Notícias

Pix pode ganhar trava de até 72 horas para transferências suspeitas durante a madrugada

24/08/2026


O Banco Central (BC) avalia novas regras de segurança para o Pix que podem permitir que bancos e fintechs levem até 72 horas para liberar transferências de alto valor consideradas suspeitas, principalmente durante a madrugada. A proposta está em fase inicial e ainda não define quais valores ou horários acionariam a medida, que busca ampliar a prevenção contra golpes, fraudes, roubos e transferências realizadas sob coerção.

A discussão ocorre no grupo de segurança do Fórum Pix, que reúne representantes do BC, instituições financeiras, especialistas e integrantes da sociedade civil. A ideia é estabelecer critérios mínimos e obrigatórios para que operações consideradas de risco passem por uma análise mais detalhada antes da liberação.

Entre os fatores que podem ser considerados estão o valor movimentado, o horário da transferência e a realização de várias operações em sequência em um curto período. O objetivo é reforçar o monitoramento justamente em momentos em que as equipes de segurança das instituições financeiras costumam ser menores.

Bancos já podem bloquear operações suspeitas

Atualmente, embora o Pix tenha como principal característica a transferência instantânea, existem mecanismos que permitem a análise e o bloqueio de operações suspeitas. Na instituição que envia os recursos, uma transação pode passar por uma verificação adicional de até 60 minutos antes de ser concluída.

Já a instituição que recebe o dinheiro pode utilizar o bloqueio cautelar por até 72 horas enquanto investiga a operação. A proposta agora em avaliação pretende criar parâmetros mais claros e obrigatórios para definir quando uma transferência deverá ser submetida a uma análise prolongada.

 

Instituições financeiras defendem o aumento das medidas de segurança desde a intensificação de ataques hackers contra empresas ligadas ao sistema de pagamentos. Um dos episódios de maior repercussão ocorreu após a invasão da C&M Software, empresa que presta serviços de intermediação tecnológica para instituições financeiras, com desvio estimado em aproximadamente R$ 800 milhões.

Essa publicação é um oferecimento

SAMIR BARBER - CABELO E BARBA