Notícias

Caminhoneiros suspendem greve no RN e aguardam nova proposta das empresas

29/05/2026


Caminhoneiros suspenderam temporariamente a greve iniciada na segunda-feira - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Paralisação fica interrompida até domingo; categoria cobra reajuste de 7% e admite retomada do movimento em todo o estado

A greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Norte foi suspensa temporariamente nesta quarta-feira 27, mas a categoria afirma que o movimento pode ser retomado já na próxima segunda-feira 1º caso não haja avanço nas negociações com o setor patronal. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cargas do Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern), Edson Negrão.

Segundo o dirigente sindical, a paralisação, iniciada na última segunda-feira 25, ficará suspensa pelo menos até o próximo domingo 31, período em que os representantes das empresas deverão avaliar as reivindicações dos trabalhadores e apresentar uma resposta à categoria.

Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, Edson Negrão afirmou que a suspensão não significa o encerramento do movimento. “A greve dos caminhoneiros não acabou, apenas fizemos essa suspensão, pelo menos até domingo”, declarou.

De acordo com ele, o sindicato patronal se comprometeu a discutir as propostas junto às empresas do setor e apresentar uma posição até a manhã desta sexta-feira 29. Caso a resposta não atenda às expectativas da categoria, uma nova paralisação poderá ser iniciada.

“Sexta-feira à tarde, se eles não tiverem nenhum posicionamento, trazendo o mínimo de dignidade que foi exigido pelo sindicato e pela classe trabalhadora, daremos início à nossa atividade de greve e paralisação a partir de segunda-feira”, afirmou Negrão.

A mobilização dos caminhoneiros começou na BR-101, em Parnamirim, onde os trabalhadores realizaram um ato com bloqueio parcial da rodovia no sentido Parnamirim–Natal. A manifestação provocou impactos no trânsito da região. Durante o protesto, a categoria utilizou simbolicamente um caixão como forma de pressionar o setor empresarial por avanços nas negociações.

Os caminhoneiros reivindicam reajuste salarial de pelo menos 7%, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. A pauta também inclui auxílio-medicamento e medidas de inclusão para trabalhadores LGBTs e profissionais que possuem filhos atípicos.

Segundo Edson Negrão, a reivindicação inicial previa reajuste de 16%, mas a categoria aceitou reduzir o percentual para 7% durante audiência de conciliação realizada na semana passada no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN). A proposta patronal apresentada até o momento é de 4,11%.

“Há uma intransigência e um desrespeito com a nossa categoria. Já aceitamos receber um reajuste de 7%, conforme nos foi sugerido pelo TRT, mas estamos pedindo também melhorias no plano de saúde, para que a gente consiga ser atendido, pelo menos, em algumas cidades do estado, além de melhorias no vale alimentação de forma linear ao reajuste salarial”, detalhou Negrão.

De acordo com os representantes das empresas, seria necessário um prazo de aproximadamente 20 dias para avaliar os impactos financeiros da proposta e consultar as transportadoras. A ausência de uma definição levou a categoria a iniciar a paralisação.

Após o ato realizado na BR-101, os caminhoneiros seguiram em carreata até a sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (Setcern), localizada no bairro do Alecrim, em Natal.

 

Durante a greve, o TRT-RN determinou a manutenção mínima de 40% das atividades da categoria. A decisão também assegurou a circulação de cargas vivas, medicamentos, insumos hospitalares e oxigênio, considerados serviços essenciais.

Essa publicação é um oferecimento

FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS