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O interesse de Trump na Venezuela não é ideológico: é petróleo

03/01/2026


Por trás do discurso duro, das ameaças veladas e da retórica de “defesa da democracia”, existe um interesse claro e antigo: o petróleo venezuelano. A obsessão de Donald Trump com a Venezuela, durante seu governo e até hoje em suas declarações, nunca foi humanitária, política ou moral. Sempre foi econômica e estratégica.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, superando até a Arábia Saudita. Em um cenário global de disputa energética, controlar direta ou indiretamente essas reservas significa poder, influência geopolítica e vantagem econômica. Para os Estados Unidos, e especialmente para Trump, isso nunca foi segredo.

Durante seu mandato, Trump impôs sanções severas que sufocaram a economia venezuelana, agravaram a crise social e aumentaram o sofrimento da população. Mas, curiosamente, essas mesmas sanções abriram espaço para negociações seletivas com empresas petrolíferas americanas, mostrando que o problema nunca foi o povo venezuelano, e sim quem controla o petróleo.

O discurso de “libertar a Venezuela” sempre veio acompanhado de falas explícitas de Trump sobre o petróleo. Em diversas ocasiões, ele afirmou que a Venezuela “sentava sobre uma riqueza extraordinária” que estaria “mal administrada”. Traduzindo: na visão dele, essa riqueza deveria estar sob influência dos EUA.

Não se trata de derrubar ditaduras ou promover democracia. Se fosse assim, o mesmo rigor seria aplicado a aliados estratégicos dos Estados Unidos que também violam direitos humanos. A diferença é simples: nem todos têm petróleo em abundância.

A Venezuela virou alvo porque é rica em recursos e politicamente desalinhada aos interesses norte-americanos. O restante sanções, pressão internacional, ameaças militares e discursos inflamados funciona apenas como cortina de fumaça.

No fim das contas, a equação é clara:

Sem petróleo, não haveria Trump falando da Venezuela.

Sem petróleo, não haveria tanta “preocupação” internacional.

O que está em jogo nunca foi a democracia venezuelana. Sempre foi o ouro negro que jorra do seu subsolo.

Matéria Netinho Faustino 

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