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De pai para filho: as denúncias de exploração sexual que assombram o império das Casas Bahia

19/08/2026


Divulgação

Antes de enfrentar o colapso financeiro que culminou em um pedido de recuperação judicial, o Grupo Casas Bahia esteve no centro de graves acusações de violação de direitos humanos. Denúncias apresentadas por vítimas e órgãos oficiais apontam que a estrutura da varejista serviu de abrigo, ao longo de 30 anos, para um esquema de exploração sexual de jovens e adolescentes.

 

Os registros contra o fundador da companhia, Samuel Klein, tiveram início na década de 1990. Segundo os relatos, o empresário atraía adolescentes em situação de vulnerabilidade social de diversas regiões do país. Funcionários da própria varejista eram encarregados de intermediar o esquema, providenciando imóveis, dinheiro e presentes para a manutenção das vítimas. Samuel Klein faleceu em 2014, aos 91 anos, sem nenhuma condenação judicial. Anos depois, em 2021, reportagem da Agência Pública reuniu depoimentos de vítimas e ex-funcionários, revelando que muitas das ações movidas haviam sido extintas devido à prescrição dos crimes.

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