60% dos brasileiros com 18 anos ou mais não fazem atividade física; Falta de exercícios está relacionada a uma série de problemas de saúde
06/04/2024

Foto: Freepik
Seis em cada dez adultos brasileiros não praticam atividades físicas no tempo livre nos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que traz riscos para quem é sedentário, como o desenvolvimento de doenças, e prejuízos para a saúde pública.
Neste Dia Mundial da Atividade Física, celebrado neste sábado (6), confira quais são os malefícios do sedentarismo e os benefícios de uma vida fisicamente ativa.
A OMS recomenda a realização, por semana, de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos em intensidade vigorosa. O ideal é que isso esteja associado a duas sessões semanais de musculação.
No Brasil, só 40,6% das pessoas com 18 anos ou mais, na média das 27 capitais brasileiras e do Distrito Federal, realizam atividade física nos níveis estipulados pela OMS, segundo dados de 2023 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.
O número é referente a exercícios no tempo livre – excluindo-se o deslocamento para trabalho ou escola e atividades ocupacionais – e está em linha com os achados de outros levantamentos.
Uma pesquisa de 2023 encomendada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), com cidadãos acima de 16 anos, mostrou que 39% das pessoas nunca fazem atividade física e outras 13% as fazem raramente, o que dá 52% do total. O montante de pessoas que praticam exercícios diariamente é só 22% da amostra.
Sedentarismo e os riscos para a saúde
Trata-se de quadro preocupante, segundo especialistas, pois o sedentarismo está ligado a uma série de complicações, de acordo com o Ministério da Saúde:
Mortalidade por diversas doenças crônicas não transmissíveis;
Desenvolvimento de câncer (cólon, mama, próstata e outros);
Diabetes mellitus tipo 2;
Dislipidemia (aumento do colesterol total/LDL e diminuição do colesterol HDL);
Hipertensão;
Deficiências imunológicas;
Síndrome metabólica;
Distúrbios neurológicos (declínio funcional, depressão, demência);
Osteoporose (quedas, fraturas);
Excesso de peso e obesidade;
Estresse oxidativo (desequilíbrio metabólico que gera danos celulares e acarreta no desenvolvimento de diversas doenças);
Ocorrência de dores;
Sarcopenia (perda de massa muscular).
Dicas para deixar o sedentarismo:
Comece aos poucos, com pequenas atividades, como utilizar escada em vez do elevador, andar o máximo possível no deslocamento para trabalho ou escola;
Escolha uma atividade física da qual goste. Não adianta fazer um exercício no qual não se sinta bem, pois não haverá continuidade;
Considere as opções logísticas e escolha a de maior facilidade. Não dá para fazer natação se não há piscina disponível;
Caminhada e corrida são duas atividades acessíveis e democráticas, pois não são necessários equipamentos especiais e dá para praticá-las até nas ruas perto de casa;
Inclua a atividade física como hábito obrigatório, assim como são escovar o dente, tomar banho e se alimentar. Não deixe para se exercitar só quando tiver tempo na rotina.
Benefícios da atividade física para a saúde
Confira os benefícios dos exercícios, segundo o Guia de Atividade Física da População Brasileira, do Ministério da Saúde:
Promove o desenvolvimento humano e bem-estar, ajudando a desfrutar de uma vida com melhor qualidade;
Previne e diminui a mortalidade por diversas doenças crônicas, tais como pressão alta, diabetes, doenças do coração e alguns tipos de câncer (como mama, estômago e intestino);
Ajuda a controlar o peso, melhorando não apenas a saúde, mas também a relação com o corpo;
Diminui os sintomas da asma;
Ajuda a diminuir o uso de medicamentos em geral;
Colaboração para a diminuição de dores;
Reduz o estresse e sintomas de ansiedade e depressão;
Melhora o sono e o humor;
Promove prazer, relaxamento, divertimento e disposição;
Ajuda na inclusão social, e na criação e fortalecimento de laços sociais, vínculos e solidariedade;
Resgata e mantém vivos diversos aspectos da cultura local.
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