São João Câmara: 30 minutos, isso que chama de valorização dos artistas da terra ?
16/06/2025

O São João Câmara 2025 trouxe o palco 360, prometendo uma experiência imersiva para o público e visibilidade para os artistas. No entanto, essa inovação gerou uma polêmica que não pode ser ignorada: o tratamento dado aos artistas locais, que parece ser desvalorizador diante da grandiosidade da estrutura.
Na primeira noite do evento, um exemplo claro dessa desvalorização foi o show do cantor Viktor Paredão, ele teve apenas 20 minutos para se apresentar.
Uma duração extremamente curta, especialmente considerando a importância do artista para a festa e para a comunidade local.
Mas até que ponto isso está beneficiando os artistas da terra? A proposta do evento era dar espaço e visibilidade a todos, mas a escassez de tempo dedicado aos músicos locais levanta uma importante questão: será que a inovação está realmente cumprindo o papel de valorizar a cultura e os talentos locais?
A crítica que se faz é em relação à programação do evento, que prioriza atrações de fora e reduz o tempo de apresentação dos artistas que representam a cultura da cidade. Além disso, o palco 360 exige um tempo maior para preparação técnica, o que acaba diminuindo ainda mais o tempo disponível para os músicos se apresentarem.
Vale a reflexão: O palco 360 é uma inovação, sim, mas não custa lembrar que a verdadeira valorização da cultura está em reconhecer e apoiar os artistas locais que, com dedicação, mantêm a essência do evento viva. O que o público deseja não são apenas inovações tecnológicas, mas também respeito e valorização dos artistas da terra.
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