Morre Zuenir Ventura, referência do jornalismo e imortal da ABL, aos 95 anos
22/09/2026

Foto: Divulgação
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos. Ele deixa a mulher, Mary, e os dois filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.
Nascido em Além Paraíba (MG), Zuenir mudou-se ainda criança para Nova Friburgo (RJ). Aos 20 anos, foi para o Rio de Janeiro, onde cursou Letras Neolatinas na então Universidade do Brasil, atual UFRJ. Iniciou a carreira como assistente de Carlos Lacerda no jornal Tribuna de Imprensa e também foi correspondente em Paris.
Ao longo de décadas, passou por veículos como Jornal do Brasil, O Globo e Veja, tornando-se conhecido por incorporar recursos literários ao texto jornalístico, em uma linha associada ao chamado New Journalism.
Em 1988, lançou “1968 – O ano que não terminou”, uma de suas obras mais conhecidas. Segundo a ABL, o livro teve 48 edições e vendeu mais de 400 mil exemplares, além de inspirar a minissérie “Anos Rebeldes”, da TV Globo.
Zuenir recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog em 1989 pela série “O Acre de Chico Mendes”. Em 2008, foi homenageado pela ONU por sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil.
Ele foi eleito para a ABL em 2014, ocupando a cadeira 32, que pertencia a Ariano Suassuna. Em 2022, aos 91 anos, recebeu o Prêmio Faz Diferença, na categoria livros, pela versão ampliada de “Minhas histórias dos outros”.
Essa publicação é um oferecimento
















