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RN desperdiçou em oito meses energia para abastecer 2,13 milhões de casas por um ano

17/09/2026


Cortes de ao menos 4,6046 TWh colocaram três pontos potiguares no topo nacional e deram à energia não aproveitada valor de R$ 923,9 milhões

O Rio Grande do Norte deixou de aproveitar, entre janeiro e agosto de 2026, energia suficiente para abastecer 2,13 milhões de residências durante um ano. Foram ao menos 4,6046 terawatts-hora de geração eólica e solar que poderiam ter entrado no sistema elétrico, mas foram cortados por determinação operacional.

Esse número precisa ser traduzido. Um terawatt-hora equivale a 1 bilhão de quilowatts-hora, unidade que aparece na conta de luz. Os 4,6046 TWh cortados no Estado correspondem, portanto, a 4,6046 bilhões de quilowatts-hora. Não foi pouca energia perdida em algum ponto distante da rede. Foi eletricidade suficiente para manter milhões de geladeiras, lâmpadas, televisores, máquinas e aparelhos funcionando por 12 meses.

A energia não chegou a ser produzida e depois descartada. Os parques tinham vento, sol e capacidade para gerar, mas receberam ordem para reduzir a produção porque o sistema não conseguia receber tudo naquele momento. É como fechar parcialmente uma fábrica mesmo com matéria-prima e equipamentos disponíveis porque não há estrada, armazém ou comprador suficiente para escoar o produto.

O total de 4,6046 TWh resulta da soma dos cortes registrados em seis pontos potiguares da rede: 1,8255 TWh em João Câmara III, 1,3041 TWh em Açu III, 766,4 GWh em João Câmara II, 344 GWh em Açu II, 232,4 GWh em Mossoró II e 132,2 GWh em Mossoró IV. Os dados cobrem o período de janeiro a agosto de 2026.

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