Casos de arboviroses caem 66,5% em Natal
23/10/2026

Capital registrou 1.799 casos prováveis de dengue, zika e chikungunya até 17 de outubro; vigilância orienta moradores a eliminar criadouros do mosquito
Natal registrou queda de 66,5% nos casos prováveis de arboviroses entre janeiro e 17 de outubro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o boletim epidemiológico nº 41, elaborado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foram contabilizados 1.799 casos prováveis de dengue, zika e chikungunya neste ano, contra 5.371 em 2025. Apesar da redução, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) alerta para o aumento das condições favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti com a chegada do período mais quente e chuvoso.
A queda foi registrada nas três doenças monitoradas pelo município. Os casos confirmados de dengue passaram de 2.151 para 639, redução de 70,3%. Na chikungunya, os registros diminuíram de 377 para 35, recuo de 90,7%. Já a zika apresentou a maior redução proporcional, de 96,2%, passando de 79 casos confirmados em 2025 para três neste ano. Mesmo com a diminuição das notificações, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém ações de vigilância e controle do mosquito em diferentes regiões da capital.
O chefe da UVZ Natal, Luciano Pereira da Silva, orienta que os moradores reservem pelo menos dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Entre as recomendações estão evitar água parada em pneus, garrafas e vasos, manter caixas d’água vedadas e limpar calhas e ralos. O município também realiza visitas domiciliares, monitoramento com armadilhas conhecidas como ovitrampas, aplicação de inseticidas em áreas de risco e ações com o método Wolbachia, desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde, a Fiocruz e o World Mosquito Program.
Essa publicação é um oferecimento















