Secretaria de Saúde divulga lista de peixes com maior risco de ciguatera no RN
17/07/2026

Secretaria de Saúde alerta sobre casos de ciguatera no RN e orienta população sobre cuidados com o consumo de pescado Foto: José Aldenir
Intoxicação alimentar causada pela ciguatoxina pode provocar sintomas como vômitos, diarreia, coceira e alterações sensoriais; orientação é procurar atendimento e não descartar o pescado consumido
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte reforçou, nesta sexta-feira 17, o alerta sobre os casos de ciguatera registrados no estado e orientou a população sobre os cuidados na compra e no consumo de pescados. Em vídeo divulgado pela pasta, o secretário de Saúde, Alexandre Motta, explicou os principais sintomas da intoxicação e destacou as espécies de peixes mais frequentemente associadas à doença.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas que se acumula em algumas espécies de peixes predadores.
Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas podem surgir poucos minutos após o consumo do pescado ou levar até 48 horas para aparecer.
Entre os principais sintomas estão:
Dor abdominal;
Náuseas;
Vômitos;
Diarreia;
Coceira intensa;
Dores no corpo;
Dormência ou formigamento na língua e nas extremidades;
Inversão térmica (sensação de quente como frio e vice-versa);
Dor de cabeça;
Fadiga;
Fraqueza;
Tontura;
Gosto metálico na boca.
Em quadros mais graves, a intoxicação pode provocar complicações que exigem atendimento médico imediato.
Peixes de maior risco
A Secretaria de Saúde informou que algumas espécies aparecem com maior frequência nas investigações epidemiológicas relacionadas aos casos de ciguatera. Entre elas estão:
Bicuda (barracuda);
Arabaiana;
Dourado;
Cioba;
Pescada-branca;
Galo-do-alto;
Pargo;
Sirigado;
Robalo.
A pasta ressalta que isso não significa que todos os peixes dessas espécies estejam contaminados, mas que eles são os mais frequentemente associados aos casos investigados.
Orientação à população
A recomendação da Secretaria de Saúde é que os consumidores adquiram pescados apenas em estabelecimentos regularizados e procurem atendimento médico caso apresentem sintomas após o consumo.
Outra orientação importante é não descartar o peixe consumido, já que a confirmação da ciguatera depende da análise laboratorial do alimento, o que auxilia na investigação e no controle de novos casos.
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