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Mãe de criança agredida pelo pai já havia buscado acolhimento

10/10/2026


Segundo conselheira, mulher relatou que já havia sofrido episódios de violência — Foto: TV Ponta Negra/Reprodução

Segundo o Conselho, mulher relatou episódios anteriores de violência doméstica e afirmou ter retomado o relacionamento por dependência financeira

Am ãe da criança de aproximadamente um ano e seis meses que aparece sendo agredida pelo pai em um vídeo divulgado nas redes sociais já havia procurado acolhimento por violência doméstica em Parnamirim, na Grande Natal. Segundo o Conselho Tutelar, a mulher chegou a passar pela Casa Clara Camarão, serviço de proteção a vítimas de violência, mas retomou o relacionamento com o companheiro por depender financeiramente dele.

Segundo a conselheira tutelar Amanda Melo, a mulher relatou que já havia sofrido episódios anteriores de violência doméstica praticados pelo companheiro, que foi preso após a divulgação das imagens da agressão à criança.

“Ela nos relatou por alto que já vinha de violências reiteradas praticadas por ele. Inclusive, ela já tinha passado pela Casa Clara Camarão, tinha saído e tinha reatado esse relacionamento”, afirmou a conselheira.

Amanda Melo explicou que a mãe relatou dificuldades financeiras como motivo para ter retomado a convivência com o suspeito. A mulher tem outros quatro filhos, além da criança que aparece nas imagens das agressões.

De acordo com a conselheira, a mulher também relatou ter recebido críticas nas redes sociais por ter voltado ao relacionamento. Amanda afirmou que situações de dependência econômica, ausência de apoio familiar e dificuldades para ingressar no mercado de trabalho podem influenciar a decisão de mulheres que retornam ao convívio com companheiros violentos.

“Foi isso que ela nos relatou, de ter reatado por ela depender economicamente dele”, declarou.

Após receber o vídeo das agressões, divulgado por familiares, o Conselho Tutelar de Parnamirim procurou a mãe e realizou uma visita à residência para verificar as condições de segurança da criança e identificar as necessidades de atendimento da família.

Segundo Amanda Melo, a primeira providência foi avaliar se a criança estava em um ambiente seguro e recebendo os cuidados necessários. Em seguida, o órgão acionou a rede municipal de proteção, incluindo o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“Nós fomos pegos de surpresa ontem, quando nós recebemos esse vídeo”, afirmou.

A conselheira informou que a mãe também recebeu a oferta de novo encaminhamento à Casa Clara Camarão, mas não decidiu naquele momento se aceitaria o acolhimento.

O Conselho Tutelar informou que continuará acompanhando a situação da família e poderá adotar outras medidas de proteção conforme o andamento do caso.

A investigação das agressões está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Segundo a conselheira, a atuação da unidade policial considera o contexto de violência doméstica relatado pela mãe e a situação de vulnerabilidade da criança.

Entenda o caso

Um homem foi preso em flagrante nesta quinta-feira 8, em Parnamirim, na Grande Natal, após ameaçar a própria companheira na presença de policiais e resistir à prisão. Ele também é suspeito de agredir a filha de 1 ano e 6 meses, em um episódio registrado em vídeo pela mãe da criança. A prisão ocorreu depois que a mulher denunciou as agressões à Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Segundo a corporação, uma equipe policial realizou diligências após receber a denúncia de violência contra a menina. Os agentes foram até o endereço informado e localizaram o suspeito. Durante a abordagem, o homem ameaçou a companheira por ter denunciado o caso. Ao receber voz de prisão, tentou agredir os policiais e resistiu à condução até a delegacia.

As agressões contra a criança ocorreram no início desta semana. Nas imagens gravadas pela mãe, o homem aparece dando tapas e puxando os cabelos da filha, que chora durante a violência. Mesmo diante do choro, ele continua as agressões e tenta justificar o comportamento afirmando que a menina estaria “chorando demais”.

O suspeito, que não teve a identidade divulgada, foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça contra a mulher e resistência. Após os procedimentos policiais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

 

A Polícia Civil informou que a denúncia de agressão contra a filha será apurada pela unidade policial competente. As investigações deverão esclarecer as circunstâncias da violência registrada em vídeo e a eventual responsabilização criminal do suspeito pelos fatos envolvendo a criança.

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