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Grande Natal registra mais de 400 prisões por embriaguez ao volante no 1º semestre

01/07/2026


Dados da Operação Zero Álcool mostram que total registrado entre janeiro e junho já corresponde a 82% das ocorrências contabilizadas durante todo o ano de 2025

A Operação Zero Álcool, realizada pelo Batalhão Rodoviário da Polícia Militar (CPRE), registrou 401 prisões por embriaguez ao volante em Natal e na Região Metropolitana durante o primeiro semestre de 2026. O número corresponde a 82% de todas as prisões efetuadas pela unidade ao longo de 2025, ano que já havia registrado a maior incidência de crimes relacionados à alcoolemia na última década no Rio Grande do Norte.

De acordo com o levantamento do CPRE, os dados abrangem Natal e a Grande Natal. Entre os municípios com maior número de ocorrências, Extremoz lidera o ranking, com 122 prisões, seguida por Macaíba, com 69, e Natal, com 47 registros.

As prisões por embriaguez ao volante são realizadas quando o teste de alcoolemia aponta resultado superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado (0,33 mg/l). A legislação também prevê a prisão quando o motorista se recusa a realizar o teste do etilômetro, mas apresenta sinais de alteração da capacidade psicomotora constatados pelos agentes de fiscalização.

O resultado do primeiro semestre indica uma manutenção do elevado número de ocorrências registradas pela Operação Zero Álcool. Em apenas seis meses, o total de prisões já se aproxima do volume contabilizado durante todo o ano passado, quando o Estado registrou o maior número de crimes relacionados à combinação entre álcool e direção dos últimos dez anos, segundo o CPRE.

Apesar do aumento nas prisões, o Rio Grande do Norte apresentou o menor índice de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool entre os estados do Nordeste, conforme levantamento divulgado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Os dados referentes a 2024 apontam uma taxa de 5,1 mortes por 100 mil habitantes no estado.

O índice colocou o Rio Grande do Norte na 22ª posição do ranking nacional, atrás apenas de Acre (5,3), Amazonas (4,6), Amapá (4,2), São Paulo (4,0), Distrito Federal (3,8) e Rio de Janeiro (2,6). Entre os estados nordestinos, o RN apresentou o menor indicador.

O estudo foi divulgado na véspera dos 18 anos da Lei Seca e mostrou que o Brasil registrou 13.075 mortes no trânsito atribuídas ao consumo de álcool em 2024, média superior a 35 óbitos por dia. Foi o maior número desde 2016, quando foram contabilizadas 13.095 mortes.

Embora o levantamento aponte redução de 19,5% na taxa nacional de mortalidade relacionada ao álcool no trânsito entre 2010 e 2024, os números voltaram a crescer a partir de 2020. Em 2024, a taxa nacional chegou a 6,2 mortes por 100 mil habitantes, com 765 vítimas a mais que no ano anterior.

O estudo também mostra que 18 estados registraram taxas superiores à média nacional. Tocantins liderou o ranking, com 13,4 mortes por 100 mil habitantes, seguido por Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1).

Os homens seguem como as principais vítimas dos acidentes relacionados ao consumo de álcool, representando 86,7% dos óbitos e 81,8% das internações. Em 2025, o país contabilizou 102.440 internações relacionadas ao álcool no trânsito, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.

 

A Lei Seca entrou em vigor em 2008, estabelecendo tolerância zero para motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas e ampliando as punições para condutores flagrados sob efeito de álcool. O Brasil passou a celebrar, em 19 de junho, o Dia Nacional da Lei Seca, data criada para marcar os 18 anos da sanção da legislação.

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