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Atacante da Seleção Brasileira, Matheus Cunha desembarca em Baía Formosa para curtir férias
10/07/2026

Foto: Divulgação
O atacante da Seleção Brasileira na Copa, Matheus Cunha, chegou nesta sexta-feira a Baía Formosa para curtir as férias. Moradores da cidade praiana fizeram festa para receber o jogador, que concedeu autógrafos, fez fotos e distribuiu muita simpatia com todos, principalmente com a molecada na praça.
Matheus Cunha foi titular durante toda a campanha e terminou a Copa como um dos principais destaques da equipe. Vestindo a camisa 9, o atacante marcou três gols no Mundial, dois na vitória sobre o Haiti e um diante da Escócia, ainda na fase de grupos.
Além dos gols, Cunha chamou atenção pela movimentação em campo. Mesmo escalado como centroavante, o paraibano recuava constantemente para participar da construção das jogadas, atuando muitas vezes como um articulador da equipe.
Nas oitavas de final, contra a Noruega, foi dele a jogada que resultou no pênalti para o Brasil ainda no primeiro tempo, desperdiçado por Bruno Guimarães. No total, foram cinco partidas no torneio, atuando 293 minutos.
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Dor nas costas e nas articulações pode indicar doenças e exige atenção, alerta ortopedista
10/07/2026

A dor nas costas, nas articulações e nos joelhos está entre as queixas mais frequentes nos consultórios de ortopedia e, embora muitas vezes esteja relacionada a fatores mecânicos e ao processo natural de envelhecimento, alguns sintomas podem indicar doenças que exigem avaliação médica. As orientações foram dadas pelo médico ortopedista Sesiom Wanderley.
Segundo o ortopedista, praticamente toda a população já sentiu dor nas costas em algum momento da vida.
“Dor nas costas é um sintoma muito comum. Quem foi que nunca sentiu dor nas costas?”
Ele explicou que, na maioria das situações, trata-se de dores mecânicas, provocadas por má postura ou sobrecarga física.
“São dores associadas a uma má postura.”
Além dessas causas, o médico lembrou que existem diversas doenças da coluna que também provocam dor, como hérnias de disco, osteoartrose e lesões nas facetas vertebrais. Segundo ele, a identificação do problema depende principalmente da avaliação clínica.
“São problemas que a gente consegue identificar a causa através de um exame físico bem realizado. Isso é fundamental para a gente chegar a um diagnóstico.”
De acordo com o especialista, exames de imagem são indicados quando existem sinais de alerta ou quando a dor persiste mesmo após tratamento conservador.
“O exame de imagem padrão ouro para identificar problemas na coluna é a ressonância magnética. Quando a gente tem os ‘red flags’, que são bandeiras vermelhas, ou pacientes que têm dores crônicas, que não ficam bons com tratamento clínico conservador, a gente abre mão de um exame complementar.”
Questionado sobre dores articulares com o avanço da idade, o ortopedista afirmou que o desgaste das articulações faz parte do envelhecimento.
“O envelhecimento faz parte do processo natural da vida de qualquer um. Assim como o nosso corpo vai envelhecendo, as articulações também vão envelhecendo. E quase todo mundo vai ter artrose um dia. Seja ela do joelho, da coluna, do quadril, do ombro.”
Ele destacou, porém, que a dor persistente deve ser tratada.
“A dor que incomoda, aquela dor patológica, é que a gente deve tratar. Tem que cuidar para diminuir essas dores, para dar qualidade de vida ao paciente.”
O médico explicou que atua com intervenções para tratamento da dor, utilizando procedimentos guiados por ultrassonografia ou radioscopia.
“A gente identifica aquele ponto gatilho, aquele local que está doendo, e coloca a medicação anti-inflamatória ali.”
Entre as técnicas utilizadas, ele citou o uso de ortobiológicos, incluindo o plasma rico em plaquetas (PRP).
“O Conselho Federal de Medicina agora aprovou o uso do PRP, que é o plasma rico em plaquetas. A gente retira o sangue periférico do paciente, coloca numa centrífuga, retira as plaquetas e esse agregado plaquetário vai servir como fator anti-inflamatório para melhorar e, muitas vezes, curar casos de inflamação, tendinite e sinovite.”
Como exemplo, mencionou o tratamento realizado pelo jogador Neymar após uma lesão muscular.
O ortopedista explicou que a hérnia de disco costuma provocar sintomas diferentes de uma dor lombar comum.
“A hérnia de disco normalmente vai comprimir a raiz nervosa. Essa dor não vai ser apenas na região lombar. Normalmente, ela vai irradiar.”
Segundo ele, quando localizada na coluna lombar, a dor pode irradiar para os membros inferiores; quando ocorre na coluna cervical, pode atingir os braços.
“A dor também pode vir acompanhada de parestesia, aquela sensação de dormência. Pode vir acompanhada de alodinia, aquela sensação de queimação. E, em alguns casos mais graves, o paciente vai ter diminuição de força motora e alteração dos reflexos.”
“O que eu oriento é entrar em uma academia de musculação, fazer um reforço muscular, principalmente dos membros inferiores, quadríceps, isquiotibiais, fazer alongamentos da região posterior, fazer panturrilha. Esse reforço muscular ajuda o paciente a conseguir continuar realizando as caminhadas.”
O médico acrescentou que a dor não deve ser negligenciada.
“Ninguém merece sentir dor. A gente tem tratamento para dor. Se o paciente tiver dedicação, fizer a parte dele, e a gente fizer a nossa parte, a gente consegue diminuir, amenizar ou até mesmo retirar a dor.”
Outra dúvida apresentada pelos ouvintes foi sobre dor na parte posterior do joelho. Segundo o ortopedista, esse sintoma costuma estar associado à artrose ou ao cisto de Baker.
“Dor posterior do joelho normalmente é associada a quadros de gonartrose, que é a artrose do joelho. Mas nós temos outro problema posterior do joelho, que é o cisto de Baker.”
Ele explicou que, quando o cisto aumenta de tamanho, pode limitar os movimentos.
“Às vezes ele é volumoso e impede que o paciente faça a flexão normal do joelho. Muitas vezes essa flexão forçada é dolorosa.”
Sobre o tratamento da artrose, o médico ressaltou que a doença não tem cura, mas pode ser controlada.
“A artrose é uma patologia que não tem cura. O processo de degeneração é progressivo. A gente consegue ter controle.”
Segundo ele, dois fatores são fundamentais.
“Controlar a artrose é, basicamente, dois fatores fundamentais: perda de peso, nos pacientes com sobrepeso ou obesidade, e reforço muscular.”
Ele acrescentou que alterações como desalinhamento dos membros ou desequilíbrio muscular também precisam ser corrigidas. Segundo ele, sintomas como rigidez nas articulações ao acordar podem indicar esse tipo de doença.
Segundo ele, nos casos de processos inflamatórios agudos, a recomendação é utilizar gelo.
“A compressa gelada é fundamental para os processos inflamatórios agudos. Ela vai diminuir o processo inflamatório, diminuir o edema, consequentemente diminuir a dor e acelerar o processo de cicatrização.”
Já a compressa morna possui outra indicação.
“A compressa quente a gente utiliza principalmente para processos infecciosos.”
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Influencer é sequestrada duas vezes no mesmo dia durante férias na Itália
10/07/2026

Foto: Reprodução
A executiva e influencer australiana Stephanie Strangis, de 36 anos, que costuma postar vídeos no Instagram em que se desafia em reformas residenciais, ao estilo “faça você mesmo”, viveu um pesadelo duplo quando tirava férias.
O interesse dela por reformas a levou à na Sicília (Itália), onde Stephanie, moradora de Melbourne (Austrália), encontrou um programa de venda de casas em ruínas ou abandonadas pelo valor simbólico de 1 euro (R$ 5,8).
Mas nada saiu como ela planejava: a australiana foi sequestrada duas vezes no mesmo dia. Os incidentes ocorreram em outubro do ano passado, mas só agora foram revelados.
O primeiro sequestro foi comandado por um grupo de praticantes de kitesurf e o segundo por um segurança local. Stephanie conseguiu se salvar de ambos, sem danos além do emocional.
Ela viajou com amigos, mas permaneceu sozinha em solo italiano para saber mais sobre a iniciativa de casas por 1 euro e para entrar em aulas de kitesurf oferecidas na cidade de Lo Stagnone. Durante a sua passagem pelo local ela participou de um encontro com outros praticantes do esporte, mas a confraternização não terminou bem para a australiana.
O grupo estava num bar quando decidiu ir de carro até outro estabelecimento. Stephanie entrou no veículo com homens, e o condutor começou a fazer um caminho suspeito, por uma estrada deserta e lamacenta, e a acelerar consideravelmente, afirmando que atingiria 160 Km/h. A executiva estranhou a situação, pediu para a velocidade ser diminuída e disse “Eu quero sair daqui, estou apavorada!”. Porém o seu pedido não foi atendido.
Ela afirmou que implorou repetidas vezes para poder sair do veículo e em todas recebeu negativas. Ela chegou até a gritar, mas o caminho era deserto e ninguém a socorreu. Depois de percorrer cerca de 12 quilômetros, o carro entrou em um condomínio fechado. Quando o grupo estacionou, Stephanie percebeu que a porta do seu lado estava destrancada, então abriu-a e saiu correndo em disparada para se salvar do sequestro, relatou o site “AOL”.
“Verifiquei a porta, ela abriu, e eu simplesmente corri. Eu corri pelo máximo de tempo que pude até achar um local para me esconder atrás. Verifiquei se eu estava sendo seguida e não estava. Fiquei ali por um tempo e depois corri por cerca de 2 quilômetros, até ver a cabine de um segurança”, contou a turista.
Nesse momento, quando ela achava que estava segura, ela encontrou, sem saber, o segundo sequestrador do pior dia daquelas férias. Stephanie pediu ajuda ao segurança que estava de plantão na cabine e ele se prontificou a ajudá-la e disse que poderia levá-la de carro até o local em que a executiva estava hospedada.
Ela aceitou a carona, acreditando estar segura com o vigilante, mas o homem começou a agir de forma estranha com ela, com elogios que pareciam flerte. Quando os dois estavam a cerca de 3 quilômetros da hospedagem da australiana, ele parou o carro e perguntou: “O que você vai me dar em troca dessa carona?”. Stephanie sentiu que estava em perigo e, novamente, conseguiu abrir a porta do carro e sair correndo.
Durante o caminho ela tentou se esconder dos faróis dos carros e esteve alerta para ver se não estaria sendo seguida. Além disso, ela fez compras de bebidas em máquinas de estabelecimentos com o seu cartão de crédito para que o seu trajeto pudesse ser rastreado caso ela fosse capturada novamente. Felizmente, a executiva conseguiu voltar em segurança para o hotel.
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OMS prevê aumento de 70% nos casos de câncer até 2050 e alerta para desigualdade no tratamento
10/07/2026

O câncer deverá impactar direta ou indiretamente 92% da população mundial nas próximas décadas, seja por meio de um diagnóstico pessoal ou pela convivência com familiares e pessoas próximas em tratamento. O alerta faz parte de um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que também projeta um crescimento de 70% no número de novos casos da doença até 2050. A estimativa é que os diagnósticos passem de 20,6 milhões registrados em 2024 para cerca de 35 milhões nas próximas décadas.
Segundo a entidade, aproximadamente uma em cada cinco pessoas deverá receber um diagnóstico de câncer ao longo da vida. Além do aumento da incidência, a OMS chama atenção para a desigualdade no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, considerada um dos principais desafios para reduzir a mortalidade provocada pela doença.
No relatório, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirma que o câncer representa uma emergência sanitária de longo prazo e que, apesar dos avanços científicos, o acesso aos cuidados continua distribuído de forma desigual.
“Enquanto algumas crises de saúde se desenvolvem rapidamente, outras avançam de forma mais lenta. Isso não as torna menos devastadoras. Os dados apresentados neste relatório deixam claro que o câncer é uma crise global em evolução.”
O dirigente acrescenta que, embora a vacinação contra o HPV e os programas de controle do tabaco tenham contribuído para reduzir determinados tipos de câncer, os benefícios dessas iniciativas ainda não alcançam toda a população.
“Em todos os tipos de câncer e em todas as etapas da linha de cuidado oncológico, o progresso continua sendo distribuído de forma desigual e profundamente injusta, tanto entre os países quanto dentro deles.”
O levantamento mostra que as disparidades entre países ricos e de baixa renda permanecem expressivas. Como exemplo, a taxa de sobrevivência de mulheres diagnosticadas com câncer de mama supera 85% em países de alta renda, enquanto permanece abaixo de 30% em diversos países de baixa renda.
A principal explicação, segundo a OMS, está na dificuldade de acesso aos serviços de saúde. O relatório informa que menos de um terço dos países oferece tratamentos oncológicos dentro dos pacotes públicos de cobertura em saúde, limitando o acesso da maior parte da população aos cuidados necessários.
Além dos efeitos sobre a saúde pública, o câncer também representa um desafio econômico crescente. A OMS estima que, entre 2020 e 2050, o impacto da doença corresponda a aproximadamente 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, principalmente em razão das mortes prematuras e da perda de produtividade causada pela incapacidade relacionada ao câncer.
O documento ressalta, no entanto, que investir em prevenção gera retorno financeiro. Segundo a organização, cada dólar aplicado em programas de prevenção e controle da doença pode gerar retorno estimado de US$ 9,50 para os sistemas de saúde.
Entre os principais pontos do relatório está a influência do estilo de vida sobre o desenvolvimento da doença. A OMS estima que quase 40% dos novos casos de câncer poderiam ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis e a redução da exposição aos principais fatores de risco.
O tabagismo aparece como um dos maiores responsáveis por diferentes tipos de câncer, incluindo pulmão, laringe, faringe e esôfago. Também figuram entre os fatores de risco as infecções, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a obesidade.
Apesar desse cenário, o relatório apresenta um dado considerado positivo: o consumo de tabaco continua em queda em todo o mundo. Em 2005, cerca de 29,4% da população mundial com 15 anos ou mais fazia uso de produtos derivados do tabaco. Em 2024, esse índice caiu para 19,5%, sendo 32,5% entre homens e 6,6% entre mulheres.
Para o oncologista Fernando Maluf, diretor médico associado do Centro de Oncologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, o crescimento do número de casos já é observado há décadas.
“A cada década, há de 10% a 20% de aumento de casos, independentemente da região e do tumor. As razões são principalmente duas. O aumento da expectativa de vida da população é a primeira. Sabemos que o câncer é uma doença de maior prevalência a partir dos 50 e 60 anos. Com mais idade, as pessoas estão mais suscetíveis.”
Segundo o especialista, outro fator determinante é o estilo de vida.
“O segundo motivo é o estilo de vida, que também impacta de forma muito importante. A obesidade populacional vem aumentando no mundo inteiro, assim como as dietas inadequadas também. A questão da poluição e as infecções, por fim, geram um ambiente cada vez mais relacionado ao câncer.”
Apesar da expectativa de crescimento dos diagnósticos, Maluf observa que isso não significa, necessariamente, um aumento proporcional das mortes pela doença. Segundo ele, os avanços em exames diagnósticos, terapias e medicamentos têm contribuído para ampliar a sobrevida dos pacientes.
O aumento da sobrevida, entretanto, cria novos desafios para os sistemas de saúde. De acordo com o oncologista clínico Thiago Jorge, coordenador do setor de tumores gastrointestinais do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Oswaldo Cruz, o número de sobreviventes tende a crescer, exigindo acompanhamento por muitos anos.
“Vamos lidar cada vez mais com pessoas que tiveram câncer e foram tratadas. Esses tratamentos são tóxicos e podem trazer, inclusive, impactos no futuro, o que é importante notar nos pacientes infantis principalmente.”
O especialista também chama atenção para os efeitos econômicos da doença na população em idade produtiva e para as diferenças entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
“Além disso, é importante pensar sobre como o câncer vai impactar as pessoas em idade ativa, como elas serão afetadas financeiramente e se elas podem ser reinseridas no mercado. O que me chama muita atenção nesse relatório da OMS é, de fato, a diferença absurda entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. E isso não diz respeito apenas aos tratamentos de ponta, mas também a serviços ligados à saúde pública, como acesso às vacinas e à mamografia, ou programas de controle de tabaco.”
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Saiba como se proteger da ameba comedora de cérebros
10/07/2026

A expansão dos casos de infecção causada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebros”, tem despertado preocupação entre pesquisadores de diferentes países. Embora a doença continue sendo considerada rara, especialistas observam que o microrganismo passou a ser identificado em regiões onde anteriormente era pouco frequente, além de ambientes que não eram tradicionalmente associados à infecção.
O aumento dos registros também tem sido atribuído às mudanças climáticas, que favorecem o aquecimento das águas, e ao aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico.
A infecção ganhou atenção após a morte de Jordan Smelski, então com 11 anos, que contraiu a doença durante uma viagem em família à Costa Rica, em 2014. O menino nadou em uma fonte de águas quentes durante as férias e, poucos dias depois, começou a apresentar fortes dores de cabeça, vômitos e alterações neurológicas.
Seu pai, Steve Smelski, relembra que o filho era saudável antes do episódio.
“Jordan nadou um dia, uma vez, e, agora, ele se foi.”
Os sintomas evoluíram rapidamente. Após ser internado, Jordan passou a apresentar alucinações e crises convulsivas. Sete dias e meio depois de nadar, morreu em decorrência da meningoencefalite amebiana primária, infecção cerebral extremamente agressiva causada pela Naegleria fowleri.
Segundo o pai, a doença destrói rapidamente o tecido cerebral.
“Ela leva seu cérebro embora, retira seus pensamentos, você deixa de ser quem é.”
A Naegleria fowleri é um organismo microscópico encontrado principalmente em lagos, rios, fontes de águas termais e piscinas abandonadas com água doce aquecida. A infecção ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz, normalmente durante mergulhos ou brincadeiras aquáticas.
A ameba percorre o nervo olfatório até alcançar o cérebro, onde passa a destruir o tecido cerebral.
A doença não é transmitida pelo contato entre pessoas. Uma análise publicada em 2025 no Journal of Infection and Public Health identificou 488 casos registrados no mundo entre 1962 e 2023.
Historicamente, a maioria das infecções ocorreu no sul dos Estados Unidos, Austrália e Paquistão. Entretanto, pesquisadores observam uma expansão geográfica da doença.
Além da exposição durante atividades recreativas em águas doces aquecidas, a Naegleria fowleri também pode alcançar o cérebro durante procedimentos de irrigação nasal quando realizados com água contaminada.
Por isso, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomendam utilizar apenas água destilada, esterilizada ou previamente fervida e resfriada para esse tipo de procedimento.
Ao frequentar lagos, rios ou fontes termais, a orientação é reduzir ao máximo a entrada de água pelo nariz, utilizando clipes nasais.
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Curiosidade favorece vida mais longa
10/07/2026

Além de hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas, características da personalidade também podem influenciar a longevidade. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cagliari, na Itália, que identificou diferenças psicológicas entre idosos que vivem na chamada “zona azul” da Sardenha — região conhecida pela elevada concentração de centenários — e moradores de localidades próximas. Os resultados foram publicados na revista científica International Journal of Applied Positive Psychology.
Os pesquisadores avaliaram 125 idosos com idade média de 80 anos. Desse total, 55 viviam na área considerada “zona azul” da Sardenha e outros 70 residiam em municípios vizinhos, fora da região de maior concentração de pessoas com mais de 100 anos. Os dois grupos apresentavam perfis semelhantes em relação à idade, sexo, nível socioeconômico, escolaridade e funcionamento cognitivo, permitindo uma comparação mais precisa entre os participantes.
Durante a pesquisa, os voluntários passaram por uma série de avaliações voltadas à eficiência cognitiva, qualidade de vida, bem-estar psicológico e características de personalidade. Para isso, os cientistas utilizaram o modelo conhecido como “Big Five”, um dos principais instrumentos da psicologia para analisar traços de personalidade.
O método avalia cinco dimensões: extroversão, relacionada à sociabilidade; abertura à experiência, ligada à curiosidade e ao interesse por novas vivências; conscienciosidade, que envolve organização e planejamento; agradabilidade, associada à empatia, altruísmo e cooperação; e neuroticismo, caracterizado pela maior tendência à ansiedade, estresse e instabilidade emocional.
Após controlar fatores como idade e escolaridade, os pesquisadores observaram que níveis mais elevados de abertura à experiência, conscienciosidade e agradabilidade estavam associados a melhores indicadores de bem-estar psicológico e maior participação em atividades de lazer. Em sentido contrário, níveis elevados de neuroticismo apresentaram relação com pior qualidade de vida.
Ao comparar os dois grupos, o estudo mostrou que os moradores da “zona azul” apresentavam maior abertura para novas experiências, melhores estratégias para enfrentar dificuldades cotidianas e maior competência emocional, entendida como a capacidade de compreender e compartilhar as próprias emoções.
Os idosos que viviam na região de maior longevidade também demonstraram maior satisfação com suas relações sociais e participação mais frequente em atividades intelectualmente e fisicamente estimulantes quando comparados aos participantes residentes fora da área.
No artigo científico, os autores afirmam que os resultados “sugerem que a combinação de traços de personalidade adaptativos e recursos de enfrentamento favorece um estilo de vida mais ativo, fornecendo informações sobre os mecanismos envolvidos no envelhecimento bem-sucedido”. Os pesquisadores acrescentam ainda que os achados “destacam características psicológicas específicas associadas ao envelhecimento bem-sucedido no contexto singular de longevidade da Zona Azul da Sardenha”.
As chamadas “zonas azuis” são regiões conhecidas por reunir proporções elevadas de pessoas centenárias e costumam ser associadas a hábitos como alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, forte convivência comunitária e senso de propósito de vida. O conceito foi apresentado em 2004 e popularizado pelo jornalista Dan Buettner.
Além da Sardenha, na Itália, integram a lista Okinawa, no Japão; Nicoya, na Costa Rica; Ikaria, na Grécia; e Loma Linda, na Califórnia, nos Estados Unidos. Entretanto, a própria existência das “zonas azuis” passou a ser questionada nos últimos anos. Pesquisadores como Saul Justin Newman, da University College London, argumentam que parte dos dados utilizados para identificar essas regiões apresenta inconsistências, incluindo registros incorretos de idade, falhas cadastrais e até casos de fraude documental.
Um dos exemplos citados por Newman é o de Sogen Kato, considerado durante anos o homem mais velho do Japão. Em 2010, autoridades encontraram seus restos mortais e constataram que ele havia morrido em 1978, enquanto familiares continuavam recebendo sua aposentadoria por décadas.
Apesar dos questionamentos sobre a metodologia empregada para identificar as “zonas azuis”, o novo estudo reforça que fatores psicológicos, aliados a hábitos saudáveis e ao fortalecimento das relações sociais, podem desempenhar papel relevante no processo de envelhecimento e na manutenção da qualidade de vida durante a velhice.
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Condição rara faz pessoas se perderem até em lugares conhecidos, aponta estudo
10/07/2026

Uma condição pouco conhecida pode explicar por que algumas pessoas se perdem com frequência, mesmo em locais que conhecem há anos. A desorientação topográfica do desenvolvimento (DTD), descrita como uma incapacidade permanente de navegação espacial sem relação com lesões cerebrais ou doenças neurológicas, pode afetar até uma em cada 30 pessoas, segundo pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda.
Um novo estudo busca compreender melhor um subtipo da condição, chamado pelos cientistas de “atopia”, além de avaliar formas de treinamento capazes de melhorar a orientação espacial.
A pesquisa, publicada por especialistas da Universidade de Leiden, aponta que pessoas com DTD apresentam dificuldades persistentes para encontrar caminhos desde a infância. Diferentemente do que ocorre após acidentes vasculares cerebrais, traumatismos ou doenças neurodegenerativas, a desorientação não é consequência de alterações adquiridas no cérebro, mas faz parte do funcionamento do sistema de navegação dessas pessoas desde o nascimento.
Segundo os pesquisadores, a condição pode variar de intensidade. Nos casos mais graves, a dificuldade para se orientar interfere significativamente na rotina e leva pacientes a buscar atendimento especializado. Em quadros mais leves, o problema pode passar despercebido durante toda a vida, sendo frequentemente interpretado apenas como falta de senso de direção.
Nos últimos anos, o conceito de DTD passou a abranger diferentes tipos de comprometimento da navegação espacial. Para os autores do estudo, essa ampliação acabou tornando o diagnóstico menos preciso e dificultando tanto a compreensão da condição quanto o desenvolvimento de estratégias específicas de apoio aos pacientes.
O novo trabalho concentra-se em um grupo específico de pessoas com DTD que não consegue construir os chamados mapas cognitivos, representações mentais utilizadas para organizar espacialmente o ambiente ao redor.
Em indivíduos sem alterações, esses mapas permitem compreender como ruas, edifícios e pontos de referência se relacionam entre si, possibilitando prever trajetos, encontrar caminhos alternativos e orientar-se mesmo em locais desconhecidos.
Após entrevistas e acompanhamento de pacientes, os pesquisadores propuseram o uso do termo atopia para definir esse subtipo. A palavra significa, literalmente, “sem lugar” ou “sem mapa”.
Pessoas com atopia conseguem reconhecer locais e pontos de referência, mas não conseguem integrar essas informações em uma representação espacial única. Isso faz com que conheçam fatos isolados — como saber que a casa fica próxima da estação de trem ou que determinada loja está perto da residência — sem conseguir visualizar como esses locais se conectam dentro do espaço.
Como consequência, qualquer alteração em um trajeto habitual pode gerar grande dificuldade de orientação. Uma rua interditada, uma conversão inesperada ou a chegada a um edifício por uma entrada diferente da habitual podem ser suficientes para fazer com que a pessoa perca completamente a referência do local.
Um dos participantes da pesquisa descreveu essa experiência: “Na minha cabeça, estou sempre em apenas um lugar, então não consigo imaginar como é o ambiente ao meu redor.”
A ausência de um mapa mental faz com que muitas pessoas desenvolvam estratégias compensatórias. Entre elas estão a repetição rígida de trajetos conhecidos, a evitação de locais desconhecidos e a dependência constante de aplicativos de navegação.
Os autores alertam que esses comportamentos podem ser interpretados de forma equivocada como ansiedade, desatenção ou até falta de inteligência, embora não exista relação entre essas características. Sem suporte adequado, a limitação pode comprometer significativamente a autonomia.
Uma das participantes do estudo relatou que evitava sair sozinha para qualquer destino localizado a mais de algumas quadras de sua residência, dependendo do marido para realizar deslocamentos.
Apesar das dificuldades, os pesquisadores afirmam que tanto a atopia quanto a desorientação topográfica do desenvolvimento não são doenças degenerativas. Estudos indicam que a capacidade de navegação pode ser desenvolvida por meio de treinamento específico.
A orientação espacial funciona de maneira semelhante a um músculo: quanto menos utilizada, maior tende a ser sua perda de eficiência. Pesquisas anteriores mostraram que pessoas que passaram a depender de aplicativos de GPS apresentaram pior desempenho em testes de memória espacial.
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Polícia Científica aponta hipótese de origem elétrica como causa de incêndio no Circo do Tirú
10/07/2026

Foto: Reprodução
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte concluiu o laudo pericial do incêndio que destruiu a estrutura do Circo do Tirú, que estava instalado na área externa da Arena das Dunas, em Natal. Com base no conjunto de vestígios materiais e registros audiovisuais analisados, a análise aponta a hipótese de origem elétrica como o mecanismo mais provável de ignição inicial. O laudo foi encaminhado à autoridade policial responsável pela investigação.
O exame foi realizado pelo Instituto de Criminalística, por meio do Setor de Perícias de Engenharia Legal e Meio Ambiente. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 11 de maio de 2026, durante período em que o circo não estava em funcionamento. De acordo com o laudo, não houve registro de vítimas ou feridos. A estrutura principal, no entanto, foi severamente atingida pelas chamas, com destruição do picadeiro, arquibancadas, palco, bastidores, equipamentos e materiais que estavam no interior do espaço.
A perícia foi realizada em mais de uma etapa. No dia do incêndio, os peritos estiveram no local para os primeiros levantamentos, registros fotográficos e coleta de vestígios. Posteriormente, uma nova vistoria foi feita para análise dos remanescentes estruturais e busca por elementos que pudessem contribuir para a compreensão da dinâmica do fogo. Também foram analisadas imagens do sistema de videomonitoramento da Arena das Dunas, além de informações solicitadas à empresa responsável pelo evento e à Neoenergia Cosern.
Conforme a PCIRN, os indícios mais consistentes de origem do incêndio estavam concentrados em uma área da estrutura voltada para a Arena das Dunas, onde havia equipamentos eletrônicos, fiação e estruturas utilizadas para iluminação, som e painel de LED.
As imagens de videomonitoramento foram fundamentais para a compreensão da dinâmica do incêndio. Os registros mostram que as chamas começaram concentradas na região indicada pela perícia e, em poucos minutos, se espalharam para outras partes da estrutura, até o incêndio se tornar generalizado.
Portal da Tropical
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Glaucoma e retinopatia diabética exigem diagnóstico precoce
10/07/2026

Consultas periódicas e exames como a medição da pressão ocular e o mapeamento de retina são essenciais para identificar doenças - Foto: Reprodução
Oftalmologista alerta que diagnóstico precoce é principal forma de evitar danos permanentes à visão
O glaucoma e a retinopatia diabética estão entre as principais causas de perda de visão e cegueira no Brasil e podem evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. No Dia Mundial da Saúde Ocular, celebrado nesta sexta-feira 10, o oftalmologista Márcio Florêncio alerta que o diagnóstico precoce é a principal forma de preservar a visão e evitar danos permanentes.
Segundo o especialista, o glaucoma é uma doença crônica que provoca lesões no nervo óptico, geralmente associadas ao aumento da pressão intraocular. Como a doença costuma evoluir sem dor ou alterações perceptíveis na visão, muitos pacientes só descobrem o problema quando parte da visão já foi comprometida de forma irreversível.
“O paciente não sente dor, não percebe perda de visão de imediato. Quando nota que algo está errado, geralmente já houve dano irreversível ao nervo óptico. Por isso chamamos de ‘ladrão silencioso da visão’, ele rouba a visão aos poucos, sem avisar”, explica Márcio Florêncio.
O médico ressalta que o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo, mas afirma que o avanço da doença pode ser controlado quando identificado precocemente. Os principais fatores de risco são histórico familiar, idade acima de 40 anos, pressão intraocular elevada, miopia elevada e diabetes.
De acordo com o especialista, o exame oftalmológico de rotina, com medição da pressão ocular e avaliação do nervo óptico, é a única forma de identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas.
Outra enfermidade que exige atenção é a retinopatia diabética, complicação provocada pelo diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina e pode causar perda progressiva da visão. Assim como o glaucoma, a doença costuma evoluir de forma silenciosa.
“Muitos pacientes só descobrem a retinopatia quando já apresentam manchas ou perda de campo visual. O pior é que, nessa fase, o dano já está instalado. Todo diabético precisa fazer o mapeamento de retina anualmente, mesmo sem sintomas”, alerta o oftalmologista.
Entre os principais sinais de alerta da retinopatia diabética estão visão embaçada ou flutuante, manchas escuras no campo visual, dificuldade para enxergar à noite e perda súbita da visão nos casos mais avançados. Segundo o médico, manter o diabetes controlado, assim como a pressão arterial e o colesterol, reduz significativamente o risco de desenvolver a doença.
Márcio Florêncio orienta que pessoas com mais de 40 anos realizem consultas oftalmológicas anuais, enquanto pacientes diabéticos devem fazer o mapeamento de retina todos os anos, independentemente da idade. Quem possui histórico familiar de glaucoma também deve iniciar o acompanhamento mais cedo.
“A visão é um dos nossos sentidos mais preciosos. Muitas doenças oculares têm tratamento, mas o tempo é fator determinante. Quanto antes descobrimos, maiores as chances de preservar a visão. O exame simples, rápido e indolor pode fazer toda a diferença”, afirma.
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Vorcaro pagou até R$ 2 milhões para influenciadores atacarem Banco Central
10/07/2026

Foto: Reprodução
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, enviou pagamentos de até R$ 2 milhões para influenciadores digitais atacarem o BC (Banco Central) nas redes sociais, segundo investigação da PF (Polícia Federal).
A 10ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na última quinta-feira (9) e autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), investigou indícios de atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do BC, instituição que determinou a liquidação do Master em novembro do ano passado.
O magistrado emitiu dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Na determinação, Mendonça destaca que os investigadores apontaram que Vorcaro utilizou fundos das fraudes do banco liquidado para realizar uma campanha de desinformação na mídia, chamada de “Projeto DV”.
De acordo com as investigações da PF, Vorcaro haveria intimidado e coagido influenciadores que recusaram as ofertas. Além disso, jornalistas e pessoas ligadas a autoridades públicas também foram ilicitamente monitoradas
A operação ainda analisou a atuação da possível organização criminosa para a obtenção indevida de informações sigilosas e a adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.
Alvos da operação
Segundo apuração da CNN Brasil, um dos alvos da operação da PF foi Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Na decisão, foi autorizada a busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito.
Na decisão, Mendonça destacou o caráter urgente da medida no intuito de evitar a perda de provas digitais e a gravidade de condutas que poderiam interferir nas investigações do caso.
Mensagens trocadas entre Miranda e Vorcaro mencionam formas de buscar informações privadas sobre a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, na tentativa de impedir a produção de novas reportagens sobre o Banco Master.
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Petrobras lança edital de R$ 910 milhões para propaganda
10/07/2026

Foto: Divulgação
A Petrobras está lançando um edital para contratar três agências de propaganda para dividir uma verba de R$ 910 milhões num período de três anos, a partir de 2027.
No briefing às agências, a Petrobras afirma que “é hora de retomar uma apresentação institucional da marca a promovendo de forma ampla, considerando seus atributos de brasilidade, inovação e compromisso com a sociedade”. E que o seu objetivo é “traduzir esse posicionamento em histórias, presenças e impactos concretos, capazes de mostrar como a Petrobras está inserida no cotidiano, no desenvolvimento e no futuro do Brasil.
Mais do que explicar quem somos, esta campanha deve tornar visível porque a Petrobras importa hoje — para as pessoas, para o país e principalmente para as próximas gerações. Deve se evitar a grandiloquência, o autoelogio excessivo, o tom político e o tecnicismo. Consolidar a imagem da Petrobras como uma empresa brasileira de energia, referência em inovação e comprometida com o desenvolvimento sustentável do país.”
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Cachorro morto é enviado em caixa para vereadora defensora da causa animal
10/07/2026
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Urso invade shopping no Alasca, pega pêssego, faz necessidades no corredor e vai embora
10/07/2026
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Lustre e parte do teto desabam em condomínio e quase atinge mulher em Goiânia
10/07/2026
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Ratts Ratis: a agência que aprova campanha por dado, não por feeling
10/07/2026

Foto: Reprodução
Aprovar uma campanha porque “ficou bonita” é apostar dinheiro no escuro. Às vezes dá certo. Mas “às vezes” não paga boleto no fim do mês, e construir um negócio em cima de sorte é o caminho mais caro que existe. Durante anos, foi assim que o mercado funcionou: criava-se, publicava-se e torcia-se.
A Ratts Ratis trabalha de outro jeito. Antes de investir pesado, a gente usa IA para testar título, imagem, público e oferta com pouco orçamento. Descobrimos o que realmente engaja e o que faz a pessoa comprar — e só então direcionamos a verba para onde o retorno já foi comprovado. Menos achismo, mais previsibilidade.
Na prática, isso significa que você para de financiar tentativa e erro. Cada real entra numa decisão sustentada por dado, não por opinião. E quando a campanha sobe, ela já passou por um filtro que a maioria das agências sequer aplica.
→ Se você cansou de torcer para a campanha dar certo, a Ratts Ratis te mostra como ter mais controle sobre o resultado. Chama no @rattscom ou no 99215-9781.
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Refinaria eleva preços da gasolina e óleo diesel no RN pela 2ª semana consecutiva
10/07/2026

A Refinaria Clara Camarão, em Guamaré (RN), reajustou novamente os preços da gasolina A e do diesel A S500 comercializados pela unidade operada pela Brava Energia. Os novos valores entraram em vigor nesta quinta-feira 9, e representam o segundo aumento consecutivo em uma semana, reforçando o movimento de alta observado nos preços dos combustíveis vendidos pela refinaria desde fevereiro.
Na gasolina A, o litro passou de R$ 3,80, valor praticado desde 2 de julho, para R$ 3,86, um acréscimo de R$ 0,06 por litro. Na atualização anterior, anunciada na semana passada, o combustível já havia sido reajustado de R$ 3,75 para R$ 3,80, alta de R$ 0,05.
O diesel A S500 também registrou aumento nas duas modalidades de comercialização. Na modalidade EXA, destinada a determinadas operações de venda, o litro passou de R$ 4,41 para R$ 4,51. Já na modalidade LCT, o preço avançou de R$ 4,42 para R$ 4,52. Em ambos os casos, o reajuste foi de R$ 0,10 por litro.
Os novos preços ampliam a trajetória de valorização observada ao longo dos últimos meses. Desde 19 de fevereiro, quando a refinaria iniciou uma sequência mais intensa de reajustes, a gasolina A acumula aumento de R$ 1,35 por litro. Naquela data, o combustível era comercializado a R$ 2,51. Com o novo reajuste, o valor chega a R$ 3,86, uma elevação de aproximadamente 53,8% em menos de cinco meses.
O diesel também apresenta alta expressiva no período. Na modalidade EXA, o litro passou de R$ 3,28 para R$ 4,51, avanço acumulado de R$ 1,23. Na modalidade LCT, o preço subiu de R$ 3,30 para R$ 4,52, incremento de R$ 1,22 por litro.
Apesar dos reajustes recentes, os preços permanecem abaixo dos maiores patamares registrados ao longo do ano. A gasolina A atingiu R$ 4,22 por litro em 21 de maio, enquanto o diesel A S500 chegou a R$ 5,77 por litro na modalidade EXA e a R$ 5,78 na modalidade LCT em 9 de abril.
Os valores divulgados pela Brava Energia correspondem exclusivamente aos preços de venda na refinaria. O preço final pago pelo consumidor nos postos depende de outros componentes da cadeia de abastecimento, como custos de distribuição e transporte, incidência de tributos federais e estaduais, mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina, além das margens praticadas por distribuidoras e revendedores.
Desde que assumiu a operação da Refinaria Clara Camarão, a Brava Energia adota uma política de preços própria, desvinculada da política comercial da Petrobras. Os reajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial, os custos logísticos e as condições de oferta e demanda do mercado de combustíveis, podendo ocorrer com maior frequência do que nas refinarias da estatal.
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Indústria mantém estabilidade em maio com avanço de apenas 0,2% no faturamento
10/07/2026

A atividade da indústria brasileira permaneceu praticamente estável em maio, refletindo um ambiente de desaceleração da economia e de crédito mais restritivo. Dados divulgados nesta quinta-feira 9, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que tanto o faturamento quanto às horas trabalhadas na produção ficaram praticamente inalteradas em relação a abril, enquanto o nível de utilização da capacidade instalada apresentou leve recuperação.
O faturamento real da indústria de transformação avançou 0,2% na comparação com abril, registrando o sétimo mês consecutivo sem retração. Apesar da sequência positiva, o ritmo de crescimento perdeu força nos últimos meses. Após expansão de 3,8% em março, o indicador desacelerou para 0,5% em abril e praticamente estagnou em maio. No acumulado de janeiro a maio, o faturamento recua 2,7% frente ao mesmo período de 2025.
As horas trabalhadas na produção também permaneceram estáveis em maio, após queda de 1,3% registrada em abril. O comportamento do indicador contrasta com o desempenho observado no primeiro trimestre, quando a atividade industrial apresentou recuperação mais consistente. Nos cinco primeiros meses do ano, o volume de horas trabalhadas acumula retração de 1,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Em sentido oposto, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou leve alta. O indicador passou de 77,1% em abril para 77,5% em maio, aumento de 0,4 ponto percentual. Ainda assim, a média observada entre janeiro e maio permanece 0,9 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período de 2025, indicando que parte do parque industrial continua operando com capacidade ociosa.
Na avaliação da especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, os resultados refletem o impacto da política monetária sobre o setor produtivo.
“A retração da atividade industrial nos primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, reforça o ambiente desfavorável no qual o setor produtivo se encontra, com a política monetária exercendo um papel relevante no encarecimento do crédito, no aumento do endividamento, na desaceleração da demanda e no desestímulo à aquisição de máquinas e equipamentos.”
O mercado de trabalho industrial apresentou sinais mistos. O emprego cresceu 0,5% em maio, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas. Apesar da recuperação no mês, o número de trabalhadores empregados pela indústria ainda acumula redução de 0,6% nos cinco primeiros meses de 2026 em comparação com igual período do ano passado.
Os indicadores de remuneração, por outro lado, registraram retração. A massa salarial real caiu 3,2% em maio, embora ainda acumule alta de 0,8% entre janeiro e maio. O rendimento médio dos trabalhadores também recuou no mês, com queda de 3,3%, mas permanece 1,4% acima do observado nos cinco primeiros meses de 2025.
Os resultados reforçam o cenário de perda gradual de dinamismo da indústria ao longo do segundo trimestre. Embora alguns indicadores permaneçam em patamar superior ao observado durante os períodos de maior desaceleração econômica, o desempenho do setor continua condicionado ao elevado custo do crédito, à demanda doméstica mais fraca e ao adiamento de investimentos produtivos em um ambiente de juros elevados.
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Morre Júnior Banana, um dos maiores nomes do bicicross do RN, após acidente em treino
10/07/2026

Foto: Reprodução/Instagram O esporte potiguar está de luto. Morreu na noite desta quinta-feira (9) o piloto de bicicross José Maria Lima Júnior, conhecido como Júnior Banana, de 50 anos, após sofrer uma queda durante um treinamento em Mossoró. O ac

Foto: Reprodução/Instagram A Polícia Civil informou que vai instaurar um inquérito para apurar o caso. O corpo será submetido a exames periciais, que deverão esclarecer a causa da morte. Informações preliminares apontam que Júnior Banana havia retor

Foto: Reprodução/Instagram No mês passado, recebeu o título de cidadão mossoroense em reconhecimento aos anos dedicados ao esporte e à cidade. Ao agradecer a homenagem, o atleta escreveu que se tornava “oficialmente um cidadão mossoroense com muito
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Espanha e Bélgica disputam vaga na semifinal da Copa do Mundo
10/07/2026

Yamal é a esperança da Espanha - Foto: Reprodução/Instagram @sefutbol
Partida vale uma vaga na semifinal contra a França
A Espanha e a Bélgica fazem nesta sexta-feira 10, um dos confrontos mais aguardados das quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada no Estádio de Los Angeles, em Inglewood, e vale uma vaga na semifinal contra a França, que eliminou o Marrocos por 2 a 0 e se tornou a primeira seleção classificada entre as quatro melhores do torneio.
A seleção espanhola chega embalada por uma campanha marcada pela consistência defensiva e pelo controle da posse de bola. Nas oitavas de final, a equipe comandada por Luis de la Fuente derrotou Portugal por 1 a 0, mantendo o modelo de jogo baseado em intensidade, circulação rápida de passes e equilíbrio entre os setores. Mesmo com Lamine Yamal enfrentando limitações físicas ao longo da competição, a Espanha encontrou alternativas coletivas para sustentar o favoritismo.
A Bélgica, por sua vez, vive um processo de renovação sem abrir mão da experiência de jogadores como Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku. A equipe dirigida por Rudi García avançou às quartas após golear os Estados Unidos por 4 a 1 e chega motivada, apesar das recentes críticas à arbitragem e das cobranças públicas dirigidas à Fifa durante o torneio. O desempenho ofensivo diante dos norte-americanos reforçou a confiança de uma seleção que busca alcançar pela primeira vez uma final de Copa do Mundo.
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ENERGIA SOLAR: ação contra Cosern pede R$ 46 milhões por supostas cobranças indevidas
10/07/2026

Foto: Reprodução
A Neoenergia Cosern é alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do RN (MPRN) e pela Defensoria Pública do Estado (DPE-RN). Na ação, os órgãos pedem a condenação da empresa ao pagamento de R$ 46 milhões por danos morais coletivos, além da devolução em dobro dos valores que afirmam ter sido cobrados indevidamente de consumidores com sistemas de energia solar.
Segundo o MPRN e a Defensoria, as reclamações começaram a surgir a partir de novembro de 2025, após mudanças na compensação dos créditos de energia. A ação sustenta que a distribuidora teria deixado de considerar créditos acumulados, cobrado o consumo integral das unidades e aplicado tarifas e impostos que os autores da ação consideram indevidos.
Segundo os dados apresentados na ação, o Procon-RN recebeu mais de 300 reclamações relacionadas ao caso. Já o Procon Natal informou ter registrado 106 queixas formais entre novembro de 2025 e março de 2026, todas ligadas a supostas falhas no faturamento de consumidores com micro e minigeração de energia solar.
Além da indenização por danos morais coletivos e da restituição em dobro dos valores que eventualmente sejam considerados indevidos pela Justiça, o MPRN e a DPE-RN pedem que a Cosern seja impedida de interromper o fornecimento de energia ou negativar consumidores envolvidos na ação até a análise do caso. Os órgãos também solicitam a adequação dos canais de atendimento da concessionária.
Em nota, a Neoenergia Cosern informou que foi notificada da ação na última terça-feira (7), às 17h11, e que está analisando o conteúdo do processo. A empresa informou ainda que apresentará sua manifestação dentro do prazo fixado pela Justiça.
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