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Política

Magistrados e membros do MP terão contracheque unificado

27/05/2026


Conselho Nacional de Justiça (foto) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovaram resolução - Foto: Gil Ferreira / CNJ

Novas normas criam modelo nacional padronizado para remunerações e benefícios, incluindo verbas indenizatórias e penduricalhos

O Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público aprovaram nesta terça-feira novas regras para unificar os contracheques de juízes, procuradores e promotores em todo o país. A medida cria um modelo nacional padronizado para remunerações e benefícios pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público, incluindo os chamados penduricalhos.

Com a decisão, tribunais e unidades do Ministério Público terão prazo de 60 dias para adequar os sistemas às novas normas. A regulamentação também restringe o pagamento de verbas indenizatórias fora dos critérios estabelecidos pelas cúpulas das duas instituições.

As resoluções instituem a chamada Tabela Remuneratória Unificada (TRU), que obriga tribunais e MPs a adotarem nomenclaturas padronizadas para todas as verbas pagas. A intenção é facilitar a fiscalização e ampliar a transparência sobre os rendimentos de magistrados e membros do Ministério Público.

Os novos contracheques deverão detalhar pagamentos retroativos, indicando o período ao qual os valores se referem e eventual saldo ainda pendente. Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a padronização permitirá maior clareza sobre os valores recebidos pelo Judiciário. “Fará com que o Poder Judiciário mostre efetivamente à sociedade aquilo que recebe pelos serviços prestados”, afirmou.

A iniciativa foi apresentada após auditorias dos órgãos de controle identificarem quase 700 registros de passivos e penduricalhos retroativos passíveis de pagamento em diferentes estados. No Ministério Público, foram localizados 176 registros em 30 unidades. Já no Judiciário, a auditoria apontou 518 registros distribuídos em 94 tribunais.

Embora já exista uma estimativa de impacto financeiro dessas verbas para os cofres públicos, os órgãos afirmam que os pagamentos ainda passarão por revisão antes de eventual validação pelo STF.

Pelas novas regras, os contracheques deverão discriminar itens como subsídio, adicionais por tempo de serviço, diárias, ajuda de custo, gratificações, indenizações de férias não usufruídas e pagamentos por acúmulo de funções.

A resolução também mantém fora do teto constitucional verbas como décimo terceiro salário, adicional de férias, auxílio-saúde comprovado, abono de permanência previdenciário e gratificação por funções eleitorais.

A fiscalização das informações ficará sob responsabilidade da Corregedoria Nacional de Justiça, que poderá requisitar documentos, determinar suspensão de pagamentos considerados irregulares e abrir procedimentos para apurar possíveis descumprimentos das decisões do STF sobre penduricalhos. Caso sejam identificados pagamentos indevidos, os magistrados terão prazo de 30 dias para devolver os valores.

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Notícias

RN registra um dos maiores avanços do País em desenvolvimento humano

27/05/2026


Rio Grande do Norte alcançou IDHM de 0,778 em 2024, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) - Foto: José Aldenir

Estado teve um dos maiores avanços proporcionais no IDHM entre 2019 e 2024; País alcança nível de “muito alto desenvolvimento humano” pela 1ª vez

O Rio Grande do Norte registrou um dos maiores crescimentos do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil e alcançou índice de 0,778 em 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira 26 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro. O Estado saiu de 0,738 em 2019 para 0,778 em 2024, crescimento de 5,4% no período, ficando entre as unidades federativas com maior avanço proporcional no indicador.

O levantamento mostrou ainda que o Brasil atingiu pela primeira vez a classificação de “muito alto desenvolvimento humano”. O índice nacional passou de 0,744, em 2012, para 0,805 em 2024. Até então, o País estava na faixa considerada “alta”, entre 0,700 e 0,799.

Apesar do avanço do Rio Grande do Norte, o Estado permanece abaixo da média nacional. O desempenho potiguar também segue inferior ao de estados das regiões Sul e Sudeste e do Distrito Federal, que lidera o ranking nacional com IDHM de 0,866. São Paulo aparece em segundo lugar, com 0,838.

Entre os estados nordestinos, o Rio Grande do Norte aparece entre os maiores crescimentos do País, ao lado de Alagoas e Piauí. Mesmo assim, toda a região Nordeste permanece abaixo da média brasileira no levantamento de 2024.

Os dados mostram que o RN superou estados como Alagoas, Maranhão e Bahia no índice atual. O Maranhão registrou o menor IDHM do País, com 0,745. Já Alagoas, apesar de apresentar uma das maiores evoluções, chegou a 0,746.

O estudo considera três dimensões: longevidade, educação e renda. O IDHM varia de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano da localidade.

A metodologia utilizada adapta os critérios do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global à realidade brasileira. A análise abrange os 26 estados, o Distrito Federal, 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina e cinco macrorregiões.

Os resultados foram calculados com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com pesquisadores e equipe técnica da Fundação João Pinheiro.

O levantamento também apontou a permanência de desigualdades raciais e de gênero no país. Embora o desenvolvimento da população negra tenha crescido em ritmo mais acelerado do que o da população branca ao longo da última década, as diferenças permanecem.

Segundo o estudo, o IDHM da população branca passou de 0,804, em 2012, para 0,851 em 2024. Já entre a população negra, formada por pretos e pardos, o índice saiu de 0,694 para 0,774 no mesmo período. O crescimento foi de 10,3% entre negros, ante 5,5% entre brancos, mas o IDHM da população negra ainda permanece cerca de 10% inferior ao da população branca.

As diferenças também aparecem no recorte por gênero. O IDHM das mulheres passou de 0,736 para 0,798, enquanto o dos homens aumentou de 0,737 para 0,802 em 2024. Com isso, os homens atingiram a faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, enquanto as mulheres seguem classificadas no nível “alto”.

Na renda, a desigualdade aumentou. Em 2024, o rendimento médio feminino foi de R$ 1.260,45, enquanto o masculino alcançou R$ 1.604,30.

Na longevidade, a menor diferença entre os grupos foi registrada na expectativa de vida. As mulheres apresentaram esperança de vida de 79,88 anos, enquanto entre os homens o índice ficou em 73,3 anos.

No ranking nacional de 2024, nove unidades federativas ficaram acima da média brasileira de IDHM: todos os estados das regiões Sul e Sudeste, além de Mato Grosso e Goiás. No outro extremo, todos os estados do Norte e Nordeste apareceram abaixo do índice nacional.

Além do Rio Grande do Norte (0,778) , os estados nordestinos registraram os seguintes índices em 2024: Bahia (0,759), Ceará (0,773), Paraíba (0,760), Pernambuco (0,767), Sergipe (0,761), Piauí (0,764) e Maranhão (0,745).

Os dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento indicam que, embora o Brasil tenha alcançado um novo patamar de desenvolvimento humano, as desigualdades regionais seguem evidentes, principalmente entre Norte e Nordeste em comparação às demais regiões do País.

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TOWN FOR MAN

Notícias

Saiba como higienizar ferimentos e evitar infecções

27/05/2026


Especialistas orientam como agir em casos de ferimentos e acidentes domésticos - Foto: Freepik

Cuidados imediatos ajudam a prevenir infecções, controlar sangramentos e evitar complicações

Acidentes domésticos, quedas e lesões durante atividades físicas fazem parte da rotina de muitas pessoas e frequentemente provocam ferimentos que exigem cuidados imediatos. Especialistas alertam que agir corretamente nos primeiros minutos após uma lesão pode ajudar a prevenir infecções, reduzir complicações e controlar o sangramento.

Medidas simples de primeiros socorros, como manter a calma, limpar corretamente a região afetada e identificar sinais de gravidade, são consideradas fundamentais no atendimento inicial. O enfermeiro Juan Carlos Miranda Domínguez, autor do livro “O poder de ajudar: Um manual de primeiros socorros” (Oberon), afirma que algumas práticas ainda bastante populares já não são mais indicadas no tratamento de feridas.

Segundo ele, aplicar álcool ou água oxigenada diretamente sobre lesões pode provocar irritações e prejudicar a cicatrização. Miranda explica que, na maioria dos casos leves, os primeiros cuidados envolvem apenas higienização adequada da área afetada. “Para a maioria dos ferimentos leves, basta limpar a área com água e sabão, remover qualquer sujeira e cobri-la nas primeiras 24 horas.”

O especialista ressalta que ferimentos superficiais, como arranhões, escoriações e pequenos cortes, geralmente podem ser tratados em casa sem necessidade de atendimento hospitalar imediato. Nesses casos, recomenda-se lavar cuidadosamente a região com água corrente e sabão, retirar resíduos como areia, terra ou grama e aplicar antissépticos apropriados, como clorexidina ou iodopovidona.

Segundo Miranda, o objetivo principal é evitar contaminações e favorecer a cicatrização natural do tecido. Já em situações mais graves, como cortes profundos ou ferimentos causados por objetos perfurantes, o cuidado deve ser diferente. O especialista alerta que não se deve tentar retirar objetos encravados, pois isso pode aumentar o sangramento e agravar a lesão.

Nesses casos, a orientação é aplicar pressão ao redor do ferimento para controlar a hemorragia, imobilizar a área atingida e procurar atendimento médico rapidamente. As mordidas de animais também exigem atenção especial devido ao risco elevado de infecção. Segundo o enfermeiro, o local deve ser lavado cuidadosamente com água e sabão e, em seguida, deve-se utilizar um antisséptico. Ele recomenda ainda procurar avaliação médica para análise de vacinação.

Passo a passo

O que fazer ao sofrer um ferimento

Lave a área afetada com água corrente e sabão

Retire sujeiras visíveis, como areia ou terra

Utilize antissépticos indicados, como clorexidina ou iodopovidona

Cubra o local com gaze ou curativo limpo nas primeiras 24 horas

Em caso de sangramento, faça compressão leve sobre o ferimento

Não retire objetos encravados em cortes profundos

Evite aplicar álcool ou água oxigenada diretamente na lesão

Procure atendimento médico em casos de:

cortes profundos;

sangramento intenso;

mordidas de animais;

ferimentos nos olhos;

tontura, vômito ou perda de consciência;

 

sinais de infecção, como pus, febre e vermelhidão intensa.v

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ZARPELLON RESTAURANTE

Notícias

Empreendedorismo feminino se fortalece

27/05/2026


Inscrições do Conexão Delas foram prorrogadas até o dia 10 de junho - Foto: reprodução / assessoria

Iniciativa oferecerá capacitações, consultorias e premiações para negócios liderados por mulheres em sete municípios potiguares

Mulheres empreendedoras do Rio Grande do Norte ganharam mais prazo para participar do Programa Conexão Delas, iniciativa voltada ao fortalecimento de negócios liderados por mulheres no Estado. As inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de junho, ampliando o período para adesão de empresárias interessadas em investir na consolidação e expansão de suas atividades.

O programa terá duração de seis meses e prevê ações de capacitação, consultorias e participação em eventos de mercado, além de premiações para os negócios com melhor desempenho ao longo da jornada.

A iniciativa é destinada a mulheres com empresas formalizadas no Rio Grande do Norte nas categorias de Microempreendedora Individual (MEI), Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP). Artesãs e produtoras rurais também poderão participar.

Ao todo, serão ofertadas 170 vagas distribuídas em sete municípios potiguares: Natal, com 50 vagas, além de Assú, Apodi, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Nova Cruz e Currais Novos, com 20 vagas cada.

O programa prevê acompanhamento coletivo e individual das participantes, com foco em gestão empresarial, desenvolvimento comportamental e acesso a oportunidades de mercado. Entre os temas abordados estão gestão financeira, marketing, posicionamento de marca, mídias digitais e estratégias de fortalecimento da competitividade.

Segundo Elisete Lopes, gestora do Sebrae Delas no RN, a proposta também busca ampliar competências relacionadas à liderança e ao desenvolvimento pessoal das participantes. “O programa trabalhará temas ligados à gestão de marca, finanças, marketing, mídias digitais e desenvolvimento pessoal, com foco em autoconfiança, liderança e postura empreendedora”, afirmou.

Além das atividades formativas, o Conexão Delas premiará as três empresas com melhor desempenho durante o programa. O primeiro lugar receberá R$ 10 mil, enquanto os segundo e terceiro colocados serão contemplados com R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Os critérios de avaliação e pontuação estão previstos no edital da iniciativa.

 

As interessadas podem consultar o regulamento completo e realizar as inscrições por meio de formulário online disponibilizado pela organização do programa.

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PF encontra R$ 287 mil em espécie escondidos em sacos de lixo na casa de servidor do INSS

27/05/2026


Valor estava escondido em sacos de lixo dentro da residência de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Pernambuco. Foto: PF

Investigações apuram um esquema nacional de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS por meio de entidades associativas

A Polícia Federal apreendeu R$ 287 mil em dinheiro vivo durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira 27. O valor estava escondido em sacos de lixo dentro da residência de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Pernambuco.

A ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpre mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba.

As investigações apuram um esquema nacional de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS por meio de entidades associativas. Segundo os investigadores, as fraudes ocorreram entre 2019 e 2024 e podem ter causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

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Notícias

Treino “fofo” prioriza o bem-estar

27/05/2026


Treinos mais leves e regulares ganham espaço entre frequentadores de academias - Foto: Freepik

Modalidade aposta em cargas leves, conforto e regularidade para melhorar condicionamento físico, preservar articulações e estimular a permanência na prática esportiva

A crescente cultura da produtividade constante e da busca por desempenho em todas as áreas da vida tem provocado impactos diretos na saúde mental das mulheres brasileiras. Pressionadas a equilibrar carreira, cuidados domésticos, responsabilidades familiares e padrões de comportamento impostos socialmente, elas já representam a maioria dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais no país.

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 546,2 mil brasileiros precisaram se afastar do trabalho em 2025 devido a problemas relacionados à saúde mental. As mulheres correspondem a 63% desses casos.

Especialistas apontam que a combinação entre múltiplas jornadas, cobrança profissional, responsabilidades familiares e pressão social cria um cenário de sobrecarga contínua. O resultado é o aumento de quadros de ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de burnout — condição associada ao esgotamento extremo provocado pelo trabalho.

A jornalista Izabella Camargo, de 45 anos, tornou-se uma das vozes mais conhecidas no Brasil sobre conscientização e prevenção do burnout após sofrer um apagão ao vivo enquanto apresentava a previsão do tempo em um telejornal da TV Globo, em 2018.

Antes de receber o diagnóstico correto, ela procurou cinco médicos diferentes. As dores de cabeça intensas e problemas intestinais eram tratados isoladamente até que um cardiologista identificou o quadro de estresse crônico. Inicialmente, Izabella não acreditou no diagnóstico. “Eu estava normalizando o anormal, algo que fazemos com muita frequência”, afirma. Ela relata que trabalhava continuamente para atingir metas e sentia necessidade de fazer mais do que os homens para conquistar reconhecimento profissional semelhante. O episódio ao vivo acabou sendo o marco do diagnóstico de síndrome de burnout.

O cenário retrata uma realidade cada vez mais comum entre mulheres, segundo especialistas em saúde mental. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ajudam a explicar parte dessa sobrecarga. Em 2022, mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais ao trabalho doméstico, enquanto homens gastavam 11,7 horas. A diferença chega a 9,6 horas por semana, o equivalente a quase 40 horas mensais adicionais de trabalho.

Para o psiquiatra Pedro Pan, membro da Ame Sua Mente, que atua na promoção de saúde mental no ambiente escolar, o modelo de produtividade imposto pelo mercado afeta mulheres de forma mais intensa.

“O mundo corporativo criou o fenômeno da produtividade, de não podermos parar de trabalhar. Só que as mulheres são afetadas de forma diferente, porque, além da sobrecarga de trabalho, elas são, na maioria dos arranjos familiares heterossexuais, responsáveis pelos cuidados da casa, em uma divisão injusta”, diz. Segundo ele, casos de adoecimento mental também têm crescido entre mulheres mais jovens. O avanço das redes sociais agravou ainda mais a sensação de insuficiência e comparação permanente.

“Elas ampliaram o sofrimento das mulheres. É como se elas dissessem que não basta mais você ser muito boa no trabalho e em casa. Agora você também precisa correr dez quilômetros às 6h. Porque correr cinco é pouco”, afirma Pan. A socióloga, psicanalista e coordenadora da pós-graduação em sociopsicologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Marta Bergamin, avalia que a pressão estética intensifica o desgaste emocional feminino.

“Além de toda a carga do trabalho dentro e fora de casa, há o mercado de beleza, que diz que você tem que estar bonita”, afirma. Ela aponta ainda que o crescimento de casos de feminicídio e a disseminação de conteúdos misóginos nas redes sociais ampliam a sensação de vulnerabilidade entre mulheres. “Por muitos anos, fomos ensinadas a ficar em casa, cuidando do lar. Agora, estamos querendo sair, mas é perigoso”, diz.

Os relatos fazem parte da discussão apresentada na série “Sobrecarregadas”, lançada pela Folha de S.Paulo, que investiga como a ideia de “dar conta de tudo” passou a funcionar como uma métrica de sucesso feminino, mesmo diante dos impactos emocionais e físicos provocados por esse modelo.

Ao longo de seis capítulos, a série aborda diferentes dimensões da sobrecarga feminina, incluindo fatores estruturais, cobranças relacionadas a padrões estéticos e o excesso de exposição digital. Para Izabella Camargo, o enfrentamento do problema passa por uma mudança cultural mais profunda. Em palestras realizadas em diversas cidades do país, ela fala sobre o movimento “EPIs da Saúde Mental”, criado para estimular discussões sobre direito à desconexão e flexibilidade no trabalho.

“Enquanto a pessoa acreditar no discurso do ‘trabalhe enquanto eles dormem’, resultado de uma cultura que descredibiliza a pausa, ela vai achar que problemas mentais são frescura”, afirma.

 

Especialistas alertam que ignorar os sinais de exaustão pode agravar quadros emocionais e levar a doenças mais severas. Para Dulce Brito, gerente médica de bem-estar e saúde mental do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos primeiros alertas costuma aparecer durante o sono. “Muitas vezes, uma mulher sobrecarregada pode até dormir oito horas por noite, mas acorda sempre cansada”, afirma.

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FESTA MILIONÁRIA, POVO SEM ÁGUA EM JOÃO CÂMARA

27/05/2026

Enquanto bandas recebem mais de R$ 400 mil por apenas 1h30 de show, moradores da comunidade de Serrote de São Bento, na zona rural de João Câmara, continuam sofrendo com a falta de água por ausência de canos e investimentos básicos.
 
A população está cansada do abandono e cobra prioridade para o que realmente importa: dignidade, abastecimento e respeito com quem vive no campo.
 
Dinheiro para festa aparece rápido. Mas para levar água ao povo, nunca tem?
 
? Água é necessidade.? Show é passageiro.
 
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Alta explosiva: combustível para avião dobra de valor, ameaça voos regionais e pode afetar preço das passagens no Nordeste

27/05/2026


O forte aumento no preço do querosene de aviação (QAV) acendeu um alerta entre companhias aéreas brasileiras e já provoca impactos diretos na operação de voos pelo país.

O combustível mais que dobrou de preço desde fevereiro e passou a representar quase metade dos custos do setor aéreo.

Somente em maio, o impacto adicional para as empresas foi estimado em R$ 1,6 bilhão.

Diante da escalada dos preços, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirma que rotas regionais devem sofrer redução nos próximos meses, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Companhias aéreas pressionam governo por medidas emergenciais

O presidente da Abear, Juliano Noman, defendeu nesta terça-feira (26) a criação de uma política gradual de preços para o combustível da aviação.

O pedido foi apresentado durante encontro com parlamentares da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), após sucessivos reajustes registrados desde o início da guerra no Irã.

 

Segundo o setor, o querosene de aviação já responde por 46% de todas as despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras.

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Mulher resgatada viva após ser jogada de penhasco em MG havia denunciado ex-companheiro por ameaças

27/05/2026


Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza fiu encontrada com vida após ser jogada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte. Foto: Reprodução

À polícia, a vítima contou que manteve um relacionamento de 12 anos com Silvanildo e que os dois têm uma filha de 9 anos

Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, encontrada com vida após ser jogada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, havia denunciado o ex-companheiro por perseguição e ameaças poucos dias antes de desaparecer.

O suspeito, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter sequestrado a ex-companheira e a empurrado do penhasco.

O boletim de ocorrência registrado por Ana Cláudia foi feito na noite do dia 20 de maio. Na ocasião, ela relatou medo do ex-companheiro e solicitou uma medida protetiva de urgência.

À polícia, a vítima contou que manteve um relacionamento de 12 anos com Silvanildo e que os dois têm uma filha de 9 anos. De acordo com o relato, as perseguições começaram após o fim do relacionamento, encerrado em fevereiro deste ano.

Ana Cláudia afirmou trabalhar como diarista em diferentes bairros de Belo Horizonte e relatou que o ex passou a frequentar locais onde ela prestava serviço. Em um dos episódios, ocorrido em 20 de abril, no bairro Mangabeiras, o homem teria procurado o empregador da vítima alegando ser marido dela e pedindo autorização para entrar na residência.

Outro caso citado aconteceu no dia 8 de maio, quando câmeras de segurança registraram Silvanildo circulando em frente a outro imóvel onde Ana Cláudia trabalhava, no bairro Castelo.

Segundo o boletim de ocorrência, no dia em que procurou a delegacia, a mulher também relatou que o ex-companheiro buscou a filha na escola e, ao levá-la para a casa da avó materna, iniciou uma discussão. Depois, teria ligado para o celular da criança e feito ameaças à vítima.

“Cê vai me pagar, cê desgraçou com minha vida, cê me afastou da minha filha”, teria dito o suspeito, conforme o registro policial.

Ana Cláudia desapareceu na manhã da última segunda-feira 25, após avisar familiares que havia encontrado o ex-companheiro enquanto levava a filha para a escola, no bairro Pindorama, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Militar, Silvanildo chegou a informar a parentes que havia sequestrado a mulher e que a jogaria de um penhasco na Serra do Rola-Moça.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar iniciaram buscas na região ainda na segunda-feira, com apoio de drones e aeronaves. A vítima foi encontrada viva na manhã desta terça-feira (26), presa à vegetação em uma área de difícil acesso do penhasco.

Após o resgate, o suspeito foi localizado e preso no Norte de Minas. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime.

Ainda conforme as investigações, Silvanildo enviou um áudio para a filha dizendo que seria “mentira” qualquer informação de que teria feito algo contra a mãe da criança.

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COPA DO MUNDO: Economista alemão que acertou os três últimos campeões, prevê Brasil eliminado de forma precoce e Holanda campeã

27/05/2026


Foto: CBF

O economista alemão Joachim Klement publicou sua previsão para a Copa do Mundo 2026. O modelo usado por ele acertou os campeões das últimas três edições do torneio.

Klement previu corretamente as vitórias da Alemanha, em 2014, da França, em 2018, e da Argentina, em 2022.

Para a edição de 2026, a projeção aponta a Holanda como campeã.

Eliminação do Brasil

A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções. O modelo também projeta resultados ao longo do torneio, como uma possível vitória do Japão sobre o Brasil na segunda fase e a eliminação da Escócia para a Coreia do Sul na mesma etapa.

Em entrevista à BBC, da Inglaterra, o economista afirmou que a pesquisa não começou como tentativa de antecipar resultados. “Isso começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas que acham que podem prever coisas sobre as quais, na verdade, não têm ideia”, disse. “Agora virou um exercício sobre como, se você tiver sorte muitas vezes, as pessoas vão achar que você é um guru.”

Na projeção de Klement, a Inglaterra aparece como semifinalista, mas derrotada para Portugal, seleção que eliminou os ingleses na Copa de 2006.

Como a previsão é feita?

Klement afirma que o desempenho em uma Copa é influenciado por fatores “sistêmicos”, como população, riqueza, clima e ranking mundial da Fifa. Segundo ele, esses fatores explicam apenas parte do resultado. “Os outros 50% são sorte”, disse à BBC.

“Cada partida, especialmente quando há seleções de alto nível jogando umas contra as outras, muito parecidas em habilidade e qualidade, depende realmente da forma no dia, de uma decisão do árbitro, de um lance de sorte, no sentido de acertar a trave ou a bola entrar”, afirmou.

O economista trabalha como estrategista no banco de investimentos Panmure Liberum, em Londres. Ele disse que colegas apostaram dinheiro após a publicação do seu modelo preditivo. “Se a Holanda for eliminada da Copa do Mundo, acho que no dia seguinte vou ter que trabalhar de casa”, brincou.

 

Com informações de Exame

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Roubo milionário no Louvre vai virar filme e série documental

27/05/2026


Museu do Louvre, em Paris, França - Foto: Reprodução

Produções serão baseadas em livro sobre assalto ocorrido em 2025 que expôs falhas de segurança no museu francês

O roubo das joias da Coroa Francesa ocorrido no Museu do Louvre, em Paris, no ano passado, será transformado em um filme e em uma série documental. As duas produções audiovisuais serão baseadas no livro “Main basse sur le Louvre” (“Assalto ao Louvre”), escrito por três jornalistas franceses sobre o caso que mobilizou autoridades e ganhou repercussão internacional. A informação foi divulgada pela editora Flammarion, responsável pela publicação da obra.

Os direitos de adaptação foram adquiridos por duas produtoras diferentes. O longa-metragem ficará sob responsabilidade do cineasta francês Romain Gavras, conhecido por trabalhos como “Notre jour viendra” e “Athena”. Já a série documental será produzida por uma empresa britânica. Até o momento, ainda não foram divulgados detalhes sobre elenco, data de estreia ou plataformas de exibição das produções.

O livro que servirá de base para os projetos foi escrito pelos jornalistas Michel Degrus, do jornal Le Parisien, Jérémie Pham-Lê, do Le Monde, e Nicolas Torret, da revista Paris Match. Na obra, os autores reconstroem o assalto realizado em 19 de outubro do ano passado na Galeria de Apolo, uma das áreas mais simbólicas do Louvre, localizada próxima ao Rio Sena.

Segundo a investigação, o grupo criminoso conseguiu invadir o espaço logo pela manhã utilizando um guindaste para alcançar as janelas da galeria. Vestindo coletes amarelos semelhantes aos usados por trabalhadores da construção civil, os assaltantes quebraram vitrines de alta segurança enquanto o museu permanecia aberto à visitação. Toda a ação durou cerca de sete minutos.

Durante o roubo, os criminosos levaram oito joias históricas da Coroa Francesa, incluindo brincos, broches e colares ornamentados com milhares de diamantes e pedras preciosas. Entre as peças roubadas estavam joias ligadas à imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão Bonaparte, além de uma tiara pertencente à coleção da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III.

Apesar da dimensão do crime, uma das joias mais famosas do acervo não foi levada: o diamante Regent, considerado uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo, avaliado em cerca de R$ 302 milhões. Após o furto, os criminosos fugiram utilizando scooters pelas ruas de Paris.

O caso provocou forte repercussão internacional e desencadeou uma crise interna no Museu do Louvre, culminando na substituição da então presidente da instituição, Laurence des Cars. Mesmo após meses de investigação e a prisão de suspeitos apontados como integrantes da ação, parte das joias roubadas continua desaparecida.

Segundo os autores do livro, o episódio evidenciou o crescimento da atuação do crime organizado no mercado internacional de obras de arte e peças históricas. As investigações também levantaram questionamentos sobre os sistemas de segurança do museu mais visitado do mundo.

O caso passou a ser tratado como um dos roubos mais sofisticados já registrados envolvendo patrimônio histórico francês. Semanas após o assalto, o governo francês anunciou um amplo projeto de renovação do Louvre. O investimento estimado inicialmente pela presidência francesa era de € 800 milhões, cerca de R$ 4,6 bilhões.

Posteriormente, o Tribunal de Contas da França elevou a estimativa para € 1,15 bilhão — aproximadamente R$ 6,7 bilhões. Além do impacto financeiro e institucional, o roubo reacendeu debates sobre segurança em museus e preservação de patrimônios históricos em grandes centros turísticos europeus

 

A transformação do caso em filme e série documental reforça o interesse internacional pelo episódio, que mistura patrimônio histórico, crime organizado, falhas de segurança e investigação policial em um dos museus mais famosos do planeta.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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Pesquisa aponta efeitos da dieta saudável sobre o cérebro

27/05/2026


Dieta rica em gordura prejudica a memória - Foto: Freepik

Pesquisa conduzida na Austrália analisou efeitos da substituição de dietas ricas em gordura e açúcar sobre o funcionamento do cérebro

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), na Austrália, apontou que mudanças na alimentação podem provocar efeitos positivos sobre a memória e outras funções cognitivas. O estudo analisou como a substituição de dietas ricas em gordura e açúcar por hábitos alimentares mais saudáveis influencia o funcionamento do cérebro.

O trabalho foi publicado na revista Nutritional Neuroscience e buscou investigar se prejuízos associados ao consumo prolongado de alimentos ultraprocessados e ricos em gordura poderiam ser parcialmente revertidos após mudanças na dieta.

Segundo os pesquisadores, o interesse pelo tema cresceu diante das preocupações relacionadas aos efeitos de longo prazo da alimentação sobre a saúde cerebral e o desempenho cognitivo. Para realizar a investigação, os cientistas analisaram resultados de experimentos controlados realizados com roedores alimentados inicialmente com dietas ricas em gordura e açúcar. Em seguida, os animais passaram a receber uma alimentação considerada mais equilibrada.

Os pesquisadores observaram melhora em tarefas relacionadas à memória após a mudança alimentar. “Nossos resultados mostram que melhorar a qualidade da dieta beneficia a memória”, afirmou Simone Rehn, autora principal do estudo, em comunicado.

Apesar da melhora identificada, os cientistas ressaltaram que os efeitos não restauraram totalmente a função cognitiva aos níveis registrados em animais que nunca haviam consumido dietas não saudáveis. “Mas essas melhorias foram incompletas. Mesmo após semanas com uma dieta saudável, a memória não retornou ao nível observado em animais que nunca haviam consumido uma dieta não saudável”, explicou a pesquisadora.

Além da análise dos experimentos individuais, os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e uma meta-análise de 27 estudos pré-clínicos para identificar padrões consistentes entre os resultados obtidos em diferentes pesquisas. Segundo os autores, o foco principal da análise foi a memória, embora alguns estudos também tenham examinado aspectos relacionados à ansiedade, depressão e motivação alimentar.

Os resultados indicaram que animais submetidos a uma alimentação mais saudável apresentaram desempenho superior em testes de memória quando comparados aos que continuaram consumindo dietas consideradas inadequadas. Os pesquisadores observaram ainda que a recuperação cognitiva foi percebida principalmente em experimentos envolvendo dietas ricas em gordura. Já nos estudos que analisaram dietas ricas em açúcar ou combinações de gordura e açúcar, os efeitos positivos foram menos consistentes.

O estudo também identificou que as mudanças alimentares não provocaram alterações relevantes em níveis de ansiedade, atividade física ou motivação alimentar dos animais avaliados. Segundo os cientistas, isso sugere que os efeitos observados foram mais específicos sobre a memória e não necessariamente generalizados para outros aspectos comportamentais.

As tarefas de memória utilizadas nos experimentos analisavam principalmente funções ligadas ao hipocampo, região cerebral associada ao aprendizado e à formação de memórias. O hipocampo também participa de mecanismos relacionados ao apetite e à ingestão de alimentos.

Mike Kendig, autor sênior do artigo, afirmou que estudos com modelos animais ajudam pesquisadores a compreender de forma mais precisa como a alimentação interfere no funcionamento cerebral. “Em humanos, as mudanças na dieta geralmente ocorrem juntamente com mudanças nos exercícios físicos, no humor e nas rotinas diárias, o que torna muito difícil separar os efeitos da dieta isoladamente sobre a função cerebral”, afirmou o pesquisador.

Os autores destacaram que os resultados não permitem afirmar que alterações alimentares, isoladamente, sejam capazes de reverter completamente prejuízos cognitivos em humanos. Ainda assim, os dados reforçam evidências de que a qualidade da alimentação possui relação direta com o funcionamento do cérebro e com processos ligados à memória.

 

A pesquisa também amplia discussões sobre os possíveis impactos do consumo prolongado de alimentos ricos em gordura e açúcar sobre a saúde cerebral, tema que vem recebendo atenção crescente da comunidade científica em diferentes países.

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INSPIRE COSMETICOS

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“Fala de bebê” fortalece vínculo familiar e ajuda linguagem

27/05/2026


Estudo aponta que “fala de bebê” pode ajudar no desenvolvimento da linguagem infantil - Foto: Freepik

Pesquisa indica que adaptação na forma de falar auxilia bebês a reconhecer sons, palavras e padrões da língua

Uma pesquisa divulgada pela linguista Karen Stollznow aponta que a chamada “fala de bebê”, frequentemente usada por adultos ao conversar com crianças pequenas, não atrasa o desenvolvimento da linguagem. Segundo o estudo, a adaptação na forma de falar pode, na verdade, contribuir para o aprendizado dos sons, palavras e padrões da língua.

A prática, conhecida entre pesquisadores como “parentês”, costuma incluir entonação exagerada, palavras no diminutivo, tom de voz mais agudo, ritmo mais lento e alongamento das palavras. Apesar de muitos pais ouvirem recomendações para evitar esse tipo de comunicação, o estudo afirma que ela desempenha papel importante no processo de aquisição da linguagem.

De acordo com Karen Stollznow, existe uma preocupação recorrente de que a fala simplificada possa confundir crianças pequenas ou prejudicar o desenvolvimento linguístico. No entanto, a pesquisadora afirma que as evidências apontam para o caminho oposto.

“Muitos pais já ouviram o alerta: não fale como se fosse um bebê com bebês e crianças pequenas. Em vez disso, os cuidadores são frequentemente incentivados a falar corretamente e usar uma linguagem adulta, devido à preocupação de que a fala simplificada possa confundir as crianças ou atrasar seu desenvolvimento”, escreveu.

Segundo a autora, a linguagem infantilizada utilizada pelos adultos possui características específicas que ajudam os bebês a reconhecer sons e padrões da fala. “A linguagem parentês usa palavras reais e frases gramaticalmente corretas, mas com entonação exagerada, palavras no diminutivo, tom mais agudo, vogais alongadas e ritmo mais lento”, explicou.

O estudo aponta que adultos tendem a utilizar esse padrão de fala de maneira instintiva ao interagir com bebês. Pesquisadores observaram que crianças pequenas demonstram preferência por esse tipo de comunicação em comparação com a fala adulta tradicional.

“Pesquisadores descobriram que os bebês preferem ouvir a fala infantilizada em vez da adulta normal. Os sons exagerados e o ritmo mais lento facilitam o processamento”, afirmou. De acordo com a pesquisa, a adaptação ajuda os bebês a perceberem melhor os sons individuais das palavras, compreenderem limites entre palavras e identificarem padrões linguísticos.

“Os bebês conseguem distinguir melhor os sons individuais, perceber fronteiras entre as palavras e reconhecer padrões”, destacou. Outro aspecto citado pela pesquisadora é o fortalecimento do vínculo emocional entre adultos e crianças durante a comunicação. Segundo ela, o aprendizado da linguagem ocorre principalmente por meio das interações responsivas estabelecidas com os cuidadores.

“Além disso, fortalece o vínculo emocional. Os bebês aprendem por meio da interação afetiva e responsiva com os cuidadores”, escreveu. O estudo também rebate a ideia de que os erros cometidos por crianças pequenas representam sinais de aprendizado inadequado da língua. Para Karen Stollznow, essas construções fazem parte do desenvolvimento linguístico natural.

Ela cita como exemplo casos de generalização gramatical feitos pelas crianças. Uma delas é o uso incorreto de verbos ao aplicar uma regra aprendida anteriormente. “Uma criança pode perceber que o passado de ‘aprender’ é ‘aprendi’ e usar a mesma lógica em ‘fazer’, criando a forma errônea ‘fazi’”, explicou.

Segundo a pesquisadora, esses erros não ocorrem de forma aleatória, mas demonstram que a criança compreendeu regras gramaticais e tenta aplicá-las de maneira consistente. “Esses não são erros aleatórios. Na verdade, eles mostram que a criança entendeu uma regra gramatical e está tentando aplicá-la de forma consistente”, afirmou.

A pesquisa também destaca que crianças não aprendem linguagem apenas reproduzindo palavras ditas pelos adultos. O processo envolve observação, formulação de hipóteses e compreensão gradual do funcionamento da língua. “As crianças não aprendem a linguagem copiando os adultos palavra por palavra. Elas testam hipóteses sobre como a linguagem funciona”, escreveu.

 

Karen Stollznow é pesquisadora em Linguística na Universidade do Colorado em Boulder e na Universidade Griffith. O estudo foi publicado originalmente pelo site The Conversation sob licença Creative Commons.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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INDÚSTRIA DO RN: confiança dos empresários fica perto da linha da desconfiança; entenda

27/05/2026


Foto: Reprodução

A confiança dos empresários da indústria do RN ficou em 55,6 pontos em maio, segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado (Fiern).

Na metodologia da pesquisa, 50 pontos é a linha que separa confiança de falta de confiança entre os empresários do setor. O resultado do RN ficou 5,6 pontos acima desse limite.

O indicador que mede a avaliação da situação atual dos negócios continuou abaixo da linha usada pela pesquisa.

O índice de Condições Atuais marcou 49,3 pontos em maio. Segundo a sondagem, isso indica que os empresários seguem avaliando de forma moderadamente negativa o cenário atual.

Já o índice de Expectativas, que mede a percepção para os próximos seis meses, ficou em 58,7 pontos.

Na construção civil, o indicador registrou 50,8 pontos, resultado próximo da linha de 50 pontos usada pelo levantamento. Nas indústrias extrativas e de transformação, o índice ficou em 59,5 pontos.

A pesquisa também apontou mudança entre empresas de diferentes portes. Segundo a Fiern, pequenas indústrias voltaram a registrar indicador acima de 50 pontos após oito meses seguidos abaixo da linha de confiança usada pela sondagem.

O levantamento da Fiern foi realizado entre os dias 4 e 13 de maio com empresários da indústria potiguar.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

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Senado aprova aumento do piso salarial dos professores para R$ 5.130 ainda este ano

27/05/2026


Foto: Reprodução

O Senado aprovou o reajuste no piso salarial dos professores da educação básica de todo o país, elevando o vencimento inicial da categoria para o valor de R$ 5.130,63.

A nova medida entra em vigor e beneficia diretamente os profissionais com jornada de trabalho de 40 horas semanais, incluindo os contratos temporários da rede pública.

De acordo com o texto aprovado, o novo valor representa um aumento real de 5,4% em relação ao piso anterior e promete forte impacto nas contas e no planejamento financeiro de estados e municípios.

 

A proposta altera a dinâmica de reajustes futuros, que agora passam a ser calculados oficialmente com base na inflação e no crescimento da arrecadação anual do Fundeb.

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TOWN FOR MAN

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Papa alerta para riscos sociais da IA

27/05/2026


Primeira encíclica de Leão XIV critica impactos da inteligência artificial - Foto: Reprodução

Documento “Magnifica humanitas” defende regulação internacional das plataformas digitais, critica concentração de poder tecnológico e pede proteção ao trabalho e à dignidade humana

O papa Leão XIV publicou nesta segunda-feira 25, sua primeira encíclica, documento no qual faz um amplo alerta sobre os impactos sociais, econômicos e políticos da inteligência artificial e pede maior regulação internacional sobre o avanço das plataformas digitais, dos algoritmos e da automação.

Batizado de “Magnifica humanitas” (“Humanidade magnífica”, em latim), o texto de 245 parágrafos foi divulgado pouco mais de um ano após a eleição do americano Robert Prevost para o comando da Igreja Católica. O subtítulo da encíclica é “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial”.

No documento, o pontífice aborda os riscos da IA sobre o mercado de trabalho, as guerras, a disseminação de desinformação, a dependência digital e o que chamou de “novas formas de escravidão” ligadas à economia digital.

Leão XIV também cobra da comunidade internacional a criação de “quadros jurídicos adequados” e mecanismos de “vigilância independente” para limitar a concentração de poder tecnológico e econômico nas mãos de grandes grupos privados.

“Desarmar a IA significa subtraí-la à lógica da competição armada, que hoje não é apenas militar, mas também econômica e cognitiva”, escreveu o papa. “Não significa renunciar à tecnologia, mas impedir que ela domine o ser humano.”

Segundo o pontífice, decisões relacionadas a fluxos econômicos, plataformas digitais, gestão de dados e algoritmos não podem ser conduzidas apenas por poucos agentes privados. O texto enquadra o debate sob a perspectiva teológica e da Doutrina Social da Igreja, baseada no princípio do bem comum.

O mercado de trabalho aparece como um dos principais focos de preocupação da encíclica. Embora reconheça que a tecnologia possa aliviar trabalhadores de tarefas repetitivas, perigosas ou pesadas, o papa afirma que a preservação dos empregos deve permanecer como prioridade.

“O objetivo de maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente o emprego”, escreveu Leão XIV.

Ao abordar as “novas formas de escravidão”, o documento menciona trabalhadores responsáveis por tarefas pouco visíveis da economia digital, como etiquetagem de dados, moderação de conteúdo e treinamento de modelos de inteligência artificial. Segundo o texto, grande parte dessas funções é realizada por jovens, especialmente mulheres, em condições precárias e com baixa remuneração.

“Os corpos dessas pessoas ficam marcados, feridos e desgastados para que o fluxo computacional possa continuar ininterruptamente”, afirma a encíclica. “Essa realidade desafia profundamente a consciência moral de nosso tempo.”

Leão XIV também dedica parte relevante do documento ao uso da inteligência artificial em conflitos militares. Segundo o pontífice, guerras modernas passaram a incorporar ataques cibernéticos, campanhas de influência digital, manipulação informacional e sistemas automatizados de decisão estratégica.

O risco, segundo ele, é que a tecnologia, dissociada de responsabilidade ética, torne mais rápida e impessoal a decisão sobre “a vida e a morte”.

A defesa da paz aparece como um dos eixos centrais do início do pontificado e tem provocado atritos recentes entre o Vaticano e o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, além do vice-presidente J. D. Vance.

“Hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar que foi superada a teoria da ‘guerra justa’”, escreveu o papa, acrescentando que conflitos devem ser enfrentados por meio do diálogo, da diplomacia e do perdão.

O texto também aborda o impacto da IA na comunicação e na disseminação de desinformação. A encíclica atribui ao jornalismo profissional papel relevante na preservação do debate público e na contenção da propagação de conteúdos manipulados.

Promover uma “ecologia da comunicação”, segundo o documento, exige fortalecimento do jornalismo sério, de organismos intermediários e de espaços públicos baseados em argumentação e verificação de fatos.

Nas conclusões, o papa pede que os católicos preservem relações humanas presenciais e invistam em educação digital para as novas gerações. Segundo ele, o avanço tecnológico não deve ser encarado como inevitável, mas orientado por responsabilidade coletiva e individual.

A publicação da encíclica foi acompanhada ainda de um dos pedidos de desculpas mais explícitos já feitos por um pontífice sobre o papel histórico da Igreja Católica na escravidão.

Leão XIV reconheceu que a Igreja demorou séculos para condenar formalmente a escravidão e admitiu que autoridades religiosas legitimaram formas de subjugação, incluindo a escravização de não cristãos.

 

“Por isso, em nome da Igreja, eu sinceramente peço perdão”, escreveu o papa, ao afirmar sentir “profunda tristeza” pelo sofrimento imposto às pessoas escravizadas.

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ZARPELLON RESTAURANTE

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Sebrae lança em Assú programa para ampliar indústria de camarão no RN

27/05/2026


Projeto aposta na interiorização da carcinicultura para ampliar empregos, produção e exportações no Rio Grande do Norte

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN) lançará no próximo dia 1º de junho um programa voltado à interiorização da carcinicultura no Rio Grande do Norte, em movimento que busca ampliar a produção de camarão cultivado, fortalecer a cadeia aquícola e consolidar um novo ciclo de crescimento econômico para o setor no Estado.

O lançamento oficial do Programa de Interiorização da Carcinicultura ocorrerá às 9h, no Cine Teatro Pedro Amorim, em Assú, reunindo produtores, representantes de instituições públicas, pesquisadores e lideranças da atividade. A iniciativa foi articulada em parceria com o Governo do Estado, o Ministério da Pesca e Aquicultura, a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

A proposta é expandir a atividade para regiões do interior potiguar com potencial hídrico e produtivo, reduzindo a concentração histórica da carcinicultura no litoral e estimulando novos polos econômicos no semiárido.

Segundo Marcelo Medeiros, gestor da área de aquicultura do Sebrae-RN, o programa pretende incentivar práticas sustentáveis, ampliar a qualificação técnica dos produtores e elevar a competitividade da cadeia produtiva potiguar.

“O programa busca incentivar práticas sustentáveis na cadeia produtiva da carcinicultura, promovendo inovação, qualificação técnica e fortalecimento da competitividade do setor no Estado”, afirmou Medeiros.

O movimento ocorre em um momento de recuperação e expansão da carcinicultura potiguar. O Rio Grande do Norte consolidou-se como o segundo maior produtor de camarão cultivado do Brasil, atrás apenas do Ceará, respondendo atualmente por cerca de 25% da produção nacional.

Dados do setor apontam que a carcinicultura potiguar movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e gera entre 25 mil e 35 mil empregos diretos no Estado, especialmente em municípios do semiárido, onde a formalização do trabalho rural costuma ser mais limitada.

A produção estadual é estimada em cerca de 45 mil toneladas anuais, segundo projeções da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores de Camarão (ANCC).

A estratégia de interiorização busca replicar parcialmente o modelo adotado no Ceará, cuja expansão para áreas continentais foi decisiva para o avanço produtivo do Estado vizinho. No Rio Grande do Norte, as ações devem se concentrar em regiões como Vale do Açu, Chapada do Apodi e Seridó, áreas beneficiadas pela segurança hídrica associada a reservatórios e à integração do Rio São Francisco.

Além do crescimento produtivo, o projeto também tenta reduzir conflitos ambientais historicamente associados ao cultivo em áreas de manguezal no litoral. A interiorização passou a ser vista pelo governo estadual e pelo setor produtivo como alternativa para ampliar a produção mantendo maior regularidade ambiental e segurança jurídica.

Atualmente, cerca de 75% da produção potiguar já possui licenciamento ambiental e outorga de uso da água, segundo dados do governo estadual.

 

O setor também aposta na retomada gradual das exportações brasileiras de camarão. Hoje, praticamente toda a produção potiguar é absorvida pelo mercado interno, cenário que se consolidou após restrições sanitárias impostas pela União Europeia ao pescado brasileiro.

Produtores acompanham negociações conduzidas pelo Ministério da Agricultura para eventual reabertura do mercado europeu e habilitação sanitária para exportações à China, atualmente o maior consumidor mundial de camarão.

A expectativa do setor é que a ampliação do acesso ao mercado externo possa impulsionar investimentos e produção nos próximos anos. A ANCC avalia que o mercado internacional permanece amplamente aberto para o produto brasileiro, apesar das atuais restrições sanitárias.

O programa lançado pelo Sebrae também se insere em um contexto de fortalecimento institucional da cadeia produtiva. Em novembro de 2025, o governo estadual sancionou a Lei de Interiorização da Carcinicultura, que prevê incentivos para pequenos e médios produtores expandirem o cultivo no interior do Estado.

A carcinicultura potiguar também vem ampliando investimentos em processamento industrial e verticalização da cadeia produtiva. Atualmente, o Estado possui ao menos quatro plantas industriais voltadas ao beneficiamento e congelamento do camarão cultivado.

No cenário nacional, o Brasil produziu cerca de 210 mil toneladas de camarão cultivado em 2024, movimentando aproximadamente R$ 5 bilhões, segundo dados apresentados na Fenacam 2025, maior feira de aquicultura e carcinicultura das Américas, realizada em Natal.

 

A expectativa do governo estadual e do setor produtivo é que a combinação entre interiorização, ampliação tecnológica e eventual retomada das exportações sustente crescimento de dois dígitos da atividade nos próximos anos.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

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Alta tecnologia cresce 7,7% nas exportações

27/05/2026


Apesar de crescerem 7,7%,produtos de alta tecnologia representam 2,7% - Foto: Freepik

Dados estão no levantamento divulgado nesta terça-feira 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, mas continuam representando parcela reduzida da pauta exportadora nacional e seguem muito abaixo das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o estudo, elaborado com base em dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), os produtos de alta tecnologia somaram US$ 9,1 bilhões no ano passado, equivalentes a apenas 2,7% das exportações totais brasileiras.

Em contraste, os produtos classificados como de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões em vendas externas, respondendo por 37,5% da pauta exportadora nacional.

O levantamento aponta que as exportações de alta tecnologia permanecem cerca de 15 vezes menores que as de produtos de baixa complexidade industrial, reforçando um padrão histórico de especialização da economia brasileira em commodities e bens manufaturados menos sofisticados.

Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, o cenário representa um obstáculo estrutural para a competitividade da indústria brasileira.

“Um crescimento econômico com qualidade depende do avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica”, afirmou.

Segundo ela, ampliar a participação desses setores é considerado estratégico para diversificar a pauta exportadora e fortalecer a inserção internacional da indústria nacional.

O estudo mostra ainda que o crescimento do consumo doméstico foi atendido majoritariamente por produtos importados, aprofundando o desequilíbrio comercial da indústria de transformação.

Em 2025, o volume total de importações cresceu 6,1%, enquanto o déficit comercial da indústria de transformação atingiu US$ 71,3 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 1997.

As importações industriais somaram US$ 259,7 bilhões, avanço de 8,6% em relação ao ano anterior.

Segundo a CNI, mais da metade das compras externas da indústria concentrou-se nos setores de químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores.

Apesar do déficit recorde, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,7% em 2025 e alcançaram US$ 188,4 bilhões.

Com isso, a participação da indústria de transformação na pauta exportadora brasileira avançou de 53,9% para 54,1%, mesmo diante da queda de 1,7% nos preços internacionais dos bens manufaturados.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que atingiram participação recorde de 22,8% nas exportações brasileiras.

O segmento foi sustentado sobretudo pelas vendas externas de alimentos e bebidas industrializados, com destaque para as exportações de carne bovina à China.

Segundo o levantamento, os setores de alimentos, veículos automotores e metalurgia responderam por 58% das exportações industriais brasileiras em 2025.

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação, apesar da retração de 4,2% nas vendas. As exportações ao mercado americano somaram US$ 30,2 bilhões no período.

Já a China ampliou em 19,4% suas compras de produtos industriais brasileiros, totalizando US$ 22 bilhões. O setor de alimentos foi o principal responsável pela expansão das vendas ao país asiático.

Nas importações, a China manteve a liderança entre os fornecedores industriais do Brasil, com vendas de US$ 70,6 bilhões ao mercado brasileiro.

A Argentina também ganhou relevância na pauta exportadora industrial brasileira em 2025. As vendas ao país vizinho cresceram 31,4%, alcançando US$ 18,1 bilhões.

 

O desempenho foi puxado pelo setor automotivo, que registrou expansão de 57,2% nas exportações ao mercado argentino. Veículos de passageiros, caminhões e autopeças lideraram as vendas brasileiras ao país.

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Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas

27/05/2026


Duzentos e sete mil apostadores dizem ter perdido o controle - Foto: Freepik

Mais de 574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo federal, para impedir o próprio acesso a sites de apostas autorizados a funcionar no Brasil.Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas - Agora RNMais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas - Agora RN

Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde mental como principal razão para solicitar o bloqueio.

Riscos com vazamento de dados (18%) e problemas financeiros (12%) aparecem logo em seguida. Quatorze por cento dos usuários não informaram o motivo da autoexclusão e 13% asseguraram que tomaram a decisão de forma voluntária.

Desenvolvido pelo Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, e lançado em dezembro de 2025, o sistema federal centralizado de autoexclusão permite que os interessados bloqueiem o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido.

Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.

Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Segundo os dados, 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. O período mínimo para a autoexclusão é de um mês.

Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto.

Autoteste

Além de permitir ao cidadão interessado restringir o próprio acesso, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão reúne informações sobre saúde mental e orientações e links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem está sofrendo as consequências do uso problemático de jogos de apostas.

A ferramenta também conta com links para a lista de empresas legalizadas; um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para a pessoa interessada em avaliar sua saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde.

“Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população”, sustenta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota.

De acordo com o ministro, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão integra uma estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos. O que inclui investimento em pesquisas sobre o impacto das bets na saúde dos brasileiros.

Nesta terça-feira (26), a pasta assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.

A recomendação é que, em caso de problemas, as pessoas procurem apoio especializado nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou de profissionais de saúde da sua confiança. Endereços de serviços de saúde pública podem ser pesquisados na página do SUS Digital.

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INSPIRE COSMETICOS

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“Restituição Solidária” mobiliza natalenses na reta final do IR

27/05/2026


Recursos destinados por contribuintes através da campanha Restituição Solidária ajudam a financiar projetos sociais voltados a crianças em Natal - Foto: Magnus Nascimento/Prefeitura do Natal

Prazo da campanha para doações do IRPF a projetos sociais em Natal se encerra na próxima sexta-feira 29

O período para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física se encerrará nesta próxima sexta-feira 29. No mesmo prazo, a Prefeitura de Natal intensifica a campanha “Restituição Solidária”, que visa a incentivar a doação de parte do tributo para financiar projetos sociais voltados à criança e ao adolescente, e também à pessoa idosa em condição de vulnerabilidade.

Todo o recurso do Imposto de Renda arrecadado pela campanha será destinado aos Fundos Municipais da Pessoa Idosa e da Infância e Adolescência. A Receita Federal permite que o contribuinte destine até 3% do imposto (devido ou a ser restituído) para cada fundo, totalizando até 6%. Isto sem que haja nenhum custo adicional para quem tem imposto a pagar. Os valores são repassados pela Receita diretamente aos fundos municipais, permanecendo na cidade e sendo aplicados em projetos sociais.

Em 2025, a campanha da Prefeitura arrecadou cerca de R$ 1,3 milhão para as instituições sociais em Natal. Para este ano, a expectativa é superar esse volume. “É uma ajuda que faz diferença. E o melhor: é uma fórmula onde todos ganham. O contribuinte apenas repassa um dinheiro que iria para a União diretamente para um projeto social de sua cidade. Ganham as entidades do terceiro setor com recursos para promover o bem estar social e, principalmente, nossas crianças, adolescentes e idosos”, observa o prefeito Paulinho Freire.

Para a vice-prefeita Joanna Guerra, a campanha ganha força quando envolve diretamente quem está na ponta. “Esse recurso beneficia instituições que transformam vidas e executam políticas públicas na nossa cidade. A parceria é essencial para muitas pessoas, e o contribuinte tem participação decisiva nesse processo”, define Joanna.

A Restituição Solidária é coordenada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), em parceria com o Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMPI) e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica).

Doações fazem diferença, destacam entidades

 

O impacto das doações como as incentivadas pela campanha Restituição Solidária aparece no cotidiano de quem precisa de financiamento para ações sociais em Natal. “Essa destinação faz diferença e garante que o trabalho chegue a quem precisa”, afirma Vânia Torres, da Casa do Bem. A leitura se repete entre os conselhos. “Cada contribuição amplia o alcance das ações e fortalece o cuidado com a pessoa idosa”, diz o presidente do CMPI, Romildo Martins.

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CANTINHO DO AÇAI

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