Construção civil busca qualificar mão de obra no RN
25/09/2026

O presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, no encontro sobre contratação e qualificação na construção civil — Divulgação
Mais de 60% das construtoras do país relatam dificuldade para contratar trabalhador capacitado; no RN, o custo por metro quadrado já soma cinco altas em 2026
A escassez de profissionais qualificados levou empresas da construção civil do Rio Grande do Norte a ampliar a discussão sobre contratação, capacitação e retenção de trabalhadores. O tema foi debatido nesta quinta-feira 24, em Natal, durante o Café & Gente na Construção Civil, promovido pelo IEL-RN e pelo Sinduscon-RN.
O presidente do sindicato, Sérgio Azevedo, afirmou que o setor encontra dificuldades tanto para preencher vagas quanto para contratar profissionais preparados para as novas exigências das obras.
O problema acompanha um movimento nacional: mais de 60% das construtoras brasileiras relatam dificuldade para contratar mão de obra capacitada, segundo dados da CBIC citados pelo Senai-RN. Em abril, Sinduscon-RN e Senai-RN lançaram o projeto Valorizando o Futuro da Construção Civil para ampliar a formação profissional no Estado.
“Precisamos investir cada vez mais em capacitação, formação e desenvolvimento de pessoas para reduzir esse déficit e preparar profissionais para as oportunidades que estão surgindo”, afirmou Azevedo.
No encontro, especialistas discutiram também como reduzir a rotatividade e desenvolver trabalhadores dentro das próprias empresas. A psicóloga organizacional Mariana Cabral afirmou que a dificuldade não termina na contratação. “O desafio maior é manter esse talento, desenvolvê-lo e potencializar suas capacidades dentro da empresa.”
Já o consultor Antonio Oliveira relacionou a atuação das lideranças ao cumprimento de prazos, à segurança dos canteiros e à permanência dos profissionais.
A discussão ocorre em um período de pressão sobre os custos das construtoras. O Custo Unitário Básico no RN chegou a R$ 2.134,18 por metro quadrado em junho, após cinco altas consecutivas em 2026.
Essa publicação é um oferecimento
















