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Montanha-russa pode causar lesão sem pancada, e médicos listam os sinais para procurar socorro

28/09/2026


Caso de brasileira de 28 anos que perdeu os movimentos de um lado do corpo depois de andar num parque de Vinhedo chamou atenção para o risco

Não é preciso bater a cabeça em nada para sair machucado de uma montanha-russa. Os riscos da montanha-russa também estão na física do passeio: acelerar, frear e mudar de direção de repente joga cabeça e pescoço de um lado para o outro em fração de segundo e, em casos raros, provoca dano neurológico.

O assunto voltou à pauta por causa de uma paulista de 28 anos. Depois de andar numa atração de um parque em Vinhedo, no interior de São Paulo, ela perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo.

O que aconteceu em 20 de abril só ganhou repercussão nacional nos últimos dias, cinco meses depois. A jovem teve hemorragia dentro do crânio, foi para uma cirurgia de emergência e, nos exames feitos depois, apareceu traumatismo craniano grave somado a inchaço no cérebro. Em nenhum momento houve relato de pancada na cabeça durante o percurso.

Os médicos associaram o quadro ao efeito chicote, que também atende pelo nome em inglês, whiplash — o mesmo mecanismo descrito em batidas de carro por trás. Ele acontece quando o pescoço é submetido a uma aceleração ou a uma freada repentina. A cabeça vai para direções diferentes num intervalo muito curto, e o cérebro sente as forças geradas no trajeto.

Ainda que o crânio não encoste em superfície nenhuma, o vaivém e a rotação bastam para alterar o tecido nervoso. Existe ainda uma hipótese considerada rara: o machucado nas artérias do pescoço, as carótidas e as vertebrais. Um movimento muito forte chega a rasgar a parede desses vasos, no que se chama dissecção arterial, e isso atrapalha a circulação do sangue e pode terminar em acidente vascular cerebral.

Vale a proporção, para não transformar exceção em regra: complicação neurológica séria em brinquedo de alta velocidade é pouco comum. O que aparece com frequência bem maior é distensão de músculo e machucado na região do pescoço, quadro que costuma se resolver sem sequela.

Os sinais que pedem socorro

Depois de uma atração puxada, alguns sintomas pedem socorro, e a recomendação médica é não esperar para ver se passa. Dor de cabeça forte, que chega de repente ou que vai piorando. Vômito que se repete. Perda de consciência. Confusão mental. Sono fora do normal. Convulsão.

A lista segue com fala embolada, visão dupla, fraqueza ou formigamento de um lado só do corpo, dificuldade de caminhar e perda séria do equilíbrio. Qualquer um desses sinais, isolado, já basta para levar a pessoa ao hospital. Dor de pescoço intensa, perda de força e mudança de sensibilidade em braço ou perna completam os sinais que levam ao pronto-socorro.

Quem precisa de cuidado extra

Antes mesmo de entrar na fila do brinquedo, há um grupo de pessoas que precisa de cuidado extra. Quem tem alteração importante na coluna do pescoço, histórico de cirurgia ou de machucado anterior na região. Quem sofreu traumatismo craniano, concussão ou lesão no pescoço há pouco tempo e ainda sente sintoma. Criança e idoso entram nessa conta, porque a anatomia e a resposta do corpo deles não são as de um adulto jovem — pescoço e musculatura reagem de outro jeito à mesma força.

A prevenção mais simples é obedecer à regra afixada em cada brinquedo — a de idade, a de altura, a de peso e a de condição de saúde. São critérios definidos pelo fabricante da atração para a faixa de força que o equipamento produz. Quem tem doença no pescoço, cirurgia recente na coluna, sintoma neurológico ou problema conhecido nos vasos deve ouvir o médico antes de encarar atração de alta intensidade.

O caso está sob investigação

O caso de Vinhedo está nas mãos da Polícia Civil e do Ministério Público paulista, que apuram em paralelo. Foram pedidas perícia no carrinho e na estrutura do brinquedo, laudo indireto de corpo de delito e o prontuário dos hospitais que atenderam a jovem. Em nota, o parque informou que tem certificado internacional de segurança, que cumpre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e que disponibilizou seguro para pagar o tratamento da jovem. A investigação vai dizer se houve falha no equipamento ou na operação.

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CBF define datas e horários das semifinais da Copa do Brasil

28/09/2026


Palmeiras, Vasco, Grêmio e Atlético-MG disputam as semifinais da Copa do Brasil de 2026 em novembro; decisão será em jogo único no dia 6 de dezembro, em Brasília. - Foto: Nelson Terme /CBF

Palmeiras e Vasco, além de Grêmio e Atlético-MG, disputam vagas na decisão; final em jogo único será em 6 de dezembro, no Mané Garrincha

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou neste domingo 27 as datas e os horários das semifinais da Copa do Brasil de 2026. Palmeiras e Vasco disputarão uma das vagas na decisão, enquanto Grêmio e Atlético-MG farão o outro confronto. Os jogos de ida serão realizados em 1º de novembro, e as partidas de volta estão previstas para os dias 7 e 8 do mesmo mês.

O Palmeiras abre a disputa contra o Vasco em 1º de novembro, às 16h, no Nubank Parque, em São Paulo. No mesmo dia, às 18h30, Grêmio e Atlético-MG se enfrentam na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

Os primeiros classificados para a final começarão a ser definidos no sábado 7 de novembro. O Atlético-MG receberá o Grêmio às 18h, na Arena MRV, em Belo Horizonte.

A outra vaga será definida no domingo 8. O Vasco enfrenta o Palmeiras às 17h, em São Januário, no Rio de Janeiro.

 

Os vencedores das duas semifinais avançam para a final da Copa do Brasil. Diferentemente das semifinais, a decisão será disputada em jogo único, marcado para 6 de dezembro, no Mané Garrincha, em Brasília. O horário da final ainda será definido pela CBF.

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TRE-RN abre Disque-Eleições por telefone e WhatsApp nesta segunda; veja horários

28/09/2026


Disque-Eleições do TRE-RN começa a funcionar nesta segunda-feira 28 pelo número 0800 084 6464, com atendimento por telefone e WhatsApp. - Foto: FERNANDO FRAZÃO / AGÊNCIA BRASIL

Serviço pelo 0800 084 6464 começa nesta segunda-feira 28 e permite consultar local de votação, situação eleitoral e procedimentos para justificativa de ausência

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) disponibiliza, a partir desta segunda-feira 28, o Disque-Eleições para esclarecer dúvidas dos eleitores sobre as Eleições 2026. O atendimento será feito pelo número 0800 084 6464, tanto por chamadas telefônicas quanto por mensagens pelo WhatsApp.

Por meio do canal, os eleitores poderão buscar informações sobre local de votação, situação eleitoral e procedimentos relacionados à justificativa de ausência às urnas. O serviço funcionará durante os dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Entre esta segunda-feira 28 e sexta-feira 2 de outubro, o atendimento será realizado das 8h às 14h. No sábado 3, véspera da eleição, o horário será ampliado e o serviço ficará disponível das 8h às 17h.

No domingo 4, dia da votação, a central começará a funcionar às 6h30 e permanecerá disponível até as 17h30.

Além do Disque-Eleições, o TRE-RN disponibiliza serviços e informações sobre as Eleições 2026 no Portal das Eleições. O espaço reúne orientações sobre local de votação, situação eleitoral, e-Título, justificativa eleitoral e outros serviços.

 

Caso haja necessidade de segundo turno, o atendimento pelo Disque-Eleições também está previsto para os dias 24 e 25 de outubro, conforme o cronograma estabelecido pelo Tribunal.

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Motorista morre após carro bater na traseira de caminhão com lenha em Tangará

28/09/2026


Carro bate atrás de caminhão com lenha e motorista morre na BR-226 - Foto: Divulgação/PRF

Colisão ocorreu por volta das 4h15 desta segunda-feira (28), no km 77,2 da BR-226; causa do acidente ainda não foi informada

O motorista de um Nissan Versa morreu após o carro bater na traseira de um caminhão carregado de lenha na madrugada desta segunda-feira (28), na BR-226, em Tangará, no interior do Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão ocorreu por volta das 4h15, no km 77,2 da rodovia.

Equipes da PRF, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram ao local. A Polícia Civil e a Polícia Científica também foram acionadas para os procedimentos relacionados à ocorrência.

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Grupo ligado a facção mantinha haras no RN e usava cavalos e shows de forró para movimentar dinheiro do tráfico

28/09/2026


Uma investigação da Polícia Civil da Paraíba apontou que integrantes de um grupo ligado à facção Nova Okáida usavam a compra e venda de cavalos de raça e o agenciamento de artistas de forró para lavar dinheiro do tráfico de drogas. O esquema, que incluía um haras no Rio Grande do Norte, foi mostrado em reportagem do Fantástico neste domingo (27). Segundo a polícia, a organização teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em dois anos.

Entre os investigados estão Ivan Moura, conhecido como “Mauro Maromba”, e Yago Cavalcanti, que já foi candidato a vereador em Campina Grande. A polícia afirma que Yago mantinha um haras no Rio Grande do Norte e possuía 15 cavalos da raça Quarto de Milha. Parte dos animais teria sido adquirida em leilões por valores inflacionados.

Yago também teria comprado quatro cavalos do haras de Wesley Safadão, por cerca de R$ 1 milhão. Um dos leilões virtuais levava a marca do cantor. A polícia esclareceu que Wesley Safadão não é investigado. A assessoria do artista informou que os arremates são realizados por meio da leiloeira e que não houve contato direto com os compradores.

A investigação também identificou uma agência de cantores que, segundo a polícia, seria usada para ocultar recursos do tráfico. Em áudio interceptado, Yago fala sobre a necessidade de conseguir contratos de shows com prefeituras do Nordeste.

A polícia aponta ainda que o grupo negociava cocaína, crack, skank e armamento pesado. Ivan Maromba seria ligado ao controle financeiro e a pontos de tráfico em Campina Grande. Em uma das conversas interceptadas, ele teria autorizado a morte de um homem.

A mulher de Ivan, Miriam Ferreira, também foi presa. Segundo os investigadores, uma empresa aberta por ela movimentou R$ 144 milhões em apenas quatro meses, apesar de Miriam declarar renda estimada em R$ 1.412.

 

Uma operação prendeu 13 suspeitos. Ivan foi localizado com a ajuda de um cão policial, escondido dentro do box de uma cama. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 144 milhões nas contas dos investigados. Eles podem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

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415 bets ilegais surgem no Brasil após proibição, mostra monitoramento

28/09/2026


Um monitoramento da plataforma Bet Legal identificou 415 novos sites não autorizados de apostas online no Brasil depois da publicação da medida provisória que proibiu as bets e jogos como o “Tigrinho”. O número de páginas consideradas irregulares passou de 295, até o anúncio da proibição na sexta-feira (25), para 710 até a noite deste domingo (27), uma alta de 141%.

O maior aumento ocorreu no sábado (26), quando foram identificados 294 novos sites. Segundo a plataforma, o levantamento é feito em parceria com a Iron Security e cruza dados oficiais com análises técnicas dos domínios. A Secretaria de Prêmios e Apostas também informou ter encaminhado 57.691 endereços à Anatel para bloqueio entre janeiro e 22 de setembro.

 

A Associação Nacional de Jogos e Loterias afirma que o crescimento mostra que a proibição pode ampliar o mercado clandestino, enquanto o Ministério da Fazenda diz que já bloqueou mais de 78 mil domínios não autorizados. Pela MP, as novas apostas foram proibidas em 25 de setembro, o acesso às plataformas deve ser encerrado em 6 de outubro e os valores dos usuários deverão ser devolvidos pelo sistema bancário.

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Demência é rara entre indígenas da Amazônia boliviana, mas quem adoece morre seis vezes mais

26/09/2026


Imagem ilustrativa sobre envelhecimento e demência: o estudo acompanhou 730 adultos dos povos Tsimané e Mosetén por cinco anos — Reprodução/Pixabay

Estudo acompanhou 730 adultos dos povos Tsimané e Mosetén por cinco anos e achou 22 novos casos, com incidência menor que na América do Norte

A demência entre indígenas da Amazônia boliviana é excepcionalmente rara. Nos povos Tsimané e Mosetén, levantamentos encontraram prevalência de apenas 1% a 2% — contra algo em torno de 8,5% dos brasileiros de 60 anos ou mais que convivem com algum tipo da condição. Um novo estudo, porém, mostra que parte dessa distância tem explicação menos favorável do que parecia até agora.

Foram 730 adultos dessas comunidades acompanhados ao longo de cinco anos por pesquisadores dos Estados Unidos. A idade média dos participantes era de 67,3 anos, e 22 novos casos de demência apareceram no período. A incidência calculada ficou em 7,4 casos por mil pessoas-ano, abaixo do que se registra em populações da América do Norte e do norte da Europa. O trabalho foi publicado na revista Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, editada pela associação americana que estuda a doença.

Até aqui, o achado só reforça o que já se observava — a condição é de fato mais rara ali do que em populações industrializadas. Ao seguir os participantes ano a ano, porém, os pesquisadores chegaram a outro número, e esse não é favorável. Quem desenvolvia a condição passava a correr um risco de morte seis vezes maior do que quem seguia com a cognição normal.

Por que a prevalência é tão baixa

É essa diferença que ajuda a entender a proporção tão pequena de pessoas vivendo com demência naquelas comunidades. Surgem relativamente poucos casos, e quem adoece parece sobreviver por menos tempo. Nos Estados Unidos, por comparação, a redução de sobrevida associada à demência é estimada entre duas e três vezes. Entre os indígenas acompanhados, a distância encontrada foi consideravelmente maior.

Explicação definitiva para essa mortalidade ainda não existe. Uma das hipóteses é que as características do dia a dia dessas comunidades tenham influência. Tsimané e Mosetén levam uma rotina de elevada atividade física e vivem em ambientes onde as dificuldades trazidas pelo comprometimento cognitivo podem custar mais caro à sobrevivência.

O que o sangue mostrou

O sangue dos participantes forneceu outra pista a respeito de como a doença se manifesta nessas populações. Quem recebeu diagnóstico apresentava níveis elevados de biomarcadores de neurodegeneração, entre eles as proteínas da cadeia leve de neurofilamentos. Faltou, em contrapartida, o padrão de proteínas anormais que costuma acompanhar a doença de Alzheimer: marcadores como amiloide e tau fosforilada não apareceram como se esperava.

Essa lacuna abre uma possibilidade: a de que parte dos casos de demência entre os dois povos tenha causas diferentes daquelas que se observam com frequência nas populações industrializadas. O estudo não diz quais seriam esses mecanismos. Indica, sim, que envelhecimento cognitivo e demência podem seguir caminhos distintos conforme a população e o ambiente.

Os resultados também recolocam em perspectiva a aparente proteção dessas comunidades. Prevalência baixa continua sendo um dado relevante, mas não quer dizer, assim sem mais, que seus integrantes cheguem à velhice sem nenhum comprometimento cognitivo. Parte do fenômeno pode vir da menor incidência; outra parte parece vir da mortalidade alta depois que a demência se instala.

A combinação faz dessas comunidades uma oportunidade dupla de pesquisa: investigar o que pode proteger o cérebro ao longo do envelhecimento e, na mesma medida, descobrir que mecanismos de demência existem fora dos padrões mais conhecidos da doença de Alzheimer.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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Judô potiguar disputa torneios pelo País neste fim de semana

26/09/2026


Atletas potiguares disputam o Troféu Brasil Júnior, em São Paulo, a Copa Aracaju, em Sergipe, e a fase regional dos Jerns — Divulgação/Fjern

Rio Grande do Norte terá 86 atletas no Troféu Brasil Júnior, em São Paulo, e na Copa Aracaju, em Sergipe; cerca de 100 judocas também participam da fase regional dos Jerns em Nova Cruz

O judô do Rio Grande do Norte terá representantes em três competições entre esta sexta-feira 25 e domingo 27. Atletas potiguares disputam o Troféu Brasil BNDES de Judô Júnior, em São Bernardo do Campo (SP), e a Copa Aracaju, na capital sergipana. No Estado, cerca de 100 judocas participam ainda da fase regional dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns), em Nova Cruz.

A maior competição nacional do fim de semana para os potiguares será realizada no Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo. O Rio Grande do Norte terá 20 atletas da equipe Futuro Campeão no Troféu Brasil BNDES de Judô Júnior, sob o comando do sensei Alexandre Ferreira.

O torneio encerra o circuito nacional da categoria antes do Campeonato Mundial Júnior e reúne atletas que buscam posições no ranking brasileiro. A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A participação no Troféu Brasil coloca os atletas do Estado diante de adversários de diferentes regiões do País em uma das últimas oportunidades de competição nacional da classe antes do Mundial.

Ao mesmo tempo, outra delegação potiguar estará em Sergipe. A Copa Aracaju será disputada no Ginásio Constâncio Vieira e terá 66 representantes do Rio Grande do Norte. A Shiro Sport Clube concentra a maior parte da delegação, com 62 atletas. A equipe Nagashima terá dois representantes, enquanto Tomodachi e Futuro Campeão participam com um judoca cada.

A competição integra o Circuito Nordeste de Judô e permite o confronto entre atletas de diferentes Estados da região. Para a Federação de Judô do Estado do Rio Grande do Norte (Fjern), a participação nos dois torneios também serve para ampliar a experiência dos competidores potiguares. “São competições importantes, que elevam o nível técnico dos nossos atletas e dão mais experiência. Vamos ficar na torcida por bons resultados”, afirmou Lacet Júnior, coordenador técnico da Fjern.

Enquanto parte dos atletas viaja para São Paulo e Sergipe, a formação de novos judocas terá uma etapa dentro do Rio Grande do Norte. Cerca de 100 competidores de Nova Cruz e municípios da região participam da fase regional dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte. As lutas serão realizadas no ginásio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em Nova Cruz. A disputa envolve estudantes das categorias mirim, infantil e juvenil.

Além das medalhas da etapa regional, os participantes disputam vagas para a fase final dos Jerns. Os campeões de cada categoria avançam para a competição estadual, que será realizada em Natal. A programação deste fim de semana reúne, assim, atletas em diferentes momentos de formação. Enquanto os judocas da categoria júnior enfrentam adversários do circuito brasileiro em São Bernardo do Campo, competidores de diferentes classes participam do Circuito Nordeste em Aracaju e estudantes iniciam a disputa por vagas na fase estadual dos Jogos Escolares.

 

Somadas as três frentes, aproximadamente 186 judocas potiguares ou vinculados às disputas realizadas no Estado estarão envolvidos nas competições entre sexta-feira e domingo. A agenda inclui desde atletas da base escolar até competidores que participam do último torneio nacional da categoria antes do Campeonato Mundial Júnior.

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Motociclista cai do Viaduto do 4º Centenário e morre durante socorro em Natal

26/09/2026


Motocicleta ficou caída após o acidente no Viaduto do 4º Centenário, em Natal — Foto: Reprodução

Acidente ocorreu por volta das 6h deste sábado 26; vítima foi encontrada inconsciente e com múltiplas fraturas

Um motociclista morreu na manhã deste sábado 26 após cair do Viaduto do 4º Centenário, na altura do km 94 da BR-101, em Natal. A vítima chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 6h e envolveu apenas a motocicleta. O condutor despencou do viaduto que liga a pista marginal da BR-101 à Avenida Lima e Silva, nas proximidades da Arena das Dunas.

O motociclista foi encontrado inconsciente e apresentava múltiplas fraturas expostas. A motocicleta permaneceu na parte superior do viaduto após a queda.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), a vítima usava capacete, que estava afivelado. O acesso ao viaduto foi interditado durante o atendimento da ocorrência e liberado posteriormente.

Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO). A identidade do motociclista não havia sido divulgada até a publicação desta matéria. As circunstâncias que provocaram a queda ainda deverão ser apuradas.

 

O acidente ocorreu em um trecho de grande circulação na Zona Sul da capital. Em setembro, uma passageira de motocicleta morreu após uma colisão na BR-101, também em Natal. Dias antes, um acidente com três carros e uma moto provocou congestionamento na rodovia.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Flamengo estima perda de até R$ 430 milhões com fim das bets: “Impactos desastrosos”

26/09/2026


Presidente Luiz Eduardo Baptista afirma que redução de receitas atingiria o futebol e os esportes olímpicos; contrato com a Betano vale R$ 266 milhões por ano

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estima que o clube poderá perder entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões em receitas em 2027 caso seja aprovado o fim das casas de apostas esportivas no Brasil. A declaração foi dada na sexta-feira 25, em entrevista à CNN Brasil.

Segundo o dirigente, a redução teria efeito imediato sobre diferentes áreas do clube. “Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos”, afirmou.

Bap disse que o Flamengo não conseguiria absorver uma queda dessa dimensão sem tempo para reorganizar o orçamento. O dirigente, porém, não detalhou como chegou à projeção de até R$ 430 milhões nem quais contratos e receitas foram incluídos no cálculo.

Contrato do Flamengo com a Betano

O principal acordo do clube no setor é com a Betano, que paga R$ 266 milhões por ano para ocupar o espaço de maior destaque na camisa rubro-negra. O contrato é apontado como o maior patrocínio vigente do futebol brasileiro.

A diferença entre o valor do acordo e a estimativa apresentada por Bap indica que a projeção considera outros efeitos diretos e indiretos sobre as receitas. A composição desse cálculo, entretanto, não foi divulgada pelo presidente do Flamengo.

Em nota, o clube se posicionou contra a proibição do mercado regulado de apostas. O Flamengo argumentou que a medida não eliminaria os jogos, mas poderia deslocar apostadores para plataformas clandestinas, reduzir a arrecadação de impostos e retirar recursos destinados ao esporte.

O impacto pode alcançar grande parte da Série A. Atualmente, 14 dos 20 clubes da primeira divisão exibem marcas de casas de apostas na parte frontal das camisas. Empresas do setor também começaram a notificar equipes sobre a possibilidade de encerramento imediato dos contratos caso a atividade seja proibida.

A discussão ganhou força após o governo federal anunciar medidas para restringir a operação das plataformas. Um cronograma para o fim das bets prevê prazo para que apostadores retirem o dinheiro mantido nas contas, enquanto o tema ainda depende da análise do Congresso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os clubes terão de se adaptar ao novo cenário. Entidades do futebol, por outro lado, dizem que a retirada abrupta dos patrocínios provocaria uma crise financeira no setor. Em manifestação conjunta, clubes criticaram a restrição e cobraram uma transição que permita rever contratos e orçamentos.

 

O tamanho da perda para o Flamengo dependerá do texto aprovado, do alcance da eventual proibição e das cláusulas dos contratos em vigor. Até agora, o valor de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões representa uma estimativa apresentada pela presidência do clube, e não uma perda já contabilizada.

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Globo, Band e ESPN suspendem anúncios de bets no país

26/09/2026


Casas de apostas online romperam nesta sexta-feira (25) contratos publicitários com emissoras brasileiras após o governo federal anunciar a proibição da operação das bets no país. Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte estão entre as empresas que já formalizaram o cancelamento.

Globo, ESPN e Band iniciaram a retirada das peças publicitárias, enquanto o SBT ainda avalia como proceder. A Disney, responsável pela ESPN, chegou a orientar equipes sobre a suspensão antes mesmo da oficialização da medida. Globo e Band também começaram a buscar novos anunciantes para ocupar os espaços, principalmente nas transmissões esportivas.

 

Segundo levantamento do Ibope e da consultoria Tunad, o setor de apostas regulamentado investiu R$ 23,6 bilhões em mídia entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, com 74% dos recursos concentrados na televisão em 2025 — patamar acima da média geral do mercado publicitário, de 54%.

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TIRO PELA CULATRA? Proibição das bets pode empurrar apostadores compulsivos para sites ilegais

26/09/2026


A proibição das bets anunciada pelo governo Lula pode ampliar o mercado clandestino, deixar apostadores sem qualquer proteção e ainda abrir um rombo na arrecadação pública. O alerta é de especialistas e entidades do setor ouvidos pelo jornal O Globo.

O economista Flávio Ataliba, pesquisador da FGV Ibre, afirma que a proibição feita de forma abrupta tende a atingir justamente quem já enfrenta compulsão. “Quem migra para os sites ilegais são as pessoas mais compulsivas na hora de jogar. Não é o apostador casual que migra. Você está intensificando o problema justamente para quem já precisava de ajuda”, explicou.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) calcula que 41% das apostas feitas atualmente no Brasil já ocorrem em plataformas ilegais. Com a proibição dos cassinos virtuais, a entidade estima que esse percentual pode saltar para algo entre 78% e 82%. Nesses sites, não há fiscalização, verificação de identidade, limites de depósitos ou ferramentas de autoexclusão.

 

O governo também poderá enfrentar uma enxurrada de ações judiciais. As 85 empresas autorizadas pagaram R$ 30 milhões cada por licenças com validade de cinco anos. Estudo da LCA Consultoria, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, calcula um risco jurídico mínimo de R$ 2,55 bilhões, correspondente apenas às outorgas pagas pelas operadoras.

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MAIS 2 PESQUISAS: Metadata e Quaest colocam Zenaide como reeleita e crescendo

26/09/2026


Duas novas pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (25) mostram crescimento de Zenaide Maia (PSD) na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. Na Metadata, ela avançou de 14,4% para 15,62%. Na Quaest, passou de 10% para 12% na combinação dos votos.

Na pesquisa Metadata/Grupo Dial, Zenaide aparece reeleita com 15,62%, junto de Styvenson Valentim (Podemos), com 19,10%.

O resultado também mostra Zenaide ampliando sua vantagem sobre a terceira colocada. A diferença passou de 3,4 pontos, na rodada anterior, para 4,82 pontos.

A pesquisa ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios entre 21 e 23 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e 95% de confiança.

QUAEST/INTER TV

Já na nova pesquisa Quaest, da Inter TV, Zenaide passou de 10% para 12% na comparação com o levantamento de 24 de agosto e se mantém reeleita ao Senado.

 

O levantamento ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número RN-01492/2026.

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Extração vegetal movimenta R$ 62 milhões no RN, e a lenha responde por quase três quartos

25/09/2026


Extração de madeira para lenha e carvão, atividade presente em quase todos os municípios potiguares e responsável por 82,68% do valor do extrativismo no Estado — Ermínio Fernandes/O Correio de Hoje

A lenha foi retirada em 130 dos 167 municípios potiguares; os alimentos nativos cresceram 16,59% em volume e a exploração da carnaúba perdeu força

A extração vegetal no Rio Grande do Norte fechou 2025 com mais de R$ 62 milhões em valor de produção. O resultado ficou 5,8% acima dos R$ 58,6 milhões que a atividade havia apurado um ano antes. A exploração permanece concentrada nos produtos madeireiros, e dentro desse grupo o que sustenta o número é a lenha: sozinho, esse produto respondeu por 73,36% de todo o dinheiro gerado no Estado.

Os dados saíram da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) referente a 2025, divulgada na quinta-feira 24. Quem a produz é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mede, município por município, tanto a exploração de recursos vegetais nativos quanto a produção que sai das florestas plantadas em todo o país.

Só de lenha, o território potiguar produziu 1,11 milhão de metros cúbicos ao longo do ano passado inteiro. O valor de produção correspondente a essa quantidade passou de R$ 45,5 milhões, a maior cifra de um único produto dentro do extrativismo potiguar. Reunidos os três produtos madeireiros — lenha, madeira em tora e carvão vegetal —, o grupo ficou com 82,68% do valor total que a extração vegetal gerou no Estado.

O alcance territorial da atividade também impressiona, e é aí que a lenha mostra o tamanho que tem por aqui. A retirada do produto foi registrada em 130 dos 167 municípios potiguares, o equivalente a quase 78% das cidades do Rio Grande do Norte. Em valor de produção, Alexandria ficou na frente, com R$ 8,55 milhões. Santa Cruz vem logo atrás, com R$ 6,50 milhões; Caraúbas fecha o trio, com R$ 5,25 milhões. Juntos, os três movimentaram R$ 20,3 milhões com o produto — perto de 45% de tudo o que a lenha rendeu no Rio Grande do Norte.

Esse desenho separa o Estado da maior parte da produção florestal brasileira, em que as florestas plantadas têm participação bem maior. No país, a soma de silvicultura e extração vegetal chegou a R$ 47,9 bilhões em 2025, alta de 6,7% sobre 2024 e o maior valor de toda a série histórica da pesquisa. Quem puxou esse avanço nacional foi a silvicultura, que se apoia em florestas plantadas. Aqui no Estado, o retrato é o inverso: quem pesa é a retirada de produtos da vegetação nativa.

Já a madeira em tora vinda do extrativismo teve participação menor no conjunto. Foram mais de 13,2 mil metros cúbicos produzidos aqui em 2025, o que correspondeu a R$ 706 mil em valor de produção. Macaíba concentrou cerca de dois terços desse volume: foram R$ 344 mil movimentados, tirados de 8,6 mil metros cúbicos.

Quase tão espalhado pelo território quanto a lenha ficou o outro produto madeireiro do grupo, o carvão vegetal. Houve produção em 118 municípios, num total de 3.578 toneladas ao longo do ano, com valor acima de R$ 5,07 milhões.

Umbu e mangaba puxam os alimentos

Os produtos madeireiros concentram a maior parcela financeira da extração vegetal potiguar, mas o crescimento mais rápido em volume veio de outra ponta. O grupo de alimentos rendeu 1.750 toneladas em 2025, contra as 1.501 toneladas do ano anterior, um aumento de 16,59%. Em valor de produção, esse segmento passou dos R$ 4,15 milhões no Rio Grande do Norte.

Quem liderou em quantidade dentro desse segmento foi o umbu, com 825 toneladas e valor de produção acima de R$ 1,19 milhão. A colheita do fruto foi registrada em 43 municípios do Rio Grande do Norte, mas dois deles ficaram com a maior fatia do total. São Miguel do Gostoso respondeu por 300 toneladas, ou 36,4% do total estadual, e Pedra Grande produziu outras 200 toneladas. Somadas, as duas cidades concentraram mais de 60% do umbu que o Estado extraiu no ano.

Em quantidade, a mangaba ficou em segundo lugar entre os alimentos, com 605 toneladas. Em dinheiro, passou à frente: rendeu R$ 2,06 milhões, algo como R$ 870 mil acima do umbu, e isso com um volume 27% inferior. A concentração geográfica do fruto é ainda maior. Das 605 toneladas retiradas no Estado, 530 saíram de Nísia Floresta, o que deixa o município com quase 88% do volume potiguar.

O que explica a inversão é o preço, e os números indicam uma diferença clara no valor obtido pelos dois principais frutos do extrativismo alimentar potiguar. Cada tonelada de umbu correspondeu, em média, a algo próximo de R$ 1,4 mil em valor de produção. A de mangaba ficou perto de R$ 3,4 mil por tonelada, mais que o dobro.

Entre os alimentos pesquisados, vêm depois a castanha de caju, com 107 toneladas e R$ 440 mil, e o cajá, com 22 toneladas e R$ 71 mil. Os demais produtos alimentícios pesquisados responderam, somados, por aproximadamente R$ 380 mil. O grupo cresceu num ano em que o valor total da extração vegetal também subiu. A diferença está no peso de cada parte: os alimentos ocupam uma parcela menor da atividade potiguar, e é a madeira que continua definindo o resultado geral.

A carnaúba na contramão

Na contramão do que aconteceu com os alimentos, a carnaúba perdeu força em 2025. A quantidade que vai para a fabricação de pó e de cera saiu de 428 toneladas, em 2024, para 381 toneladas no ano passado, um recuo de 10,98%. Quase todo o volume registrado foi de pó de carnaúba, 379 toneladas. Ao todo, 16 municípios potiguares registraram a atividade em 2025, e entre os principais produtores aparecem três deles: Upanema, Ipanguaçu e Assú.

A queda também chegou ao valor de produção da carnaúba. A atividade movimentou, pelos dados que o IBGE informou no recorte estadual, R$ 6,59 milhões em 2025 — menos do que havia movimentado no ano anterior.

A carnaúba alimenta cadeias industriais que vão além da produção primária. A cera obtida das folhas vai parar em embalagens, medicamentos e cosméticos, entre outros segmentos, e é isso que liga o extrativismo feito nos municípios a mercados de indústria. Tudo isso contrasta com a alta geral do extrativismo vegetal no Estado: enquanto o setor inteiro crescia 5,8% em valor, a carnaúba terminou o período perdendo tanto a quantidade retirada quanto a receita gerada.

Onde o eucalipto aparece

Outro recorte que a PEVS permite é o que separa a retirada de vegetação nativa da silvicultura — o cultivo de florestas com fim econômico. Os dados potiguares mostram que o eucalipto ainda produz pouco quando a comparação é com o volume de lenha que sai do extrativismo.

A produção de lenha de eucalipto somou 1,5 mil metros cúbicos em 2025, avaliados em R$ 120 mil. Pureza ficou com 1,2 mil metros cúbicos e movimentou R$ 96 mil, o equivalente a 80% do total. Os 300 metros cúbicos restantes saíram de Macaíba e foram avaliados em R$ 24 mil.

Comparado ao extrativismo, o número é minúsculo. Contra esses 1,5 mil metros cúbicos de lenha das florestas plantadas, a retirada do extrativismo somou 1,11 milhão de metros cúbicos, cerca de 740 vezes mais.

Pureza concentrou ainda tudo o que foi informado de madeira em tora de eucalipto para outras finalidades: R$ 2,4 milhões em valor de produção, tirados de 6 mil metros cúbicos.

No cenário brasileiro, a silvicultura tem outra dimensão. Somando florestas plantadas e extrativismo, a produção florestal nacional alcançou os R$ 47,9 bilhões de 2025 — um novo recorde, depois dos R$ 44,3 bilhões de 2024, com crescimento de 6,7%. Nas áreas plantadas do país, o eucalipto segue como espécie principal, e delas sai matéria-prima para siderurgia, energia, produtos de madeira e papel e celulose. O desenho potiguar, porém, permanece outro: quem manda é o extrativismo e, dentro dele, a lenha nativa.

Realizada todo ano pelo IBGE, a PEVS levanta quanto se produziu e quanto isso valeu, tanto na vegetação natural como nas florestas plantadas. A edição divulgada na quinta-feira tem 2025 como período de referência. Do lado do extrativismo, a pesquisa acompanha grupos como madeireiros, oleaginosos, borrachas, fibras, ceras e produtos alimentícios. Do lado da silvicultura, contabiliza resinas, carvão vegetal, lenha e madeira em tora vindos das florestas plantadas.

Os resultados de 2025 deixam duas marcas do setor potiguar. Uma delas é a dispersão pelo território: o carvão vegetal aparece em 118 municípios, e só a extração de lenha chega a 130. A outra é a concentração do dinheiro nos madeireiros, responsáveis por mais de oito em cada dez reais que o extrativismo vegetal do Estado gera.

Dentro da própria atividade extrativa, os movimentos apontados pelos números foram para lados diferentes. A silvicultura de eucalipto seguiu concentrada sobretudo em Pureza e Macaíba; a carnaúba perdeu volume; e a produção de alimentos cresceu 16,59%, puxada por umbu e mangaba.

 

No resultado agregado de 2025, porém, prevaleceu a expansão. Em um ano, o valor da extração vegetal potiguar subiu dos R$ 58,6 milhões para mais de R$ 62 milhões — e quase três quartos desse dinheiro seguiram vindo de um único produto: a lenha.

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Planos de saúde passam a cobrir DIU hormonal para endometriose a partir de 1º de outubro

25/09/2026


A cobertura obrigatória passa a incluir o dispositivo hormonal e o procedimento de inserção para pacientes que atendam aos critérios definidos pela ANS — Pexels

Regra da ANS obriga a cobertura do dispositivo e da inserção para pacientes que tenham contraindicação ou não se adaptem ao anticoncepcional oral

Mulheres com endometriose ganham a partir de 1º de outubro uma nova possibilidade de tratamento coberta pelos planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tornou obrigatória, em situações específicas, a cobertura do DIU hormonal para endometriose. Entram na regra tanto o dispositivo intrauterino (DIU) quanto o procedimento de inserção.

A nova regra determina que o procedimento seja autorizado quando existir indicação de uso prevista em bula registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A obrigação vale também para quem tem endometriose e apresenta contraindicação ao contraceptivo oral combinado, ou ainda para quem não consegue aderir a esse tipo de tratamento.

O aparelho já constava do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a lista da agência. O que a alteração faz é criar uma Diretriz de Utilização específica, que define em quais condições a cobertura passa a ser obrigatória no tratamento da endometriose. O rol funciona como referência para as consultas, os exames, as cirurgias e os tratamentos que os planos devem oferecer conforme a segmentação contratada. Já as diretrizes de utilização estabelecem critérios adicionais para determinados procedimentos.

O que é a endometriose

A medida alcança parte de quem convive com uma doença que mexe em vários lados da rotina. A endometriose aparece quando um tecido parecido com o endométrio — o revestimento interno do útero — passa a crescer fora dele, em regiões como ovários e intestino, onde forma lesões.

O tratamento depende das características de cada caso. Entre as alternativas em uso estão procedimentos cirúrgicos e medicamentos hormonais, e o aparelho pode ser indicado como parte do controle dos sintomas. Esse mesmo uso já havia sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. De outubro em diante, a cobertura passa a ser obrigatória também na saúde suplementar, nas condições que a agência fixou.

A atualização mexe em regras do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que estavam em vigor desde 2021. Quem se enquadrar na nova diretriz tem direito ao aparelho e ao procedimento necessário para colocá-lo.

Entre as manifestações associadas à doença estão a cólica menstrual intensa, conhecida como dismenorreia, a dor pélvica crônica, a dor durante relações sexuais com penetração e a infertilidade. Podem ocorrer ainda queixas intestinais e urinárias em certos períodos do ciclo menstrual.

Para além do que se sente no corpo, a endometriose pode interferir na atividade profissional, nos relacionamentos pessoais, na vida sexual e na saúde mental. As causas da doença ainda não são completamente conhecidas.

 

O aparelho libera levonorgestrel e serve para controlar sintomas ligados à endometriose, e a dor está entre eles. Com a decisão da agência reguladora, o método entra de forma mais nítida no leque de tratamentos que a saúde suplementar cobre para as pacientes que se enquadrem nos critérios estabelecidos.

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CANTINHO DO AÇAI

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Uern passa a oferecer apoio jurídico gratuito para retificação de nome de pessoas trans

25/09/2026


Núcleo de Prática Jurídica da Uern, no campus de Natal, onde as pessoas trans são atendidas de segunda a sexta-feira — Divulgação

Núcleo de Prática Jurídica do campus de Natal atende de segunda a sexta-feira e começa por 27 pessoas encaminhadas pela associação Atrevida

Pessoas trans que querem fazer a retificação de nome e gênero no registro civil passaram a contar com atendimento jurídico gratuito na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). O serviço foi aberto no Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) do campus de Natal, que atende das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Pode procurá-lo quem mora em qualquer região da capital.

Um primeiro grupo de 27 pessoas deve ser atendido na etapa inicial. São interessadas que chegaram pela Associação de Pessoas Transexuais do Rio Grande do Norte, a Atrevida, parceira da universidade nesta iniciativa. A intenção, ainda assim, é não fechar as portas: quem mais procurar o procedimento também será recebido.

O primeiro passo, para iniciar o processo, é comparecer ao Núcleo levando documentos pessoais e comprovante de residência. Papéis que demonstrem o uso do nome social podem ser apresentados por quem os tiver. A equipe então indica quais certidões e quais providências serão necessárias e agenda a continuidade do acompanhamento.

Feita a retificação, prenome e gênero passam a constar oficialmente no registro civil, o que abre caminho para atualizar os demais documentos. A coordenadora do NPJ, professora Déborah Leite, explicou que o caminho pode ser extrajudicial, direto em cartório, desde que cumpridos os requisitos previstos. Cirurgia de redesignação sexual, tratamento hormonal, avaliação médica ou psicológica: nada disso é exigido para pedir a alteração.

“O direito de escolher a forma como se quer ser chamado e reconhecido socialmente é um direito intrínseco à própria pessoa, independentemente de qualquer outro requisito”, afirmou Déborah.

Reunir a documentação exigida é, segundo a coordenadora, uma das principais dificuldades enfrentadas por quem vai atrás da mudança no registro. É aí que o Núcleo pretende entrar, com orientação e acompanhamento dos interessados. Nos casos em que a certidão puder ser tirada pela internet, servidores do NPJ ajudam na emissão.

Quem pode procurar

O atendimento específico amplia o raio de ação do Núcleo. Na rotina, ele presta assistência jurídica gratuita com prioridade para a população da Zona Norte, onde funciona o campus. Nos procedimentos de retificação de prenome e gênero, porém, podem procurá-lo pessoas trans de todas as regiões de Natal.

Quem mora nos municípios da Região Metropolitana está fora neste primeiro momento. Ampliar o alcance, informou a coordenação, depende da estrutura necessária para que os advogados e os demais integrantes da equipe consigam acompanhar os procedimentos e também as eventuais audiências fora da capital.

De uma aula para um serviço

A origem do serviço está dentro do curso de Direito do campus da Uern em Natal. Depois de uma aula que tratou de sexualidade e de discriminação, uma estudante trans procurou a diretora da unidade, professora Patrícia Moreira. Daquela conversa saíram as articulações da direção com o NPJ e, na sequência, com a Atrevida.

A parceria com a universidade integra as ações da Atrevida, criada em 2008. A associação reúne atualmente 66 pessoas e mantém atuação em diferentes regiões do território potiguar, e não só na capital.

 

Uma vez concluído o procedimento, o registro civil passa a trazer o prenome e o gênero indicados por quem pediu a mudança. É esse passo que destrava a atualização dos outros documentos, um a um, com a nova identificação.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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RN cria carteira do cuidador de pessoa com autismo e garante atendimento prioritário

25/09/2026


Imagem de arquivo da CIPTEA, a carteira da pessoa com autismo: a nova carteira do cuidador, criada pelo Estado, será vinculada a ela — Divulgação/Prefeitura do Natal

Lei 12.908 vale nos órgãos estaduais quando o acompanhante estiver tratando de direitos da pessoa com TEA, e a comprovação ainda será regulamentada

Quem cuida de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Rio Grande do Norte ganhou um documento próprio. A carteira do cuidador principal foi criada pela Lei nº 12.908, sancionada na quinta-feira 24, que também assegura atendimento prioritário ao cuidador, ao acompanhante e ao atendente pessoal nas situações ligadas aos cuidados de quem eles assistem. O nome oficial do documento é Carteira de Identificação do Cuidador Principal da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CICTEA), e ele passou a valer com a publicação da norma no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira 25.

A prioridade vale nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Estadual, com uma condição: o cuidador precisa estar acompanhando a pessoa com autismo ou agindo diretamente em favor dos direitos dela. O próprio texto da lei afasta a leitura de que seria uma prioridade genérica e independente — o direito está amarrado às demandas da pessoa com TEA.

A definição de cuidador principal é ampla. Cabem nela mãe e pai, tutor, curador e guardião, responsável legal e ainda qualquer outra pessoa capaz de comprovar que exerce, de forma habitual e predominante, os cuidados exigidos por quem tem autismo. Que documento fará essa comprovação é questão que ainda depende de regulamentação pelo Poder Executivo.

Onde a prioridade vale

O alcance do atendimento prioritário é largo. Ele abrange transporte, proteção social e assistência social, saúde e educação, além da emissão de documentos, do acesso a informações e dos requerimentos administrativos. A lei desce a exemplos: protocolar um pedido administrativo, acompanhar o andamento dele e obter informações sobre procedimentos que digam respeito à pessoa com TEA.

Consultas, exames, terapias e demais procedimentos também entram, seja para marcar, para remarcar ou para acompanhar. E a prioridade serve ainda na hora de retirar itens destinados à pessoa assistida — medicamentos e insumos, relatórios, encaminhamentos e documentos em geral.

Nas escolas estaduais, a regra alcança os atendimentos sobre matrícula e permanência do estudante, inclusão, acessibilidade, adaptações, enfrentamento do bullying e demais direitos educacionais. Serviços de assistência e de proteção social entram na mesma conta, assim como o acesso a programas públicos voltados para pessoas com deficiência e suas famílias.

Outro ponto contemplado é a carteira da pessoa com autismo, a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA): pedir informações e cumprir procedimentos referentes a ela, e a outros documentos, também dá direito a atendimento prioritário. Concessionários e permissionários que prestam serviços públicos estaduais terão de seguir a nova regra sempre que a demanda envolver direitos da pessoa com TEA.

O que a lei não permite

Existe um limite expresso. Em urgência e emergência, a prioridade não passa por cima dos critérios médicos: seguem valendo, nesses casos, os protocolos de classificação de risco. Outra determinação da norma é que o direito recém-criado não retire prioridades já garantidas a idosos, gestantes e lactantes, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e quem esteja em situação de urgência ou de vulnerabilidade.

A nova carteira ficará vinculada à CIPTEA. O documento do cuidador tem caráter complementar e não substitui o da pessoa com autismo, que continua valendo normalmente. Sua função é identificar quem exerce os cuidados principais e tornar mais simples comprovar essa condição diante dos serviços públicos.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, rompe com Samanda e declara apoio a Zenaide Maia e destaca quase R$ 35 milhões destinados a Caicó pela senadora

25/09/2026


O prefeito Dr. Tadeu anunciou apoio à reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD), número 555, e confirmou que também apoiará Styvenson Valentim para o Senado e Allyson Bezerra para o Governo do Estado.

Ao justificar a decisão, o prefeito afirmou que seu critério foi “fazer por Caicó e pelo povo de Caicó”, destacando a relação histórica da senadora com o município, onde estudou e morou na Casa da Estudante antes de cursar Medicina.

Dr. Tadeu citou 47 emendas parlamentares, que somam quase R$ 35 milhões, incluindo recursos para o novo matadouro público, pavimentação de ruas, custeio do Hospital Regional do Seridó, Faculdade de Medicina e construção do pontilhão. “Isso não é promessa. É trabalho”, declarou.

O prefeito também destacou o compromisso de Zenaide em lutar pela implantação de um hospital universitário federal em Caicó, uma reivindicação antiga do Seridó.

Sobre a mudança de apoio ao Senado, explicou que a decisão anterior estava relacionada a compromissos do Governo do Estado, mas que, após seu alinhamento com Allyson Bezerra, teria ocorrido um distanciamento político. Em relação a Zenaide, afirmou: “Continuou firme, ajudando Caicó do mesmo jeito. Isso tem nome: grandeza”.

 

Ao final, Dr. Tadeu convocou os caicoenses a mobilizarem familiares, vizinhos e colegas em favor da candidatura da senadora, afirmando: “Caicó sabe reconhecer quem faz por Caicó”.

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Incêndio atinge segundo andar de residência e mobiliza bombeiros em São José de Mipibu

25/09/2026


Corpo de Bombeiros foi acionado para combater incêndio em residência de São José de Mipibu - Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do RN

Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas, que ficaram concentradas no segundo pavimento do imóvel; não há informações sobre feridos ou as causas do fogo

Um incêndio atingiu o segundo andar de uma residência na tarde desta quinta-feira 24, em São José de Mipibu, na Grande Natal. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado para atender à ocorrência.

As chamas ficaram concentradas no segundo pavimento do imóvel, mobilizando equipes da corporação para o combate ao fogo.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre feridos ou sobre as causas do incêndio. Também não há detalhes oficiais sobre a extensão dos danos provocados pelas chamas.

 

O Corpo de Bombeiros realizou o atendimento da ocorrência e trabalha para controlar a situação no imóvel.

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Senado: Styvenson tem 51,08%, Zenaide, 31,95%, e Samanda, 16,20% na soma dos dois votos, aponta Exatus

25/09/2026


ELEIÇÕES 2026 | Styvenson Valentim (Podemos) tem 51,08% na soma das duas opções de voto para o Senado no Rio Grande do Norte, segundo a nova rodada da pesquisa Exatus. Zenaide Maia (PSD) aparece com 31,95%, enquanto Samanda de Lula (PT) registra 16,20%.

Como cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, o levantamento reúne a primeira e a segunda escolhas. Os percentuais, portanto, usam o total de entrevistados como base e podem superar 100% quando somados.

Styvenson registra 43,57% na primeira opção e 7,50% na segunda. Zenaide tem 15,37% no primeiro voto e lidera o segundo, com 16,58%. Samanda marca 10,77% como primeira escolha e 5,43% como segunda.

Rafael Motta (PDT) soma 14,34%, e Coronel Hélio (PL) alcança 13,23%. Tércio Tinôco (União Brasil) tem 2,65%; os demais candidatos ficam abaixo de 1%.

No segundo voto, 30,83% não souberam ou não responderam e 18,94% escolheram nenhum candidato, branco ou nulo. Os dois mais votados em 4 de outubro ocuparão as vagas do RN no Senado, sem segundo turno.

 

A Exatus ouviu 1.500 eleitores entre 21 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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