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Arrecadação federal sobe 7,7% e bate recorde em junho

31/07/2026


No acumulado de janeiro a junho deste ano, o Governo Federal arrecadou o montante de R$ 1,5 trilhão - Foto: marcelo camargo / agência Brasil

Receitas federais alcançam R$ 264,4 bilhões em junho e acumulam R$ 1,587 trilhão no primeiro semestre

A arrecadação das receitas federais somou R$ 264,4 bilhões em junho, com crescimento real de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados pela Receita Federal. O resultado, já descontada a inflação, foi o maior para junho desde o início da série histórica, em 2000.

No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação atingiu R$ 1,587 trilhão, alta real de 6,6% na comparação anual e também recorde para o período. Do total recolhido em junho, R$ 255,3 bilhões correspondem a receitas administradas diretamente pela Receita Federal.

O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) estiveram entre os principais responsáveis pelo avanço. Os dois tributos somaram R$ 33,2 bilhões no mês, aumento real de 20,4%. O resultado foi favorecido pelo crescimento dos pagamentos por estimativa mensal das empresas e por recolhimentos extraordinários.

As receitas atípicas somaram R$ 7,7 bilhões em junho, incluindo R$ 4 bilhões em pagamentos extraordinários de IRPJ e CSLL e R$ 3,77 bilhões provenientes da tributação sobre exportações de petróleo bruto. Sem esses fatores, o crescimento real da arrecadação no mês teria sido de 4,38%.

A arrecadação previdenciária chegou a R$ 64,48 bilhões, alta real de 4,7%, impulsionada pelo aumento da massa salarial e pelos efeitos da reoneração gradual da folha de pagamento. Os tributos vinculados às importações avançaram 22,87%, acompanhando o crescimento das compras externas.

Os juros elevados também ampliaram o recolhimento sobre aplicações financeiras. O Imposto de Renda Retido na Fonte incidente sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 29,4 bilhões em junho, com alta real de 12,4%. No semestre, esse tributo somou R$ 92,2 bilhões, avanço de 16,36%.

 

Apesar dos recordes, a composição da arrecadação indica que parte do crescimento veio de receitas extraordinárias, do setor de petróleo, dos rendimentos financeiros e do mercado de trabalho. A produção industrial e as vendas do comércio recuaram no período usado como referência para parte dos tributos, o que pode limitar a repetição do mesmo ritmo de crescimento no segundo semestre.

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