Política

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Líderes partidários pressionarão Lira a acionar Conselho de Ética contra Nikolas e Janones

08/06/2024


Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Líderes partidários na Câmara devem pressionar o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para que o Conselho de Ética analise os casos dos deputados André Janones (Avante-MG) e Nikolas Ferreira (PL-MG), que trocaram agressões na última quarta-feira (5).

A cobrança, segundo deputados ouvidos pelo Painel, será feita na reunião semanal de líderes com Lira, que deve ocorrer na terça-feira (11). O argumento é que alguma medida precisa ser tomada contra ambos, nem que seja uma pena mais branda do que a cassação, como uma advertência ou suspensão.

O próprio Lira já disse a aliados que considerou muito grave o episódio, ocorrido depois da sessão do Conselho em que a acusação de rachadinha contra Janones foi arquivada.

 

Painel – Folha de S. Paulo

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HST CLINICAS - JOÃO CÂMARA

Política

PF tenta localizar mais de 50 foragidos do 8 de Janeiro na Argentina

07/06/2024


Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) busca por mais de 50 foragidos do 8 de Janeiro na Argentina. Ainda não há um número concreto. Os policiais federais tentam mapear a localização dos fugitivos por meio da adicância da Polícia Federal em Buenos Aires, que tem articulado com a polícia do país.

Até a publicação desta reportagem, 50 pessoas já haviam sido presas no Brasil por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Outros 100 envolvidos nos atos extremistas ainda são procurados no Brasil pela PF.

Moraes mandou prender na 5ª feira (6.jun.2024) 208 envolvidos no 8 de Janeiro por descumprimento de medidas cautelares ou por fugirem do país. A PF pedirá à Argentina a extradição de foragidos do 8 de Janeiro que estão em Buenos Aires.

Os pedidos serão protocolados no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Polícia Federal já deflagrou 27 fases da operação Lesa Pátria, que visava a prender extremistas, autoridades consideradas omissas e incitadores e financiadores do 8 de Janeiro.

 

Fonte: Poder 360

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ZARPELLON RESTAURANTE

Política

Câmara quer acelerar análise de projeto que limita realização de delações premiadas

07/06/2024


Foto: MÁRIO AGRA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

A Câmara dos Deputados trabalha para dar rapidez na análise do projeto que limita a realização de delações premiadas. Na última reunião de líderes, ficou acertada a votação de um requerimento de urgência para a tramitação do texto. O presidente Arthur Lira (PP-AL) é adepto a restrições do acordo de colaboração e deve pautar o tema já na próxima sessão do plenário da Casa, na terça-feira (11).

Há mais de uma matéria sobre o tema em análise na Câmara. A ideia é levar para votação um texto do deputado Luciano Amaral (PV-AL), apensado ao projeto do ex-deputado petista Wadih Damous (RJ) que, em 2016, apresentou a proposta em meio às delações firmadas no escopo da Operação Lava-Jato.

Ambos os projetos impedem a possibilidade de delação na hipótese de privação cautelar da liberdade. No entanto, Amaral não propõe criminalizar a divulgação do conteúdo de uma delação. Já o texto de Damous prevê pena de 1 a 4 anos e multa para esse tipo de “vazamento”.

Ao defender o tema, Amaral elenca que a privação da liberdade constitui circunstância apta a provocar uma redução do grau de autonomia do custodiado, o que se agrava ao levar em conta as condições das unidades prisionais brasileiras, definidas por ele como “estruturas sucateadas e superlotadas”.

“Ante a constatação empírica deste horripilante cenário, parte considerável da doutrina tem asserido que cumpre ao Congresso Nacional estabelecer uma vedação legal à formalização, pelas agências estatais, de acordos de colaboração premiada com pessoas custodiadas, pontuando, de igual forma, que no contexto brasileiro de sistemática violação aos direitos fundamentais dos cidadãos detidos, a segregação ensejaria como que uma objetiva hipótese de vício de consentimento, incompatível com a voluntariedade exigida pela legislação”, justifica ele na proposta apresentada à Câmara.

 

R7

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HST CLINICAS - JOÃO CÂMARA

Política

Flávio Dino vota para receber queixa de Bolsonaro contra Janones no STF

07/06/2024


Foto: Reprodução 

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (7) a favor de receber uma queixa-crime apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o deputado federal André Janones (Avante-MG).

O placar agora é de 3 a 1 para abrir uma ação penal contra o deputado pelo crime de injúria contra Bolsonaro.

O ex-presidente questionou no Supremo declarações e xingamentos feitos por Janones em seu perfil no X (antigo Twitter) em março e abril de 2023.

O deputado chamou Bolsonaro de “assassino”, “miliciano”, “ladrão de joias”, “ladrãozinho de joias” e “bandido fujão”, além de dizer que o ex-presidente seria responsável pelo homicídio de milhares de pessoas na pandemia.

Dino havia pedido vista (mais tempo para análise) em sessão feita em maio. Agora, ao devolver o processo e votar, ele disse que há indícios do crime de injúria de Janones contra Bolsonaro.

“Lógica de redes sociais”

Em seu voto, o ministro criticou o fato de “palavras grotescas e/ou agressões pessoais” tornarem-se “rotineiras” na política.

“O que era raro e espantoso ameaça se tornar banal e corriqueiro”, afirmou. “Isso é incompatível com o princípio da moralidade, com o pluralismo político e com os direitos fundamentais.”

Dino também disse que uma lógica “marcante em redes sociais” está “colonizando” o debate parlamentar, “muitas vezes inviabilizado por um esquisito torneio de comportamentos desbordantes do equilíbrio e do bom senso”.

O ministro defendeu que o uso de argumentos contra a pessoa não está protegido pela imunidade parlamentar.

“Na hipótese de utilização de argumentos ‘ad hominem’ e ‘ad personam’ inverte-se a presunção. O seu uso configura justa causa para deflagração da ação penal, abrindo espaço para debate aprofundado na instrução”, afirmou.

“Qual o fim social da imunidade? Possibilitar que o parlamentar exerça sua função de veiculador de IDEIAS e de agente competente para exercer o CONTROLE sobre demais Poderes. Argumentos ‘ad personam’ e ‘ad hominem’, a princípio, não servem a tais fins.”

 

CNN

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ZARPELLON RESTAURANTE

Política

Conselho de Ética arquiva processo que poderia cassar deputado

05/06/2024


O Conselho de Ética da Câmara decidiu arquivar nesta quarta-feira (5), por 12 votos a 5, um processo disciplinar aberto contra o deputado André Janones (Avante-MG) por um suposto esquema de desvio de recursos públicos do gabinete parlamentar — a chamada “rachadinha”.

Após a votação, Janones e deputados de oposição trocaram empurrões. Janones, então, precisou sair escoltado pela Polícia Legislativa até a saída do plenário.

Janones era alvo de uma denúncia, apresentada pelo PL, que pedia a sua cassação por uma possível quebra de decoro parlamentar. No documento que deu origem ao processo, aberto em dezembro passado, a sigla afirma que a prática atribuída ao deputado era “repulsiva” e “eticamente deplorável”

A representação faz referência a uma mensagem de áudio, divulgada pela imprensa no último ano, na qual o deputado mineiro diz a assessores que parte deles teria que devolver uma quantia do salário para abater um prejuízo na campanha eleitoral de 2016.

A “rachadinha” é uma prática ilegal na qual o gabinete de um parlamentar contrata funcionários, mas impõe a condição de que eles “devolvam” parte dos salários. Janones já é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela suposta prática.

Em uma sessão marcada por confusões entre parlamentares governistas e de oposição, o arquivamento representou uma vitória de Janones, que contou com a articulação do líder do Avante na Casa, Luis Tibé (MG), para livrá-lo do processo.

A decisão de encerrar o caso no órgão seguiu o parecer do relator, deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) — que havia sido criticado por membros de siglas da oposição

Em seu parecer, Boulos defendeu que o caso não deveria prosseguir por tratar de “fatos ocorridos antes do início do mandato” de André Janones. Na argumentação, utilizou um caso antigo do Conselho de Ética que envolvia o então deputado e hoje ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA).

À época, o órgão rejeitou a denúncia e arquivou a ação por entender que tratava de fatos anteriores ao mandato de Costa. O deputado era acusado de participar de esquema de desvio de recursos públicos destinado à construção de 1.120 casas populares.

“Não há justa causa, pois não há decoro parlamentar, se não havia mandato à época — o que foge do escopo, portanto, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar — o mesmo caso visto agora”, escreveu Boulos.

 

Fonte: g1

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Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Política

Jardim de Angicos: Ás Alziras estão tirando o sono da situação

05/06/2024


Jardim de Angicos - A chapa lançada de duas mulheres a pré-candidatas na cidade já está tirando o sono até dos BODES que se dizem honestos.

Ás Alziras como foram batizadas trata-se da Ex vereadora Margarida Soraya pré-candidata a prefeita, a sua vice pré-candidata Antoniellen Lisboa.

O pai de margarida tem um legado de 3 mandatos popular na cidade, e sua filha seguiu seus passos também tendo 3 mandatos populares, Antoniellen é neta da ex prefeita Carmelita e do ex prefeito Paulo Amaro.

A chapa majoritária formada com o apoio da ex prefeita Suely balançou a cidade e claro uma enxurrada de adesões, pessoas que não aceitam o descaso que a atual gestão está fazendo no município.

Um verdadeiro desastre administrativo.

Já se fala nos senadinhos que o o pré-lançamento das Alziras já começou vitoriosas, e sem dúvidas salvará Jardim de Angicos do caos.

 

Matéria / Netinho Faustino 

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CANTINHO DO AÇAI

Política

Senado aprova taxação de compras internacionais de até US$ 50

05/06/2024


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) a taxação de compras internacionais de até US$ 50. O tributo de 20% sobre as vendas, conhecida como “taxa das blusinhas”, vai impactar sites estrangeiros como Shopee, Shein e AliExpress.

A aprovação foi simbólica. Ou seja, não houve registro de voto no painel eletrônico. Essa foi uma maneira de não desgastar os senadores que foram contra a medida, já que ela é defendida pelo varejo nacional.

A taxação foi inserida, durante tramitação na Câmara, em um projeto sobre outro tema, que cria o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), cujo objetivo é reduzir as taxas de emissão de carbono da indústria de automóveis até 2030.

A Câmara só vai ter que deliberar novamente sobre pontos alterados pelo Senado. Não é o caso da taxação. Portanto, essa parte já vai para sanção do presidente Lula, que pode manter ou vetar.

Uma votação separada, somente referente à “taxa das blusinhas”, precisou ser feita no Senado porque o relator, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), havia excluído a medida do texto. O governo, então, propôs a retomada do imposto de importação sobre as vendas de lojas estrangeiras. E venceu a votação.

Hoje, produtos de lojas do exterior não são taxados com o imposto de importação e, por isso, geralmente são mais baratos que artigos nacionais. Atualmente, incide sobre as compras do exterior, abaixo de US$ 50, somente o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual, com alíquota de 17%.

Polêmica do ‘Projeto das Blusinhas’

Como muitas dessas pequenas compras feitas do exterior são de consumidores brasileiros em sites chineses, o texto ficou conhecido como “Projeto das Blusinhas”, em referência a um produto frequentemente adquirido nessa modalidade.

O varejo interno no Brasil queria a taxação, porque alega que, do contrário, os produtos chineses se tornam concorrência desleal dentro do país.

Mas a medida é impopular com grande parte da sociedade, já que a compra desses produtos é bastante difundida. No início do debate sobre taxação, até a primeira-dama, Janja da Silva, defendeu a isenção dos produtos.

 

g1

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ZARPELLON RESTAURANTE

Política

É piada! Não falta mais nada

04/06/2024


O ex-senador José Agripino Maia parece não conseguir se sustentar politicamente. Na eleição passada, ele não obteve votos suficientes para se eleger deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Anteriormente, Agripino havia apoiado a candidatura da ex-prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, ao governo do estado, cuja gestão foi amplamente considerada desastrosa.

 

Agora, Agripino está incentivando a candidatura do atual prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, ao governo do RN nas eleições de 2026, mesmo sem saber se ele será reeleito em Mossoró nas próximas eleições municipais. O cenário político continua a ser um verdadeiro circo, onde tudo pode acontecer e não acontecer nada.

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RR CONTABILIDADE

Política

PT arma confusão na sucessão de Dr Tadeu em Caicó (RN)

04/06/2024


No cenário político dede Caicó, RN, as tensões entre o atual prefeito e candidato à reeleição, Dr. Tadeu, e o Partido dos Trabalhadores (PT) têm chamado a atenção. O PT, sob a influência da governadora Fátima Bezerra, presidido no município por Gilberto Costa, encontra-se em um impasse em relação ao apoio à candidatura de Dr. Tadeu.

Nos bastidores, especula-se que o PT poderia indicar a ex-candidata a vereadora derrotada na eleição passada, Dany Guedes, como vice na chapa de Dr. Tadeu. No entanto, fontes políticas contam que essa indicação seria uma imposição direta de Fátima Bezerra para prestigiar sua amiga Dany.

A incerteza sobre o posicionamento do PT e a possível indicação de Dany Guedes como vice de Dr. Tadeu adicionam uma confusão a um cenário político local. Pois, Tadeu não abre mão da candidatura do atual vice Toinho Santiago na sua chapa.

 

O PT ainda não fez nenhuma declaração pública sobre o assunto.

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SANTANDER PERTO

Política

STF torna Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

04/06/2024


Foto: Agência Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) nesta 3ª feira (4.jun.2024) contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e decidiu tornar o senador réu por calúnia contra o ministro do Tribunal, Gilmar Mendes. Em abril de 2023, vídeo de Moro em que sugere comprar um “habeas corpus do Gilmar Mendes” viralizou nas redes.

A votação foi unânime, e todos os ministros seguiram o voto da relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia. Ela entendeu que a peça acusatória atende aos requisitos do art 41. do código de processo penal.

A ministra também afirmou que, para aceitar a denúncia, é suficiente a “materialidade” da conduta do senador e que, mesmo em um cenário de brincadeira, as falas não se justificam.

O julgamento do caso foi realizado pela 1ª Turma do STF, formada por Alexandre de Moraes (presidente), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

A decisão veio mesmo depois de a defesa de Moro acionar a Corte, na 2ª feira (3.jun), pedindo para adiar o julgamento por entender que a entrada do caso na pauta desta 3ª (4.jun) deixou um “tempo exíguo” para a preparação.

Luís Felipe Cunha, que defende o senador, esteve presente na sede da Corte para fazer a sustentação oral. Ele afirmou que falas de Moro foram uma “brincadeira de festa junina”.“Em nenhum momento meu cliente acusou Gilmar Mendes de vender sentenças”.

Ele ainda afirma que há violação do art. 41 do código de processo penal –que determina que uma denúncia deve expor o fato criminoso em todas as suas circunstâncias–, uma vez que a denúncia não descreve os fatos em todas as circunstâncias. Na denúncia da PGR, eles citam que as falas de Moro foram feitas em “data, hora e local incertos”.

“A intenção jocosa, ainda que tenha sido uma piada infeliz, afasta qualquer intenção de ofensa à honra do ministro Gilmar. Por essa razão, o requerimento que se faz é de absolvição sumária de Sergio Moro”.

Depois de se tornar réu, Moro foi ao X (ex-Twitter) e disse que o recebimento da denúncia pelo Supremo não envolve “análise do mérito da acusação” e que no decorrer do processo a sua defesa “demonstrará a sua total improcedência”.

 

Fonte: Poder 360

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CANTINHO DO AÇAI

Política

STF torna Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

04/06/2024


Foto: Agência Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) nesta 3ª feira (4.jun.2024) contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e decidiu tornar o senador réu por calúnia contra o ministro do Tribunal, Gilmar Mendes. Em abril de 2023, vídeo de Moro em que sugere comprar um “habeas corpus do Gilmar Mendes” viralizou nas redes.

A votação foi unânime, e todos os ministros seguiram o voto da relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia. Ela entendeu que a peça acusatória atende aos requisitos do art 41. do código de processo penal.

A ministra também afirmou que, para aceitar a denúncia, é suficiente a “materialidade” da conduta do senador e que, mesmo em um cenário de brincadeira, as falas não se justificam.

O julgamento do caso foi realizado pela 1ª Turma do STF, formada por Alexandre de Moraes (presidente), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

A decisão veio mesmo depois de a defesa de Moro acionar a Corte, na 2ª feira (3.jun), pedindo para adiar o julgamento por entender que a entrada do caso na pauta desta 3ª (4.jun) deixou um “tempo exíguo” para a preparação.

Luís Felipe Cunha, que defende o senador, esteve presente na sede da Corte para fazer a sustentação oral. Ele afirmou que falas de Moro foram uma “brincadeira de festa junina”.“Em nenhum momento meu cliente acusou Gilmar Mendes de vender sentenças”.

Ele ainda afirma que há violação do art. 41 do código de processo penal –que determina que uma denúncia deve expor o fato criminoso em todas as suas circunstâncias–, uma vez que a denúncia não descreve os fatos em todas as circunstâncias. Na denúncia da PGR, eles citam que as falas de Moro foram feitas em “data, hora e local incertos”.

“A intenção jocosa, ainda que tenha sido uma piada infeliz, afasta qualquer intenção de ofensa à honra do ministro Gilmar. Por essa razão, o requerimento que se faz é de absolvição sumária de Sergio Moro”.

Depois de se tornar réu, Moro foi ao X (ex-Twitter) e disse que o recebimento da denúncia pelo Supremo não envolve “análise do mérito da acusação” e que no decorrer do processo a sua defesa “demonstrará a sua total improcedência”.

 

Fonte: Poder 360

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CANTINHO DO AÇAI

Política

MP investiga se vereador que disse ganhar R$ 10 mil mensais ‘com roubo, com tudo’ cometeu peculato

04/06/2024


Imagem: reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu uma investigação para apurar um possível crime de peculato por parte do vereador da cidade de Itajá (RN) José Valderi de Melo (PP), que também é presidente da Câmara da cidade.

O processo de apuração foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (4), dias após o parlamentar aparecer em um vídeo dizendo que empregava pessoas em troca de apoio das famílias e que ganha um salário mensal de R$ 10 mil “com roubo, com tudo”.

O crime de peculato ocorre quando há desvio ou apropriação, por parte de um funcionário público, de um bem a que ele tenha acesso por causa do cargo que ocupa, mediante abuso de confiança.

O procedimento, segundo o MP, é para investigar possível prática do crime de peculato, “além de outros eventuais delitos penais” por parte do vereador José Valderi de Melo.

De acordo com o Ministério Público do RN, o Procedimento Investigatório Criminal contra o vereador foi instaurado pela Promotoria de Ipanguaçu, que é responsável pela cidade de Itajá.

”Salário de 10 mil conto, com roubo, com tudo’

As declarações registradas em vídeo foram feitas aparentemente em um bar, onde o parlamentar foi filmado consumindo bebida alcoólica com outras pessoas. O vídeo foi parar nas redes sociais e causou polêmica.

“Eu botei 15 empregados (na Câmara). Já tinha 10, ai eu botei mais 15. Eu tenho apoio para vereador, tenho tudo, da família todinha”, diz em um trecho do vídeo.

“Eu hoje tenho um salário de 10 mil conto (R$ 10 mil), com roubo, com tudo”, afirma ao interlocutor, que pergunta sobre o uso das verbas do Legislativo municipal.

O que diz o vereador

Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Itajá afirmou que o vídeo “foi retirado completamente de seu contexto original”.

“O referido vídeo foi gravado em um ambiente de lazer, onde prevalecia um clima de descontração. As declarações feitas no vídeo foram proferidas em tom de ironia e deboche, não representando de forma alguma a verdade, nossas opiniões ou posturas oficiais”, informou o parlamentar.

Ainda de acordo com a nota, antes das perguntas exibidas no vídeo, o interlocutor fazia várias bravatas, contribuindo para o tom jocoso da conversa. Ainda de acordo com o vereador, o diálogo realizado após o trecho do vídeo exibido deixaria claro todo o contexto.

“Infelizmente o vídeo divulgado não inclui essas partes cruciais, que tornariam claro o caráter brincalhão da interação”, diz a nota.

 

g1-RN

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ÓTICA VENÂNCIO

Política

STF decide se torna Sergio Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

03/06/2024


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, nesta terça-feira (4), uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Sergio Moro (União-PR) pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

A PGR acusa Moro de caluniar Gilmar Mendes “imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva” ao dizer que o ministro “solicita ou recebe, em razão de sua função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem”.

De acordo com a denúncia, ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao ministro, Moro “agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra” de Gilmar Mendes, “tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado”.

A defesa do senador pede a rejeição da denúncia e sustenta que, apesar de infelizes, as afirmações foram descontextualizadas e “não possuem qualquer conotação criminosa”. Para os advogados, o caso não poderia ser julgado no STF já que a fala foi feita antes de ele assumir o cargo de senador.

A PGR sustenta que a declaração de Moro foi feita em público, na presença de várias pessoas, com o conhecimento de que estava sendo gravado. Isso, de acordo com a denúncia, facilitou a divulgação da afirmação caluniosa, que se tornou pública em 14 de abril de 2023, ganhando ampla repercussão na imprensa nacional e nas redes sociais.

A análise da denúncia será feita pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, relatora do caso. O processo foi incluído nesta segunda na pauta de julgamento de terça-feira.

Afirmação infeliz, mas sem crime, diz defesa

No vídeo, Sergio Moro é visto em uma aparente festa, ao ar livre, quando alguém ao fundo diz: “Está subornando o velho”. O hoje senador responde, enquanto pega um copo: “Não, isso é fiança… instituto. Pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes.”

Segundo os advogados de Moro, a denúncia da PGR contra ele não trouxe requisitos mínimos necessários para seu prosseguimento. “Não é possível identificar quando, onde, por que, para quem, sob qual contexto as afirmações supostamente criminosas foram exprimidas pelo acusado”, disse a defesa de Moro.

A defesa do senador sustenta que o STF não teria competência para processar e julgar o caso porque a fala de Moro objeto da denúncia foi feita antes de ele assumir o mandato de senador da República pelo Paraná.

“As afirmações (não criminosas, registre-se desde logo) proferidas pelo acusado se deram ao largo de sua atuação parlamentar e enquanto este sequer era detentor de função pública eletiva”, disseram os advogados, afirmando que a fala também foi retirada de contexto.

“O vídeo que originou a autuação do presente processo foi gravado durante uma ‘festa junina’, provavelmente ocorrida em junho/julho de 2022, e a sua versão editada foi divulgada em abril de 2023, ou seja, muito antes de o acusado assumir sua função pública eletiva junto ao Congresso Nacional”, afirmam os advogados do senador.

Para a defesa de Moro, a denúncia não aponta “um elemento sequer” que indicaria que o senador seria o responsável por gravar, editar ou divulgar o vídeo. “Isso é sintomático, pois nada que diz respeito ao vídeo que serviu de base à denúncia é de responsabilidade de Sergio Moro”, diz a defesa.

Os advogados também argumentaram que, “apesar de infelizes”, as afirmações de Moro sobre Gilmar Mendes “não possuem qualquer conotação criminosa”.

 

Fonte: CNN Brasil

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GRUPO MANGUEIRÃO

Política

Sargento Gonçalves se encontra com Wendel Lagartixa em presídio: “Nos emocionamos”

03/06/2024


Foto: Deputado Federal Sargento Gonçalves – Câmara dos Deputados

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) afirmou nesta segunda-feira 3, por meio de vídeo publicado nas redes sociais, que se encontrou com o ex-deputado Wendel Lagartixa no Presídio de Custódia Militar, em Salvador, capital da Bahia.

Na última quarta-feira 29, o deputado conversou com Wendel por 30 minutos. “O Wendel quando me viu, e aí eu trago esse esclarecimento aqui, quando o Wendel me viu me trouxeram lá para uma sala do comando da unidade, nós nos emocionamos quando nos vimos, nos abraçamos. O Wendell pediu perdão e ali conversamos por volta de 20 a 30 minutos”.

Além disso, Gonçalves comentou que a visita se deu por questões humanas e não política, pois acredita que a o contexto da prisão é injusto. “Apesar de todos os problemas, dos ataques que eu sofri, algumas situações injustas por causa de Wendel, nunca deixei de ter um respeito por ele enquanto policial, enquanto ser humano. Isso vai além de questões políticas, eu não tenho mais relações políticas com Wendel, é mais uma questão humana, e eu como cristão não poderia, jamais, me calar diante de alguma injustiça”, disse.

 

Fonte: Agora RN

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MOTO TAXI FREI DAMIÃO

Política

Pacheco diz que PEC das Praias deve ser vista com ‘cautela’

03/06/2024


Foto: Ailton de Freitas/Valor/Arquivo

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta segunda-feira (3) que a proposta de emenda à Constituição (PEC) das Praias deve ser vista com “cautela”.

A PEC tem causado polêmica nos últimos dias sobre uma eventual autorização para privatização das praias. Isso porque o texto permite a venda da União para empresas e pessoas dos chamados terrenos de marinha. Essas áreas, situadas 33 metros além do ponto mais alto atingido pela maré, têm sido tradicionalmente utilizadas para fins comerciais como hotéis e bares.

A parte da areia e do mar, geralmente utilizada pelos banhistas, continuaria sendo de propriedade da União e de acesso ao público.

Os que são contra veem na PEC uma privatização do acesso à praia.

Defensores da proposta dizem que isso vai dinamizar a economia. Diante da polêmica, Pacheco foi questionado por jornalistas sobre a tramitação da matéria.

“Em se tratando de uma emenda constitucional, nós temos que ter toda a cautela de poder fazer um amadurecimento, devido ao mérito da proposta”, afirmou o presidente do Senado.

Depois, os jornalistas perguntaram a Pacheco se ele concordava com a PEC. O presidente do Senado disse que ainda não tem opinião formada.

“Eu vou me reservar, não opinar nesse momento. Vamos deixar o debate fluir. Eu confesso até que eu não tenho uma opinião formada”, finalizou Pacheco.

Ele disse que não vai colocar o tema para votação “da noite para o dia”.

“Então, o que eu posso garantir como presidente é que não vai ser pautado da noite pro dia, nem haverá nenhum tipo de de açodamento pra poder atropelar o amadurecimento desse tema, especialmente porque trata de uma alteração na Constituição”, reforçou.

 

g1

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RR CONTABILIDADE

Política

PEC das Drogas: tema volta ao debate no Congresso com análise na CCJ

02/06/2024


Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O debate sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da criminalização do tráfico e uso de drogas voltará ao Congresso nesta semana.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), incluiu a PEC das Drogas na pauta de terça-feira (4).

O texto foi aprovado pelo Senado em abril deste ano. Na Câmara, o relator é o deputado Ricardo Salles (PL-SP).

A expectativa é de que o parlamentar divulgue parecer favorável à proposta. Salles já se posicionou publicamente diversas vezes a favor da PEC, assim como demais membros do PL e de outras siglas conservadoras.

O que é a PEC?

A proposta, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), inclui na Constituição que será considerado crime “a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins, sem autorização ou em desacordo com determinação legal, ou regulamentar”.

 

CNN Brasil

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LA BELAS ARTES - ARTES EM CORTES A LASER

Política

ESCÂNDALO: Com Indícios Alarmantes de Superfaturamento, Prefeitura de Maxaranguape Paga R$ 83 mil em Manutenção de dois Gols 2013

31/05/2024


Foto: Reprodução

A Prefeitura de Maxaranguape produziu um índice inédito para os padrões de manutenção de frota veicular.

Em 253 dias de 2023, um Gol 1.0, modelo 2013, recebeu serviços de manutenção que somam R$ 41.047,77. Em outra frente, outro veículo, também um Gol 2013, custou R$ 42.291,67.

Em praticamente um ano, a prefeitura de Maxaranguape pagou pelo menos R$ 83 mil em manutenção com dois carros, em preços absolutamente incompatíveis com o mercado.

Na OLX, um veículo de mesmo porte custa R$ 30 mil. A prefeitura poderia ter comprado pelo menos dois veículos e ainda tinha um bom troco, mas preferiu gastar em uma manutenção que tem indícios de superfaturamento.

Dados Relevantes

No portal da transparência da prefeitura, as notas emitidas em nome de Herick Diesel Serviços e Comércio de Peças descrevem serviços genéricos de “manutenção preventiva e corretiva; troca de peças; alinhamento e balanceamento e revisão completa do sistema elétrico e mecânico.”

A frequência dos serviços chama a atenção flagrantemente. Os R$ 83 mil foram pagos entre março de 2023 e janeiro deste ano.

Pagamentos, Datas e Comparação com o Mercado

Abaixo, alguns exemplos inusuais desses pagamentos:

02/03/2023: O Gol de placa OKB 5059 passou por serviço não detalhado que custou R$ 6.190,08. Comparado com serviços de mecânica geral, o valor parece elevado. A manutenção geral de um veículo como o Gol não deveria ultrapassar R$ 1.500 a R$ 2.000 por visita, mesmo com peças.

17/08/2023: R$ 7.539,69: Mesmo sendo uma manutenção mais completa, este valor parece alto no comparativo com o mercado. Serviços completos em um Gol 2013 dificilmente ultrapassam R$ 5.000.

10/11/2023: R$ 10.128,20: Para manutenção preventiva e corretiva, como se descreve na nota de pagamento, este valor está muito acima do mercado, sugerindo possível superfaturamento. Serviços com troca de peças e manutenção não chegam a esse montante para um veículo como o Gol.

Comparação com Outras Prefeituras

Para ter ideia do impacto, comparamos os preços pagos por Maxaranguape com um pregão eletrônico da Prefeitura de Santarém Novo, que detalha os preços de serviços preventivos e corretivos para veículos leves, médios e pesados. Aqui estão algumas comparações relevantes:

Preços de Mercado Coletados:

Troca de óleo e filtros: R$ 150 – R$ 250

Balanceamento e alinhamento: R$ 100 – R$ 200

Conserto do sistema de refrigeração e ar-condicionado: R$ 500 – R$ 1.200

Serviços de tapeçaria e estofamento: R$ 300 – R$ 800

Mecânica geral (mão de obra por hora): R$ 100 – R$ 150

AQUI ESTÃO VÁRIAS DAS NOTAS QUE EMBASARAM ESTA REPORTAGEM. CLIQUE PARA ACESSAR

Outro Lado

Até o momento, não houve manifestação da Prefeitura de Maxaranguape sobre os valores gastos em manutenção. O Blog do Dina tentou contato, mas não obtivemos resposta. O espaço está aberto para manifestação.

 

Fonte: Blog do Dina

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SANTANDER PERTO

Política

Em Brasília, Leo Souza garante Republicanos com a família Menezes em Poço Branco

31/05/2024


Movimentações intensas na política de Poço Branco. Com a possibilidade de Mauricio Menezes entrar na disputa, começou a correria para saber quais partidos vão sustentar esse projeto. 

 

E a resposta chegou com a foto em primeira mão do apresentador Leo Souza e o presidente nacional do Republicanos, o deputado Marco Pereira, selando o compromisso nacional com o projeto do ex-prefeito Mauricio Menezes.

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ZARPELLON RESTAURANTE

Política

Bolsonaro pedirá a Moraes fim de restrição a conversas com Valdemar da Costa Neto

30/05/2024


Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) formula uma petição para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para tentar derrubar a restrição de encontros entre o ex-presidente e o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

A informação foi confirmada à CNN pela assessoria de Bolsonaro.

A leitura no entorno de Bolsonaro é de que a medida cerceia a atividade política do ex-presidente, dá margem a confusão partidária e propicia recados atravessados de um para outro sobre os apoios e as estratégias do ex-presidente para as eleições de 2024.

O movimento cresceu nesta semana com as pesquisas que mostraram a competitividade de Pablo Marçal (PRTB) no páreo na disputa pela Prefeitura de São Paulo e como ele tira votos do candidato de Bolsonaro na disputa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Sem um contato direto entre um cabo eleitoral do porte de Bolsonaro e o presidente de um dos principais partidos da coalizão, as estratégias para a campanha à reeleição do prefeito ficam prejudicadas, segundo o entorno do ex-presidente. O que faz com que uma decisão no âmbito criminal possa ter consequências eleitorais.

Por isso que, além da petição, será colocada em curso uma operação política para demonstrar a ministros de cortes superiores que a restrição tem potencial inclusive de interferir eleitoralmente.

 

CNN Brasil, por Caio Junqueira

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ÓTICA VENÂNCIO

Política

Lula decide que Brasil não terá embaixador em Israel em ‘protesto diplomático’ contra Netanyahu

29/05/2024


Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não enviar um substituto para assumir o posto de embaixador do Brasil em Israel, após remover em definitivo do cargo o embaixador Frederico Meyer. A partir de agora a embaixada em Tel-Aviv passará a ser chefiada, por tempo indeterminado, pelo encarregado de negócios Fábio Farias.

Em nota, a Conib (Confederação Israelita do Brasil), lamentou a retirada do embaixador. “Os dois países têm uma rica história de cooperação e afeto, iniciada desde a aprovação da partilha da Palestina pela ONU, em 1947, em votação na Assembleia Geral da organização conduzida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. Desde então, as relações prosperaram e os laços entre os países se fortaleceram em benefício mútuo de seus povos”, afirmou.

E continua: “A medida unilateral do governo brasileiro nos afasta da tradição diplomática brasileira de equilíbrio e busca de diálogo e impede que o Brasil exerça seu almejado papel de mediador e protagonista no Oriente Médio.”

A Federação Israelita de São Paulo (Fisesp) expressou pesar e falou em falta de sensibilidade em sua nota sobre o caso. “Em vez de se abrir para o diálogo e entender, por exemplo, o drama dos reféns sequestrados, vítimas das mais trágicas torturas que o ser humano possa imaginar, o presidente mais uma vez estica a corda, complicando ainda mais as relações diplomáticas entre os países e ignorando a necessidade de uma representação ativa e empática em Israel”, afirmou Marcos Knobel, presidente da Fisesp.

Embora divergissem em diversos assuntos e principalmente na questão Israel x Palestina, a crise entre os governos escalou em fevereiro. Em viagem à Etiópia, na qual encontrou-se com lideranças políticas palestinas, Lula comparou as ações militares de Israel na Faixa da Gaza ao extermínio em massa de judeus por Adolf Hitler, comparação que foi considerada ofensiva pela comunidade judaica.

Em reação, Meyer fora convidado pelo chanceler Israel Katz para uma visita conjunta ao memorial do Holocausto, o museu Yad Vashem. Diante de câmeras e ao lado do embaixador, o ministro israelense anunciou uma reprimenda ao governo brasileiro e declarou que Lula era considerado persona non grata no país até que se desculpasse. Na ocasião, o embaixador foi colocado no que integrantes do governo consideraram uma espécie de “armadilha”. Ele não fala nem compreende hebraico, e ficou exposto diante da imprensa local, sem poder esboçar reação.

As declarações de Lula provocaram intensas reações e condenações da comunidade judaica, além do governo de Israel. A analogia também provocou manifestações contrárias de chefes de Estado e chancelarias no Ocidente. Lula já havia acusado, reiteradas vezes, o governo israelense de promover genocídio em Gaza e de praticar atos de terrorismo na guerra declarada contra o Hamas, em reação ao massacre promovido pelo grupo terrorista em 7 de outubro de 2023.

 

Estadão Conteúdo

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CANTINHO DO AÇAI

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