1ª vez no mundo: médicos realizam transplante de córnea 3D e devolvem visão a paciente cego
03/06/2026

Foto: Reprodução/Pexels
Médicos da Unidade de Córnea do Instituto de Oftalmologia do Centro Médico Rambam, em Haifa, Israel, realizaram o primeiro transplante de córnea impressa no mundo. O procedimento histórico foi feito em um paciente que sofria com perda grave de visão e terminou de forma bem-sucedida.
O material inovador, que devolve a visão para pessoas com cegueira, foi totalmente fabricado por impressão 3D através de tecnologia regenerativa focada em tecidos bioimpressos. A tecnologia cirúrgica inovadora utiliza o transplante de córnea impressa para transformar de forma profunda a oftalmologia mundial. As informações são do portal NDMais.
O transplante de córnea impressa, batizado tecnicamente como implante PB-001, foi direcionado a um paciente que sofria com perda grave de visão no final de outubro de 2025. A cirurgia integra a fase 1 dos testes clínicos desenvolvidos na unidade médica de Israel.
A pesquisa médica em andamento projeta envolver de 10 a 15 pacientes diagnosticados com edema corneano decorrente de disfunção endotelial. Os cientistas estimam que os resultados preliminares do estudo clínico oficial sejam divulgados no segundo semestre de 2026.
As córneas humanas funcionam como estruturas transparentes em formato de cúpula localizadas na parte frontal dos olhos. Elas desempenham papel essencial para a visão humana ao desviar a luz externa e concentrá-la na retina. Desse ponto, o estímulo visual segue direto para o cérebro, onde é interpretado como imagem.
O método revolucionário multiplica a capacidade de atendimento a partir de células vivas. Uma única córnea saudável de doador falecido foi cultivada em laboratório e gerou insumos para criar e realizar a impressão de outras 300 córneas em 3D.
Atualmente, os procedimentos cirúrgicos tradicionais dependem apenas de doadores humanos falecidos, gerando uma fila de espera global que afeta mais de 13 milhões de pessoas.
O design médico planejado pela Precise Bio busca oferecer melhores resultados visuais aos pacientes, menores taxas de complicações cirúrgicas e qualidade linear nos tecidos desenvolvidos.
O avanço também permite a criopreservação de longo prazo dos implantes criados em laboratório, o que simplifica a logística internacional de distribuição e consolida uma solução sustentável para a saúde global.
O médico e diretor da unidade que liderou a equipe cirúrgica em Haifa, Michael Mimouni, destacou o impacto do transplante de córnea impressa na medicina global. “Pela primeira vez na história, testemunhamos uma córnea criada em laboratório, a partir de células humanas vivas, devolver a visão a um ser humano”, afirmou Mimouni.
O cofundador e diretor-executivo da empresa Precise Bio, Aryeh Batt, explicou que o marco histórico reflete mais de uma década de inovação multidisciplinar combinando biologia celular, biomateriais e bioimpressão 3D.
“Imagine um mundo em que uma única córnea doadora possa dar origem a centenas de implantes cultivados em laboratório, transformando a escassez em abundância”, declarou Batt. O executivo confirmou que a plataforma torna o transplante escalável e acessível mundialmente e projeta avançar com a avaliação clínica do ensaio em andamento.
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Bateria pesa na compra de carros elétricos
03/06/2026

Consumidor chega mais informado e pergunta sobre vida útil da bateria, recarga, manutenção e valor de revenda – Foto: Divulgação Venda troca motor por explicação técnica Nas concessionárias, a bateria também mudou a venda. O vendedor deixou de apres

Concessionárias relatam que bateria, autonomia, software e garantia passaram a pesar na decisão de compra dos eletrificados- Foto: Divulgação
Com híbridos e elétricos em expansão, bateria deixa de ser detalhe técnico e passa a influenciar compra, pós-venda e avaliação de seminovos no RN
A bateria virou a pergunta central na compra de um carro eletrificado no Rio Grande do Norte. Antes, o consumidor queria saber principalmente sobre motor, consumo, preço, design, conforto e valor de revenda. Agora, com o avanço dos híbridos, plug-in e elétricos, a decisão passou a carregar uma nova camada de dúvidas: autonomia real, tempo de carregamento, vida útil, garantia, custo de substituição, degradação, software, pós-venda e segurança na revenda. O carro mudou. E, com ele, mudou também o cálculo de quem compra, vende, revisa ou avalia um seminovo.
O movimento acompanha uma transformação nacional. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o Brasil fechou 2025 com 223.912 veículos leves eletrificados vendidos, alta de 26% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o mercado total de veículos leves cresceu 2,6%. Mas, no balcão das concessionárias e no pátio das lojas multimarcas, esse crescimento vem acompanhado de uma constatação comum: a bateria é hoje o principal ponto de confiança — ou de insegurança — do consumidor.
Novo medo está sob o assoalho
Para Álvaro Crisanto, presidente da Anreve, Associação Norte-Riograndense de Revendedores de Veículos, esse impacto já chegou ao mercado de seminovos em Natal. Segundo ele, os híbridos leves e plug-ins têm boa penetração, enquanto os elétricos 100% ainda aparecem em menor volume, mas crescem à medida que a venda do zero quilômetro começa a abastecer o mercado de usados.
“Os híbridos leves e plug-ins já estão com uma boa penetração no mercado. Os elétricos 100% ainda representam menor volume, mas crescem rápido porque houve explosão de vendas de zero quilômetro neste ano. E a venda do zero quilômetro abastece o mercado de seminovos com o passar do tempo”, afirma.
No seminovo, porém, a bateria pesa de forma ainda mais sensível. O comprador quer saber como o carro foi usado, como foi recarregado, quanto ainda entrega de autonomia e se a garantia permanece válida.
“O principal receio é bateria: custo de substituição e degradação. O consumidor médio ainda não entende bem vida útil, garantia e perda de autonomia. Mas a garantia de até oito anos minimiza esses impactos”, diz Álvaro.
A preocupação tem lógica. A vida útil de uma bateria não depende apenas da idade do carro. Temperatura, frequência de recarga rápida, nível de carga, profundidade de descarga e perfil de uso influenciam a perda de capacidade ao longo do tempo. Dois carros iguais, do mesmo ano, podem envelhecer de forma diferente se foram carregados e usados de maneiras distintas.
Seminovo carrega histórico invisível
A mudança altera a própria leitura do veículo usado. Antes, o cálculo passava por quilometragem, motor, câmbio, pintura, revisões e procedência. Nos eletrificados, entram fatores menos visíveis e mais técnicos: saúde da bateria, histórico de recarga, autonomia real, software, atualizações e garantia remanescente. O carro passa a carregar uma espécie de histórico invisível, que precisa ser interpretado antes de virar preço.
“A loja multimarcas agora precisa aprender coisas que antes não eram relevantes para avaliação dos carros, como saúde da bateria, histórico de recarga, autonomia real, software e atualizações, garantia remanescente da bateria. Então está mudando completamente as avaliações”, afirma Álvaro.
No mercado de usados, isso já aparece na liquidez. Álvaro afirma que os veículos a combustão ainda têm comportamento mais previsível. Os elétricos premium sofrem desvalorização mais agressiva, enquanto os elétricos de entrada têm procura maior, especialmente entre motoristas de aplicativo e consumidores que rodam muito.
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Avanço da inteligência artificial reacende debate sobre direitos autorais e futuro do jornalismo
03/06/2026

Foto: Freepik
Presidente do New York Times critica uso de conteúdo jornalístico por plataformas de IA sem autorização e alerta para impactos na democracia e na confiança pública
O avanço acelerado da inteligência artificial voltou a acender o debate sobre os impactos da tecnologia na produção de informação, na sustentabilidade econômica do jornalismo e na qualidade das democracias. Durante o 77º Congresso Mundial de Mídia de Notícias, promovido pela Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA), em Marselha, na França, o presidente e editor do The New York Times, Arthur Gregg Sulzberger, fez duras críticas às empresas de tecnologia que utilizam conteúdos jornalísticos para alimentar sistemas de inteligência artificial.
Segundo Sulzberger, as plataformas de IA vêm utilizando material produzido por veículos de comunicação sem autorização e sem qualquer forma de remuneração, comprometendo a viabilidade financeira do setor e enfraquecendo uma atividade considerada fundamental para a democracia.
“Gigantes da tecnologia exploram sites de notícias sem autorização nem remuneração. Reembalam esse conteúdo roubado como se fosse próprio, desviando audiência e receitas que, de outra forma, iriam para as organizações jornalísticas que produziram esse trabalho. E isso não acontece apenas uma vez, durante o treinamento dos modelos, mas incontáveis vezes todos os dias”, afirmou.
O executivo destacou que os efeitos desse processo já podem ser observados no tráfego dos veículos de comunicação. Citando dados da consultoria Comscore, Sulzberger afirmou que diversos sites de notícias registraram perdas expressivas de audiência nos últimos anos.
Segundo ele, há registros de “quedas superiores a 45% nos últimos quatro anos, à medida que a corrida da IA se intensificou”. Para o presidente do New York Times, o impacto não se limita ao aspecto econômico. Ele alertou que a redução de receitas pode comprometer a capacidade das redações de financiar reportagens originais e trabalhos de apuração, reduzindo o número de jornalistas dedicados à verificação dos fatos.
“Um futuro em que uma fonte essencial para uma sociedade saudável e uma democracia estável, a verdade, a compreensão e a responsabilização proporcionadas pelo jornalismo original, continue secando.”
Presente ao evento, o presidente executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, afirmou que o discurso de Sulzberger reflete uma preocupação compartilhada por diversos setores que dependem da proteção dos direitos autorais e da propriedade intelectual.
“Os pontos que ele enunciou são absolutamente razoáveis e, mais do que nunca, necessários. Queremos viver em um mundo de vale-tudo, em que a razão, a verdade, a pluralidade e os valores da civilização estejam subordinados ao uso de conteúdos ilegais para alimentar IAs como se não houvesse amanhã?”
Para Rech, a produção jornalística continua sendo insubstituível.
“A reportagem original é, frequentemente, a razão pela qual sabemos o que sabemos.”
Segundo ele, embora a inteligência artificial consiga reproduzir conteúdos já existentes, ela não substitui a produção original de notícias.
“Essa forma de atuar das empresas de IA gera problemas não só de direito de propriedade intelectual, porque estão se apropriando de conteúdos de terceiros, mas também de difusão de informações, gerando distorções justamente por conta da falta de curadoria profissional e responsável.”
O executivo ainda fez um alerta sobre os efeitos mais amplos dessa transformação.
“O enfraquecimento do jornalismo, e da produção intelectual como um todo, pode nos levar a um apocalipse civilizatório e, no fundo, essa foi a mensagem sensata e necessária deixada por Sulzberger.”
A preocupação também é compartilhada por especialistas em propriedade intelectual. Para o advogado Sydney Sanches, presidente do Conselho de Propriedade Intelectual da Federação das Câmaras de Comércio Exterior, a forma como as empresas de inteligência artificial operam cria um ambiente favorável para o crescimento da desinformação, da polarização e das teorias conspiratórias.
Segundo ele, diferentemente do jornalismo profissional, os sistemas de IA não estão submetidos aos mesmos padrões editoriais ou mecanismos de responsabilização.
“O impacto nos países democráticos é gigantesco, e já ocorria com as redes sociais. E agora, com a IA, isso toma uma proporção maior, sobretudo porque a relação que o cidadão médio tem com essas tecnologias é de credibilidade. Ele acredita no que recebe, na imagem que vê e no que escuta. E essas informações são disponibilizadas sem nenhum tipo de controle.”
Ao longo de sua apresentação, Sulzberger também chamou atenção para os desafios relacionados à confiança pública na informação. Segundo ele, a proliferação de conteúdos automatizados e de difícil rastreabilidade pode comprometer a capacidade da sociedade de distinguir fatos de informações falsas.
Com a multiplicação de bots, vídeos manipulados e conteúdos produzidos por inteligência artificial, torna-se cada vez mais difícil identificar a origem de uma informação e verificar sua autenticidade.
“Isso gera uma sensação crescente de que nada pode ser confiável”, afirmou.
Para ele, o problema vai além da disseminação de notícias falsas.
“O resultado não é apenas que as pessoas passam a acreditar em coisas falsas. É que elas deixam de acreditar também nas coisas verdadeiras.”
Na avaliação de André Gildin, sócio da consultoria RKKG, a expansão da inteligência artificial sem mecanismos adequados de controle pode acelerar fenômenos já observados nos últimos anos.
“A consequência, que já estamos vivenciando, é a polarização, o descrédito da imprensa, da ciência, das instituições e uma maior dificuldade para tomar decisões coletivas com base em fatos.”
Gildin defende uma discussão mais ampla sobre governança, segurança e transparência no desenvolvimento dessas tecnologias.
“Precisamos discutir cada vez mais governança, segurança, transparência, rastreabilidade e, principalmente, educação e letramento digital em todas as esferas, como escolas, empresas e instituições públicas.”
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Quatro séries da HBO Max abordam saúde, superação e histórias reais
03/06/2026

“Quilos Mortais Brasil” acompanha participantes que enfrentam a obesidade severa - Foto: Reprodução
Produções acompanham pacientes, profissionais e personagens que enfrentaram desafios físicos e emocionais marcantes
Histórias reais têm o poder de informar, emocionar e provocar reflexão. Na HBO Max, plataforma de streaming, séries documentais exploram temas como saúde, autoestima, qualidade de vida e superação, acompanhando pessoas que enfrentaram desafios físicos e emocionais marcantes.
Entre relatos de transformação, investigações de casos que impactaram o País e os bastidores de procedimentos médicos complexos, as produções da área da saúde chegam para oferecer um olhar mais humano sobre experiências que ajudam a compreender melhor diferentes realidades existentes entre os brasileiros.
Confira quatro das diversas opções disponíveis na plataforma.
1 – Quilos Mortais Brasil
A segunda temporada acompanha pessoas que convivem com obesidade severa e enfrentam desafios físicos e emocionais em busca de uma transformação de vida. Com apoio de especialistas, os participantes passam por mudanças profundas para recuperar a saúde e a autonomia. Na HBO Max.
2 – Sobre Essa Pele
A produção acompanha o trabalho das tatuadoras Raquel Gauthier e Margarita Sultanova, especializadas em ressignificar cicatrizes por meio da arte. A série mostra histórias de superação, autoestima e reconstrução da imagem pessoal. Na HBO Max.
3 – Pílulas de Farinha: O Escândalo que Gerou Vidas
A série revisita um dos maiores escândalos da indústria farmacêutica brasileira. Em 1998, comprimidos sem efeito anticoncepcional foram comercializados, resultando em gestações não planejadas. A produção reúne relatos das vítimas, detalhes da investigação e os desdobramentos judiciais do caso. Na HBO Max.
4 – Operação Transplante
Acompanhando médicos, pacientes e equipes especializadas, a produção mostra os bastidores do complexo sistema de transplantes de órgãos no Brasil. A série revela desde a captação e transporte dos órgãos até os procedimentos realizados nos hospitais. Na HBO Max.
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CBF adota esquema de controle e monitoramento para preservar foco da seleção na Copa do Mundo
03/06/2026

Vista aérea de uma parte da área de treinamentos que será utilizada pela Seleção Brasileira durante a Copa - Foto: Ired Bull / divulgação
Entidade prepara estrutura com regras de privacidade, uso moderado de redes sociais, tecnologia de monitoramento e acesso restrito a familiares durante a competição nos Estados Unidos
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adotará um esquema de controle, privacidade e monitoramento para a preparação da seleção brasileira durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos. A estratégia busca preservar o foco dos atletas ao longo dos quase 40 dias previstos de competição e reduzir o impacto do excesso de informações, especialmente das redes sociais, sobre os jogadores.
A preocupação da entidade ocorre em um cenário bastante diferente daquele vivido pela seleção campeã mundial de 1994. Integrantes daquele grupo costumam apontar o ambiente fechado e a concentração exclusiva no torneio como fatores que contribuíram para o fim de um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Três décadas depois, a circulação constante de informações e a exposição digital passaram a ser vistas como desafios adicionais para o desempenho esportivo.A delegação ficará hospedada no The Ridge Hotel, em Nova Jersey, escolhido por oferecer condições de conforto, segurança e privacidade. O acesso ao local será rigidamente controlado pela CBF. Apenas os 91 integrantes da delegação permanecerão hospedados no hotel, enquanto familiares e amigos dos atletas ficarão em outros locais e terão acesso limitado aos jogadores durante períodos específicos de folga.
Segundo apuração do jornal O Globo, a entidade elaborou um manual interno de conduta com orientações sobre o uso de celulares e redes sociais. Embora não haja proibição total, a intenção é reduzir estímulos externos e evitar distrações ao longo do torneio.
O volante Casemiro afirmou que não considera necessária uma restrição formal, mas defendeu uma relação mais equilibrada com as plataformas digitais.
“Poderíamos diminuir um pouco da rede social nas nossas vidas. Acho que o ser humano não está preparado para receber tanta informação. É uma opinião minha, cada um toma a decisão que quiser, todo mundo aqui já é pai de família. Tenho minhas redes sociais, aprovo tudo o que é colocado, tenho todas as informações, claro, mas se pudesse diminuir um pouco seria muito importante”, declarou.
Além das orientações sobre comportamento, a preparação contará com recursos tecnológicos voltados ao desempenho físico. Os atletas serão monitorados por scanners e sensores durante partidas e treinamentos. Desde a apresentação dos convocados, também utilizam calçados desenvolvidos com base em conceitos da neurociência, projetados para estimular áreas sensoriais por meio da sola dos pés e ampliar a percepção corporal dos jogadores.
A estrutura montada pela CBF inclui ainda chef de cozinha próprio para elaboração de cardápios balanceados e equipamentos de alto rendimento destinados à recuperação física e ao acompanhamento dos atletas.
O esquema de segurança também será ampliado. As atividades no centro de treinamento ocorrerão, em sua maioria, de forma fechada ao público, com reforço policial. A proposta difere parcialmente do modelo adotado pelo técnico Tite na Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando o grupo teve poucas horas de folga durante a competição. Desta vez, os atletas terão mais liberdade para encontrar familiares e amigos, desde que respeitem as regras estabelecidas pela comissão técnica e pela direção da entidade.
O The Ridge Hotel possui 171 quartos e passou por uma ampla reforma concluída em 2018. As intervenções modernizaram áreas como lobby, lounge, biblioteca, academia e espaços de reunião, características que pesaram na escolha da delegação brasileira.
O centro de treinamento da equipe será o Columbia Park, em Morristown, também em Nova Jersey. A estrutura, utilizada pelo New York Red Bulls, foi reformada recentemente e conta com campos de treinamento, academia, vestiários e áreas administrativas. O complexo foi projetado com foco em sustentabilidade, acessibilidade e treinamento de alto rendimento.
De acordo com o coordenador-geral das seleções masculinas, Rodrigo Caetano, a escolha levou em consideração requisitos técnicos e operacionais.
“Tomamos todos os cuidados para encontrar um lugar que pudesse oferecer a estrutura necessária de treinamento, com privacidade, modernidade e conforto”, afirmou.
O Columbia Park foi disputado por diversas seleções participantes da Copa do Mundo. Segundo o gerente-geral de seleções da CBF, Cícero Souza, fatores como logística, qualidade dos gramados e adaptação dos atletas foram determinantes para a definição da base brasileira.
“O objetivo principal era buscar melhor qualidade de gramados, hotéis, facilidades de logística, a menor diferença possível de fuso e outros fatores que poderiam influenciar positivamente no desempenho da seleção. Encontramos na região de Nova York/Nova Jersey as melhores condições em todos esses itens e isso pode fazer a diferença numa competição que é extremamente complicada diante da grandeza do evento”, disse.
A seleção estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, diante do Marrocos, no MetLife Stadium. O estádio fica a cerca de 30 minutos do hotel da delegação, enquanto o centro de treinamento está localizado a aproximadamente 15 minutos da hospedagem oficial da equipe. Durante a primeira fase, os jogos ocorrerão com intervalos de cinco dias, permitindo períodos de recuperação e convivência controlada com familiares entre as partidas.
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Italo Ferreira surfa em prancha de coqueiro para Aquacoco
03/06/2026

Aquacoco transforma origem em desafio com Italo Ferreira, celebra vitória do atleta na Nova Zelândia e reforça presença no surfe com renovação para 2026 e patrocínio à WSL
A Aquacoco apresenta o Aquacoco Extreme, projeto de conteúdo com Italo Ferreira que leva o campeão mundial e olímpico a desafios fora do óbvio no litoral potiguar. A primeira ação, batizada de “Surf no Coqueiro”, propôs uma experiência inédita: fazer Italo surfar em uma prancha criada a partir do tronco de um coqueiro.
Realizado antes da recente vitória do atleta no New Zealand Pro, etapa da World Surf League em Raglan, o desafio ganhou uma nova camada de significado após a conquista. No projeto da Aquacoco, Italo encarou o mar sobre uma prancha feita do tronco de um coqueiro. Na Nova Zelândia, dias depois, levantou um troféu em formato de prancha de madeira. Entre os dois momentos, uma mesma narrativa atravessa a água: origem, tradição, natureza e performance.
A ideia do Surf no Coqueiro parte de um símbolo essencial para a marca. O coqueiro, origem da água de coco, deixa de ser apenas paisagem ou matéria-prima e se transforma em objeto de performance. A proposta conecta brasilidade, entretenimento, esporte e natureza em um formato pensado para gerar conversa e presença cultural.
A iniciativa também dialoga com a trajetória de Italo Ferreira. Nascido em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, o atleta construiu sua história em uma relação profunda com o mar, a família e o litoral brasileiro. Depois de ser campeão mundial e olímpico sobre pranchas tradicionais de alta performance, Italo aceitou o desafio de voltar à essência, experimentando uma prancha feita do tronco de coqueiro.
A vitória no New Zealand Pro ampliou a força dessa narrativa. O troféu entregue ao campeão foi uma prancha de madeira, elemento que remete às origens do surfe. Antes das pranchas modernas de fibra, resina e alta tecnologia, o esporte nasceu sobre grandes peças de madeira, moldadas manualmente e ligadas à cultura polinésia e havaiana. Assim, a conquista de Italo em Raglan criou um espelho simbólico para o conteúdo da Aquacoco: da madeira ao mar, da tradição à alta performance.
“Com o Aquacoco Extreme, a gente transformou a madeira, a praia e o coco em linguagem. A prancha de coqueiro não é apenas um objeto de cena, mas uma provocação criativa sobre origem, coragem e movimento. É a natureza voltando para o mar em forma de desafio”, explicou Diogo Gaspar, CEO da Aquacoco.
A ação faz parte do plano da Aquacoco para ampliar sua presença no território de lifestyle e esportes em 2026. Nos materiais estratégicos da marca, o esporte aparece como espinha dorsal da comunicação, com a Aquacoco assumindo o papel de “combustível oficial do movimento”. O planejamento também aponta Italo Ferreira como projeto central para extensão de impacto, inovação de linguagem, narrativa poderosa e competição natural.
Além do desafio com Italo, a Aquacoco confirma a renovação da parceria com o atleta para 2026 e anuncia seu patrocínio à WSL. A marca estará presente em todas as etapas da temporada, incluindo o Rio Pro, em Saquarema, e o São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series no litoral paulista.
Para a marca, o movimento representa mais do que exposição. “A conexão com a WSL e com Italo Ferreira fortalece uma visão de longo prazo: ocupar um espaço relevante no imaginário do consumidor brasileiro por meio de saúde, hidratação, performance, praia e cultura”, explicou Diogo Gaspar.
A parceria chega em um momento no qual a Aquacoco busca consolidar seu posicionamento como uma marca ligada ao movimento, ao bem-estar e à vida ao ar livre.
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Indústria do RN desacelera em abril, mas empresários mantêm expectativa de crescimento
03/06/2026

A evolução da produção, que em março atingiu alto patamar, voltou ao normal - Foto: Fiern
Produção e emprego caem em abril, seguindo padrão sazonal, enquanto empresários projetam alta da demanda, exportações e investimentos
A atividade industrial do Rio Grande do Norte registrou desaceleração em abril de 2026, acompanhada por queda no emprego e redução do nível de utilização da capacidade instalada. Apesar do desempenho mais fraco no período, empresários do setor mantêm expectativas positivas para os próximos meses, com projeções de aumento da demanda, das exportações e dos investimentos.
Os dados constam na Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento, a produção industrial potiguar caiu na passagem de março para abril, movimento considerado habitual para o período. O indicador de evolução da produção recuou 20 pontos, passando de 60,6 para 40,6 pontos. Como o resultado ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, o índice sinaliza retração da atividade produtiva em relação ao mês anterior.
Na comparação com abril de 2025, o indicador também apresentou redução, passando de 45,0 para 40,6 pontos, uma queda de 4,4 pontos.
O enfraquecimento da atividade foi acompanhado pela redução do quadro de pessoal. O indicador de evolução do número de empregados ficou em 48,1 pontos, também abaixo da marca de 50 pontos, indicando retração na comparação mensal.
Outro sinal de desaceleração veio da Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que caiu de 78% para 76%, uma redução de dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
Os estoques de produtos finais também apresentaram recuo. O indicador ficou em 42,7 pontos, mostrando redução frente ao mês anterior. Além disso, o nível de estoques permaneceu abaixo do planejado pelas empresas, situação evidenciada pelo indicador de estoque efetivo em relação ao usual, que atingiu 46,9 pontos.
A análise por porte empresarial revela comportamentos distintos entre pequenas empresas e médias e grandes indústrias. Nas pequenas empresas, a produção e o emprego permaneceram estáveis em abril. O indicador de produção ficou exatamente em 50 pontos, limite que separa estabilidade de crescimento ou retração.
Já entre as médias e grandes empresas, o movimento foi mais intenso. O indicador de produção recuou para 37,5 pontos, ante 60 pontos registrados no levantamento anterior. No emprego, essas empresas também relataram redução do quadro de trabalhadores.
A situação dos estoques também variou conforme o porte. As pequenas indústrias apontaram estoques abaixo do planejado, enquanto as médias e grandes empresas indicaram níveis próximos ao programado.
Apesar da retração observada em abril, as expectativas para os próximos seis meses seguem favoráveis. Os empresários consultados projetam crescimento da demanda, com indicador de 54,7 pontos. Também são esperados aumentos nas compras de matérias-primas, que alcançaram 55,7 pontos, e nas exportações, cujo indicador atingiu 56,3 pontos.
A perspectiva para o emprego também permanece positiva. O índice de expectativa para o número de trabalhadores chegou a 53,8 pontos, sinalizando intenção de ampliar os quadros nos próximos meses.
O indicador de intenção de investimento reforça esse cenário. Em maio, o índice avançou de 70,7 para 72,8 pontos, ampliando o nível de confiança empresarial em relação à realização de novos aportes produtivos.
A pesquisa mostra, entretanto, diferenças importantes entre os portes empresariais. Enquanto as pequenas indústrias projetam queda da demanda nos próximos seis meses e estabilidade no emprego e nas compras de matérias-primas, as médias e grandes empresas esperam crescimento simultâneo da demanda, da contratação de trabalhadores e da aquisição de insumos.
Os resultados observados no Rio Grande do Norte convergem, em linhas gerais, com os dados nacionais divulgados pela CNI em 22 de maio. No conjunto da indústria brasileira, os indicadores também apontaram comportamento semelhante para produção e expectativas.
A principal diferença aparece na intenção de investimento. No cenário nacional, o indicador subiu de 53,7 para 54,8 pontos em maio, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas e registrando a primeira alta do ano. No Rio Grande do Norte, o indicador já se encontra em patamar significativamente superior ao observado no país.
A sondagem foi realizada entre os dias 4 e 13 de maio de 2026 e reúne informações das indústrias extrativas e de transformação instaladas no estado. Embora os números de abril apontem retração da atividade, o levantamento indica que o setor mantém perspectivas favoráveis para o segundo semestre, sustentadas pela expectativa de expansão da demanda, das exportações e dos investimentos.
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Um em cada quatro brasileiros desconhece que câncer pode ser prevenido
03/06/2026

Um em cada quatro brasileiros desconhece que câncer pode ser prevenido - Foto: Reprodução
Relatório nacional mostra que parte da população ainda não associa fatores como sedentarismo, obesidade e consumo de ultraprocessados ao risco de desenvolver a doença
O relatório Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer, divulgado nesta quarta-feira 3, revelou que um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer é uma doença que pode ser prevenida. O estudo investigou como a população percebe e se relaciona com fatores de risco para a doença, como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, alimentação ultraprocessada e sedentarismo.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026/2028. O volume representa aumento de 10,9% em relação ao período anterior, impulsionado pelo envelhecimento da população e por hábitos de vida.
A pesquisa é a primeira edição de abrangência nacional voltada a investigar o conhecimento dos brasileiros sobre a prevenção do câncer, incluindo percepções e comportamentos relacionados ao tema. O estudo foi realizado pelas Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do Inca. Foram entrevistadas 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Enquanto alguns hábitos, como o tabagismo e a exposição solar sem proteção, são amplamente percebidos como fatores de risco, outros ainda não são reconhecidos pela população da mesma forma. É o caso do sedentarismo, que aparece entre os fatores menos associados ao desenvolvimento da doença. Menos da metade dos brasileiros (48,3%) acredita que a falta de atividade física favorece o surgimento do câncer.
Na avaliação da chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, Luciana Grucci Moreira, houve avanço na percepção da população brasileira, especialmente quando comparada a estudos internacionais.
O principal exemplo é o tabagismo. Segundo a pesquisa, 90,5% dos entrevistados reconhecem que fumar causa câncer. Os outros fatores mais associados à doença são herança genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%).
Já fatores como consumo de bebidas alcoólicas, apontado por 71,3% dos entrevistados, alimentos embutidos, como presunto e salsicha (70,7%), e ultraprocessados, como macarrão instantâneo, salgadinhos e sorvete (65,6%), apresentam níveis menores de reconhecimento.
Para a especialista, a diferença na percepção está relacionada às políticas públicas e campanhas de conscientização implementadas ao longo das últimas décadas.
“Advertências em embalagens, impostos para elevar o preço do tabaco, ambientes restritos de fumo. Ou seja, um conjunto de políticas públicas e muita campanha informativa, de comunicação, que já foram desenvolvidas acerca do tabaco”, compara.
Ela avalia que medidas semelhantes podem ampliar o conhecimento da população sobre outros fatores de risco associados ao câncer.
O levantamento também mostra que parte significativa da população desconhece que o aleitamento materno atua como fator de proteção contra o câncer de mama. Quatro em cada dez entrevistados afirmaram não saber dessa informação.
“A mulher que amamenta tem uma proteção maior contra o câncer de mama quando comparada com aquela mulher que não tem oportunidade de amamentar.”
O sobrepeso e a obesidade são reconhecidos como fatores de risco por apenas 54,1% da população. O mesmo ocorre com o consumo de bebidas adoçadas, a baixa ingestão de frutas e verduras e o sedentarismo, associados ao câncer por 55,3%, 53,3% e 48,3% dos entrevistados, respectivamente.
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Moradores do Alecrim decoram rua na torcida pelo hexa na Copa
03/06/2026

Moradores da Rua São Vicente, no Alecrim, iniciaram preparativos para decorar a via em homenagem à Copa - Foto: José Aldenir
Moradores da Rua São Vicente se mobilizam para confeccionar enfeites e alimentar a expectativa pelo sexto título mundial da Seleção Brasileira
A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já mobiliza moradores da Rua São Vicente, no bairro Alecrim, em Natal. Há anos, a comunidade se reúne para confeccionar e instalar a decoração temática da via, mantendo uma tradição que antecede os grandes torneios de futebol e envolve moradores de diferentes idades.
Segundo a moradora Cleide, em entrevista ao Correio de Hoje, a ornamentação é resultado de um trabalho coletivo realizado pelos próprios residentes da rua. A iniciativa inclui a compra dos materiais, a produção dos enfeites e a instalação da decoração.
“Há muitos anos a gente faz essa decoração. A gente se reúne aqui, nós somos uma família. Compramos o material, cortamos, enrolamos e os homens vão subindo nas casas e postes para colocar no lugar”, afirmou.
De acordo com ela, a mobilização fortalece a convivência entre os moradores e mantém viva uma tradição que se repete a cada edição da Copa do Mundo. O trabalho é dividido entre os participantes, desde a confecção das peças até a colocação dos enfeites ao longo da rua.
Além da preparação visual, a expectativa dos moradores está voltada para o desempenho da Seleção Brasileira no torneio que será disputado em breve. Para Cleide, a decoração também representa a torcida pelo sexto título mundial do Brasil.
“E a expectativa é que a gente traga o hexa. Esse ano, se Deus quiser”, declarou.
A decoração da Rua São Vicente integra uma série de iniciativas comunitárias realizadas em bairros de Natal durante períodos de Copa do Mundo, quando moradores se organizam para ornamentar ruas e reforçar o clima de torcida em torno da seleção brasileira.
Além das tradicionais decorações nas ruas, a Copa do Mundo costuma movimentar bares, restaurantes e espaços de eventos em Natal, onde torcedores se reúnem para acompanhar as partidas da seleção brasileira. Também são comuns encontros entre amigos em residências, confraternizações e festas temáticas organizadas durante o torneio.
No Mundial de 2026, o Brasil está no Grupo C e fará sua estreia contra o Marrocos no dia 13 de junho, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Pela primeira fase, a seleção brasileira ainda enfrentará Haiti e Escócia em busca de uma vaga nas etapas eliminatórias da competição.
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Hábito de coçar os olhos eleva risco de ceratocone
03/06/2026

Coçar os olhos é fator de risco para ceratocone - Foto: Freepik
Presidente da Sociedade de Oftalmologia do RN alerta para o ceratocone, doença que pode levar à necessidade de transplante e atingir principalmente adolescentes e jovens adultos
O Rio Grande do Norte possui atualmente uma das maiores filas para transplante de córnea do Brasil, com pacientes chegando a esperar até três anos pelo procedimento. O alerta foi feito pelo presidente da Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Norte, Anderson Martins, durante entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi, ao abordar a campanha de conscientização sobre o ceratocone, uma das principais causas de transplante de córnea no país.
Segundo o especialista, a doença ainda é pouco conhecida pela população, apesar da frequência com que ocorre. O ceratocone provoca alterações progressivas na córnea e pode comprometer a visão de forma significativa quando não é identificado e tratado precocemente.
“Uma das principais causas de transplante de córnea no Brasil é ainda muito pouco conhecida, que é o ceratocone, que é uma doença que a gente tem visto uma prevalência muito grande ainda aqui no Estado. A gente espera que em cada 50 pessoas, uma possa ter o ceratocone. Se não for descoberto precocemente, vai evoluir no futuro para um transplante de córnea, e aqui a gente tem uma das piores filas de transplante de córnea ainda do Brasil, com a demora de até 3 anos para se conseguir um órgão”, afirmou.
A preocupação é maior porque a doença atinge principalmente adolescentes e jovens adultos, justamente uma parcela da população em idade escolar ou economicamente ativa. De acordo com Anderson Martins, a demora para a realização do transplante pode resultar em longos períodos de comprometimento visual.
Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento e a progressão da doença, o especialista destacou um hábito comum, principalmente entre crianças e pessoas com alergias oculares: o ato de coçar os olhos.
“Coçar os olhos é o principal fator de risco para ceratocone, e o pior que coçar os olhos, às vezes, a pessoa acha que é inofensivo, mas pode deformar a sua córnea até chegar à necessidade de um transplante no futuro.”
O ceratocone geralmente começa a se manifestar na adolescência e apresenta maior progressão até o início da vida adulta. Por isso, a identificação dos primeiros sinais é considerada fundamental para evitar o agravamento do quadro.
“Ele vai dando pequenos sinais, às vezes uma sensibilidade mais forte à luz, a coceira ocular quase sempre frequente, aquele paciente que está trocando mais de uma vez por ano de óculos, que o grau está mudando muito rapidamente, ou até uma visão dupla, que não melhora nem com óculos.”
Segundo Anderson Martins, o tratamento varia conforme o estágio da doença. Quando o diagnóstico é feito precocemente, existem alternativas capazes de interromper ou reduzir a progressão do problema, diminuindo a necessidade de transplante.
O médico explicou que o controle das alergias oculares é uma das principais estratégias para evitar o agravamento da doença.
A campanha realizada ao longo do mês de junho busca justamente ampliar o conhecimento da população sobre a doença e incentivar a procura por avaliação oftalmológica diante dos primeiros sintomas.
A orientação dos especialistas é que crianças, adolescentes e adultos que apresentem mudanças frequentes de grau, alergias oculares persistentes ou alterações na qualidade da visão procurem atendimento médico para investigação precoce.
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Geração Z resgata hábitos analógicos e transforma o vintage em símbolo de identidade
03/06/2026

Discos de vinil, câmeras antigas e roupas de brechó voltaram a atrair jovens da Geração Z - Foto: Belita Lira
Em meio à hiperconexão e ao excesso de estímulos, jovens encontram no passado uma forma de desacelerar, criar e se reconhecer
Em uma geração marcada pela velocidade, pela hiperconexão e pela lógica dos algoritmos, cresce o interesse de jovens por tudo aquilo que exige exatamente o contrário: tempo, presença e materialidade. O curioso é que grande parte dessas referências vem de um passado que eles nunca viveram.
Discos de vinil, câmeras digitais antigas, roupas de brechó, objetos analógicos e hobbies manuais voltaram a ocupar espaço. Não como resgate nostálgico tradicional, mas como escolha estética. Segundo a Vinyl Alliance, mais de 70% dos compradores de vinil hoje têm entre 18 e 24 anos. O dado ajuda a explicar uma mudança significativa: o disco deixou de ser apenas um formato musical e passou a funcionar como símbolo de gosto, de identidade e de curadoria pessoal.
Esse movimento também se reflete no mercado. Um relatório da Associação Americana da Indústria de Gravação mostrou que, em 2022, foram vendidos mais de 41 milhões de discos de vinil, superando os 33 milhões de CDs. Foi a primeira vez desde 1987 que o formato ultrapassou o digital físico mais recente, movimentando mais de R$ 6 milhões. Mais do que um retorno, trata-se de uma reinvenção do valor do objeto.
Para a psicóloga Luan Fernandes, esse comportamento revela uma resposta direta ao contexto atual.
“Nascidos entre 1997 e 2012, os jovens da Geração Z são os legítimos nativos digitais. Cresceram com o mundo na palma da mão, em uma realidade onde a conexão é constante e a informação, instantânea. No entanto, um movimento curioso e potente vem ganhando força: em vez de olharem apenas para o futuro tecnológico, esses jovens estão resgatando experiências, estéticas e hobbies de décadas que sequer viveram”, conta.
A explicação passa por um tipo específico de cansaço, não apenas físico, mas mental e sensorial.
“Vivemos em um tempo em que as 24 horas do dia parecem insuficientes. A cultura da produtividade excessiva e o imediatismo das redes sociais criaram um ambiente digital que pode ser, muitas vezes, assustador. Como resposta, a Geração Z busca a ‘pressa pela calma’”, afirma a especialista.
Essa busca se manifesta na prática. Diferente da experiência digital, onde tudo é rápido, previsível e mediado por sugestões automáticas, o consumo retrô exige participação ativa. Escolher um disco, posicionar a agulha, ouvir um álbum inteiro sem interrupções. Fotografar sem ver o resultado imediato. Criar algo com as próprias mãos.
“O ‘fazer’ manual devolve ao jovem o domínio sobre o processo”, explica a psicóloga.
Esse retorno ao processo aparece também no crescimento de atividades como tricô, marcenaria e fotografia analógica, práticas que exigem tempo, repetição e atenção.
Há ainda uma dimensão de controle envolvida. Em um ambiente digital onde o usuário é constantemente conduzido, o analógico surge como uma forma de retomada da autonomia.
“Existe uma sensação de perda de domínio próprio no mundo digital, onde somos conduzidos o tempo todo. Regredir para práticas analógicas é uma forma inconsciente de recuperar o controle sobre a maneira de pensar, agir e criar”, conta.
Mas talvez o aspecto mais interessante desse movimento seja emocional. A psicologia e a psicanálise apontam que o contato com o passado, mesmo que não vivido, pode funcionar como ferramenta de regulação emocional. Em um cenário de ansiedade constante, o retrô oferece previsibilidade.
Além disso, há uma construção de identidade em jogo. Em uma realidade onde tudo tende à padronização, especialmente nas redes sociais, o vintage permite diferenciação.
“Ao adotar estéticas de outras eras, os jovens expressam quem são fora da padronização algorítmica, encontrando um senso de pertencimento dentro de novos grupos que valorizam o ‘sentir’ sobre o ‘clicar’”, afirma a psicóloga.
Em Natal, esse movimento ganha forma concreta em espaços como a Discol, loja fundada em 1975 no centro histórico da cidade. O local, que começou como uma loja de discos, hoje funciona como um ponto cultural e de encontro para artistas e amantes da música.
Gabriela Almeida, filha do fundador Luiz Brás, acompanha essa transformação de perto.
“Eu sempre reflito um pouco sobre o impacto da pandemia nas mídias físicas, como as pessoas ficaram muito ‘trancadas’ em casa e obrigadas ao contato apenas por redes sociais e internet, acho que isso levou todo mundo a buscar alternativas mais ‘analógicas’ e palpáveis de lazer e afins”.
A pandemia, nesse sentido, aparece como ponto de virada. O excesso de digitalização intensificou o desejo por aquilo que é físico, tátil e concreto. O que antes era tendência passou a ser necessidade.
No fim, a relação da geração Z com o vintage não é exatamente sobre o passado. É sobre o presente. Sobre a tentativa de construir uma vida que não seja totalmente mediada por telas, respostas rápidas e consumo automático.
Como resume a psicóloga: “no fim, a Geração Z não está apenas consumindo o passado; ela está tentando reconstruir um presente que tenha mais textura, mais calma e, principalmente, mais verdade.”
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Brasil terá primeira caneta de semaglutida após fim da patente a partir de R$ 287
03/06/2026

Farmacêutica EMS iniciará em 15 de junho a venda do Ozivy, primeira caneta brasileira - Foto: Reprodução
Medicamento Ozivy, da EMS, começa a ser vendido em junho com preço inferior ao de produtos similares e produção nacional em larga escala
A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil após o encerramento da patente da molécula no país começará a ser comercializada ainda neste mês. Batizado de Ozivy, o medicamento desenvolvido pela farmacêutica EMS recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de diabetes tipo 2 em adultos e chega ao mercado com a promessa de ampliar o acesso a uma terapia que, atualmente, custa cerca de R$ 1 mil por mês.
As vendas terão início em 15 de junho. O tratamento com as doses iniciais de 0,25 mg e 0,5 mg terá preço de R$ 452 por mês, enquanto a apresentação de 1 mg será vendida por R$ 497. A empresa, porém, anunciou condições diferenciadas para pacientes que aderirem ao Programa Vida + Leve, do EMS Saúde. Nessa modalidade, os três primeiros meses de tratamento custarão R$ 861 no total, o equivalente a R$ 287 por mês.
O lançamento ocorre poucos meses após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, em março deste ano. A substância é a mesma utilizada em medicamentos amplamente conhecidos no mercado, como o Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e o Wegovy, utilizado no tratamento da obesidade.
Segundo a EMS, o Ozivy será comercializado em embalagens contendo uma ou duas canetas. Na fase inicial de distribuição, mais de 500 mil unidades estarão disponíveis nas principais redes farmacêuticas do país. A empresa prevê uma expansão gradual da oferta para todo o território nacional.
Em nota, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que a chegada do produto representa um passo para ampliar o acesso aos tratamentos baseados em semaglutida. Segundo ele, o objetivo é “ampliar o acesso da população a terapias modernas, produzidas com os mais elevados padrões de qualidade e segurança”.
A produção do medicamento ocorre em Hortolândia, no interior de São Paulo. De acordo com a farmacêutica, a unidade possui capacidade para fabricar até 40 milhões de canetas por ano. A estrutura integra a plataforma de peptídeos da empresa, utilizada também na fabricação dos medicamentos Olire e Lirux, ambos à base de liraglutida.
A EMS informou que os investimentos destinados à implantação dessa plataforma industrial ultrapassaram R$ 1,2 bilhão. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar a produção nacional de medicamentos voltados ao tratamento de doenças metabólicas.
A indicação aprovada pela Anvisa prevê o uso do Ozivy no tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com dieta e prática de exercícios físicos. Assim como o Ozempic, o medicamento é administrado por meio de aplicação semanal.
Uma das diferenças entre os dois produtos está relacionada ao armazenamento. O Ozivy deve permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C antes e depois do início do uso. Já o Ozempic exige refrigeração apenas antes da primeira aplicação, podendo ser mantido em temperatura ambiente de até 30°C por até seis semanas após aberto.
Além de ser a primeira caneta nacional de semaglutida lançada após o fim da patente da molécula, o Ozivy também se torna a primeira versão sintética da substância autorizada para venda no Brasil. Os produtos originais desenvolvidos pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk — Ozempic e Wegovy — possuem origem biológica.
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Operação mira esquema de corrupção em contratos em Recife
03/06/2026

Operação Check-in, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça 2 — Foto: Divulgação/PF
Operação Check-in cumpre oito mandados de busca e apura possíveis fraudes em licitações envolvendo contratos de terceirização de mão de obra firmados em 2020
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira 2, a Operação Check-in para investigar um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos envolvendo contratos firmados com a Prefeitura do Recife. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início neste ano após a apreensão de canhotos de cheques durante a Operação Firenze. O material indicaria o pagamento de vantagens indevidas a um agente público de alto escalão da administração municipal por parte de uma empresa contratada pela prefeitura. A identidade e o cargo do servidor não foram divulgados.
As apurações apontam que as irregularidades teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra celebrados em 2020. Segundo a PF, a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife naquele ano, dos quais cerca de R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais.
Os investigadores também destacam que a empresa já mantinha contratos com o município em anos anteriores, o que levanta a suspeita de que os prejuízos aos cofres públicos possam ser superiores aos valores inicialmente identificados.
Até o momento, não houve prisões. Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato administrativo e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal não informou quais materiais foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
Em nota, a Prefeitura do Recife afirmou que não é alvo da operação e ressaltou que as investigações se referem a contratos firmados com uma empresa terceirizada em 2020. O município declarou ainda que permanece à disposição dos órgãos de controle e das autoridades para colaborar com o andamento das apurações.
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Comissão da Câmara visita Espaço Crescer e discute ampliação de atendimento a crianças neurodivergentes
03/06/2026

Vereadores visitaram o Espaço Crescer, instalado no CEI Leste, em Natal. - Foto: Elpídio Júnior
Unidade instalada no CEI Leste atende cerca de 500 crianças por mês e tem projeto de expansão para outras regiões de Natal
A Comissão de Saúde, Direito dos Animais, Previdência e Assistência Social da Câmara Municipal de Natal realizou, nesta segunda-feira 1º, uma visita técnica ao Centro de Especialidades Integradas do setor Leste II (CEI Leste), antigo Centro Clínico do Alecrim. O foco da visita foi o Espaço Crescer, serviço voltado ao atendimento de crianças neurodivergentes implantado na unidade em novembro de 2025.
Durante a inspeção, os vereadores conheceram o funcionamento do equipamento, ouviram demandas de servidores e usuários e discutiram propostas para ampliar a estrutura e os serviços oferecidos.
Segundo dados apresentados pela direção da unidade, o Espaço Crescer realiza cerca de 500 atendimentos mensais nas áreas de neuropsicologia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. O local também conta com especialistas na aplicação da metodologia ABA, utilizada no acompanhamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Uma das principais necessidades apontadas pela unidade é a criação de um espaço destinado à realização de terapias. De acordo com a diretora do CEI Leste, Érica Melo, a estrutura física necessária já existe, restando apenas a execução de uma reforma para adequação do ambiente.
Presidente da Comissão de Saúde, o vereador Luciano Nascimento (PSD) informou que o colegiado pretende destinar emendas parlamentares para viabilizar as melhorias na unidade.
“Nós vamos fazer um relatório no qual iremos destacar os pontos positivos, como o acolhimento às famílias, mas também os pontos negativos, como a ausência de profissionais que, embora pontual, prejudica o tratamento das crianças e adolescentes aqui atendidos”, afirmou.
O vereador Daniel Santiago (PP), também integrante da comissão, afirmou que o Espaço Crescer tem contribuído para reduzir a fila de espera por diagnóstico e atendimento especializado em Natal.
“São quase cinco mil crianças à espera de atendimento em toda Natal. O Espaço Crescer é um projeto piloto. A Comissão veio aqui para conhecer como é o dia a dia da unidade, conseguimos identificar algumas demandas por parte da empresa terceirizada, que presta esse serviço, e o importante é não deixar essas famílias voltarem para casa sem aquela avaliação. Nós vamos buscar melhorias e ampliar esse espaço, tanto aqui, de forma estrutural, como levar esse projeto para as outras regiões, como na Zona Norte”, explicou.
O parlamentar também ressaltou a importância da emissão de laudos para garantir suporte educacional às crianças neurodivergentes nas escolas da rede pública.
“Enquanto a família da criança neurodivergente não tem um laudo, a Secretaria de Educação não tem como disponibilizar um estagiário em sala. Mas, pela lei, a partir do momento que a criança tem um laudo e tem a necessidade, a Secretaria pode disponibilizar um estagiário. Essa demanda estava reprimida na Educação mas, agora, nos próximos dias vai estar sendo publicado no Diário Oficial o processo seletivo do Educador Social Voluntário. Serão mil educadores sociais, justamente para somar com os estagiários que já existem, para suprir a necessidade dessas crianças que estão saindo daqui com o laudo”, disse.
O vereador Cleiton da Policlínica (PSDB) avaliou que as visitas realizadas pela comissão auxiliam na identificação de demandas e no acompanhamento dos serviços prestados pelo município.
“Estou saindo muito feliz pelo que eu vi nessa unidade, mas também há uma luta para buscarmos melhorias, sobretudo para que as crianças façam suas terapias aqui”, afirmou.
Implantado em novembro de 2025, o Espaço Crescer é o primeiro equipamento municipal voltado ao atendimento especializado de crianças neurodivergentes em Natal. A expectativa dos parlamentares é ampliar a estrutura existente e expandir o modelo para outras regiões da capital.
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João Fonseca é eliminado nas quartas de Roland Garros após melhor campanha
03/06/2026

João Fonseca é eliminado nas quartas de Roland Garros após melhor campanha - Foto: Divulgação/ Brasileiro volta às quartas do torneio após 22 anos
O brasileiro João Fonseca foi eliminado nas quartas de final de Roland Garros nesta terça-feira 2, após ser derrotado pelo tcheco Jakub Mensik por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), em 2h44min. A partida foi disputada na quadra Philippe-Chatrier, sob o teto fechado devido à chuva em Paris.
Número 30 do ranking mundial, Fonseca, de 19 anos, disputava pela primeira vez as quartas de final de um torneio de Grand Slam. Do outro lado, Mensik, de 20 anos, ocupa a 27ª posição na lista da ATP e avançou para enfrentar Alexander Zverev, terceiro colocado do ranking.
O jogo teve condições diferentes das habituais no torneio. Com o teto fechado, a quadra ficou mais pesada e a bola teve menor velocidade. O brasileiro cometeu erros ao longo da partida, enquanto o adversário manteve regularidade para garantir a vitória.
Mesmo com a eliminação, Fonseca alcançou a melhor campanha da carreira em um Grand Slam e recolocou o Brasil entre os oito melhores da chave masculina de simples em Roland Garros após 22 anos. O último a atingir essa fase havia sido Gustavo Kuerten, em 2 de junho de 2004. Entre as mulheres, Beatriz Haddad Maia foi semifinalista em 2023.
Para chegar às quartas, Fonseca venceu o francês Luka Pavlovic e o croata Dino Prizmic nas primeiras rodadas. Na sequência, superou o sérvio Novak Djokovic, que soma 24 títulos de Grand Slam, e derrotou o norueguês Casper Ruud nas oitavas de final.
Com os resultados obtidos em Paris, o brasileiro deve subir no ranking da ATP. A atualização em tempo real indica a 25ª posição, podendo haver mudanças conforme o andamento do torneio. Fonseca já tem assegurada a condição de melhor sul-americano da lista, à frente do argentino Francisco Cerúndolo.
O próximo compromisso do tenista será o ATP 500 de Halle, a partir de 15 de junho. Ainda no mesmo mês, ele disputará o ATP 250 de Eastbourne, antes de Wimbledon.
Este foi o segundo confronto entre Fonseca e Mensik. O brasileiro venceu o primeiro, no Next Gen ATP Finals de 2024. Os dois também se enfrentariam no ATP 500 da Basileia, em 2025, mas o tcheco desistiu antes da partida devido a uma lesão.
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Carro eletrificado muda venda, oficina e até o mercado de seminovos no RN
03/06/2026

Chegada dos eletrificados às oficinas exige ferramentas específicas, equipamentos de segurança, isolamento para sistemas de alta tensão e novos processos de diagnóstico - Foto: Reprodução
Brasil fechou o ano passado com quase 224 mil veículos leves eletrificados vendidos, recorde histórico e alta de 26% em relação ao ano anterior
O avanço dos carros híbridos, plug-in e elétricos no Rio Grande do Norte já deixou de ser apenas uma novidade de showroom. A nova fase da mobilidade eletrificada começa a mudar a forma como as concessionárias vendem, treinam equipes, preparam oficinas, fazem diagnóstico, estruturam o pós-venda e até avaliam veículos seminovos. O carro deixou de ser explicado apenas por motor, potência, design e condição comercial. Agora, a conversa envolve autonomia, bateria, recarga, software, atualização remota, garantia, custo por quilômetro rodado, infraestrutura e confiança.
O movimento acompanha uma transformação nacional. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o Brasil fechou 2025 com 223.912 veículos leves eletrificados vendidos, recorde histórico e alta de 26% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o mercado total de veículos leves cresceu 2,6%, o que mostra que os eletrificados avançaram em ritmo muito superior ao conjunto do setor. Em abril de 2026, ainda conforme dados da entidade, os eletrificados chegaram a 38.516 emplacamentos no País, com forte peso dos modelos plug-in, incluindo elétricos puros e híbridos recarregáveis.
No RN, o avanço também já aparece em números locais. Levantamento com base em dados do Detran-RN apontou que a frota de veículos 100% elétricos no Estado saltou de 427 unidades em 2022 para 3.017 até junho de 2025, alta de 607%. Natal concentrava 52,5% desse total, sinal de que a capital funciona como principal polo de adoção da nova tecnologia. A infraestrutura também começou a crescer: o estado já superou 300 pontos de recarga, incluindo eletropostos instalados em shoppings, supermercados, ruas, centros comerciais e empreendimentos privados.
Mas a mudança mais relevante não está apenas no crescimento da frota. Está na cadeia que se forma em torno dela. Para as concessionárias, o consumidor potiguar passou a chegar mais informado, mais curioso e mais exigente. Ele quer saber se o carro chega a Pipa, Mossoró ou ao interior sem susto; se há recarga fora de casa; se é possível instalar wallbox em condomínio; quanto tempo dura a bateria; qual será o valor de revenda; quem fará a manutenção; se haverá peça disponível; e se a concessionária está preparada para atender o veículo depois da compra.
Na Geely Redenção, em Natal, o gerente Ítalo Rodrigo Andrade de Lima avalia que o crescimento dos eletrificados tem sido “impressionante” e segue uma curva acelerada. Segundo ele, a Redenção Geely emplacou, apenas no varejo, sem venda direta, 282 carros em abril, resultado tratado pela operação como recorde. Para Ítalo, o carro eletrificado já deixou de ser visto como artigo de nicho ou “segundo carro de luxo” e passou a ser considerado escolha principal por muitas famílias potiguares.
Ele atribui esse avanço à chegada de novas tecnologias de bateria, ao melhor custo-benefício e à percepção de economia no bolso. “O interesse é real, maduro e diário no showroom”, afirma. As principais dúvidas, segundo o gerente, concentram-se em autonomia, infraestrutura de recarga, instalação de carregador residencial, desvalorização e durabilidade da bateria. O cliente de Natal, diz ele, chega mais informado, mas ainda precisa vencer barreiras culturais antes de fechar negócio.
A BYD Carmais também identifica uma mudança clara de comportamento. O diretor regional Vanderson Oliveira afirma que o consumidor potiguar passou a enxergar os eletrificados não apenas como inovação, mas como solução real de mobilidade, economia e tecnologia. Segundo ele, nos últimos meses houve aceleração importante na procura por modelos híbridos e 100% elétricos, especialmente em Natal e nas principais cidades do estado. “Hoje existe um público muito mais informado, conectado às tendências globais e disposto a investir em veículos com maior eficiência energética, menor custo operacional e mais recursos tecnológicos”, diz.
A marca chinesa, que já ocupa posição de destaque no segmento no Brasil, vê o test-drive como um divisor de águas. Vanderson afirma que muitos consumidores mudam a percepção depois de conhecer o desempenho, o conforto, o silêncio na condução e a economia no uso diário. Para atender essa demanda, a BYD Carmais está construindo uma nova concessionária com estrutura maior no estado. A operação também projeta um portfólio mais amplo: segundo o executivo, a BYD deve trazer até o fim do ano mais sete modelos novos, entre híbridos e 100% elétricos.
Na GAC, representada pelo Grupo A. Cândido, o diretor Marcelo Vadalá trata o fenômeno como transformação de mercado, não mais como tendência. Ele lembra que os eletrificados cresceram muito acima do mercado convencional e afirma que Natal começa a entrar nesse movimento de forma consistente. Para Vadalá, o consumidor mudou a pergunta. Antes queria saber o que era um carro elétrico; agora quer entender qual modelo faz mais sentido para a própria rotina.
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Justiça condena aplicativo a indenizar consumidor ameaçado após cancelamento de pedido no RN
03/06/2026

Consumidor relatou ter sido ameaçado após cancelar um pedido de refeição - Foto: reprodução
Consumidor receberá R$ 5 mil por danos morais após cancelar pedido e relatar episódio que terminou com intervenção policial
Um aplicativo de entregas foi condenado pela Justiça a pagar R$ 5 mil por danos morais a um consumidor que afirmou ter sido ameaçado pelo responsável de um restaurante após cancelar um pedido em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte.
A decisão foi proferida pelo 3º Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Mossoró. Segundo os autos, o consumidor havia solicitado uma refeição por meio da plataforma, mas pediu o cancelamento após receber o alimento em condições impróprias para consumo. O valor pago foi posteriormente estornado.
De acordo com o processo, após o cancelamento do pedido, o responsável pelo estabelecimento comercial foi até o local onde o cliente estava hospedado. O consumidor relatou que foi alvo de ameaças, gritos e buzinaços, situação que levou ao acionamento da polícia.
O autor da ação informou ser Pessoa com Deficiência (PcD), amputado bilateral, e alegou que o episódio provocou uma crise hipertensiva, exigindo atendimento médico de urgência em uma unidade de saúde.
Na ação judicial, o consumidor sustentou que houve falha na prestação do serviço por parte da plataforma de entregas, especialmente em razão do compartilhamento de seus dados com o restaurante. Além da indenização por danos morais, ele também pediu ressarcimento por supostos danos materiais.
Em sua defesa, a empresa argumentou que atua apenas como intermediadora entre clientes e estabelecimentos comerciais e, por isso, não poderia ser responsabilizada pelos atos praticados pelo restaurante. A plataforma também alegou que o problema teria sido causado exclusivamente por terceiros e que o estorno do pedido teria encerrado a questão.
Ao analisar o caso, a juíza Welma Maria Ferreira de Menezes rejeitou os argumentos da empresa. Na decisão, a magistrada entendeu que a plataforma integra a cadeia de consumo ao intermediar pagamentos, administrar dados dos usuários e estabelecer regras para a utilização do serviço.
O pedido de indenização por danos materiais foi negado por ausência de comprovação documental das despesas alegadas.
Por outro lado, a juíza reconheceu a ocorrência de dano moral. Na sentença, considerou que o consumidor, sozinho em uma cidade desconhecida, foi submetido a uma situação de ameaças, ofensas e intimidação, episódio que culminou em uma emergência médica.
Com a decisão, a plataforma foi condenada ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais ao consumidor.
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CAOS NO WALFREDO: Centro de Queimados perde leitos; casos dobram e obra milionária segue parada
03/06/2026

Foto: Alex Régis
Enquanto os casos de queimaduras aumentam no RN, a reforma do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Walfredo Gurgel, na Zona Leste de Natal, segue sem conclusão, segundo informações da Tribuna do Norte.
Referência estadual no atendimento a grandes queimados, a unidade opera hoje com 12 leitos, abaixo da capacidade original de 20 vagas, após redução provocada pela obra inacabada.
O cenário preocupa às vésperas do São João, período marcado pelo aumento do risco de acidentes com fogo e explosivos. “Se acontecer um acidente com múltiplas vítimas, é um grande problema”, afirmou o coordenador do CTQ, Marco Almeida, à Tribuna.
Dados repassados pela Defensoria Pública do RN mostram avanço da demanda. O número de internações por queimaduras teria passado de cerca de 80 para 160 casos nos últimos seis meses.
Segundo o órgão, também houve aumento nos óbitos ligados a queimaduras: de um caso registrado em 2024 para entre seis e oito ocorrências nos primeiros meses de 2026.
A Defensoria aponta ainda problemas estruturais e operacionais na unidade, incluindo goteiras, leitos desativados, déficit de profissionais, falta de insumos e mudanças improvisadas em setores de atendimento.
Reforma tem apenas 1% concluída
A reforma do CTQ começou em agosto de 2024, com contrato de R$ 1,2 milhão. Conforme a direção do centro, porém, apenas cerca de 1% da obra foi executado até agora.
Em coletiva nesta semana, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a paralisação ocorreu após descumprimento contratual da empresa responsável pela obra.
Segundo ele, o Governo do Estado abriu processo de distrato e tenta viabilizar a convocação de outra empresa para assumir os serviços.
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Mulher de 37 anos finge ser adolescente e é presa um ano após adoção em SC
03/06/2026

Foto: Reprodução
Uma mulher de 37 anos foi presa, nesta terça-feira (2), por se passar por uma adolescente de 12 anos, em Joinville, Santa Catarina. A suspeita chegou a ser adotada por uma família, com quem viveu por mais de um ano.
Segundo a PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), a mulher utilizava o nome falso de “Gabriele” e se passava por uma adolescente. A prisão em flagrante ocorreu na residência das vítimas, no distrito de Pirabeiraba, onde ela morava há cerca de 14 meses.
A infratora ganhou a confiança de toda a família e, para sustentar o disfarce e justificar sua aparência de adulta, ela alegava falsamente ser portadora de autismo e dizia que seus traços eram decorrentes da utilização de hormônios de forma forçada durante a infância.
Para reforçar o papel de criança, a mulher também apresentava comportamentos infantilizados, como o uso de mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir.
Segundo as investigações, esse não foi o primeiro crime da mulher. Há registros de golpes idênticos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
A suspeita confessou o crime para as autoridades policiais durante o interrogatório formal. Depois da prisão em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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Irã suspende negociações com EUA e acusa Israel de violar cessar-fogo em Gaza e no Líbano
03/06/2026

Armamento apreendido durante incursão militar israelense no Líbano - Foto: IDF / Reprodução
Teerã interrompe conversas com Washington após intensificação de operações militares israelenses; governo americano afirma que contatos continuam
O governo do Irã anunciou a suspensão das negociações com os Estados Unidos para um acordo destinado a encerrar o conflito iniciado em fevereiro, alegando que a intensificação das ações militares de Israel no Líbano e na Faixa de Gaza viola os termos do cessar-fogo firmado entre Teerã e Washington em abril.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a trégua deve ser aplicada a todas as frentes de conflito da região. Segundo ele, ataques no Líbano ou em Gaza representam descumprimento do acordo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também acusou os Estados Unidos de não respeitarem os compromissos assumidos.
A decisão ocorre em meio ao agravamento da situação em Gaza, onde autoridades locais relatam centenas de mortes desde o anúncio do cessar-fogo em 2025. O governo de Israel ampliou operações militares no território e também intensificou ataques contra posições do Hezbollah no Líbano. O grupo libanês, aliado do Irã, continua trocando ataques com forças israelenses apesar da existência de uma trégua formal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a suspensão das conversas e afirmou que os contatos com o Irã continuam. Em redes sociais, declarou ainda que conversou com autoridades israelenses e com representantes do Hezbollah para tentar conter a escalada militar, embora os detalhes dessas tratativas não tenham sido divulgados.
O conflito no Líbano tornou-se um dos principais pontos de tensão. Israel mantém operações militares no sul do país e defende a criação de uma zona de segurança próxima à fronteira. Em resposta, o Hezbollah continua utilizando foguetes, mísseis e drones contra alvos israelenses. Apesar de declarações favoráveis a um cessar-fogo, os dois lados indicaram que manterão suas operações militares.
Além de interromper as negociações, o Irã elevou o tom das ameaças. O comandante da Força Quds, Esmail Ghaani, afirmou que Teerã poderá ampliar a pressão sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, corredor estratégico por onde passa cerca de 12% do comércio marítimo mundial. A região já foi alvo de ataques dos houthis do Iêmen, também aliados iranianos.
Enquanto isso, análises recentes apontam que o Irã conseguiu restaurar parte significativa de sua infraestrutura militar subterrânea atingida por bombardeios americanos e israelenses. Especialistas avaliam que o país ainda mantém um grande arsenal de mísseis e capacidade de reação caso o conflito volte a se intensificar.
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