Pequenos negócios geraram mais de 5 mil empregos no RN em 2026
02/06/2026

Pequenos garantiram saldo positivo - Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Sebrae-RN aponta que desempenho reforça a relevância dos pequenos negócios
Os pequenos negócios seguem desempenhando papel decisivo na geração de empregos no Rio Grande do Norte. O Boletim do Emprego, elaborado pelo Sebrae-RN, com base nos dados do Novo Caged, revela que as microempresas foram responsáveis pela criação de 5.009 postos de trabalho formais entre janeiro e abril de 2026, garantindo o saldo positivo de empregos no segmento empresarial potiguar.
Os números mostram que, enquanto as microempresas acumularam resultado positivo expressivo, os demais portes registraram retração no período. As pequenas empresas apresentaram saldo negativo de 133 vagas, as grandes empresas encerraram o quadrimestre com menos 1.629 postos e as médias empresas registraram saldo negativo de 3.005 empregos.
O Sebrae-RN aponta que “o desempenho reforça a relevância dos pequenos negócios para a economia do Estado, especialmente em um cenário de desaceleração do mercado de trabalho”. Somente em abril, o Rio Grande do Norte contabilizou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos, resultando em saldo negativo de 156 vagas formais.
Segundo análise de Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN, os dados mostram que os pequenos negócios continuam sendo os principais responsáveis pela geração de oportunidades no Rio Grande do Norte.
“Mesmo em um contexto de maior oscilação do mercado de trabalho, as microempresas mantêm saldo positivo e ajudam a sustentar a economia local. Isso reforça a importância de investir em ações que promovam competitividade, inovação e acesso a mercados para os empreendedores potiguares”, afirma.
Apesar do resultado do mês, o acumulado do ano “destaca a capacidade dos empreendedores de menor porte de manter a atividade econômica e gerar oportunidades de trabalho em diferentes regiões do Estado”, afirma o relatório. O segmento concentra a maior parte dos estabelecimentos empresariais potiguares e segue sendo um dos principais motores da economia local.
Os dados também apontam que a dinâmica do emprego varia entre os municípios. Em abril, Natal apresentou saldo positivo de 215 vagas, seguida por Assú, com 109, São Gonçalo do Amarante, com 90, Currais Novos, com 84, e Pau dos Ferros, com 79 novos postos formais.
Saldo de empregos por porte de empresa no RN em 2026
Microempresa: +5.009
Pequena empresa: -133
Grande empresa: -1.629
Média empresa: -3.005
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Governo do RN amplia contingenciamento do orçamento para quase R$ 500 milhões
02/06/2026

Limitação de empenho foi publicada pelo governo após relatório da Sefaz - Foto: José Aldenir
Medida decorre da frustração de receitas no 1º bimestre; valor pode ser liberado se houver melhora da arrecadação depois
O Governo do Rio Grande do Norte ampliou o nível de contingenciamento do orçamento estadual de 2026 após constatar que a arrecadação ficou abaixo das metas previstas para o primeiro bimestre deste ano (janeiro e fevereiro). Agora, o valor congelado passa a ser de R$ 497,4 milhões — o equivalente a cerca de 1,8% de toda a despesa prevista para o ano.
A medida, assinada pela governadora Fátima Bezerra (PT), foi oficializada por decreto publicado no sábado 30 no Diário Oficial do Estado (DOE) e aumenta o congelamento que já havia sido determinado em abril, quando o governo contingenciou R$ 306 milhões do orçamento.
Do total bloqueado no novo decreto, R$ 439,9 milhões correspondem ao Poder Executivo estadual. O restante deverá ser absorvido pelos demais poderes e órgãos autônomos, como Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas, que terão de adotar medidas próprias de limitação de despesas.
A nova limitação de empenho foi determinada após a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) divulgar o Demonstrativo das Metas Bimestrais de Arrecadação referente ao período de janeiro a abril. Segundo o decreto, a frustração acumulada de receitas até o segundo bimestre tornou necessária a ampliação das medidas de contenção para adequar as despesas à arrecadação efetivamente realizada.
Na prática, o contingenciamento consiste na restrição temporária de despesas autorizadas no orçamento, sobretudo aquelas de caráter discricionário, ou seja, que não possuem execução obrigatória imediata. O objetivo é preservar o equilíbrio fiscal e cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A medida não representa um corte definitivo, podendo ser revista caso a arrecadação volte a crescer ao longo do ano.
O decreto revoga a norma anterior, publicada em abril, que havia fixado um contingenciamento de R$ 306 milhões com base nos resultados do primeiro bimestre. Com a publicação da nova norma, passa a valer apenas o bloqueio de R$ 497,4 milhões calculado a partir dos dados atualizados da arrecadação estadual.
A Secretaria de Fazenda aponta que a frustração de receitas está relacionada à redução na arrecadação do Imposto de Renda — especialmente sobre salários de servidores — e à queda nas transferências federais, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE), que é parcialmente composto por esse tributo.
A maior parte da contenção está concentrada no Poder Executivo e recai principalmente sobre investimentos. O órgão mais afetado é o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável sozinho por R$ 334,7 milhões do contingenciamento. O valor representa quase dois terços de toda a limitação imposta ao Executivo e atinge principalmente recursos destinados a obras e infraestrutura rodoviária.
Também figuram entre os órgãos mais impactados a Secretaria Estadual da Fazenda, com R$ 20,5 milhões contingenciados; a Polícia Militar, com R$ 13,1 milhões; a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), com R$ 12,3 milhões; e a Secretaria Estadual da Infraestrutura, com R$ 8,5 milhões.
Apesar da ampliação das restrições orçamentárias, o governo manteve protegidas as despesas consideradas obrigatórias. Permanecem fora do contingenciamento os gastos com pessoal, serviço da dívida pública e as aplicações vinculadas aos percentuais mínimos constitucionais nas áreas de saúde, educação e segurança pública.
O novo decreto também distribui entre os demais poderes e órgãos independentes uma limitação proporcional de R$ 57,5 milhões. O Tribunal de Justiça concentra a maior parcela desse montante, com R$ 24,8 milhões, seguido pela Assembleia Legislativa, com R$ 14,6 milhões, e pelo Ministério Público Estadual, com R$ 8,4 milhões.
A equipe econômica do Estado continuará acompanhando o comportamento da arrecadação ao longo dos próximos meses. Caso as receitas apresentem recuperação, os limites poderão ser revistos. Por outro lado, a persistência da frustração de receitas poderá exigir novas medidas de ajuste fiscal ao longo do exercício.
Cinco áreas mais afetadas pelo contingenciamento no Executivo
Departamento de Estradas de Rodagem (DER): R$ 293,4 milhões
Secretaria da Fazenda (Sefaz): R$ 20,5 milhões
Polícia Militar: R$ 13,1 milhões
Universidade do Estado do RN (Uern): R$ 12,3 milhões
Secretaria da Infraestrutura: R$ 8,5 milhões
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Inmet publica alerta de chuvas para Natal e mais 45 cidades do RN até quarta-feira
02/06/2026

Foto: Adriano Abreu
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta de chuvas intensas para Natal e outras 45 cidades do Rio Grande do Norte. O aviso é de perigo potencial, o menor grau de severidade na escala do Inmet, e inicia das 15h desta terça-feira (2) até às 23h59 da quarta-feira (3).
Segundo o Inmet, as cidades sob alerta podem registrar chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia. O comunicado também prevê ventos intensos, com velocidade entre 40 e 60 km/h. Diante disso, o Instituto aponta baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Em caso de rajadas de vento, a orientação é que a população evite se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas. O Inmet também recomenda não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, além de evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Pesquisa mostra que brasileiros ainda desconhecem principais fatores de risco para doenças cardiovasculares
01/06/2026

Doenças cardiovasculares provocam aproximadamente 400 mil mortes por ano no País- Foto: Freepik
Levantamento da Socesp mostra que hipertensão, colesterol alto e diabetes não são associados espontaneamente pela população ao risco cardiovascular
Responsáveis pela maior parte das mortes registradas no Brasil, as doenças cardiovasculares continuam cercadas por desconhecimento quando o assunto é prevenção. Um levantamento realizado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) mostra que boa parte da população não associa espontaneamente fatores clássicos de risco, como hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes, ao desenvolvimento de problemas graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
As doenças cardiovasculares são atualmente a principal causa de morte no País. Estimativas indicam que aproximadamente 400 mil brasileiros morrem todos os anos em decorrência dessas condições. Apesar da elevada incidência, a pesquisa revela que fatores amplamente reconhecidos pela comunidade médica ainda não fazem parte da percepção da população sobre os riscos à saúde do coração.
Os resultados foram antecipados à reportagem do Pulsa e serão apresentados oficialmente durante o 46º Congresso da Socesp, realizado nesta semana na cidade de São Paulo.
O levantamento identificou diferenças entre homens e mulheres na forma como os riscos cardiovasculares são percebidos. Entre os homens entrevistados, a alimentação inadequada apareceu como o principal fator associado a doenças do coração, citada por 32% dos participantes. Em seguida vieram o sedentarismo, mencionado por 26%, o estresse, com 23%, e o tabagismo e consumo de álcool, apontados por 19%.
Entre as mulheres, o estresse ocupou a primeira posição entre os fatores espontaneamente relacionados ao risco cardiovascular. O item foi citado por 35% das entrevistadas. Na sequência apareceram alimentação inadequada, com 28%, sedentarismo, com 20%, e fatores genéticos ou histórico familiar, mencionados por 17%.
Embora essas condições também possam contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, especialistas chamam atenção para a ausência de fatores considerados centrais na literatura médica, como hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes.
Para o cardiologista Andrei Sposito, diretor científico da Socesp, a forma como as pessoas percebem os riscos cardiovasculares está fortemente ligada àquilo que conseguem observar ou sentir em sua rotina. Segundo ele, o estresse aparece frequentemente entre as respostas porque faz parte da experiência cotidiana da maioria da população e seus efeitos costumam ser facilmente percebidos.
“As pessoas sentem os efeitos do estresse emocional e conseguem relacionar imediatamente hábitos alimentares ao bem-estar. Já a hipertensão ou o colesterol alto, por exemplo, dependem de diagnóstico e acompanhamento médico. Como muitas vezes não provocam dor ou sintomas, acabam gerando uma falsa sensação de segurança.”
O especialista explica que hipertensão, colesterol elevado e diabetes estão entre os principais fatores associados ao surgimento de infartos e AVCs, mas frequentemente evoluem durante anos sem manifestações evidentes. Essa característica contribui para que muitas pessoas deixem de realizar exames preventivos ou subestimem a importância do acompanhamento médico regular.
De acordo com Sposito, existe uma tendência de associar problemas cardíacos apenas a fatores perceptíveis no dia a dia, como fadiga, má alimentação ou situações de estresse intenso, enquanto condições silenciosas acabam ficando em segundo plano.
“Muitas pessoas associam o risco cardíaco apenas ao que conseguem notar no dia a dia, como cansaço ou má alimentação, mas ignoram fatores que se desenvolvem de forma lenta ao longo dos anos.”
Outro dado que chamou atenção dos pesquisadores foi a baixa lembrança da obesidade e do sobrepeso entre os fatores associados ao risco cardiovascular. A percepção reduzida contrasta com a realidade observada no País. Atualmente, cerca de 60% dos brasileiros estão acima do peso considerado ideal, condição que está diretamente relacionada ao aumento das chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Para Andrei Sposito, o resultado é motivo de preocupação porque revela uma possível naturalização do excesso de peso na sociedade brasileira.
“A obesidade é uma doença crônica diretamente associada ao aumento do risco cardiovascular. Ela favorece hipertensão, diabete, inflamação sistêmica e alterações metabólicas importantes.”
Na avaliação do cardiologista, o fato de a obesidade não surgir espontaneamente entre as principais respostas demonstra um distanciamento entre o conhecimento científico e a percepção popular sobre os fatores que realmente ameaçam a saúde.
Segundo ele, há uma “desconexão entre o que a ciência reconhece como ameaça à saúde e aquilo que a população efetivamente percebe como risco”.
Para os especialistas, os resultados da pesquisa reforçam a necessidade de ampliar ações de conscientização e educação em saúde, tornando mais acessíveis informações relacionadas à prevenção de doenças cardiovasculares.
Embora o conhecimento científico sobre os principais fatores de risco esteja consolidado há décadas, transformar essas informações em mensagens compreensíveis para a população continua sendo um desafio.
“Existe uma dificuldade histórica em transformar o conhecimento científico em uma linguagem acessível.”
A avaliação é de que a prevenção depende não apenas da existência de informações técnicas, mas também da capacidade de fazer com que a população reconheça fatores silenciosos, como hipertensão, colesterol alto e diabetes, como ameaças reais à saúde.
Com cerca de 400 mil mortes registradas anualmente por doenças cardiovasculares no Brasil, especialistas defendem que o combate a esses fatores de risco passa pela ampliação do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico regular e de campanhas capazes de aproximar a população do conhecimento científico já consolidado sobre a prevenção de infartos, AVCs e outras doenças cardiovasculares.
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Mosquitos treinados passaram a buscar vítimas com repelente
01/06/2026

Fêmeas do Aedes aegypti gostam de repelente - Foto: Freepik
Pesquisa com Aedes aegypti indica que algumas fêmeas passaram a associar o DEET à obtenção de alimento, mas cientistas reforçam que produto continua eficaz
Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Tours, na França, e da Virginia Tech sugere que o mosquito Aedes aegypti pode modificar seu comportamento diante de determinados repelentes após experiências anteriores de alimentação. Os resultados foram publicados na última quinta-feira 28 na revista científica Journal of Experimental Biology e apontam que algumas fêmeas da espécie foram capazes de associar o repelente DEET à obtenção de sangue, passando a demonstrar interesse por alvos protegidos pelo produto.
O Aedes aegypti é o principal vetor de doenças como a Dengue, a Chikungunya, a Zika e a Febre amarela. Por isso, qualquer descoberta relacionada ao comportamento do mosquito desperta interesse da comunidade científica e das autoridades de saúde.
Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que os resultados foram obtidos em condições controladas de laboratório e não significam que populações de mosquitos em ambientes naturais estejam desenvolvendo resistência ao repelente. O estudo também não altera as recomendações atuais de proteção individual.
O trabalho foi liderado pelo entomólogo Claudio Lazzari, professor da Universidade de Tours e pesquisador visitante da Fundação Oswaldo Cruz entre 2013 e 2015. Segundo ele, os resultados não devem ser interpretados como motivo para abandonar o uso de repelentes.
O objetivo dos pesquisadores era investigar se a aversão ao DEET — principal ingrediente utilizado em repelentes ao redor do mundo — é uma resposta totalmente inata ou se poderia ser influenciada por experiências anteriores dos insetos.
Para isso, os cientistas dividiram fêmeas do Aedes aegypti em grupos experimentais. Um dos grupos recebeu pequenas quantidades de sangue enquanto era exposto ao DEET. Outro grupo teve contato com uma solução açucarada durante a exposição ao composto químico. Posteriormente, os mosquitos foram novamente apresentados ao repelente, desta vez aplicado sobre a mão de um pesquisador.
Os resultados mostraram uma mudança significativa de comportamento. Entre as fêmeas previamente condicionadas à associação entre sangue e DEET, cerca de seis em cada dez demonstraram tentativa de picar a mão protegida pelo repelente. O comportamento foi diferente daquele observado em mosquitos que não haviam passado pelo treinamento, que continuaram evitando a substância.
Os cientistas interpretam os resultados como evidência de um processo de aprendizado capaz de alterar o significado biológico atribuído ao odor do repelente.
Tradicionalmente, estudos sobre repelentes concentraram esforços na identificação dos mecanismos químicos responsáveis por afastar os mosquitos. A maior parte das pesquisas buscava compreender quais receptores sensoriais detectam substâncias como o DEET e de que forma essa detecção interfere no comportamento dos insetos.
O novo trabalho sugere que a resposta pode envolver não apenas fatores químicos, mas também aspectos relacionados à experiência acumulada pelo animal.
“Por muito tempo, acreditou-se que o mecanismo de ação dos repelentes era exclusivamente devido às suas propriedades químicas: ou por serem tóxicos, ou por bloquearem a capacidade [dos mosquitos] de detectar humanos. No entanto, nossas descobertas sugerem que essa reação pode ser modificada pela experiência”, disse Lazzari.
Segundo os pesquisadores, o odor do repelente pode adquirir significados diferentes dependendo das experiências anteriores vividas pelo mosquito. Em vez de representar apenas um sinal de perigo ou desconforto, a substância poderia ser associada à obtenção de alimento em determinadas circunstâncias.
Desenvolvido na década de 1940, o DEET é considerado o principal composto utilizado em repelentes contra mosquitos em todo o mundo. Conhecido cientificamente como N-dimetil-meta-toluamida ou N,N-dietil-3-metilbenzamida, o produto é amplamente empregado na prevenção de doenças transmitidas por insetos.
Embora su mecanismo de ação ainda seja alvo de estudos, sabe-se que o composto funciona como repelente químico. Após aplicado, ele evapora gradualmente e cria um ambiente que os mosquitos tendem a evitar.
Por décadas, o DEET tem sido considerado o padrão-ouro da proteção individual contra picadas de mosquitos. Claudio Lazzari reforça que o estudo não coloca em dúvida sua eficácia.
Os resultados também levantam novas questões para futuras pesquisas. Uma das hipóteses levantadas pelos autores é a possibilidade de que experiências anteriores com baixas concentrações do repelente possam influenciar o comportamento futuro dos insetos.
Segundo Lazzari, a descoberta amplia a compreensão sobre a relação entre comportamento e estímulos químicos.
“Em outras palavras, o comportamento de um inseto pode ser influenciado tanto pelo que ele aprendeu quanto pela própria substância química. Acreditamos que isso represente uma mudança significativa em nossa compreensão sobre repelentes, trazendo evidências de que os repelentes atuam na estimulação da mesma via sensorial de compostos de plantas”, explicou.
A pesquisa sugere que os repelentes podem atuar em mecanismos sensoriais mais complexos do que se imaginava anteriormente. Para os cientistas, compreender esses processos pode contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias de proteção contra mosquitos transmissores de doenças.
“Ainda não entendemos completamente como os repelentes funcionam”, disse o pesquisador.
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Uso de corticoides traz risco de glaucoma
01/06/2026

Glaucoma pode evoluir de forma silenciosa e sem sintomas aparentes nas fases iniciais - Foto:
Nota técnica encaminhada à Anvisa, Ministério da Saúde e Congresso Nacional defende maior controle na venda dos medicamentos e acompanhamento oftalmológico dos pacientes
O uso inadequado de medicamentos à base de corticoides voltou a acender um alerta entre especialistas da área da saúde ocular. Uma nota técnica elaborada por entidades da oftalmologia brasileira aponta que o consumo desses medicamentos sem orientação e acompanhamento médico pode aumentar o risco de desenvolvimento de glaucoma, uma das principais causas de perda irreversível da visão.
O documento foi elaborado de forma conjunta pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pela Sociedade Brasileira de Glaucoma e pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica. A nota foi encaminhada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ao Ministério da Saúde e ao Congresso Nacional com o objetivo de chamar atenção para os riscos associados ao uso indiscriminado desses medicamentos e propor medidas de controle mais rigorosas.
Segundo as entidades, a preocupação envolve tanto os corticoides administrados por via oral quanto os medicamentos de uso tópico, incluindo colírios amplamente utilizados para tratar processos inflamatórios, alergias e outras condições médicas.
Os especialistas destacam que, embora os corticoides desempenhem papel importante no tratamento de diversas doenças, seu uso inadequado pode provocar efeitos adversos relevantes, especialmente quando ocorre sem acompanhamento profissional ou por períodos prolongados.
Entre as complicações apontadas pelas entidades está o aumento da pressão intraocular, condição que pode favorecer o surgimento do glaucoma em pessoas suscetíveis. A doença afeta o nervo óptico e pode evoluir de forma silenciosa, muitas vezes sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico precoce.
Na nota técnica, as entidades defendem a adoção de medidas destinadas a ampliar a segurança dos pacientes e reduzir o uso inadequado dos medicamentos. Entre as propostas apresentadas está o fortalecimento da fiscalização sobre a comercialização dos corticoides nas farmácias, com a exigência de prescrição médica para aquisição desses produtos.
As organizações também recomendam a implementação de mecanismos que garantam o acompanhamento da pressão intraocular dos pacientes que utilizam medicamentos à base de corticoides, especialmente em tratamentos de longa duração.
A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre os possíveis riscos associados ao uso desses remédios. A preocupação das entidades está relacionada ao fato de que o glaucoma é uma doença que, em muitos casos, progride de maneira silenciosa. Quando os sinais se tornam evidentes, parte dos danos ao nervo óptico pode já ser irreversível.
Por essa razão, especialistas defendem que pacientes submetidos ao uso prolongado de corticoides realizem acompanhamento oftalmológico regular, incluindo avaliações da pressão intraocular.
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Galinhos pode se tornar referência em dessalinização de água do mar no RN
01/06/2026

A busca por soluções para a escassez de água no Rio Grande do Norte pode ganhar um novo capítulo em Galinhos. O município da região Salineira está recebendo o primeiro sistema de dessalinização de água do mar desenvolvido por meio de uma parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a prefeitura local.
O projeto chamou atenção durante o X Encontro Nacional de Formação do Programa Água Doce, realizado em Natal, e já é visto como uma experiência que poderá servir de modelo para outras cidades costeiras do Nordeste.
Cidade cercada por água enfrenta dificuldade de abastecimento
Apesar de estar localizada em uma península cercada pelo oceano, Galinhos convive há anos com dificuldades de acesso à água potável.
Atualmente, muitos moradores dependem da compra de água mineral para consumo diário, uma realidade que contrasta com a paisagem litorânea do município.
A proposta é justamente transformar a água disponível na região em uma alternativa segura para abastecimento humano.
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Dívida pública sobe para 80,4% do PIB em abril, informa Banco Central
01/06/2026

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Endividamento do setor público avançou para R$ 10,443 trilhões, enquanto contas públicas registraram superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) voltou a crescer em abril e atingiu 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta segunda-feira 2 pelo Banco Central. Em março, o indicador correspondia a 80% do PIB.
Em valores nominais, a dívida passou de R$ 10,356 trilhões para R$ 10,443 trilhões no período. O indicador reúne os débitos do governo federal, estados e municípios, excluindo o Banco Central e as empresas estatais.
A dívida bruta é um dos principais parâmetros utilizados por investidores e agências internacionais de classificação de risco para avaliar a capacidade de pagamento do país. Quanto maior o endividamento em relação ao PIB, maior tende a ser a percepção de risco fiscal.
Apesar da alta registrada em abril, o indicador permanece abaixo do pico histórico observado durante a pandemia de Covid-19. Em dezembro de 2020, a dívida bruta alcançou 87,6% do PIB em meio às medidas emergenciais adotadas para enfrentar a crise sanitária. O menor nível da série histórica foi registrado em dezembro de 2013, quando representava 51,5% do PIB.
Pela metodologia utilizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que adota critérios distintos de cálculo, a dívida bruta brasileira avançou de 92% para 93,1% do PIB entre março e abril.
Outro indicador acompanhado pelo mercado, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), também apresentou aumento. Considerando ativos financeiros do governo, como as reservas internacionais, a dívida líquida passou de 66,8% para 67,4% do PIB. Em valores absolutos, atingiu R$ 8,752 trilhões.
Apesar da elevação do endividamento, as contas públicas apresentaram resultado positivo em abril. O setor público consolidado — formado pelo governo federal, estados, municípios e empresas estatais, com exceção da Petrobras e da Eletrobras — registrou superávit primário de R$ 24,624 bilhões.
O resultado representa uma recuperação em relação a março, quando havia sido registrado déficit de R$ 80,676 bilhões. Também supera o saldo positivo de R$ 14,150 bilhões apurado em abril de 2025.
O desempenho veio acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela pesquisa Projeções Broadcast estimavam superávit de R$ 23,2 bilhões, com previsões variando entre R$ 18 bilhões e R$ 26 bilhões.
Segundo o Banco Central, este foi o maior superávit primário para um mês de abril desde 2022, quando o saldo positivo alcançou R$ 38,876 bilhões.
A maior contribuição para o resultado veio do governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e INSS. O segmento registrou superávit de R$ 26,075 bilhões. Estados e municípios, em conjunto, apresentaram saldo positivo de R$ 329 milhões.
As empresas estatais, por sua vez, encerraram o mês com déficit de R$ 1,781 bilhão.
Separadamente, os estados registraram déficit de R$ 1,091 bilhão, enquanto os municípios tiveram superávit de R$ 1,420 bilhão, contribuindo para o resultado positivo consolidado do setor público em abril.
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Criminalidade gera prejuízo de R$ 107 bilhões por ano para a indústria brasileira
01/06/2026

Entre os ilícitos mais frequentes, o roubo de cargas aparece em 1º lugar - Foto: José Aldenir
Levantamento mostra que empresas gastam mais com prevenção do que perdem diretamente com ações criminosas; roubo de cargas lidera ocorrências
A criminalidade impõe um custo bilionário à indústria brasileira. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que os prejuízos provocados por crimes e pelos investimentos necessários para combatê-los somam pelo menos R$ 107 bilhões por ano.
A pesquisa ouviu 1.398 empresas de pequeno, médio e grande porte, distribuídas por 32 segmentos industriais em todo o país, entre os dias 3 e 12 de novembro de 2025.
Do valor total estimado, R$ 68,8 bilhões correspondem aos gastos realizados pelas empresas para prevenir crimes. Nessa conta entram despesas com vigilância patrimonial, monitoramento eletrônico, segurança cibernética e proteção pessoal. Outros R$ 39,1 bilhões representam perdas diretas causadas por atividades criminosas, incluindo roubos de carga, furtos de matérias-primas, pirataria, contrabando e fraudes no consumo de energia elétrica.
Segundo a CNI, os recursos destinados à proteção e as perdas causadas pela criminalidade poderiam estar sendo direcionados para investimentos produtivos, ampliação da capacidade industrial e geração de empregos.
A entidade também aponta que parte desses prejuízos pode estar associada à atuação do crime organizado, embora o estudo não tenha conseguido dimensionar exatamente esse impacto. Casos recentes em setores como combustíveis e bebidas apresentaram indícios de participação de organizações criminosas, mas as empresas geralmente conseguem mensurar apenas os prejuízos sofridos, sem identificar os responsáveis pelos delitos.
Os efeitos da criminalidade atingem mais de um terço das indústrias brasileiras e são particularmente severos para empresas de menor porte. Nas pequenas empresas, o impacto médio corresponde a 0,6% da receita líquida anual. Entre as médias, o percentual sobe para 0,8%, enquanto nas grandes companhias chega a 0,4%.
De acordo com a CNI, esse dado ganha relevância porque micro e pequenas empresas representam cerca de 44% da indústria nacional, segundo números do Sebrae referentes a 2024. Quando pressionadas pelos custos associados à criminalidade, essas empresas tendem a reduzir investimentos, adiar projetos e evitar riscos, o que pode comprometer a inovação e o crescimento econômico no longo prazo.
Entre os ilícitos mais frequentes, o roubo de cargas aparece em primeiro lugar, citado por 32% das empresas. O tipo de crime, entretanto, varia conforme o porte da companhia. Enquanto pequenas empresas sofrem mais com furtos e roubos dentro de suas próprias instalações, médias e grandes organizações são mais afetadas por ataques a cargas durante o transporte.
O problema tem impacto expressivo em alguns estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) registrou mais de 3 mil ocorrências de roubo de cargas em 2025, média de oito caminhões atacados por dia. O prejuízo estimado para as empresas fluminenses chegou a cerca de R$ 314 milhões.
A segunda irregularidade mais relatada pelas indústrias é a comercialização de produtos que não atendem às normas técnicas, regulatórias ou de segurança exigidas pela legislação. A prática envolve desde a ausência de certificações obrigatórias até falhas em rotulagem e qualidade inferior aos padrões estabelecidos.
Nesse contexto também aparecem a pirataria e a falsificação de produtos, que figuram entre os crimes mais mencionados pelas empresas. Além dos riscos à saúde e à segurança dos consumidores, essas práticas geram concorrência desleal ao permitirem a oferta de produtos mais baratos, produzidos sem o cumprimento das exigências legais.
Como consequência, a perda de participação de mercado é apontada por 30% das empresas afetadas como um dos principais impactos da criminalidade, atrás apenas da redução da receita bruta, citada por metade dos entrevistados. O aumento dos gastos com segurança foi mencionado por 28% das companhias, enquanto 10% relataram elevação dos custos jurídicos.
A pesquisa também investigou quais medidas são consideradas mais eficazes para enfrentar o problema. A ampliação da fiscalização e dos mecanismos de controle lidera as respostas, sendo defendida por 77% das empresas. Em seguida aparecem ações de inteligência, mencionadas por 46% dos participantes. Já 36% defendem o endurecimento da legislação como forma de reduzir a incidência de crimes que afetam o setor produtivo.
Para a CNI, os resultados indicam que o setor industrial espera uma atuação mais firme do poder público, especialmente na fiscalização da circulação e comercialização de produtos irregulares, considerados uma das principais fontes de prejuízo para a atividade econômica formal.
Crimes que mais atingem a indústria brasileira
Percentual de empresas impactadas por cada tipo de ilícito nos últimos dois anos, segundo a CNI:
Roubo ou furto de carga durante o transporte – 32%
Produtos fora das normas técnicas e regulatórias (produção ou venda irregular) – 29%
Roubo ou furto de matérias-primas, equipamentos e produtos dentro das empresas – 21%
Descaminho, subfaturamento ou falsa declaração de origem – 17%
Pirataria, contrafação e falsificação de produtos – 15%
Outros tipos de crimes – 15%
Contrabando de produtos proibidos ou sem registro regulatório – 11%
Fraude ou furto de energia elétrica (“gato”) – 4%
Fraude ou furto de água – 1%
Fonte: CNI.
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João Fonseca vence Casper Ruud e segue fazendo história em Roland Garros.
01/06/2026

Foto: Getty Images/Via CNN
Após derrotar Novak Djokovic, o tenista brasileiro João Fonseca voltou a mostrar seu gigantismo em Roland Garros. Neste domingo (31), o brasileiro venceu uma longa batalha de mais de 3h contra o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 1, parciais de 7-5, 7-6, 5-7 e 6-2.
Com o resultado sobre o número 16 do mundo, João segue ainda mais motivado para as quartas de final do Aberto da França, onde terá pela frente o tcheco Jakub Mensik, vencedor do confronto com Andrey Rublev. Os jogos desta fase acontecem nos dias 2 e 3 de junho.
Torcedor ilustre
A vitória maiúscula veio sob olhares de um torcedor especial no Philippe-Chatrier: Gustavo Kuerten. O tricampeão de Roland Garros estava na primeira fila da arquibancada transmitindo toda energia positiva ao jovem de 19 anos.
E João Fonseca quebrou uma marca que pertencia a Guga. O ex-tenista foi o último brasileiro a chegar nesta fase da competição no simples masculino.
CNN Brasil
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Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026; rombo é 83% maior que o registrado no mesmo período do ano passado
01/06/2026

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 83% maior que a perda de R$ 1,725 bilhão registrada no mesmo período do ano passado.
Apesar do resultado negativo, a estatal apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões, revertendo o prejuízo operacional registrado no início de 2025.
Segundo os Correios, o desempenho foi afetado pela queda das receitas dos serviços postais tradicionais, pelo aumento da concorrência no setor de logística e pelos altos custos para manter a rede de atendimento em todo o país.
As despesas gerais e administrativas quase dobraram em um ano, passando de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões. A estatal atribui a alta a reajustes salariais, inflação e ao aumento das provisões para processos trabalhistas, cíveis e fiscais.
O resultado financeiro também pesou no balanço, com impacto negativo de R$ 636,9 milhões, influenciado pelos custos de dívidas contratadas para garantir a liquidez da empresa.
Para tentar reverter o cenário, os Correios apostam em um plano de reestruturação focado em eficiência operacional, diversificação de receitas e reorganização financeira. Entre as medidas adotadas está a troca de empréstimos mais caros por uma nova operação de longo prazo com garantia da União.
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PRF apreende quase 700kg de peixe-voador sem documentação na região do Mato Grande
01/06/2026

Policiais constataram que o pescado era transportado sem qualquer comprovação de origem, destino e propriedade da carga. Foto: PRF
Além disso, o transporte ocorria em desacordo com as normas sanitárias aplicáveis a produtos de origem animal destinados ao consumo humano
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase 700 quilos de peixe-voador sem documentação na manha desta segunda-feira 1° no km 130 da BR-406, município de Taipu, na região do Mato Grande.
Segundo a PRF, durante a fiscalização, os policiais constataram que o pescado era transportado sem qualquer comprovação de origem, destino e propriedade da carga. Também, segundo a polícia, não havia informações que permitissem identificar a embarcação ou o pescador responsável pela captura, documentação necessária para garantir a rastreabilidade da atividade pesqueira.
Além disso, o transporte ocorria em desacordo com as normas sanitárias aplicáveis a produtos de origem animal destinados ao consumo humano. Os peixes estavam acondicionados diretamente sobre uma lona na carroceria do veículo, sem refrigeração adequada, câmara fria ou recipientes térmicos que garantissem a conservação do produto.
A ocorrência foi encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela adoção das medidas administrativas cabíveis. Após os procedimentos legais, o pescado foi destinado pelo órgão para doação ao Sesc.
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RN registra aumento de internações por síndrome respiratória grave
01/06/2026

Estado está entre as 20 unidades da federação com tendência de crescimento dos casos; avanço é associado principalmente ao vírus sincicial respiratório
O Rio Grande do Norte está entre os estados brasileiros com aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira 28. O levantamento aponta que o estado integra o grupo de 20 unidades da federação com tendência de crescimento das ocorrências nas últimas seis semanas.
De acordo com a Fiocruz, o avanço das internações no RN está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), considerado uma das principais causas de infecções respiratórias graves em crianças pequenas.
O boletim analisa dados da Semana Epidemiológica 20, correspondente ao período de 17 a 23 de maio. Segundo os pesquisadores, quase todos os estados brasileiros apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Apenas Rondônia ficou fora desse cenário. Além da incidência elevada, o Rio Grande do Norte aparece entre os estados com crescimento sustentado dos casos.
Os dados laboratoriais indicam que o aumento das hospitalizações em crianças de até quatro anos está fortemente associado ao VSR. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus também tem participação relevante em algumas regiões. Já entre jovens, adultos e idosos, a influenza A é apontada como principal responsável pelo crescimento dos casos graves.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforçou a importância da vacinação.
“A vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, afirmou.
Além da imunização, a pesquisadora recomenda medidas como higiene frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas respiratórios, evitar compartilhar objetos pessoais e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar.
O boletim também destaca que os casos de SRAG associados ao vírus sincicial respiratório seguem em crescimento em vários estados do Nordeste, incluindo Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe.
Segundo a Fiocruz, a incidência da síndrome permanece mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre idosos.
No cenário nacional, o VSR foi identificado em 47,6% dos exames positivos registrados nas últimas quatro semanas epidemiológicas. A influenza A aparece em seguida, com 22,4%, e o rinovírus, com 23,9%. A Covid-19 responde por 2,3% dos registros positivos recentes.
Desde o início de 2026, o Brasil notificou 70.211 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Desse total, 33.245 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos acumulados no ano, o rinovírus representa 33,9%, seguido pelo vírus sincicial respiratório, com 29,7%, e pela influenza A, com 25,4%.
A Fiocruz alerta que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para reduzir hospitalizações e mortes, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
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UFRN cai oito posições em ranking mundial de universidades
01/06/2026

Universidade Federal do Rio Grande do Norte recuou oito posições na lista do Centro para Rankings Universitários Mundiais, acompanhando tendência observada em grande parte das instituições brasileiras - Foto: José Aldenir
Instituição passou da 951ª para a 959ª colocação no levantamento do CWUR; queda acompanha movimento registrado por 87% das universidades brasileiras avaliadas.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) caiu oito posições no ranking global de universidades do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) de 2026, divulgado nesta segunda-feira 1º. A instituição passou da 951ª colocação em 2025 para a 959ª posição neste ano, mantendo-se entre as 15 melhores universidades brasileiras listadas pelo levantamento internacional.
A retração da UFRN acompanha um movimento nacional de queda no desempenho das instituições brasileiras. Das 52 universidades e centros de pesquisa do país incluídos na edição 2026 do ranking Global 2000, 45 perderam posições em relação ao ano anterior, o equivalente a 87% do total analisado. Apenas cinco instituições brasileiras avançaram e duas permaneceram estáveis.
No cenário nacional, a UFRN aparece na 15ª posição entre as universidades brasileiras, com pontuação de 70,8. A liderança segue com a Universidade de São Paulo, que caiu do 118º para o 119º lugar mundial. Em seguida aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que recuou da 331ª para a 346ª posição, e a Universidade Estadual de Campinas, que caiu da 369ª para a 379ª colocação.
Entre as instituições nordestinas, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte aparece atrás da Universidade Federal de Pernambuco, que ocupa a 891ª posição global, e à frente da Universidade Federal da Bahia, listada na 1.024ª colocação.
Segundo o CWUR, a queda generalizada das universidades brasileiras está ligada principalmente ao desempenho em pesquisa e à intensificação da concorrência internacional com instituições mais financiadas. O ranking aponta que 44 das 52 universidades brasileiras tiveram piora especificamente no indicador de pesquisa, que representa 40% da metodologia utilizada.
“O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos”, afirmou o presidente do CWUR, Nadim Mahassen. De acordo com ele, a perda de competitividade compromete o desenvolvimento científico, a inovação e o futuro econômico do país.
O levantamento considera quatro indicadores principais: educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa. Nesta edição, foram analisados 81 milhões de pontos de dados de 21.291 instituições de ensino superior em todo o mundo. O ranking não utiliza pesquisas de opinião nem dados enviados diretamente pelas universidades.
No cenário internacional, a liderança permanece com a Harvard University, seguida pelo Massachusetts Institute of Technology e pela Stanford University.
O destaque desta edição é o avanço das universidades chinesas. Segundo o CWUR, 98% das instituições da China melhoraram de posição, impulsionadas por investimentos contínuos em ensino superior e pesquisa científica. A Tsinghua University alcançou a 36ª posição mundial, enquanto a China passou a liderar em número de universidades representadas no ranking Global 2000, com 360 instituições, superando os Estados Unidos, que aparecem com 313 universidades.
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Alecrim aposta em São João e Copa para impulsionar vendas em junho
01/06/2026

Comerciantes reforçam estoques para atender ao aumento esperado da procura no período - Foto: josé aldenir
Associação dos Empresários do Alecrim estima crescimento entre 5% e 10% nas vendas em relação ao ano passado
O comércio do Alecrim, em Natal, já entrou no clima das festas juninas e da Copa do Mundo e aposta na combinação entre os dois eventos para aquecer as vendas durante o mês de junho. Nas vitrines e corredores das lojas, roupas xadrez, acessórios juninos e peças nas cores do Brasil dividem espaço e atraem consumidores em busca de looks para as festividades.
A expectativa da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba) é de crescimento entre 5% e 10% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado. Para atender à demanda, lojistas investem em reforço das equipes, capacitação de funcionários e programação cultural para movimentar o comércio de rua.
Junho mal começou e consumidores já iniciaram as compras para os festejos. Michele procurava roupas para o filho Pedro participar de quadrilhas juninas. Quem também aproveitou para pesquisar tendências foi Cláudia, moradora de Natal que pretende passar o São João em Assú.
“Quadriculado, a saia de couro, aquela saia desfiada. É o que nós sempre procuramos pro São João”, afirmou, em entrevista à TV Tropical.
Nas lojas do bairro, a decoração com bandeirolas e temas juninos já foi instalada. Segundo comerciantes, a aposta deste ano está na combinação entre peças típicas das festas juninas e referências à Copa do Mundo.
Pelas ruas do Alecrim, vestidos típicos nas cores verde, amarelo e azul já aparecem nas vitrines. Para comerciantes, a união entre São João e Copa tem impulsionado a procura dos clientes. A comerciante Ana Célia afirmou que a expectativa é de aumento nas vendas após a vitória do Brasil.
“Se o Brasil continuar que nem ontem, de 6 a 2, a gente espera agora melhorar mais ainda. E o São João está começando agora, as vendas estão boas, e a gente espera vender mais ainda”, disse.
Segundo ela, a procura por camisas da Seleção Brasileira cresceu após o resultado da partida.
“Hoje a procura foi maior, depois da vitória de ontem”, afirmou.
Além do aumento esperado nas vendas, o setor também prevê impacto na geração de empregos temporários. Segundo representantes da Associação dos Empresários do Alecrim, os meses de maio, junho e julho são considerados estratégicos para investimentos.
“Maio, junho e julho são meses de investimentos para novas contratações, por exemplo, e também capacitar as novas pessoas contratadas e a equipe que já estão presentes aqui no Alecrim também”, afirmou Matheus Feitosa, presidente da Aeba.
Para ampliar o fluxo de consumidores, o comércio de rua do Alecrim e da Cidade Alta também terá programação cultural especial durante o período junino. Entre as atrações previstas estão apresentações de quadrilhas, trios de sanfoneiros e bandinhas.
“Junto a isso, a comunicação assertiva também com a Fecomércio, por exemplo, com a própria prefeitura, que a gente vem aí já com a programação completa, já foi também anunciada junto com a programação dos eventos da prefeitura. A programação no comércio de rua, tanto no Alecrim como na Cidade Alta. Vamos ter bandinhas, trio de sanfoneiro, quadrilhas juninas também se apresentando, tanto na Praça Gentil Ferreira como na Cidade Alta também”, destacou.
“E isso traz um clima ainda mais animador, aquecendo mais as vendas, quando os clientes e a gente também, proprietário de loja, colaborador, escuta o forrozinho”, acrescentou.
Mesmo com o cenário positivo, parte dos comerciantes ainda aguarda um crescimento mais intenso no movimento nas próximas semanas, apostando nas compras de última hora.
“Estamos bem equipados para receber todo mundo, tanto com roupa junina como roupa da Copa, de todos os tamanhos, todas as idades e cores. No verde, no amarelo, no azul… de todos os jeitos, a gente está preparado para receber a população que vem a comprar para torcer pelo Brasil”, afirmou um comerciante.
Para o setor, o mês de junho é considerado estratégico para fortalecer o faturamento e contribuir para o fechamento do primeiro semestre com resultados positivos.
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Conta de luz pode ficar R$ 985 bilhões mais cara até 2050, aponta levantamento
01/06/2026

Um levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia aponta que medidas adotadas pelo governo federal e aprovadas pelo Congresso Nacional podem gerar até R$ 985 bilhões em custos adicionais nas contas de luz dos brasileiros até 2050. O estudo foi divulgado pela Folha de S.Paulo.
Segundo a entidade, o valor está relacionado a despesas já contratadas no setor elétrico, incluindo incentivos a energias renováveis, custos adicionais envolvendo Itaipu, subsídios e a contratação de usinas para garantir o fornecimento de energia em horários de maior demanda.
O principal impacto apontado pelo levantamento está no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), promovido pelo Ministério de Minas e Energia. De acordo com o estudo, o certame pode representar R$ 546 bilhões do total estimado. A iniciativa tem como objetivo contratar usinas capazes de assegurar o fornecimento de energia em momentos críticos do sistema.
Outro fator citado é a derrubada, pelo Congresso, de vetos presidenciais ao marco legal das eólicas offshore, medida que, segundo a estimativa, poderá gerar custos de R$ 197 bilhões ao longo de 25 anos.
O Ministério de Minas e Energia contestou os números e classificou a metodologia do levantamento como inadequada. Em nota, a pasta afirmou que a análise desconsidera benefícios das medidas adotadas, como a ampliação da segurança energética, a modernização do sistema elétrico e a atração de investimentos para o setor.
A discussão ocorre em meio ao aumento das tarifas de energia. Dados citados pela reportagem mostram que uma família com consumo médio de 200 kWh por mês passou de uma conta de aproximadamente R$ 185, em janeiro de 2023, para cerca de R$ 220 em maio deste ano.
Enquanto representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos sobre consumidores e indústrias, o governo sustenta que as medidas são necessárias para garantir a expansão da oferta de energia e a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro.
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Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação em junho
01/06/2026

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de junho. O corte representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.
Segundo a estatal, a redução ocorre após a diminuição das pressões sobre os preços internacionais do petróleo, que haviam disparado nos últimos meses em meio às tensões no Oriente Médio.
O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas e atualmente representa cerca de 45% das despesas operacionais do setor, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Por isso, a queda pode ajudar a reduzir a pressão sobre os preços das passagens.
Apesar do recuo anunciado para junho, o combustível ainda acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do QAV segue R$ 1,98 por litro mais caro.
Os reajustes do querosene de aviação são realizados mensalmente pela Petrobras, seguindo a variação das cotações internacionais do petróleo.
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Brasil perde mais de 6,2 mil voos em dois meses após disparada do querosene de aviação, segundo dados da Anac
01/06/2026

Foto: reprodução/Aeroin
A disparada do preço do querosene de aviação (QAV), provocada pelos conflitos no Oriente Médio, levou as companhias aéreas a cancelar mais de 6,2 mil voos no Brasil entre maio e junho, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Foram retirados da programação 3.596 voos em maio e outros 2.675 em junho, totalizando 6.271 operações canceladas. O combustível representa cerca de 45% dos custos das empresas aéreas e chegou a registrar alta de 98,4% entre fevereiro e maio, passando de R$ 3,35 para R$ 6,65 por litro.
A Gol foi a companhia que mais reduziu operações, com 3.041 voos cortados nos dois meses. A Azul aparece em seguida, com 2.216 cancelamentos. Juntas, as duas empresas respondem por mais de 86% da redução da malha aérea.
São Paulo lidera as perdas em números absolutos, com 844 voos cancelados em maio, seguido pelo Rio de Janeiro, com 514. Pernambuco registrou a maior queda proporcional, com redução de 12,8% na oferta de voos.
Além da redução de destinos, os passageiros também sentiram o impacto no bolso. Em março, o preço médio das passagens aéreas subiu 17,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Nesta segunda-feira (1º), a Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação, medida que pode aliviar parte da pressão sobre os custos das companhias e ajudar a conter novos reajustes nas tarifas.
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Acidente na Felizardo Moura deixa trânsito lento nos dois sentidos
01/06/2026

Foto: Reprodução
Um acidente registrado por volta das 9h desta segunda-feira (1º) na Avenida Felizardo Moura, em Natal, deixou o trânsito engarrafado em ambos os sentidos. A colisão ocorreu na faixa reversível no sentido zona Norte-Centro, que operava no horário para ampliar o fluxo de veículos em direção à região central da capital.
São pelo menos três veículos envolvidos no acidente. Até o momento, não há informações sobre feridos nem detalhes sobre as circunstâncias da colisão.
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), agentes de mobilidade foram enviados ao local para organizar o trânsito e atuar na retirada dos automóveis da via. A STTU informou que o trabalho das equipes tem como objetivo restabelecer o fluxo o mais rápido possível.
Por causa da ocorrência, motoristas que trafegam da Zona Norte em direção ao Centro enfrentam lentidão no trecho. A orientação é que os condutores redobrem a atenção ao passar pela região e, se possível, busquem rotas alternativas até a normalização do trânsito.
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Milhões para festas, mas sem ar-condicionado: alunos deixam salas e assistem aulas no pátio de escola em João Câmara
01/06/2026

Comunidade escolar questiona prioridades da gestão após relatos de problemas na climatização da Escola Municipal Professor Cícero Varela
Alunos da Escola Municipal Professor Cícero Varela, em João Câmara, estariam assistindo aulas no pátio da unidade devido às altas temperaturas registradas nas salas de aula e a relatos de problemas no funcionamento de aparelhos de ar-condicionado.
Imagens e relatos recebidos pela reportagem mostram estudantes participando de atividades em áreas externas da escola, situação que tem gerado preocupação entre pais, responsáveis e membros da comunidade escolar.
Segundo os relatos, o calor dentro de algumas salas teria dificultado a permanência de alunos e professores durante o horário das aulas, levando a escola a buscar alternativas para garantir a continuidade das atividades pedagógicas.
O caso também reacendeu o debate sobre as prioridades da administração pública. Moradores questionam como uma cidade que investe recursos significativos na realização de eventos e festividades ainda enfrenta dificuldades para garantir condições adequadas de ensino em unidades da rede municipal.
Outro ponto levantado pela população é o reconhecimento recebido pelo município na área da gestão pública. Diante da situação relatada na escola, cidadãos questionam se os indicadores que resultaram em premiações e certificações refletem a realidade vivenciada diariamente por alunos e profissionais da educação.
“Cadê o selo ouro quando estudantes precisam deixar a sala de aula para buscar um local mais suportável para aprender?”, questiona um morador ouvido pela reportagem.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de João Câmara, da Secretaria Municipal de Educação e da direção da Escola Municipal Professor Cícero Varela para esclarecimentos sobre a situação, as medidas adotadas e a previsão para solução dos problemas apontados pela comunidade escolar.
Enquanto uma resposta oficial não é apresentada, permanece o questionamento feito por pais, alunos e educadores: educação de qualidade começa pela garantia de um ambiente digno para ensinar e aprender.
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