A Argentina também ganhou relevância na pauta exportadora industrial brasileira em 2025. As vendas ao país vizinho cresceram 31,4%, alcançando US$ 18,1 bilhões.
O desempenho foi puxado pelo setor automotivo, que registrou expansão de 57,2% nas exportações ao mercado argentino. Veículos de passageiros, caminhões e autopeças lideraram as vendas brasileiras ao país.
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Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas
27/05/2026

Duzentos e sete mil apostadores dizem ter perdido o controle - Foto: Freepik
Mais de 574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo federal, para impedir o próprio acesso a sites de apostas autorizados a funcionar no Brasil.Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas - Agora RNMais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas - Agora RN
Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde mental como principal razão para solicitar o bloqueio.
Riscos com vazamento de dados (18%) e problemas financeiros (12%) aparecem logo em seguida. Quatorze por cento dos usuários não informaram o motivo da autoexclusão e 13% asseguraram que tomaram a decisão de forma voluntária.
Desenvolvido pelo Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, e lançado em dezembro de 2025, o sistema federal centralizado de autoexclusão permite que os interessados bloqueiem o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido.
Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.
Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Segundo os dados, 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. O período mínimo para a autoexclusão é de um mês.
Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto.
Autoteste
Além de permitir ao cidadão interessado restringir o próprio acesso, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão reúne informações sobre saúde mental e orientações e links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem está sofrendo as consequências do uso problemático de jogos de apostas.
A ferramenta também conta com links para a lista de empresas legalizadas; um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para a pessoa interessada em avaliar sua saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde.
“Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população”, sustenta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota.
De acordo com o ministro, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão integra uma estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos. O que inclui investimento em pesquisas sobre o impacto das bets na saúde dos brasileiros.
Nesta terça-feira (26), a pasta assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.
A recomendação é que, em caso de problemas, as pessoas procurem apoio especializado nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou de profissionais de saúde da sua confiança. Endereços de serviços de saúde pública podem ser pesquisados na página do SUS Digital.
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“Restituição Solidária” mobiliza natalenses na reta final do IR
27/05/2026

Recursos destinados por contribuintes através da campanha Restituição Solidária ajudam a financiar projetos sociais voltados a crianças em Natal - Foto: Magnus Nascimento/Prefeitura do Natal
Prazo da campanha para doações do IRPF a projetos sociais em Natal se encerra na próxima sexta-feira 29
O período para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física se encerrará nesta próxima sexta-feira 29. No mesmo prazo, a Prefeitura de Natal intensifica a campanha “Restituição Solidária”, que visa a incentivar a doação de parte do tributo para financiar projetos sociais voltados à criança e ao adolescente, e também à pessoa idosa em condição de vulnerabilidade.
Todo o recurso do Imposto de Renda arrecadado pela campanha será destinado aos Fundos Municipais da Pessoa Idosa e da Infância e Adolescência. A Receita Federal permite que o contribuinte destine até 3% do imposto (devido ou a ser restituído) para cada fundo, totalizando até 6%. Isto sem que haja nenhum custo adicional para quem tem imposto a pagar. Os valores são repassados pela Receita diretamente aos fundos municipais, permanecendo na cidade e sendo aplicados em projetos sociais.
Em 2025, a campanha da Prefeitura arrecadou cerca de R$ 1,3 milhão para as instituições sociais em Natal. Para este ano, a expectativa é superar esse volume. “É uma ajuda que faz diferença. E o melhor: é uma fórmula onde todos ganham. O contribuinte apenas repassa um dinheiro que iria para a União diretamente para um projeto social de sua cidade. Ganham as entidades do terceiro setor com recursos para promover o bem estar social e, principalmente, nossas crianças, adolescentes e idosos”, observa o prefeito Paulinho Freire.
Para a vice-prefeita Joanna Guerra, a campanha ganha força quando envolve diretamente quem está na ponta. “Esse recurso beneficia instituições que transformam vidas e executam políticas públicas na nossa cidade. A parceria é essencial para muitas pessoas, e o contribuinte tem participação decisiva nesse processo”, define Joanna.
A Restituição Solidária é coordenada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), em parceria com o Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMPI) e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica).
Doações fazem diferença, destacam entidades
O impacto das doações como as incentivadas pela campanha Restituição Solidária aparece no cotidiano de quem precisa de financiamento para ações sociais em Natal. “Essa destinação faz diferença e garante que o trabalho chegue a quem precisa”, afirma Vânia Torres, da Casa do Bem. A leitura se repete entre os conselhos. “Cada contribuição amplia o alcance das ações e fortalece o cuidado com a pessoa idosa”, diz o presidente do CMPI, Romildo Martins.
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Humana Saúde investe em Medicina Preventiva com programas de acompanhamento e zero coparticipação
27/05/2026

Cuidado contínuo permite uma atuação mais antecipada e personalizada, baseada na identificação de riscos e no acompanhamento ativo da jornada de saúde de cada paciente
A Humana Saúde vem fortalecendo seus investimentos em Medicina Preventiva por meio do programa Saúde Todo Dia, iniciativa que promove acompanhamento contínuo dos beneficiários com foco na prevenção de doenças, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida.
A Medicina Preventiva tem se consolidado como ferramenta estratégica na gestão em saúde ao priorizar ações voltadas ao monitoramento dos beneficiários de acordo com suas necessidades clínicas. O cuidado contínuo permite uma atuação mais antecipada e personalizada, baseada na identificação de riscos e no acompanhamento ativo da jornada de saúde de cada paciente.
Um dos grandes diferenciais do programa é que os beneficiários contam com atendimento com zero coparticipação, garantindo acesso facilitado aos cuidados preventivos e incentivando o acompanhamento contínuo da saúde sem custos adicionais nas ações oferecidas pelo programa.
“A Medicina Preventiva acompanha o beneficiário de forma mais próxima e contínua, focando na promoção da saúde e na prevenção de complicações que podem ser evitadas”, afirma Andrea Sakai, Diretora Médica do Saúde Todo Dia.
Para Rochelle Rufino, Gerente Nacional da Medicina Preventiva, antecipar riscos e acompanhar os pacientes de forma contínua faz toda a diferença no cuidado integral.
“Antecipar riscos, orientar com empatia e acompanhar de forma contínua permite evitar complicações que impactam não só a saúde física, mas também o emocional e a rotina das famílias. Isso é entregar valor em saúde: gerar mais bem-estar, tranquilidade e qualidade de vida”, destaca.
Entre os diferenciais do Saúde Todo Dia estão as Linhas de Cuidado específicas, desenvolvidas de acordo com os perfis e necessidades assistenciais dos beneficiários. Entre elas estão a Gestar, voltada ao acompanhamento de gestantes de forma virtual e presencial; a Cuidar+, destinada ao monitoramento de pacientes com doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes; e a Equilibrar+, linha focada no controle do peso e incentivo à adoção de hábitos mais saudáveis.
Com iniciativas voltadas à prevenção e ao cuidado contínuo, a Humana Saúde reforça seu compromisso em oferecer uma assistência mais humanizada, acessível e eficiente para seus beneficiários.
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Copa do Brasil define jogos das oitavas de final
27/05/2026

CBF exibiu a Taça da Copa do Brasil - Foto: CBF/Divulgação
CBF define confrontos da próxima fase em calendário concentrado e amplia disputa financeira em torneio que pagará R$ 78 milhões ao campeão
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou nesta terça-feira 26, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026, etapa que reúne clássicos regionais, duelos entre clubes da Série A e confrontos considerados estratégicos financeiramente para equipes de menor orçamento.
Um segundo sorteio definiu os mandos de campo das partidas de volta. Segundo a CBF, critérios de segurança pública impediram que clubes da mesma cidade atuassem como mandantes simultaneamente nas mesmas datas-base.
As partidas de ida estão previstas para os dias 1º e 2 de agosto, enquanto os confrontos de volta devem ocorrer em 5 e 6 de agosto. As datas exatas ainda serão oficializadas pela entidade.
A edição de 2026 marca uma mudança relevante no formato da competição. Pela primeira vez, a final será disputada em jogo único, em 6 de dezembro, em estádio ainda não definido pela CBF. O modelo aproxima o torneio de formatos adotados em competições internacionais e amplia o peso comercial da decisão.
Além do impacto esportivo, a Copa do Brasil consolidou-se como uma das principais fontes de receita do calendário nacional. A competição distribuirá premiação recorde nesta temporada.
Os clubes classificados às oitavas receberão R$ 3 milhões. Quem avançar às quartas garantirá mais R$ 4 milhões, enquanto os semifinalistas embolsarão R$ 9 milhões adicionais.
O vice-campeão terá direito a R$ 34 milhões, enquanto o campeão receberá R$ 78 milhões apenas pela conquista da final.
Somadas as cotas acumuladas ao longo das fases anteriores, a premiação total pode ultrapassar R$ 100 milhões para clubes que iniciaram o torneio desde a primeira fase, transformando a Copa do Brasil em peça central do planejamento financeiro de diversas equipes.
Para clubes de médio porte, como Mirassol, Remo, Juventude e Chapecoense, a competição representa oportunidade de fortalecimento de caixa, ampliação de receitas comerciais e ganho de exposição nacional.
Já para equipes de maior investimento, como Palmeiras, Atlético-MG, Corinthians e Fluminense, o torneio ganhou relevância estratégica diante da combinação entre retorno financeiro elevado e calendário mais curto em relação ao Campeonato Brasileiro.
A presença de clubes de diferentes regiões do país também reforça o caráter nacional da competição, hoje considerada uma das mais rentáveis do futebol sul-americano em premiações diretas.
Após a definição das oitavas, a CBF informou que haverá novo sorteio para definir os confrontos das quartas de final e o chaveamento até a decisão. Dessa forma, os clubes ainda não conhecem o caminho completo rumo à final única de dezembro.
Confira todos os confrontos das oitavas de finais:
Fluminense x Vasco
Corinthians x Inter
Grêmio x Mirassol
Vitória x Athletico-PR
Juventude x Atlético-MG
Remo x Santos
Cruzeiro x Chapecoense
Fortaleza x Palmeiras
(Fluminense decide em casa)
(Corinthians decide em casa)
(Grêmio decide em casa)
(Vitória decide em casa)
(Juventude decide em casa)
(Remo decide em casa)
(Cruzeiro decide em casa)
(Fortaleza decide em casa)
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Confiança industrial do RN avança e atinge 55,6 pontos
27/05/2026

Gráfico elaborado por equipe técnica da Fiern mostra a evolução do Icei - Foto: Reprodução
Indicador avança pelo 37º mês consecutivo e mostra retomada do otimismo entre empresários da construção e da indústria de transformação
A confiança do empresariado industrial do Rio Grande do Norte voltou a avançar em maio e atingiu o maior nível dos últimos 12 meses, segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 2,7 pontos no mês, passando de 52,9 para 55,6 pontos, mantendo o Estado acima da linha de confiança pelo 37º mês consecutivo.
O resultado reforça a percepção de melhora gradual do ambiente de negócios no setor industrial potiguar, impulsionada principalmente pela expectativa de crescimento da atividade econômica nos próximos seis meses.
Indicadores acima de 50 pontos revelam confiança dos empresários, enquanto números abaixo desse patamar indicam falta de confiança.
Segundo a sondagem, realizada entre os dias 4 e 13 de maio, o Icei potiguar ficou 5 pontos acima do registrado no mesmo período de 2025, quando o índice marcava 50,6 pontos. O indicador também superou a média histórica estadual, atualmente em 54,3 pontos.
O avanço da confiança foi sustentado tanto pela melhora na percepção das condições atuais quanto pelo aumento do otimismo em relação ao futuro. O índice de Condições Atuais subiu de 48,9 para 49,3 pontos, embora ainda permaneça abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários continuam avaliando de forma moderadamente negativa o cenário corrente dos negócios.
Já o índice de Expectativas registrou crescimento mais expressivo, avançando 3,7 pontos, de 55 para 58,7 pontos, refletindo perspectivas mais positivas para os próximos seis meses.
Na comparação anual, o componente de Condições Atuais cresceu 3 pontos, enquanto o de Expectativas aumentou 5,9 pontos.
O levantamento aponta comportamento positivo em todos os segmentos industriais pesquisados. Na Indústria da Construção, o Icei avançou de 48,8 para 50,8 pontos, fazendo o setor retornar ao campo da confiança após a perda de otimismo observada na pesquisa anterior.
Já nas Indústrias Extrativas e de Transformação, o índice subiu de 55,3 para 59,5 pontos, consolidando um cenário de confiança mais disseminada entre os empresários desses segmentos.
Em relação a maio do ano passado, o índice da Construção avançou 6,3 pontos, enquanto o das Indústrias Extrativas e de Transformação cresceu 3,6 pontos.
O levantamento também mostrou melhora entre empresas de diferentes portes. Médias e grandes indústrias ampliaram o nível de confiança em relação ao mês anterior, enquanto as pequenas empresas voltaram a demonstrar otimismo após oito meses consecutivos de indicadores abaixo de 50 pontos.
O desempenho do Rio Grande do Norte contrasta com o cenário nacional. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Icei brasileiro avançou 2 pontos em maio, passando de 45,2 para 47,2 pontos, mas permaneceu abaixo da linha de confiança pelo 17º mês consecutivo.
Apesar da recuperação mensal, o indicador nacional segue 1,7 ponto abaixo do nível registrado em maio de 2025 e 6,2 pontos inferior à média histórica do país, atualmente em 53,4 pontos.
No Nordeste, o índice também mostrou melhora relevante. O Icei regional subiu de 49,3 para 51,9 pontos, retornando ao campo da confiança empresarial. Em relação a maio do ano passado, o indicador nordestino avançou 0,2 ponto.
A diferença entre os indicadores regionais e nacionais reflete, segundo analistas do setor, um ambiente relativamente mais resiliente nas economias estaduais do Nordeste, especialmente em segmentos ligados à construção civil, alimentos, mineração, energias renováveis e indústria de transformação.
No Rio Grande do Norte, a retomada da confiança industrial ocorre em um contexto de expansão dos investimentos em energia eólica, solar, construção civil e projetos ligados à cadeia de petróleo e gás, além da recuperação gradual do consumo interno e da atividade turística.
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Kelps mostra como São Gonçalo sofre por falta de uma bancada federal forte no RN
27/05/2026

A paralisação das obras da Linha Roxa, projeto ferroviário que deveria ligar Extremoz e São Gonçalo do Amarante ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, voltou a ser alvo de críticas do pré-candidato a deputado federal Kelps Lima. Prevista para entrar em funcionamento desde 2022, a obra segue travada após a identificação de um grave erro de engenharia: o trajeto da linha passa sobre uma adutora, e a operação dos trens poderia provocar rompimentos na estrutura e comprometer o abastecimento de água para milhares de pessoas.
Kelps criticou o silêncio da bancada federal potiguar diante do problema e afirmou que falta acompanhamento efetivo das obras financiadas com recursos públicos. Segundo ele, São Gonçalo do Amarante é um dos municípios mais prejudicados pela demora e pela falta de respostas concretas sobre a retomada do projeto. “Não basta mandar emenda e tirar foto. É preciso fiscalizar, acompanhar e cobrar solução. A população está cansada de obra parada e promessa vazia”, disparou.
Para Kelps Lima, o caso da Linha Roxa expõe um cenário de abandono e falta de compromisso político com obras estruturantes importantes para a mobilidade e o desenvolvimento da Região Metropolitana de Natal. Ele defendeu uma mobilização urgente da bancada potiguar junto ao Governo Federal para destravar o impasse técnico e garantir uma solução definitiva para a retomada da obra.
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Assembleia aprova reajuste anual automático para servidores do TJRN
27/05/2026

Assembleia aprova revisão salarial anual automática para servidores do TJRN - Foto: José Aldenir
Projeto cria política permanente de reajuste com base no IPCA e prevê impacto superior a R$ 70 milhões até 2027
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou por unanimidade, nesta terça-feira 26, o projeto de lei que cria uma política permanente de revisão salarial anual para os servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A proposta foi votada no plenário da Casa após tramitação nas comissões e agora segue para sanção da governadora Fátima Bezerra.
O texto estabelece que os servidores do Judiciário estadual passarão a ter revisão salarial automática sempre no mês de abril, utilizando como referência a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior. Em 2025, por exemplo, o índice fechou em 4,26%.
A proposta foi encaminhada pelo próprio Tribunal de Justiça e reproduz, no âmbito do Judiciário, a política salarial já criada pelo governo estadual por meio da Lei Complementar Estadual nº 777/2025. A norma instituiu revisão geral anual para servidores do Poder Executivo e militares do Estado, também com base no IPCA.
Como a legislação estadual excluiu órgãos com autonomia administrativa e financeira — como TJRN, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa —, o Tribunal decidiu apresentar projeto próprio para aderir ao mesmo modelo.
De acordo com a proposta, a nova política de reajustes terá impacto de mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos até o fim de 2027. O valor resulta da soma de R$ 28,3 milhões previstos para 2026, com efeitos retroativos a abril, e de R$ 41,8 milhões que passarão a ser incorporados à folha anual do Judiciário a partir do próximo ano.
Na justificativa encaminhada aos deputados, o TJRN argumentou que a proposta não cria uma nova política remuneratória, mas apenas estende ao Judiciário os efeitos da legislação já adotada pelo Executivo estadual, respeitando a autonomia financeira e administrativa do poder.
Segundo o texto, a medida busca garantir maior previsibilidade e alinhamento institucional em relação às políticas salariais adotadas no Estado. Apesar da revisão automática, a aplicação dos reajustes continuará condicionada aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, à disponibilidade orçamentária e às regras estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O projeto aprovado também prevê que os efeitos financeiros da futura lei retroajam a 1º de abril de 2026, independentemente da data da sanção governamental.
Além da política salarial, o texto altera dispositivos da Lei Complementar nº 715/2022, que trata do plano de cargos e salários do Judiciário estadual, para autorizar de forma expressa a conversão em dinheiro de determinados direitos funcionais.
Entre os pontos previstos, está a possibilidade de conversão em pecúnia de até dez dias de férias por exercício, além da licença-prêmio não usufruída. A medida dependerá de interesse da administração e da existência de disponibilidade financeira e orçamentária.
Durante a tramitação interna da proposta no Tribunal de Justiça, o presidente da Corte, Ibanez Monteiro, afirmou que a conversão da licença-prêmio em dinheiro já vinha ocorrendo em alguns períodos, mas sem previsão legal expressa.
No caso das férias, a proposta incorpora à legislação prática que já era disciplinada internamente por resolução administrativa do próprio Tribunal.
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DESCONTO FANTASMA?: Itaú é alvo de ação por cobranças em cartões sem pedido do cliente
27/05/2026

Foto: Reprodução
Pequenos valores aparecendo na fatura do cartão sem pedido do cliente. Essa é a prática apontada em uma ação civil coletiva contra o banco Itaú Unibanco, que resultou em um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais.
Segundo a ação, consumidores teriam recebido cobranças de seguros e serviços que não contrataram ou que afirmam não ter solicitado. O caso foi revelado pelo Metrópoles.
Os lançamentos apareciam na fatura com nomes variados, o que, de acordo com o processo, dificultava que o cliente entendesse do que se tratava ou conseguisse cancelar a cobrança.
Entre os nomes citados na ação estão “Seguro AP Premiado”, “Seguro Proteção Especial”, “Seguro Perda/Roubo 96 horas”, “Seguro Super Renda” e “Renda Premiada Master”.
O Ministério Público afirma no processo que as cobranças teriam atingido milhares de consumidores ao longo dos anos, incluindo correntistas do Itaú e usuários de cartões administrados pelo banco em parceria com empresas de varejo, telefonia, companhias aéreas e montadoras.
A ação também reúne relatos de consumidores que dizem ter pedido cancelamento das cobranças, mas afirmam que os valores continuaram aparecendo nas faturas.
Segundo o material do processo, houve casos envolvendo até cartões não utilizados ou bloqueados que, ainda assim, teriam recebido cobranças de seguros e serviços.
Veja como conferir sua fatura
? Procure cobranças pequenas repetidas mês após mês;
? Confira nomes ligados a “seguro”, “proteção”, “renda”, “bloqueio” ou termos parecidos;
? Revise faturas antigas do cartão;
? Verifique também cartões de lojas, companhias aéreas, telefonia ou outras marcas administradas pelo Itaú.
Como funciona o acordo
O acordo firmado no caso prevê regras para quem quiser pedir devolução dos valores. Segundo os critérios divulgados, o consumidor precisa apresentar indícios de cobrança de seguro não contratado — ou mantida após pedido de cancelamento — ocorrida entre junho de 2011 e dezembro de 2025.
Além disso, é necessário ter feito reclamação até dezembro de 2025 junto ao banco ou em canais oficiais de defesa do consumidor. Outra exigência prevista é que o próprio cliente apresente elementos para sustentar que não solicitou o serviço cobrado.
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Metade dos alunos não reconhece debate racial
27/05/2026

Pesquisa baseada no Saeb 2023 mostra diferença entre percepção de alunos e professores sobre aplicação da educação antirracista - Foto: José Aldenir
Pesquisa baseada no Saeb 2023 mostra diferença entre percepção de alunos e professores sobre aplicação da educação antirracista
Metade dos estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio afirma não reconhecer discussões sobre desigualdades raciais em sala de aula, apesar das leis federais que determinam o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas. Os dados fazem parte do estudo inédito “Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023”, divulgado nesta terça-feira 26.
O levantamento foi realizado a partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, em parceria com os institutos Instituto Alana e Geledés. Segundo o estudo, 46,6% dos estudantes do ensino fundamental e 46,8% do ensino médio reconhecem que a maioria ou todos os professores tratam frequentemente das desigualdades raciais em sala. Entre os docentes, porém, 81,6% dos professores do 9º ano e 71,6% do 3º ano afirmam abordar o tema “muitas vezes” ou “sempre”.
Para a pesquisadora do Cebrap Eliane Firmino, o descompasso entre o que os professores afirmam ensinar e o que os estudantes percebem revela limites na efetividade prática da legislação. “A legislação existe, mas os dados sugerem que sua aplicação ocorre de forma heterogênea e ainda marcada por limitações da educação brasileira”, afirmou.
A socióloga Flávia Rios, professora da Universidade de São Paulo e pesquisadora do Cebrap, avaliou que a legislação antirracista avançou nas últimas duas décadas, mas sem universalização. “A questão é que a gente não conseguiu universalizar a aplicação dessa legislação e também que essa lei tivesse consistência transdisciplinar”, disse.
Segundo ela, a implementação ainda depende de iniciativas específicas de secretarias de educação e do Ministério da Educação. A pesquisadora afirma que houve mudanças curriculares e ações de formação de gestores e docentes, mas sem consolidação em todo o sistema educacional. “A educação antirracista ainda não se consolidou como experiência reconhecida”, apontou o estudo.
A advogada Karina Berardo, mãe de dois filhos negros, relata perceber mudanças recentes na abordagem do tema. Ela citou um trabalho escolar pedido à filha de 15 anos sobre “A herança da cultura negra na formação do Brasil”. “Houve uma ampliação do tema a partir do ensino médio. Isso é fato. Atualmente, creio que a pauta está mais em destaque e com um viés mais positivo”, afirmou.
Mesmo assim, ela avalia que ainda são poucas as discussões com foco na contribuição da população negra para a formação do País. “Eu acho que é a primeira vez que a proposta é com essa perspectiva da contribuição do negro, mas ainda acho um pouco caricato”, disse.
O estudo mostra diferenças na percepção dos estudantes conforme rede de ensino e perfil racial. Nas escolas privadas, 60,8% dos estudantes do ensino fundamental e do ensino médio afirmaram não reconhecer debates sobre desigualdades raciais. Na rede pública, os índices foram de 51,4% e 51,9%, respectivamente.
Entre estudantes brancos, 53,5% no ensino fundamental e 55,4% no ensino médio disseram não reconhecer o debate racial. Entre estudantes pretos, os percentuais foram de 50% e 51,2%; entre pardos, 50,5% e 50,2%; e entre indígenas, 49,5% e 46,8%.
“A educação antirracista não deve ser entendida apenas como uma política voltada para estudantes negros, mas como uma formação cidadã para todos os grupos sociais”, afirmou Eliane Firmino. A coordenadora do Programa de Educação e Pesquisa do Instituto Geledés, Suelaine Carneiro, defendeu maior fiscalização da aplicação das leis. “A gente precisa que haja um monitoramento, ações coordenadas, material didático e formação de professores”, disse.
Ela também ressaltou a importância do envolvimento de docentes não negros na pauta. “Quando a gente fala sobre educação das relações étnico-raciais, é para ensinar crianças negras, brancas, indígenas e amarelas sobre o respeito e também a compreensão das contribuições dos diferentes grupos raciais na construção da nação brasileira”, afirmou.
A analista de relações governamentais do Instituto Alana, Beatriz Benedito, afirmou que os resultados apontam para a necessidade de políticas permanentes de educação para relações étnico-raciais. “Por isso, é importante que governos se mobilizem”, disse.
Os pesquisadores defendem ampliação da formação continuada de professores e equipes gestoras, monitoramento permanente da implementação das leis, aumento da diversidade racial entre docentes e uso de materiais pedagógicos voltados à temática racial.
O estudo também aponta que o tratamento do tema ainda ocorre de forma episódica, especialmente em datas como o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.
Impactos econômicos
Durante apresentação dos dados, a secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueiredo, afirmou que a desigualdade racial na aprendizagem também produz impactos econômicos nos municípios. “Quanto maior o hiato racial na aprendizagem, maior o impacto econômico”, afirmou.
Segundo ela, pesquisa encomendada à Universidade Federal de Minas Gerais analisou notas do Saeb de 2015 e dados de renda da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2025. De acordo com Zara, o estudo identificou que a eliminação das desigualdades raciais de aprendizagem poderia elevar em até 11% a renda média dos municípios. “Ou seja, você manter um hiato racial de aprendizagem, você manter diferença de aprendizagem entre estudantes brancos, sobretudo estudantes pretos, isso tem um impacto forte dentro da renda média do município”, afirmou.
Ela também relacionou o tema à chamada condicionalidade 3 do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), mecanismo do Fundeb que condiciona repasses ao avanço na redução das desigualdades educacionais, tanto raciais quanto socioecômicas.
“Mais de 1 mil municípios não se habilitaram para a condicionalidade 3 são aqueles que não reduziram a desigualdade de aprendizagem entre estudantes brancos e negros e estudantes mais pobres e estudantes com nível socioeconômico maior”, afirmou.
Ela defendeu políticas estruturais voltadas à equidade racial. “Para reduzir a desigualdade racial na aprendizagem, não é só formação de professor. Isso é insuficiente, porque o problema é estrutural”, afirmou. A secretária também destacou que, mesmo entre estudantes do mesmo nível socioeconômico, estudantes negros apresentam desempenho inferior em avaliações educacionais.
“O estudante negro, mesmo quando ele está no mesmo nível socioeconômico, ainda assim o nível de proficiência dele é menor”, disse. Segundo ela, fatores como baixa expectativa docente, pouca representatividade negra em materiais pedagógicos e diferenças na distribuição de afeto em sala de aula afetam a aprendizagem. “Se eu não vejo em nenhum livro ninguém igual a mim, se eu não vejo nenhuma figura de sucesso negra, é óbvio que isso tem efeito sobre a minha aprendizagem”.
Zara também criticou a ausência histórica de personagens negros em conteúdos escolares. “Vocês nunca viram um Ulisses negro, vocês nunca viram uma Marília de Dirceu negra, vocês nunca viram uma Capitu negra”, disse. Para a secretária, políticas educacionais precisam incorporar critérios permanentes de equidade racial em concursos públicos, avaliações, distribuição de recursos e organização pedagógica das redes.
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Big techs contestam decretos sobre redes
27/05/2026

Supremo definiu que plataformas têm dever de agir preventivamente para remover conteúdos relacionados a crimes - Foto: José Aldenir
Entidades ligadas a empresas como Meta, Google, OpenAI, TikTok e Kwai afirmam que medidas editadas pelo governo Lula ampliam insegurança jurídica
Empresas de tecnologia e entidades do setor digital reagiram aos decretos editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para regulamentar o Marco Civil da Internet e criticaram o aumento das obrigações impostas às plataformas digitais. A Câmara Brasileira da Economia Digital, que reúne associadas como Meta, OpenAI, Google, Kwai e TikTok, assinou uma carta aberta pedindo revisão das medidas pelo Supremo Tribunal Federal.
O documento foi elaborado em conjunto com a Associação Latino-Americana de Internet e o Conselho Digital do Brasil e divulgado nesta segunda-feira 25. As entidades questionam os decretos publicados pelo governo federal na última quarta-feira 20, que regulamentam a decisão tomada pelo STF em 2025 sobre a responsabilização das plataformas por conteúdos publicados por terceiros.
Uma das normas concede à Autoridade Nacional de Proteção de Dados competência para fiscalizar o cumprimento das novas regras e aplicar sanções que podem incluir multas de até 10% do faturamento das empresas, além de suspensão ou até proibição de atividades. O segundo decreto estabelece medidas específicas voltadas ao combate à violência digital contra mulheres. As novas regras começam a valer em 60 dias.
Na carta, as entidades afirmam que os decretos “convertem em obrigações concretas trechos de uma decisão judicial proferida sem unanimidade e ainda sujeita a recursos”. O texto também sustenta que as medidas ampliam a insegurança jurídica e comprometem a “previsibilidade regulatória de que o ambiente digital depende”.
O julgamento do STF que embasou os decretos segue em discussão na Corte. O ministro Dias Toffoli, relator de uma das ações relacionadas ao tema, chegou a marcar para o dia 29 de maio o início da análise dos recursos em plenário virtual. Dois dias depois, no entanto, retirou o caso da pauta e solicitou que o tema fosse levado ao plenário físico, decisão que depende do presidente do Supremo, Edson Fachin.
As associações afirmam que a reavaliação do caso pelo STF deveria permitir “o devido aprimoramento da decisão”, com mais clareza sobre seus fundamentos, alcance e efeitos práticos. O documento cita ainda o que chama de “riscos concretos”, entre eles retirada excessiva de conteúdo, aumento dos custos de conformidade, vulnerabilidade de pequenos provedores e imposição de regras iguais para empresas com portes e estruturas diferentes.
Essa preocupação já havia sido manifestada pela camara-e.net após o julgamento do STF em 2025. À época, a entidade alertou que o impacto das novas obrigações poderia ser “particularmente severo” para empresas menores, sem estrutura financeira para absorver os custos regulatórios.
Na decisão do ano passado, o Supremo definiu que plataformas digitais têm dever de agir preventivamente para remover conteúdos relacionados a crimes antidemocráticos, terrorismo, racismo e induzimento ao suicídio. Nesses casos, as empresas podem ser responsabilizadas se houver entendimento de “falha sistêmica” na moderação.
O governo federal argumenta que a regulamentação era necessária porque a decisão do STF vinha sendo aplicada sem mecanismos claros de operacionalização. Segundo o Executivo, faltavam regras específicas para detalhar obrigações, critérios de fiscalização e definição do órgão responsável pelo acompanhamento das medidas.
De acordo com o governo, representantes de redes sociais, marketplaces, integrantes da sociedade civil e o Comitê Gestor da Internet no Brasil participaram das discussões para elaboração dos decretos.
A administração federal também afirma que a ANPD poderá editar normas complementares para detalhar como ocorrerá a fiscalização, em modelo semelhante ao que já ocorre no chamado ECA Digital. Entre os pontos que ainda poderão ser regulamentados estão os formatos das notificações para remoção de conteúdos criminosos, os prazos para análise pelas plataformas e quem terá legitimidade para solicitar a derrubada de publicações.
Além disso, a agência poderá estabelecer critérios diferenciados conforme o porte das empresas. Especialistas ouvidos pela Folha avaliam, porém, que a ANPD poderá enfrentar dificuldades operacionais diante do acúmulo de atribuições previsto nas novas regras.
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Por unanimidade, TRE-RN cassa chapa de Léo de Doquinha e João Eudes, prefeito e vice, em São Miguel do Gostoso
26/05/2026

Foto: reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral do RN decidiu por unanimidade, nesta terça-feira (26), cassar a chapa formada por Léo de Doquinha e João Eudes, prefeito e vice em São Miguel do Gostoso.
O placar foi de 7 votos a 0. A Corte analisou denúncias de abuso de poder econômico e político durante o período eleitoral, incluindo o aumento de contratações temporárias no município.
Segundo o entendimento do tribunal, as contratações teriam provocado desequilíbrio no processo eleitoral e levantado questionamentos sobre o uso da máquina pública na campanha.
Apesar da decisão, ainda cabem recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
Outro ponto da decisão foi a volta da elegibilidade do ex-prefeito Renato de Doquinha.
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