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Custo da construção acelera no RN

13/07/2026


O custo da construção civil no Rio Grande do Norte acelerou em junho e registrou a maior variação mensal em quatro anos, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados na última sexta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O custo médio do metro quadrado (m²) avançou 2,12% em relação a maio, desempenho que colocou o Estado na quinta posição entre as maiores altas do País no período.

A variação superou em 1,56 ponto percentual a registrada em maio, quando o índice havia sido de 0,56%, e foi a mais elevada desde junho de 2022, quando o custo da construção aumentou 2,52% no Estado. Apesar da aceleração, o Rio Grande do Norte permanece entre os mercados mais baratos do País para construir. Em junho, o custo médio do metro quadrado ficou em R$ 1.857,38, o quinto menor entre as unidades da Federação.

Do valor total, R$ 1.119,54 correspondem aos custos com materiais de construção e R$ 737,84 à mão de obra. O custo da mão de obra no Estado é o terceiro menor do Brasil, atrás apenas de Sergipe, com R$ 714,04 por metro quadrado, e de Alagoas, com R$ 717,71.

No acumulado do primeiro semestre, o custo da construção no Rio Grande do Norte avançou 6,17%. Em 12 meses, a alta chegou a 7,79%, acima da inflação geral da economia e refletindo tanto o aumento dos preços dos insumos quanto dos salários do setor.

No cenário nacional, o Índice Nacional da Construção Civil acelerou para 1,19% em junho, após registrar 0,36% em maio. Trata-se do maior resultado desde agosto de 2022, desconsiderando janeiro deste ano, quando a reoneração da folha de pagamento das empresas da construção impactou os custos do setor.

Com o resultado, o custo médio nacional da construção passou de R$ 1.953,08 para R$ 1.976,37 por metro quadrado. Desse total, R$ 1.114,74 correspondem aos materiais e R$ 861,63 à mão de obra. Os materiais registraram alta de 0,92%, a maior variação do ano, enquanto os custos com mão de obra aumentaram 1,55%, impulsionados por acordos coletivos firmados em diferentes Estados.

No acumulado de 2026, o índice nacional soma alta de 4,48%, enquanto a variação em 12 meses alcançou 7,26%, acima dos 6,93% registrados até maio. Separadamente, os custos dos materiais acumulam elevação de 3,39% no semestre e de 5,54% em 12 meses. Já a mão de obra registra aumentos de 5,96% no ano e de 9,59% no acumulado dos últimos 12 meses.

Entre as regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal do País, com avanço de 1,45%, influenciado principalmente pelos reajustes salariais negociados em Pernambuco e no Ceará. As demais regiões registraram altas de 1,33% no Sudeste, 0,91% no Centro-Oeste, 0,86% no Sul e 0,58% no Norte.

Na comparação entre os estados, Pernambuco liderou a alta de junho, com avanço de 2,98%, seguido por Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%) e São Paulo (2,34%). O Rio Grande do Norte apareceu na quinta colocação, com crescimento de 2,12%, resultado atribuído ao aumento dos custos de materiais e ao comportamento dos preços da construção no período.

 

Produzido em parceria pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal, o Sinapi é utilizado como referência para orçamentos e contratos de obras públicas e privadas nos segmentos de habitação, saneamento e infraestrutura. Os dados servem de base para a programação de investimentos, atualização de contratos e elaboração de projetos de engenharia em todo o País. A próxima divulgação da pesquisa, referente ao mês de julho, está prevista para 11 de agosto.

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