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Petrobras confirma descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
18/08/2026

Sonda NS-42, utilizada pela Petrobras na perfuração do poço Morpho, em águas profundas da costa do Amapá — Reprodução
Poço Morpho fica a 175 quilômetros da costa do Amapá; estatal ainda avaliará dimensão e viabilidade econômica da acumulação
A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A área integra a Margem Equatorial brasileira e fica em águas profundas da costa do Amapá.
Identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, o poço está situado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral amapaense. A perfuração ocorre em uma lâmina d’água de cerca de 2.886 metros.
A descoberta representa a primeira identificação de petróleo pela Petrobras em águas profundas da costa do Amapá. A companhia considera a Margem Equatorial uma nova fronteira exploratória relevante para a recomposição de suas reservas e para a segurança energética do Brasil.
“Nosso otimismo em relação à Margem Equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard.
Petrobras ainda avaliará descoberta
A identificação de petróleo não significa que a área esteja pronta para entrar em produção. O poço Morpho permanece em fase exploratória, destinada à obtenção de informações geológicas e à avaliação das características do reservatório.
Os dados recolhidos durante a perfuração serão analisados pela equipe técnica da Petrobras. Os estudos deverão indicar a dimensão da acumulação, as condições dos fluidos encontrados e a eventual viabilidade econômica de um projeto de produção.
Até a conclusão dessa avaliação, não há estimativa oficial sobre o volume de petróleo existente no local nem previsão para o início de uma possível exploração comercial.
Poço fica distante da foz do rio Amazonas
Apesar de estar localizado na bacia sedimentar denominada Foz do Amazonas, o poço Morpho não fica na desembocadura do rio. Segundo informações divulgadas pela Petrobras durante o processo de licenciamento, o bloco está a aproximadamente 500 quilômetros da foz do Amazonas.
A perfuração foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis após o processo de licenciamento ambiental. A Petrobras recebeu a licença de operação em 20 de outubro de 2025 e iniciou os trabalhos exploratórios na mesma data.
Antes da emissão da licença, a estatal realizou uma Avaliação Pré-Operacional para demonstrar a capacidade de resposta a emergências e de atendimento à fauna. O exercício foi acompanhado pelo Ibama.
Margem Equatorial está nos planos da Petrobras
A Margem Equatorial brasileira compreende áreas marítimas entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. A região reúne as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
No Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras indicou a intenção de perfurar 15 poços na Margem Equatorial. O Morpho é o primeiro de um compromisso de oito perfurações em águas profundas do Amapá.
A continuidade dos projetos dependerá dos resultados técnicos obtidos, dos processos de licenciamento ambiental e da avaliação econômica de cada área.
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Diagnósticos de Aids aumentam mais de 50% no RN após a pandemia
18/08/2026

Sandra Raissa e o infectologista Igor Thiago Queiroz discutiram o avanço dos casos e a importância do diagnóstico no Ponta Negra Manhã
Os diagnósticos de Aids no RN aumentaram mais de 50% após a pandemia de Covid-19. O crescimento foi abordado nesta segunda-feira 17 no programa Ponta Negra Manhã, da TV Ponta Negra, com a participação de Sandra Raissa, secretária adjunta de Saúde de Natal, e do infectologista Igor Thiago Queiroz.
Durante o programa, os convidados trataram do cenário da doença no Rio Grande do Norte. A discussão chamou a atenção para o aumento dos registros depois do período da pandemia, quando o acesso da população a consultas, exames e outros serviços de saúde sofreu impactos.
Dados divulgados anteriormente pela Secretaria de Estado da Saúde Pública mostram que o avanço dos casos já era observado no estado. Entre 2011 e 2021, o Rio Grande do Norte contabilizou 6.470 casos de Aids, além de 6.906 registros de infecção pelo HIV.
No mesmo período, foram contabilizados 1.404 óbitos por Aids. A taxa de detecção passou de 15,5 casos por 100 mil habitantes em 2011 para 19,1 em 2021, segundo boletim estadual noticiado pelo Agora RN.
O HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico. A Aids corresponde ao estágio mais avançado da infecção quando ela não é tratada adequadamente. Por isso, os registros de infecção pelo HIV e os diagnósticos de Aids representam indicadores diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.
Prevenção e atendimento
A rede pública de saúde oferece testes rápidos para HIV, além de preservativos e acompanhamento das pessoas diagnosticadas. O tratamento com medicamentos antirretrovirais reduz a presença do vírus no organismo e ajuda a impedir a evolução da infecção para a Aids.
Em Natal, ações de prevenção também são realizadas em períodos de grande circulação de pessoas. Durante o Carnaval de 2026, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou testagem rápida para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, além da distribuição de preservativos.
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RN busca regras objetivas para atrair investimentos em energia eólica no mar
18/08/2026

Coere busca soluções para trazer investimentos em energia eólica no RN — Foto: Fiern/Assessoria
Setor cobra regras para leilões de energia eólica offshore; confiança dos empresários potiguares atinge menor nível em quatro anos
O avanço dos projetos de geração eólica no mar depende da conclusão de regras para leilões, cessão de áreas e consultas prévias, apesar de o marco geral do setor já oferecer orientação inicial aos investidores. A avaliação foi apresentada durante reunião da Comissão Temática de Energias Renováveis (Coere), da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), realizada na sexta-feira 14.
Presidido pelo empresário Sérgio Azevedo, o encontro tratou da segurança jurídica e do licenciamento ambiental de empreendimentos eólicos offshore no litoral potiguar. A comissão também analisou a regulamentação estadual de data centers e sistemas de armazenamento de energia, além da queda da confiança dos empresários do setor renovável.
O Rio Grande do Norte ocupa a quarta posição entre os estados com projetos eólicos offshore pretendidos. Ao todo, 59 empreendimentos estão em tramitação na costa de oito unidades da Federação, segundo dados apresentados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Até o momento, o único projeto eólico marítimo licenciado no litoral potiguar é a planta-piloto do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Areia Branca.
A instalação tem finalidade de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e preparação da cadeia produtiva. Para Sérgio Azevedo, o Estado possui uma vantagem geográfica pela ocorrência de ventos regulares e pela possibilidade de implantação de equipamentos em áreas de menor profundidade.
“Temos um potencial eólico de excelente qualidade e uma característica geográfica que pode beneficiar o Estado. É preciso aproveitar esse potencial, respeitando o meio ambiente, para que a região usufrua desse desenvolvimento e as empresas recolham os impostos, beneficiando a todos”, afirmou.
A analista ambiental do Ibama Simone Ribeiro informou que servidores de diferentes estados trabalham desde 2018 na preparação do processo de licenciamento. O trabalho incluiu treinamentos e intercâmbio de informações com órgãos da União Europeia e do Reino Unido, regiões com maior experiência na implantação de parques eólicos marítimos. “Fizemos tratativas, treinamentos e troca de conhecimento, inclusive na União Europeia e no Reino Unido, enquanto agências governamentais, com o Ibama”, disse.
O licenciamento dos projetos no mar fica sob responsabilidade do órgão federal porque os empreendimentos ocupam águas sob domínio da União. A análise precisa considerar efeitos sobre a fauna marinha, rotas de aves migratórias, pesca artesanal e industrial, navegação, turismo, comunidades costeiras e atividades de petróleo e gás.
Simone explicou que o regramento geral está estabelecido, mas ainda precisa de normas complementares para permitir que os projetos saiam da fase inicial. Entre as definições pendentes estão os órgãos e grupos sociais que deverão ser consultados, os critérios dos futuros leilões e as condições para cessão das áreas marítimas.
“O regramento geral já está posto e já deu um norte para os investidores sobre o tema. Contudo, precisamos da complementação dessa regulamentação para que o empreendedor possa colocar em prática os seus projetos”, explicou.
A conclusão dessas normas é aguardada por empresas interessadas em instalar parques no litoral brasileiro. Sem a definição sobre a cessão das áreas, o licenciamento ambiental pode avançar em estudos preliminares, mas os investimentos não chegam à etapa de implantação.
Além da autorização ambiental, os projetos exigem conexão ao Sistema Interligado Nacional, linhas de transmissão, estruturas portuárias capazes de receber componentes de grande porte e uma cadeia de fornecedores para montagem, operação e manutenção.
O litoral do Rio Grande do Norte reúne áreas de águas rasas, condição que pode reduzir a complexidade das fundações e o custo da instalação das turbinas. Quanto maior a profundidade, maior tende a ser o investimento nas estruturas de sustentação e na montagem dos equipamentos.
A posição geográfica também aproxima os projetos de portos, áreas industriais e regiões onde já existe geração eólica em terra. O aproveitamento dessas condições, entretanto, depende da capacidade de escoamento da energia.O Estado e o Nordeste enfrentam cortes forçados na geração, conhecidos como curtailment. A medida é determinada quando a produção supera a capacidade disponível de transmissão ou quando há necessidade de manter o equilíbrio do sistema elétrico.
Na prática, parques eólicos e solares são obrigados a produzir abaixo de sua capacidade, embora tenham condições climáticas para gerar mais energia. A redução afeta a receita das empresas e aumenta a percepção de risco para novos investimentos.
Sérgio Azevedo afirmou que as instituições participantes da Coere procuram formular propostas comuns para o setor. “Estamos em uma união de propósitos em busca de soluções, e não de potencializar problemas”, declarou.
A comissão também acompanhou a tramitação das normas ambientais estaduais para sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla BESS, e data centers. O consultor jurídico Kepler Brito, relator do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), informou que a resolução sobre baterias já foi publicada. Esses sistemas armazenam eletricidade produzida em horários de maior oferta e podem devolvê-la à rede quando o consumo aumenta ou a geração diminui.
O armazenamento pode reduzir oscilações provocadas pela natureza intermitente das fontes eólica e solar. Também permite aproveitar parte da energia que, em determinadas situações, deixaria de ser produzida por restrições no sistema. A norma para data centers, por outro lado, permanece na fase de minuta. As discussões estão concentradas na classificação do porte dos empreendimentos e no potencial poluidor.
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Em Natal, mulher condenada por matar adolescente é presa após nove anos
18/08/2026

Maria Raquel tinha apenas 15 anos — Foto: PMRN/PF/Reprodução
Captura foi realizada pela Polícia Federal em Natal, nove anos depois do crime contra Maria Raquel Silva de Almeida
Uma mulher condenada pelo assassinato de Maria Raquel Silva de Almeida, de 15 anos, foi presa nesta segunda-feira 17. A captura foi realizada pela Polícia Federal em Natal, nove anos depois do crime. Contra ela havia mandado expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Natal. A condenação também inclui uma tentativa de homicídio contra a mãe da adolescente.
O crime ocorreu na noite de 18 de fevereiro de 2017, durante a festa carnavalesca Nazaré Folia. O evento era realizado no bairro Nossa Senhora de Nazaré, na Zona Oeste da capital potiguar. Segundo a Polícia Civil, Maria Raquel envolveu-se em uma briga e foi atacada por duas jovens. A adolescente recebeu uma facada na barriga e não resistiu ao ferimento.
A mãe da vítima tentou intervir durante a agressão contra a filha. Ela também foi atacada e sofreu uma pancada na cabeça.
A mulher presa pela PF tinha 19 anos quando o crime ocorreu.
As investigações levaram a Justiça a expedir um mandado de prisão ainda em 2017.
A suspeita foi localizada pela Polícia Militar de Pernambuco em março daquele ano.
A prisão ocorreu no Alto Sertão pernambucano, cerca de um mês depois do homicídio.
Segundo a polícia, um soldado reconheceu a jovem após vê-la em uma reportagem sobre o caso. Ela foi então detida em cumprimento à ordem judicial expedida durante a investigação.
A Polícia Federal não divulgou a identidade da condenada nem o local exato da prisão desta segunda-feira, 17. O órgão também não informou a pena aplicada ou a data em que ocorreu o julgamento. Não foi esclarecido há quanto tempo a mulher estava na condição de condenada. Após a captura, ela ficou à disposição da Justiça para o cumprimento da sentença.
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Zenaide Maia lança espaço “Geração Z” para ouvir novas gerações e discutir melhorias
18/08/2026
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Ícone da TV e do teatro brasileiro, Laura Cardoso morre aos 98 anos.
18/08/2026

A teledramaturgia brasileira perdeu um de seus maiores ícones. A atriz Laura Cardoso falava aos 98 anos, na madrugada desta terça-feira (18). A confirmação do falecimento foi feita pelas redes sociais oficiais da artista, geridas por seu bisneto, Fernando Faria.
“Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, destacou a nota oficial. A causa da morte não foi informada pela família.
O velório ocorre na manhã desta terça-feira, das 8h às 14h, na Funeral Home, localizada no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.
Nascida em São Paulo, em 13 de setembro de 1927, Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni se tornou uma das atrizes de maior trajetória da dramaturgia brasileira. Ela começou a se interessar pela arte ainda criança, quando já brincava de representar com uma amiga do bairro da Bela Vista.
O gosto pela interpretação também aparecia na escola e em casa. Laura gostava de ler e recitar para familiares e colegas. Aos 15 anos, decidiu seguir a carreira artística e começou a atuar em radionovelas na Rádio Cosmos.
A estreia na televisão aconteceu em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Depois, participou de novelas e produções de diferentes emissoras, como Tupi, Excelsior, Record e Cultura.
Com uma trajetória marcante no rádio, teatro, cinema e televisão, Laura Cardoso teve sua contribuição às artes reconhecida nacionalmente em 2006, quando foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural pelo Governo Federal.
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Denúncias de assédio moral e sexual crescem mais de 500% em 5 anos na UFRN
18/08/2026

Foto: Cícero Oliveira Agecom/UFRN
A evolução dos casos de assédio moral apresentou um crescimento contínuo ao longo do período, registrando 16 ocorrências em 2022, 22 em 2023 e 30 em 2024. Do total acumulado nesse quinquênio, 31 processos acabaram arquivados, sendo 14 por falta de materialidade. Já as queixas de cunho sexual atingiram o topo em 2023, com 18 registros, após contarem 13 casos em 2022. Nos anos seguintes, houve uma leve queda, com 15 casos em 2024 e 12 em 2025. A maioria dos relatos de natureza sexual, num total de 28, acabou arquivada, com 13 encerramentos motivados por falta de provas. No total, as apurações resultaram na instauração de nove Processos Administrativos Disciplinares para apurar assédio sexual e dois para assédio moral, culminando em duas sanções efetivas: uma suspensão e uma expulsão.
Em nota oficial, a UFRN ressaltou que atua diariamente para garantir um ambiente seguro e livre de violências. Como resposta ao avanço das notificações, a universidade destacou a implementação do Programa de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação em 2023, a criação do Espaço Acolher, a reativação do Comitê UFRN com Diversidade e a recente assinatura do Pacto Institucional em Defesa das Mulheres. A instituição dispõe ainda de comissões de humanização voltadas para as relações de trabalho e discentes, além de promover capacitações contínuas.
As vítimas e testemunhas podem registrar manifestações diretamente na Ouvidoria da UFRN ou buscar amparo externo nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e delegacias comuns. Perante a legislação, o assédio sexual é crime previsto no artigo 216-A do Código Penal, caracterizado pelo constrangimento com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual prevalecendo-se de hierarquia ou posição de chefia. Por sua vez, o assédio moral configura-se pela conduta abusiva que viole a dignidade ou a integridade física e psíquica da pessoa, degradando o ambiente de trabalho e o convívio acadêmico.
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PMRN endurece regras contra uso político da corporação nas eleições
18/08/2026

Portaria Normativa nº 142 proíbe uso de agentes, viaturas, quartéis e canais oficiais em benefício de candidaturas; norma prevê responsabilização por omissão
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte publicou uma norma específica para impedir que a estrutura da corporação seja usada em benefício de candidatos durante as eleições de 2026. A Portaria Normativa nº 142/CG/PMRN, de 14 de agosto, reúne 13 condutas proibidas e prevê responsabilização administrativa, civil e penal.
O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado de 15 de agosto e é assinado pelo comandante-geral da PMRN, coronel Alarico José Pessoa Azevêdo Júnior. A portaria determina que policiais mantenham neutralidade político-partidária no exercício da função e veda a associação da imagem institucional da corporação a campanhas.
Entre as proibições estão usar policiais militares em atividades de campanha, empregar viaturas, fardamentos, armamentos, equipamentos ou instalações da PM em benefício eleitoral e permitir gravações de candidatos em quartéis ou durante operações. Também não podem ser utilizados perfis oficiais, símbolos, bancos de dados ou canais internos da corporação para promover ou atacar candidaturas.
A norma proíbe ainda que agentes façam manifestações político-partidárias durante o serviço, concedam tratamento privilegiado a candidatos em ocorrências ou transformem ações policiais em material de propaganda. Diretores, chefes e comandantes ficam responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras. A omissão diante de irregularidade conhecida também pode gerar punição.
A edição da portaria encerra uma sequência de alertas iniciada em junho. Naquele mês, a 19ª Promotoria de Justiça de Natal abriu procedimento para acompanhar a neutralidade política das forças de segurança depois de dois vereadores pré-candidatos aparecerem em operações policiais divulgadas nas redes sociais.
Em um dos episódios, ocorrido em Natal, um parlamentar acompanhou e filmou uma prisão em flagrante conduzida pelas polícias Civil e Científica. Em Mossoró, outro vereador apareceu de colete balístico e afirmou ter participado de uma operação da Polícia Militar. O Ministério Público não divulgou os nomes dos envolvidos no comunicado oficial.
O MPRN sustentou a atuação no artigo 6º da Constituição do Estado, que proíbe o favorecimento de partidos ou grupos políticos por autoridades e servidores. As corregedorias das polícias Militar, Civil e Científica foram notificadas para informar quais providências haviam adotado.
Em 12 de junho, o órgão também recomendou regras para o uso de redes sociais por policiais militares, com o objetivo de separar manifestações pessoais da imagem institucional da corporação.
As novas restrições dialogam com o artigo 73 da Lei das Eleições, que veda o uso de bens, materiais, serviços e servidores públicos em benefício de candidaturas. Dependendo do caso, a infração pode resultar em multa e, para o candidato beneficiado, cassação do registro ou do diploma.
Com a campanha em andamento e o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a portaria transforma o princípio de neutralidade em obrigações objetivas dentro da PMRN. Além de listar o que agentes não podem fazer, o texto amplia a responsabilidade dos comandos pela fiscalização e pelo registro de eventuais desvios.
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Eleições 2026: total de candidatos despenca 30% e registra maior queda da história
18/08/2026

Foto: Reprodução
O número de postulantes a cargos eletivos nas eleições gerais de 2026 sofreu um recuo histórico, marcando a maior queda de candidaturas já registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 1994. Dados consolidados após o fim do prazo de registros indicam a presença de 20.524 candidatos no pleito deste ano, o que representa um encolhimento de aproximadamente 30% em relação a 2022 e significa cerca de 8.700 postulantes a menos na disputa.
O movimento interrompe um ciclo contínuo de expansão no país, visto que, desde o início das medições do tribunal, a única retração havia ocorrido em 2006, com um recuo pontual de 3%. Nas duas últimas disputas gerais, de 2018 e 2022, o volume de candidatos havia se mantido estável na casa dos 29 mil. A Justiça Eleitoral ressalta que o número final ainda pode sofrer pequenas alterações decorrentes de eventuais indeferimentos, desistências ou substituições.
O impacto mais severo desse encolhimento ocorreu na disputa pelos cargos legislativos. O contingente de candidatos a deputado federal caiu de 10.630 em 2022 para 7.632 em 2026, reduzindo a relação de concorrência de 21 para 15 postulantes por vaga. Já entre as vagas para deputado estadual e distrital, o total de concorrentes despencou de 17.347 para 11.521, reduzindo a disputa média de 16 para 11 nomes por cadeira. Segundo analistas políticos, a retração é o resultado direto das minirreformas eleitorais aprovadas em 2015 e 2017. As novas regras impuseram critérios mais rígidos de cláusula de barreira e restrição ao fundo partidário, estimulando fusões e a formação de federações que passam a atuar sob as mesmas cotas de candidaturas.
Para este pleito, 30 legendas disputam as urnas — duas a menos do que em 2022 —, fruto de fusões como a que gerou o PRD e da formação de novas federações, a exemplo de União com PP e PRD com Solidariedade. Na análise individual dos partidos, a maior queda foi registrada pelo PRTB, que despencou de 939 candidatos em 2022 para apenas 10 em 2026 por conta de disputas judiciais pelo comando da sigla. Em contrapartida, o Novo foi a legenda com maior expansão absoluta, somando 817 novos postulantes, seguido pela Unidade Popular. Regionalmente, a retração atingiu todas as unidades da Federação, com reduções acima de 40% em estados como Alagoas, Amapá, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Especialistas apontam que a redução no número de nomes traz impactos mistos para o sistema político brasileiro. Por um lado, a diminuição de legendas com representatividade tende a simplificar as negociações do presidencialismo de coalizão no Congresso e a dificultar a inserção de candidaturas ligadas ao crime organizado. Por outro lado, a concentração de recursos públicos e emendas parlamentares na mão de quem já detém mandato eleva a barreira de entrada para novos concorrentes, o que elitiza o processo eleitoral e impõe entraves à renovação política no país.
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Anvisa proíbe cápsulas e chás que prometiam efeito de Mounjaro; confira quais
14/08/2026

Foto: Pexels
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (14/08) a proibição de cápsulas e chás comercializados irregularmente com promessas de emagrecimento semelhantes às atribuídas às chamadas canetas emagrecedoras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e inclui produtos vendidos sem registro, notificação ou cadastro na agência.
Segundo a Anvisa, parte dos itens tinham fabricantes não identificados pela autoridade sanitária. Por conta disso, a resolução determina a retirada dos produtos do mercado e proíbe fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os lotes citados. A restrição também alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que divulguem ou comercializem os produtos.
Entre os itens proibidos estão oito versões do “Milagroso Ervas Mounjaro” e o Mounfor X Emagrecedor. Os produtos utilizavam o nome “Mounjaro” em embalagens e anúncios para se associar às chamadas canetas emagrecedoras, mas não eram medicamentos autorizados pela Anvisa.
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Remédios para dormir podem causar Alzheimer?
14/08/2026

O uso do medicamento não seria necessariamente o responsável pelo início da doença
Pesquisadores alertam que uso prolongado de benzodiazepínicos está associado a prejuízos cognitivos, dependência, quedas e outros efeitos adversos
Quase toda família conhece alguém que toma um comprimido para dormir ou utiliza algum medicamento para controlar a ansiedade. Para algumas pessoas, o remédio é usado durante uma fase específica. Para outras, o tratamento passa a fazer parte da rotina por meses ou até anos.
Clonazepam, alprazolam, diazepam, zolpidem e medicamentos semelhantes estão entre os remédios utilizados para tratar diferentes condições relacionadas ao sono e à ansiedade. No Brasil, o clonazepam, conhecido pelo nome comercial Rivotril, figura há anos entre os medicamentos mais consumidos.
Ao mesmo tempo em que esses medicamentos são amplamente utilizados, estudos científicos vêm investigando uma possível relação entre seu uso e o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Manchetes sobre o assunto podem dar a impressão de que já existe uma resposta definitiva, mas as evidências disponíveis ainda não permitem afirmar que esses medicamentos causem a doença.
Uma revisão recente de 13 grandes estudos observacionais, da qual participaram os pesquisadores responsáveis pela análise, reforça justamente essa incerteza. O trabalho reuniu dados de mais de 720 mil participantes e encontrou uma associação entre o uso de benzodiazepínicos e medicamentos conhecidos como Z-drugs, como o zolpidem, e uma maior chance de desenvolver Alzheimer.
No entanto, os resultados apresentaram diferenças entre os estudos analisados. Por isso, segundo a revisão, ainda não é possível estabelecer uma relação causal entre o uso desses medicamentos e o desenvolvimento da doença.
A preocupação com uma possível relação entre benzodiazepínicos, medicamentos para dormir e Alzheimer surgiu a partir de estudos publicados nas últimas duas décadas. Diversas pesquisas observaram que pessoas que utilizavam esses medicamentos apresentavam maior frequência de doença de Alzheimer anos depois.
A princípio, esse resultado pode parecer indicar que o medicamento aumenta o risco da doença. Em estudos médicos, porém, a presença de uma associação não significa necessariamente que uma situação tenha provocado a outra.
Um dos motivos é a chamada causalidade reversa.
Uma pessoa pode começar a dormir mal, apresentar mais ansiedade ou desenvolver sintomas depressivos muitos anos antes de receber um diagnóstico de Alzheimer. Essas alterações podem levá-la a procurar atendimento médico e, consequentemente, receber uma prescrição de benzodiazepínicos ou de medicamentos para dormir.
Nesse caso, o uso do medicamento não seria necessariamente o responsável pelo início da doença. Ele poderia estar relacionado a sintomas que já faziam parte de um processo neurodegenerativo que havia começado anteriormente. A causalidade reversa é um dos fatores que dificultam a interpretação dos resultados de estudos observacionais e a identificação de relações de causa e efeito na medicina.
Foi justamente essa questão que motivou a realização da revisão sistemática com meta-análise que reuniu os principais estudos publicados sobre o uso de benzodiazepínicos e Z-drugs e o risco de doença de Alzheimer.
As Z-drugs, como o zolpidem, induzem o sono de forma mais seletiva do que os benzodiazepínicos. Apesar dessa diferença, o uso prolongado também está associado a riscos como dependência, abstinência, quedas e fraturas.
Na revisão, foram analisados dados de mais de 720 mil participantes de estudos observacionais. Nesses trabalhos, os pesquisadores acompanham as pessoas ao longo do tempo, mas não determinam quem recebe ou não determinado tratamento.
Quando os estudos foram analisados em conjunto, foi encontrada uma associação entre o uso desses medicamentos e uma maior chance de desenvolver Alzheimer.
O resultado, porém, não foi uniforme. Os pesquisadores observaram diferenças consideráveis entre os estudos analisados. Essa variação é uma das razões pelas quais os dados disponíveis não permitem afirmar que os medicamentos sejam responsáveis pelo desenvolvimento da doença.
Assim, encontrar uma associação entre o uso de benzodiazepínicos e Z-drugs e a doença de Alzheimer não significa que os medicamentos causem a doença.
A ausência de uma conclusão sobre a relação com o Alzheimer não significa que o uso prolongado desses medicamentos seja considerado seguro.
Há décadas, diferentes estudos demonstram que o uso contínuo de benzodiazepínicos pode estar associado a prejuízos de memória, atenção, velocidade de processamento das informações e outras funções cognitivas, especialmente entre pessoas idosas.
Os medicamentos também estão associados a dependência, tolerância, sonolência durante o dia, quedas, fraturas e acidentes.
Esses efeitos estão entre os motivos pelos quais diferentes diretrizes nacionais e internacionais recomendam evitar, sempre que possível, o uso prolongado dos medicamentos.
A principal questão científica, portanto, não é saber se os benzodiazepínicos podem produzir efeitos sobre a cognição. Esses efeitos já são conhecidos. A dúvida que permanece é outra: se os medicamentos participam diretamente do desenvolvimento da doença de Alzheimer ou se o uso deles identifica pessoas que já apresentavam alterações relacionadas ao processo neurodegenerativo antes mesmo da prescrição.
A discussão também envolve uma questão anterior: por que tantas pessoas recorrem a medicamentos para dormir?
A insônia e outros problemas relacionados ao sono não afetam apenas a qualidade de vida. Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas, o cérebro realiza funções relacionadas à sua manutenção. Entre elas está a eliminação de proteínas e metabólitos que se acumulam ao longo do dia.
Distúrbios crônicos do sono também estão associados à inflamação, alterações metabólicas, pior controle da pressão arterial e maior risco cardiovascular. Esses fatores podem contribuir para o declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.
A própria insônia pode ser um fator de risco independente para alterações cognitivas em muitos casos. Em outras situações, porém, ela pode representar um dos primeiros sintomas de doenças neurodegenerativas ainda não diagnosticadas.
Por isso, identificar a causa das alterações no sono é parte importante do cuidado.
Benzodiazepínicos e medicamentos para dormir continuam sendo ferramentas utilizadas pela medicina. Em situações específicas, como crises intensas de ansiedade, insônia aguda, algumas doenças neurológicas e determinadas condições psiquiátricas, eles podem oferecer benefícios e melhorar a qualidade de vida.
O problema não está necessariamente na prescrição do medicamento, mas na possibilidade de um tratamento inicialmente planejado para durar dias ou algumas semanas permanecer por meses ou anos sem reavaliação periódica.
As recomendações atuais indicam que esses medicamentos devem ser utilizados na menor dose eficaz e pelo menor período possível, sempre que isso for viável. O tratamento também deve estar associado à abordagem da causa da insônia ou da ansiedade e ser acompanhado por um profissional de saúde.
A revisão não estabelece que benzodiazepínicos ou Z-drugs provoquem a doença de Alzheimer. Os resultados mostram uma associação entre o uso desses medicamentos e uma maior chance de desenvolver a doença, mas não permitem determinar que exista uma relação de causa e efeito.
Os estudos disponíveis são observacionais, apresentam diferenças entre si e estão sujeitos a fatores de confusão e à causalidade reversa. Por isso, os resultados precisam ser interpretados com cautela. Enquanto novas pesquisas buscam esclarecer se esses medicamentos participam diretamente do desenvolvimento do Alzheimer, os riscos associados ao uso prolongado dos benzodiazepínicos já são conhecidos.
A orientação, portanto, envolve cuidar da qualidade do sono, investigar e tratar adequadamente suas alterações e reavaliar periodicamente a necessidade do uso desses medicamentos com acompanhamento profissional.
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Prazo para pedir registro de candidaturas termina neste sábado 15
14/08/2026

Partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado 15 para registrar na Justiça Eleitoral as candidaturas que disputarão as eleições de 2026 - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Partidos, federações e coligações têm até as 19h para apresentar à Justiça Eleitoral os nomes que disputarão as eleições de 2026
Partidos políticos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado 15 para registrar na Justiça Eleitoral as candidaturas que disputarão as Eleições Gerais de 2026. O prazo vale para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
A data-limite está prevista no Calendário Eleitoral de 2026 e na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). O procedimento de registro de candidaturas é regulamentado pela Resolução TSE nº 23.609/2019.
O registro formaliza perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas pelos partidos e pelas federações durante as convenções partidárias, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. A partir daí, são analisados os documentos apresentados, as condições de elegibilidade e o cumprimento dos requisitos legais.
Os pedidos são enviados por meio do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), que, nas Eleições 2026, passou a funcionar integralmente pela internet. O sistema reúne informações sobre partidos, federações, coligações e candidaturas e está integrado a outras bases da Justiça Eleitoral.
Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) processar e julgar os pedidos de registro das candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República.
Os tribunais regionais eleitorais (TREs) são responsáveis pelos registros para governador e vice-governador, senador e suplentes, deputados federal e estadual ou distrital.
Após a apresentação dos pedidos, os processos são autuados no Processo Judicial Eletrônico (PJe). Com a publicação dos editais, abre-se prazo para a apresentação de impugnações por quem tenha legitimidade para questionar o registro. Cidadãs e cidadãos também podem apresentar notícia de inelegibilidade.
Se forem constatadas falhas ou ausência de documentos, a Justiça Eleitoral poderá determinar diligências para que as irregularidades sejam corrigidas. Ao final da análise, os pedidos serão deferidos ou indeferidos.
O sábado também concentra outros marcos importantes previstos no Calendário Eleitoral de 2026.
É o último dia para que os partidos políticos providenciem, caso ainda não tenham feito, a abertura de conta bancária específica destinada ao recebimento de doações de pessoas físicas para as campanhas eleitorais. A conta pode ser aberta na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil ou em outra instituição financeira com carteira comercial reconhecida pelo Banco Central.
Também termina no sábado o prazo para os partidos encaminharem ao TSE os critérios definidos pelos órgãos nacionais de direção para a utilização, nas campanhas de 2026, das doações de pessoas físicas ou das contribuições de filiadas e filiados recebidas em anos anteriores à eleição.
A partir de 15 de agosto, partidos, federações, coligações, candidatas e candidatos também deverão manter o registro das operações de tratamento de dados pessoais realizadas durante as campanhas. A obrigação permanece, em regra, até 18 de dezembro de 2026 e continua em caso de ajuizamento de ação destinada a apurar eventual irregularidade ou ilicitude no tratamento desses dados.
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Veja exercicios que mais ajudam a combater a insônia
14/08/2026

Uma meta-análise com mais de 2.500 participantes identificou a ioga de alta intensidade como a modalidade com maior associação à melhora da qualidade do sono
Meta-análise reuniu mais de 2.500 participantes e comparou modalidades de exercícios físicos entre pessoas com distúrbios do sono
A prática de exercícios físicos está associada à qualidade do sono, mas ainda não está claro quais modalidades apresentam os maiores efeitos sobre pessoas com distúrbios do sono. Uma meta-análise recente, publicada na revista Sleep and Biological Rhythms, comparou diferentes tipos de exercícios e identificou a ioga de alta intensidade como a modalidade com a associação mais forte com a melhora do sono.
O estudo reuniu dados de 30 ensaios clínicos randomizados realizados por pesquisadores da Universidade de Esportes de Harbin, na China. Ao todo, os trabalhos envolveram mais de 2.500 participantes com distúrbios do sono, de diferentes faixas etárias e provenientes de mais de uma dúzia de países.
Na comparação entre as modalidades analisadas, a prática regular de ioga apresentou a associação mais forte com a melhora do sono. Os pesquisadores também avaliaram caminhadas, exercícios combinados, exercícios aeróbicos e exercícios tradicionais chineses, como o tai chi.
Segundo a análise, duas sessões de ioga de alta intensidade por semana, durante oito a dez semanas e com duração de até 30 minutos por sessão, foram consideradas a “prescrição ideal de exercícios” para pessoas com problemas de sono.
“Os resultados sugerem que uma prescrição de exercícios de ioga, realizada duas vezes por semana durante 8 a 10 semanas, e de alta intensidade, é a abordagem mais eficaz para melhorar a qualidade do sono de indivíduos com distúrbios do sono”, escreveram os autores do estudo.
A modalidade analisada na pesquisa é diferente dos movimentos mais suaves e lentos normalmente associados à ioga. A ioga de alta intensidade envolve uma sequência mais rápida entre as posturas e utiliza o próprio peso corporal para criar resistência.
Na análise, a caminhada apareceu logo depois da ioga em relação à associação com a melhora do sono. Em seguida, ficou o treinamento de resistência, também conhecido como treinamento de força, que inclui atividades como Pilates e levantamento de peso.
O resultado é diferente do encontrado por outra revisão publicada em 2023. Naquele trabalho, três sessões semanais de exercícios aeróbicos ou de intensidade moderada apareceram como a modalidade que poderia ser mais eficaz para tratar distúrbios do sono.
A diferença nos resultados mostra que existem questões a serem esclarecidas sobre a relação entre os diferentes tipos de atividade física e a qualidade do sono. A meta-análise não conseguiu explicar por que a ioga ou outras formas específicas de exercício podem apresentar efeitos sobre o sono. Os pesquisadores, apontaram algumas possibilidades.
A ioga aumenta a frequência cardíaca, trabalha os músculos e envolve a regulação da respiração. Esse último aspecto também está presente em práticas como o tai chi e o Pilates.
Pesquisas sugerem que o controle da respiração pode ativar o sistema nervoso parassimpático, estimulando o nervo vago e melhorando a qualidade do sono.
Outros estudos também indicam que a ioga pode regular padrões de atividade das ondas cerebrais, o que poderia favorecer um sono mais profundo.
De acordo com os pesquisadores, os exercícios que envolvem resistência podem estar entre os mais associados a uma boa noite de sono. Nesse tipo de atividade, os músculos trabalham contra uma força oposta.
Entre os exemplos estão a postura do cachorro olhando para baixo, a prancha, o Pilates reformer e o treinamento com pesos.
“Deve-se ter cautela ao interpretar os resultados de estudos sobre distúrbios do sono, dado o número limitado de estudos incluídos e as características únicas da população afetada por esses distúrbios. São necessárias mais pesquisas de alta qualidade para confirmar essas descobertas”, explicam os pesquisadores da Universidade de Esportes de Harbin.
Não existe uma solução única para a insônia ou outros distúrbios do sono.
O exercício físico pode fazer parte das medidas para melhorar o sono, mas, quando os distúrbios afetam a qualidade de vida, a recomendação é procurar avaliação médica para investigar o problema e definir o tratamento adequado.
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Projeto aprovado na Câmara permite converter milhas aéreas em dinheiro; texto segue para análise no Senado
14/08/2026

Foto: Pixabay
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece novas regras para a venda e a troca de milhas aéreas por dinheiro. O texto agora será analisado pelo Senado e, se aprovado, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta, de autoria do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), determina que as companhias aéreas ofereçam uma opção oficial para converter milhas em dinheiro caso permitam a comercialização dos pontos.
O projeto aprovado pela Câmara na quinta-feira (13) também proíbe o bloqueio de contas, a limitação de beneficiários e a exigência de reconhecimento facial para resgates. Empresas que já vendem milhas por dinheiro deverão permitir que o cliente também converta os pontos novamente em dinheiro.
De acordo com o projeto, as negociações deverão ser intermediadas por empresas independentes, com pelo menos sete anos de experiência e sem vínculo com companhias aéreas ou bancos.
Segundo levantamento da Latam, o número de passagens domésticas emitidas com milhas cresceu 30% entre janeiro e abril de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Foram 1,8 milhão de bilhetes emitidos pelo programa de fidelidade da companhia. No mesmo período, a emissão de passagens internacionais com milhas aumentou 35%.
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Varejo do RN tem 3ª queda seguida, mas mantém alta no ano
14/08/2026

Volume de vendas recuou 0,1% em junho ante maio, de acordo com IBGE - Foto: josé aldenir
Comércio potiguar acumula crescimento de 4,5% no primeiro semestre e de 5,9% em 12 meses, segunda maior alta entre os Estados
O comércio varejista do Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com sinais distintos no curto e no médio prazo. O volume de vendas recuou 0,1% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal, acumulando o terceiro resultado mensal negativo consecutivo. Apesar da perda de ritmo, o setor ainda registra crescimento de 4,5% no ano e de 5,9% em 12 meses, a segunda maior expansão entre os Estados brasileiros nesse último recorte.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, o desempenho potiguar também ficou na contramão do resultado nacional: enquanto as vendas caíram 0,1% no RN, o varejo brasileiro avançou 0,5% sobre maio. A sequência negativa no Estado começou em abril, quando houve retração de 0,2%. Em maio, a queda ganhou força e chegou a 1,3%, seguida pela variação de menos 0,1% em junho. Março já havia indicado perda de ritmo, com estabilidade de 0,0%.
A trajetória contrasta com o início do ano. Em janeiro, o varejo potiguar apresentava crescimento de 5,8% em termos reais na comparação anual, segundo análise do Instituto Fecomércio RN. Na ocasião, o Estado acumulava dez meses consecutivos de expansão nessa base de comparação.
Mesmo com três meses seguidos de retração na comparação imediatamente anterior, a leitura anual permanece positiva. Frente a junho de 2025, o volume vendido pelo varejo restrito do Rio Grande do Norte aumentou 2,1%.
No acumulado de janeiro a junho, a expansão chegou a 4,5% ante o primeiro semestre de 2025. O resultado supera o desempenho nacional: no país, as vendas cresceram 1,9% no período. Em junho, o varejo brasileiro avançou 2,9% na comparação anual. A diferença entre as comparações mensais e anuais indica que o comércio potiguar continua operando acima dos níveis observados em 2025, mas perdeu força ao longo dos últimos meses.
O desempenho acumulado em 12 meses reforça essa diferença. Até junho, o varejo do Rio Grande do Norte cresceu 5,9% frente aos 12 meses imediatamente anteriores. A taxa é a segunda maior do país, atrás apenas de Pernambuco, com avanço de 6,1%. O resultado potiguar também está bem acima do nacional, que registrou crescimento de 1,6% nessa comparação.
O indicador, porém, perdeu alguma força. Até maio, o varejo potiguar acumulava expansão de 6,3% em 12 meses, então a maior variação do país. Naquele mês, as vendas haviam aumentado 1,4% frente a maio de 2025, completando 14 meses consecutivos de resultados positivos na comparação anual.
O movimento mostra que a sequência de quedas mensais ainda não foi suficiente para eliminar o crescimento acumulado, mas começa a reduzir a velocidade da expansão registrada desde 2025.
Em março, por exemplo, as vendas no Estado haviam avançado 9,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em maio, essa diferença havia diminuído para 1,4% e, em junho, ficou em 2,1%.
A desaceleração aparece com maior intensidade no comércio varejista ampliado, indicador que acrescenta ao varejo tradicional as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, material de construção e o atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.
Nesse recorte, o volume de vendas no Rio Grande do Norte caiu 1,5% em junho frente a maio, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com junho de 2025, porém, houve crescimento de 1,4%. O varejo ampliado acumula expansão de 2,8% nos primeiros seis meses de 2026 e de 3,2% nos últimos 12 meses.
A diferença entre os indicadores mostra desempenho mais favorável do varejo restrito no Estado. Enquanto este cresceu 4,5% no primeiro semestre, o ampliado avançou 2,8%, diferença de 1,7 ponto percentual.
Essa distância já aparecia no começo do ano. Em janeiro, análise da Fecomércio RN apontava que o avanço do comércio tradicional estava mais intenso do que o do varejo ampliado. Até aquele momento, o indicador ampliado acumulava crescimento de 2,5% em 12 meses.
Indicadores divulgados ao longo do primeiro semestre ajudam a explicar por que o comércio potiguar mantém crescimento na comparação anual, apesar da desaceleração recente.
Em junho, o Índice de Confiança das Famílias de Natal chegou a 92,8 pontos, maior nível em 12 meses. O indicador continuava abaixo dos 100 pontos, faixa que separa pessimismo de otimismo, mas havia avançado 15,1 pontos em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo o Instituto Fecomércio RN, a melhora estava associada à evolução da renda e do mercado de trabalho. Natal havia criado 2,3 mil empregos com carteira assinada até maio. No conjunto do Estado, comércio e serviços também contribuíram para manter positivo o saldo de empregos formais naquele mês, com contratações em supermercados, farmácias, saúde, educação, logística e comércio de veículos.
As datas comemorativas também deram suporte às vendas. Para o Dia das Mães, a Fecomércio RN estimou movimentação de R$ 482,2 milhões na economia estadual, 3,1% acima de 2025. Para o Dia dos Namorados, a projeção foi de R$ 340,7 milhões, crescimento de 4,2%.
Os levantamentos, contudo, já mostravam limites para a expansão do consumo. Na pesquisa do Dia das Mães, 52,9% dos entrevistados que não pretendiam comprar presentes apontaram falta de recursos financeiros como principal razão, ante 19,6% em 2025.
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DINHEIRO INDO PELO RALO: famílias brasileiras perdem R$ 62,5 bilhões com bets em 2025
14/08/2026

Imagem: ilustrativa/Gerada por IA
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões com bets em 2025, segundo estimativa do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados( baseada em dados do Banco Central.
O levantamento aponta que R$ 350,97 bilhões foram transferidos por pessoas físicas para plataformas de apostas ao longo do ano. Considerando o valor líquido — o que foi pago menos o que voltou aos apostadores —, a perda chegou aos R$ 62,5 bilhões.
O valor equivale a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e representa quase 40% de tudo o que foi pago pelo Bolsa Família em 2025. O estudo estima ainda que 25,3 milhões de brasileiros apostaram no período. O avanço das bets ocorre justamente em meio ao aumento do endividamento das famílias. Dados do Banco Central indicam que as dívidas já representam praticamente metade do que os brasileiros recebem, com sucessivos recordes, considerando valor atual das dívidas das famílias com o Sistema Financeiro Nacional e a renda das famílias acumulada nos últimos doze meses.
Os valores dispararam a partir de janeiro de 2025, justamente quando a regulamentação entrou em vigor, mas tiveram uma leve queda em outubro, quando os benefícios do Bolsa Família foram proibidos de apostar. De janeiro a dezembro de 2025, 25,3 milhões de pessoas apostaram em plataformas de apostas esportivas no Brasil. O governo federal calculou 100,8 milhões de contas ativas em bets (um mesmo CPF pode ter mais de uma conta). Mais de dois terços dos apostadores são homens. Mulheres representam 31,7% das contas que fizeram apostas.
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PROPAGANDA ELEITORAL EM 2026: o que pode e o que é proibido nas redes sociais
14/08/2026

Foto: Getty Images
As redes sociais terão regras específicas para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026. As normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecem limites para candidatos, partidos e usuários e também disciplinam o uso de inteligência artificial durante a campanha.
A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto e poderá ser publicada em redes sociais, blogs, sites e aplicativos de mensagens. As páginas oficiais de candidatos, partidos, federações e coligações deverão ser informadas previamente à Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral também poderá determinar a retirada de conteúdos que contenham ataques ou agressões contra candidatos, quando houver solicitação do indivíduo ofendido.
O que é permitido
Candidatos e partidos poderão divulgar propostas e conteúdos de campanha nas redes sociais. O impulsionamento de publicações também será permitido, desde que siga as regras eleitorais.
Eleitores também podem manifestar opiniões políticas na internet. A liberdade de expressão só poderá ser limitada em casos de ofensa à honra ou imagem de candidatos e partidos ou de divulgação de fatos comprovadamente falsos.
O que é proibido
A legislação proíbe propaganda eleitoral paga na internet, com exceção do impulsionamento autorizado. Também não é permitido utilizar publicidade para criar artificialmente estados emocionais ou passionais na opinião pública.
Outro ponto importante envolve a inteligência artificial. Conteúdos produzidos ou alterados por IA, como vídeos, imagens, áudios e textos, deverão ser identificados de maneira clara, informando que foram gerados ou manipulados pela tecnologia.
O uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidatos será proibido, mesmo com autorização das pessoas envolvidas.
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Humana Saúde destaca importância do apoio nos primeiros dias de amamentação
14/08/2026

Enfermeira obstetra orienta sobre pega, posicionamento e participação da família para reduzir dificuldades após o parto
Dor, insegurança, dúvidas sobre a quantidade de leite e dificuldades na pega podem surgir já nas primeiras mamadas. Durante o Agosto Dourado, especialistas reforçam que o acolhimento e a orientação profissional desde a maternidade podem evitar que problemas iniciais provoquem a interrupção precoce do aleitamento.
A enfermeira obstetra da Humana Saúde em Natal, Bruna Sena, explica que a amamentação envolve um período de aprendizado e adaptação para a mãe e o bebê.
“A amamentação não precisa ser encarada como algo que a mulher deve saber fazer automaticamente. Existe um período de adaptação tanto para a mãe quanto para o bebê. Quando essa mulher encontra uma equipe preparada para acolher suas dúvidas, observar a mamada e orientar sobre pega e posicionamento, ela se sente mais segura para continuar”, afirma.
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MUDANÇA DE COR: Quase 800 candidatos alteram autodeclaração racial; caso de Larissa Rosado chamou atenção no RN
14/08/2026

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que pelo menos 786 candidatos registrados para as eleições de 2026 mudaram a autodeclaração de cor ou raça em relação ao que haviam informado em 2022. O número representa 4,5% das 17.413 candidaturas analisadas até 12 de agosto.
A mudança mais comum foi de branco para pardo, registrada em 308 candidaturas. Em outros 262 casos ocorreu o movimento inverso, de pardo para branco. Juntas, as duas alterações representam 72,5% das mudanças identificadas.
No Rio Grande do Norte, Larissa Rosado (PSB), candidata a vice-governadora na chapa de Cadu Xavier (PT), apareceu, neste ano, inicialmente como parda no registro eleitoral, diferentemente de eleições anteriores, quando havia se declarado branca.
A mudança ganhou repercussão nacional e, após o caso vir a público, ele pediu à Justiça Eleitoral a retificação da autodeclaração para branca, alegando que a informação como parda teria ocorrido por erro de sua assessoria.
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Doação de sangue terá novas regras para tatuagens e condições de saúde
14/08/2026

Novas regras entram em vigor em 30 de setembro e também alteram critérios para piercings, medicamentos, doenças e procedimentos médicos
As regras para doação de sangue no Brasil serão alteradas a partir de 30 de setembro. Uma nova portaria do Ministério da Saúde reduz períodos de espera para pessoas que fizeram tatuagens, piercings e determinados procedimentos médicos, além de modificar critérios relacionados a doenças, medicamentos e comportamento sexual.
Uma das principais mudanças envolve tatuagens, micropigmentações e piercings. Quem realizar esses procedimentos poderá doar sangue após sete dias, desde que seja possível comprovar que o estabelecimento onde o procedimento foi feito está regularizado. Sem a comprovação do alvará sanitário do local, o período de espera será de quatro meses. Pelas regras anteriores, o intervalo variava de seis a 12 meses.
Para piercings colocados na boca ou na região genital, considerados procedimentos com maior risco de infecção, o prazo será de quatro meses. A portaria também estabelece espera de quatro meses após o último contato sexual para pessoas sexualmente ativas que tenham múltiplos parceiros casuais ou ocasionais. O critério será aplicado independentemente de gênero ou orientação sexual. Antes, o período previsto era de 12 meses.
As mudanças também alcançam pessoas que tiveram determinadas doenças ou passaram por procedimentos médicos. Quem teve tuberculose pulmonar ou extrapulmonar poderá doar dois anos após a cura. Anteriormente, o intervalo era de cinco anos.
No caso de cirurgia bariátrica, pessoas que alcançarem peso estável poderão doar sangue seis meses depois do procedimento, ante o prazo anterior de 12 meses. Para endoscopia ou colonoscopia, a espera passa de seis para quatro meses. Pessoas com rinite, por sua vez, não precisarão mais cumprir período de espera após o desaparecimento dos sintomas.
Hepatites
A nova regulamentação também estabelece situações de inaptidão. Pessoas com histórico de hepatite viral B ou C após os 13 anos serão consideradas inaptas para a doação. A exceção prevista é para relatos de infecção aguda por hepatite A. Nesses casos, a pessoa poderá ser considerada potencial doadora após avaliação.
O uso de alguns medicamentos também passa a ter critérios específicos. Pessoas que utilizam agonistas do receptor GLP-1, classe que inclui medicamentos como Ozempic e Mounjaro, deverão aguardar quatro meses para doar sangue.
Para usuários de PrEP, a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, o período dependerá da forma de administração. Quem utiliza a versão oral deverá aguardar quatro meses após a última dose. No caso da PrEP injetável, a espera será de dois anos.
Infecções
A portaria inclui ainda critérios de inaptidão temporária relacionados a infecções virais. No caso da Covid-19, causada pelo SARS-CoV-2, a doação poderá ocorrer dez dias após o fim dos sintomas, desde que não haja manifestações clínicas prolongadas.
Para SARS-CoV-1, chikungunya e Mers, o prazo será de 30 dias após o desaparecimento dos sintomas. Pessoas que tiveram oropouche deverão esperar quatro semanas. O prazo poderá ser acrescido de 30 dias para quem tiver mantido contato sexual com pessoa diagnosticada com a doença nos dois meses anteriores.
Câncer
Outra alteração permite que parte das pessoas com histórico de câncer volte a doar sangue. Quem tiver cura ou remissão confirmada poderá se tornar apto cinco anos após o término do tratamento.
A possibilidade, porém, não vale para todos os tipos da doença. Pessoas que tiveram melanoma, leucemia, linfoma ou mieloma continuarão consideradas inaptas para a doação.
A regulamentação também modifica os critérios para doenças da tireoide. Pessoas com hipertireoidismo que não tenham diagnóstico de doença de Graves poderão ser consideradas aptas. Portadores de tireoidite de Hashimoto, anteriormente enquadrados entre os casos de inaptidão definitiva, também passam a ser contemplados pelas novas regras.
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