Política
Presidente da Câmara de Goianinha declara apoio a Allyson no 2º turno
20/10/2026

O presidente da Câmara Municipal de Goianinha, vereador Alexandre Veras, anunciou apoio à candidatura de Allyson Bezerra e Hermano Morais ao Governo do Rio Grande do Norte neste segundo turno. A adesão reforça a presença da chapa 44 no Agreste e no Litoral Sul do estado, onde a campanha tem intensificado a agenda nesta reta final.
O parlamentar se soma ao grupo de lideranças que vêm aderindo ao projeto de Allyson nas últimas semanas, atraídas pela proposta de renovação na gestão estadual e pela experiência do ex-prefeito de Mossoró na administração pública.
Com a chegada de novos apoios, a expectativa da campanha é de crescimento da votação de Allyson em Goianinha e nos municípios vizinhos. A eleição acontece no próximo domingo (25).
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Cadu deixou o Estado “quebrado” e não tem capacidade de governar, afirma Allyson
17/10/2026

Candidato atribui crise financeira à gestão do adversário, promete atrair investimentos privados e reafirma proposta de construir terceira ponte em Natal
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) acusou o adversário Cadu de Lula (PT) de ter deixado o Estado “quebrado” e afirmou que o ex-secretário de Fazenda não tem capacidade de administrar o Executivo estadual, em razão da delicada situação financeira da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT).
“Quem passou oito anos administrando as finanças do Estado e deixou o Estado quebrado, com dívidas, e nessa situação de insegurança, até para os servidores, como a gente está vendo as matérias todo santo dia, não tem capacidade de gerir o Estado”, declarou. O candidato citou bloqueio de empréstimos consignados, dificuldades previdenciárias e atrasos nos pagamentos a médicos. “O Estado está vivendo um caos. O Estado tem que mudar.”
Cadu integrou a equipe econômica durante toda a gestão de Fátima, inicialmente como secretário de Tributação e, depois, como secretário de Fazenda — pasta responsável pela arrecadação e pelos pagamentos do Estado. Ele deixou o cargo em março deste ano para ficar apto à disputa eleitoral.
Allyson declarou que, se eleito governador, pretende ampliar a arrecadação por meio de novos empreendimentos, buscar recursos federais e emendas parlamentares e recuperar a capacidade de investimento estadual.
Como referência, apresentou sua passagem pela Prefeitura de Mossoró (2021-2026). Destacou que, quando assumiu, o município tinha nota C na avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional e passou à nota A após a reorganização financeira. O candidato contrapôs esse resultado à situação estadual, que tem nota C, e afirmou que o equilíbrio das contas depende de mudanças administrativas. “Como é que se faz isso? Com organização financeira, organizando o Estado estruturalmente.”
Allyson também associou as dificuldades fiscais a entraves à atividade econômica. Criticou o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e disse que a demora no licenciamento prejudica a instalação de negócios. “O Estado do Rio Grande do Norte está travado”, afirmou. “Nós precisamos desburocratizar o Estado. Para isso, eu trago a liberdade econômica.”
O candidato prometeu aproximar o governo da iniciativa privada e facilitar investimentos de empresários potiguares, de outras regiões e do exterior. Na avaliação dele, a expansão dos negócios permitirá aumentar a receita pública. “Está fechando as portas para quem quer investir no Estado”, disse, sobre a administração atual. “No nosso governo, todos aqueles que são empresários, de todo o País e do mundo, vão ter a condição de investir no nosso Estado.”
Terceira ponte sobre o Rio Potengi
Na infraestrutura, Allyson reafirmou a promessa de construir uma terceira ponte em Natal sobre o Rio Potengi, ligando a Avenida Itapetinga, na Zona Norte, à Zona Leste. Questionado sobre custo, financiamento e prazo, disse que contratará estudos no início do mandato para definir o projeto e o orçamento. A análise deverá incluir condições geológicas, traçado, trânsito e impactos da intervenção.
“A gente precisa ter um projeto detalhado com um traçado”, afirmou. A partir desses levantamentos, pretende buscar apoio da bancada federal e do governo federal, além de recursos estaduais. “Nós queremos fazer essa grande obra e vamos fazer.” Embora questionado sobre a possibilidade de concluir a ponte em quatro anos, não apresentou cronograma nem estimativa de custo.
O candidato reiterou que pretende homenagear a ex-governadora Wilma de Faria no nome da estrutura, pelo papel dela na construção da Ponte Newton Navarro, que liga a Redinha a Santos Reis. Para sustentar sua capacidade de execução, citou a formação em engenharia civil e afirmou ter realizado mais de R$ 350 milhões em obras como prefeito.
Allyson também mencionou uma parceria com a iniciativa privada para a construção da Arena Nogueirão e um novo centro administrativo em Mossoró, com investimento superior a R$ 215 milhões. “Para outros grandes projetos, nós vamos chamar a iniciativa privada”, declarou.
Neutralidade na disputa presidencial
Na discussão eleitoral, Allyson reafirmou que não apoiará um candidato à Presidência e sustentou ter condições de governar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). “Sou o único candidato que tem a capacidade de conversar em Brasília, seja qual for o presidente da República que seja eleito”, afirmou.
O candidato citou a experiência como prefeito durante os governos Jair Bolsonaro e Lula e disse que manterá interlocução com os três senadores e os oito deputados federais do Estado. “Eu vou governar bem, seja qual for o presidente eleito no domingo, dia 25”, declarou. Segundo ele, a avaliação dos eleitores deve considerar os resultados administrativos.
A neutralidade foi questionada diante do apoio do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), que defendeu o voto em Allyson e Flávio e falou em “varrer o PT” durante um ato na última quinta-feira 15. Allyson respondeu que sua aliança reúne lideranças dos dois campos presidenciais. “O nosso Estado não é formado por pessoas que pensam necessariamente igual. Nós temos pessoas que pensam diferente.”
Também questionado sobre possíveis dificuldades com Flávio por não apoiá-lo, o candidato disse manter a mesma posição desde sua eleição para deputado. “Eu não quero impor, eu não quero induzir, eu não quero dizer que só vou governar bem se tal presidente for eleito.”
Fonte: Agorarn
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Allyson Bezerra recebe verdadeira onda de adesões diárias e amplia musculatura eleitoral em todo o RN
10/10/2026

A candidatura do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Rio Grande do Norte vem ganhando novos reforços políticos diariamente, consolidando uma verdadeira onda de adesões na disputa pelo segundo turno. O movimento reúne deputados, prefeitos, vereadores, ex-parlamentares e lideranças municipais, ampliando a musculatura eleitoral do candidato e fortalecendo sua presença em diferentes regiões do estado.
Entre os novos apoios anunciados nesta sexta-feira (9), um dos destaques foi a adesão da prefeita de Extremoz, Jussara Sales (PL), que esteve ao lado de Álvaro Dias no primeiro turno e agora declarou apoio a Allyson. A movimentação representa um reforço importante na Grande Natal, especialmente por envolver um município com peso demográfico e eleitoral na região metropolitana.
Extremoz tem 61.635 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, e figura entre os principais municípios do estado. Com a chegada de Jussara Sales, Allyson amplia sua articulação na região metropolitana, onde já conta com o apoio de prefeitos e lideranças de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim e Nísia Floresta.
Deputados mantêm bloco unido e reforçam candidatura
No campo da articulação estadual, Allyson também reuniu parlamentares que reafirmaram apoio ao seu projeto político para o segundo turno. Participaram do encontro os deputados eleitos Bibiano (MDB), Kleber Rodrigues (PP), Neilton Diógenes (PP), Robson Carvalho (União Brasil) e Júlio César (PP), além do deputado estadual Galeno Torquato (União Brasil).
De acordo com as informações divulgadas pela campanha, os parlamentares presentes somam mais de 355 mil votos, distribuídos por diferentes regiões potiguares. A manutenção desse grupo representa um reforço expressivo para a mobilização eleitoral, sobretudo pela presença dos deputados em municípios e bases políticas espalhados pelo Rio Grande do Norte.
A reunião também sinaliza a continuidade da aliança formada no primeiro turno, com lideranças empenhadas em ampliar a sustentação política da candidatura nesta fase decisiva da eleição. Ao agradecer o apoio, Allyson ressaltou a importância da participação dos parlamentares e da união de forças em torno de seu projeto para o estado.
Japi reforça presença de Allyson no Trairi
A onda de adesões também alcançou Japi, município da região do Trairi, onde um grupo político local oficializou apoio ao candidato do União Brasil.
A adesão é liderada por Baldo Félix e reúne as vereadoras Maria Elza e Valéria de Luizinho, esta última atual vice-presidente da Câmara Municipal. Também passaram a integrar o grupo de apoiadores os ex-vereadores Ivanilson Medeiros, ex-presidente da Câmara, e Alcimar Soares, além de Rony Diego, assessor e articulador político ligado a Baldo Félix.
A chegada dessas lideranças amplia a presença de Allyson na região e agrega ao palanque nomes com experiência legislativa e atuação junto às comunidades locais. O movimento faz parte da estratégia de expansão da candidatura pelo interior, buscando fortalecer alianças e ampliar a mobilização em diferentes municípios.
Adesões ampliam capilaridade política
O conjunto de apoios anunciados evidencia a movimentação de lideranças políticas em torno da candidatura de Allyson Bezerra na reta final da disputa pelo Governo do Estado. Além de manter o apoio de parlamentares que já estavam ao seu lado, o candidato vem atraindo novos aliados e incorporando grupos que, no primeiro turno, apoiaram adversários.
Com novas adesões anunciadas diariamente, Allyson Bezerra busca consolidar uma base eleitoral cada vez mais abrangente, reunindo representantes com atuação municipal e estadual. A estratégia é fortalecer a mobilização em todo o Rio Grande do Norte e transformar a expansão das alianças em vantagem política na disputa pelo comando do Executivo estadual a partir de 2027.
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Allyson recebe apoio do prefeito de Afonso Bezerra e amplia força na região Central
10/10/2026

O prefeito de Afonso Bezerra, Haroldo de Jango, declarou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O registro foi feito ao lado de Allyson e do Deputado Federal Benes Leocádio.
A adesão amplia a base municipal de Allyson e reforça a articulação da candidatura na região Central potiguar.
Mais anúncios devem reforçar a candidatura de Allyson Bezerra ao longo do fim de semana, ampliando o apoio político em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. A chegada de novas lideranças fortalece a mobilização no segundo turno e a busca por uma vitória construída com amplo apoio.
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Allyson recebe apoio do prefeito de Bom Jesus e reforça presença no Agreste
10/10/2026

O prefeito de Bom Jesus, Nilson Peças, confirmou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Ao lado do deputado federal reeleito Benes Leocádio, o gestor passa a integrar a mobilização pela candidatura no Agreste potiguar.
A adesão amplia a base de Allyson na região. Com Nilson e Benes, a campanha ganha reforço na articulação com lideranças locais e na busca de votos para o segundo turno.
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Prefeito de Barcelona e vereadores reforçam apoio a Allyson no Potengi
10/10/2026

O prefeito de Barcelona, Fabiano, reafirmou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, acompanhado de vereadores e lideranças do município.
Participaram do encontro Eduardo de Vavá, Marcos Barreto, Nelson Lopes, Marcelo de Vavá, o prefeito Fabiano de Vavá e os vereadores Boneco, Tt, Chaguinha Juvino, Beto de Joãozinho, Wagner Rodrigues e Flaviano Rodrigues. O grupo reforça a mobilização pela candidatura de Allyson em Barcelona e na região do Potengi.
A presença do prefeito e das lideranças locais fortalece a articulação com os eleitores nesta etapa decisiva da campanha.
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Douglas Ruas (PL) é declarado governador eleito no RJ após TRE retotalizar votos
10/10/2026

Foto: Alerj/Divulgação
Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito governador do Rio de Janeiro após retotalização dos votos realizada pelo TRE-RJ neste sábado (10) em razão do infederimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), anulando 274.411 votos do então candidato.
Inicialmente, a disputa no estado teria segundo turno entre Douglas Ruas (PL), que conquistou 49,25% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD), que recebeu 42,76%.
Com a nova totalização, Douglas Ruas venceu a corrida eleitoral com 50,88% ante a 44,16% de Eduardo Paes.
Com o reprocessamento, os resultados apresentados pelas urnas continuarão da mesma forma que estão desde o domingo (4) em que ocorreu o primeiro pleito. O que mudou foi um cálculo matemático, feito pelo sistema da Justiça Eleitoral, em cima da quantidade de votos válidos.
De acordo com o TRE-RJ, após a retotalização, serão dados dois dias para a apresentação de eventuais impugnações pelas partes legitimadas. Na sequência, haverá um prazo de três dias para dar publicidade ao resultado. Encerrado esse período, será marcada uma sessão plenária da Corte para analisar e julgar possíveis contestações e, posteriormente, homologar o resultado.
Com informações de CNN Brasil
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ELEIÇÕES 2026: Pela primeira vez, jovens com síndrome de Down participam das eleições como mesários no RN
04/10/2026

Frederico Augusto e Gabriel Santiago atuam como mesários nas eleições de 2026 — Foto: Divulgação/TRE-RN
As eleições deste domingo (4) marcaram a participação inédita de dois jovens com síndrome de Down como mesários no Rio Grande do Norte. Frederico Augusto da Silva de Carvalho Filho, de 25 anos, e Gabriel Santiago Gomes, de 29, atuam em seções eleitorais de Natal.
Frederico é 2º mesário da Seção 381, no Concitel, em Pitimbu. Segundo a mãe, Milena Rocha, ele decidiu se voluntariar por iniciativa própria e chegou ao local ansioso e animado para começar o trabalho.
Gabriel exerce a mesma função na Seção 264, no Colégio Master, na Avenida Ayrton Senna. Ele se colocou à disposição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) e posteriormente foi convocado.
Para as famílias, a participação representa um exercício de cidadania e também mostra a capacidade das pessoas com deficiência de ocupar espaços de participação ativa na sociedade.
“Ele não precisa apenas estar incluído, ele pode contribuir, fazer a diferença e ocupar espaços de protagonismo”, afirmou Milena.
O pai de Gabriel, Anailson Gomes, destacou que o filho conhece seus direitos e deveres como cidadão. Segundo ele, Gabriel chegou motivado e foi rapidamente acolhido pela equipe de trabalho.
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TRE-RN registra substituição de três urnas eletrônicas no início da votação em Jucurutu, Natal e Areia Branca
04/10/2026

Foto: José Aldenir / AGORA RN
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) registrou, até as 10h45, a substituição de três urnas eletrônicas durante a votação deste domingo (4).
As trocas ocorreram Jucurutu, Natal e Areia Branca.
Em Jucurutu, a substituição foi registrada na Seção 86 da 27ª Zona Eleitoral, na Escola Municipal Wagner Lopes de Medeiros.
Em Natal, a troca ocorreu na Seção 150 da 2ª Zona Eleitoral, no Instituto Sagrada Família.
Já em Areia Branca, a urna da Seção 73, da 32ª Zona Eleitoral, foi substituída no Instituto Dantas Monteiro.
As informações constam no primeiro boletim divulgado pelo TRE-RN sobre as substituições de urnas.
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TRE derruba pesquisas Altas que deram Cadu na liderança no RN e aplica multa de R$ 160 mil
03/09/2026

POLÍTICA | O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte considerou não registradas duas pesquisas da AtlasIntel que apontaram Cadu de Lula na liderança da disputa pelo Governo do Estado.
O instituto recebeu duas multas de R$ 53.205, totalizando R$ 106.410. A decisão também proibiu novas divulgações dos levantamentos RN-02267/2026 e RN-04754/2026 e determinou a restrição dos resultados no sistema da Justiça Eleitoral.
A representação foi apresentada pela coligação de Allyson Bezerra. Embora citada, a AtlasIntel não apresentou defesa dentro do prazo nem se manifestou no processo até a decisão.
Um dos principais problemas apontados pelo desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra foi a divergência entre os períodos de coleta declarados e os registros dos anúncios utilizados para recrutar participantes pela internet.
A Justiça também identificou inconsistências na distribuição territorial das entrevistas. Na pesquisa de julho, uma tabela atribuía 479 entrevistas a Natal, enquanto um gráfico indicava aproximadamente 310 respostas na capital, diferença de 169 questionários.
O magistrado ressaltou que pesquisas digitais são permitidas, mas exigem transparência sobre recrutamento, distribuição da amostra e mecanismos contra respostas duplicadas. Para ele, as divergências comprometeram a fiscalização dos levantamentos.
A decisão trata de irregularidades no registro e na documentação das pesquisas. O texto não apresenta conclusão de que os resultados tenham sido deliberadamente manipulados.
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Zenaide cresce e empata com Styvenson em pesquisa BG/ PERFIL
19/08/2026

A senadora Zenaide Maia (PSD) cresceu e aparece tecnicamente empatada com Styvenson Valentim (Podemos) na nova pesquisa do Instituto Perfil em parceria com o Blog do BG. Na soma do primeiro e do segundo voto aos quais o eleitor tem direito, Zenaide registra 13,44%, enquanto Styvenson aparece com 15,19%. Considerando a margem de erro de 2,45 pontos percentuais, os dois estão em situação de empate técnico e bem à frente de Rafael Motta, terceiro colocado, com 7,50%.
O resultado representa avanço de Zenaide em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, realizado em julho, quando ela tinha 12,06% na soma dos dois votos, contra 16,56% de Styvenson. Na nova rodada, além de reduzir a diferença para o primeiro colocado, a senadora se mantém como reeleita e amplia sua distância em relação aos demais candidatos.
A nova pesquisa mantém, portanto, dois movimentos registrados pelo Instituto Perfil: a consolidação de Zenaide como reeleita e a redução da distância para Styvenson. Com a margem de erro, o resultado atual coloca os dois em empate técnico na liderança.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-06188/2026 e no TRE-RN sob o número RN-00522/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de agosto, com 1.600 eleitores em todo o Rio Grande do Norte. A pesquisa tem margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
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Congresso retoma trabalhos com agenda reduzida e pauta travada até as eleições
10/08/2026

Câmara e Senado voltam às atividades nesta segunda-feira 10 após uma semana extra de recesso
O Congresso Nacional retoma as atividades legislativas nesta segunda-feira 10 após o recesso parlamentar. Embora a Constituição Federal preveja o fim do recesso em 1º de agosto, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal retomam os trabalhos uma semana depois. Para acomodar o calendário eleitoral, as duas Casas adotarão um modelo de esforço concentrado, com sessões presenciais em apenas duas semanas entre agosto e outubro. As informações são do G1.
A mudança foi definida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda em julho, e seguida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Além desta semana, deputados e senadores voltarão a se reunir entre 31 de agosto e 3 de setembro, permanecendo o restante do período voltado principalmente às campanhas eleitorais nos estados.
Na Câmara, os líderes partidários se reúnem na terça-feira 11 para definir a pauta de votações. Entre os projetos que podem ser apreciados está a proposta enviada pelo governo em abril que permite utilizar receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis. Por outro lado, propostas de maior polarização, como o projeto de combate à misoginia, enfrentam resistência e devem permanecer fora da pauta neste momento.
No Senado, a agenda já foi definida por Davi Alcolumbre. Na terça-feira, os senadores deverão analisar o projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e propostas que instituem fundos para o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União. Na quarta-feira 12, está prevista a votação do Estatuto do Aprendiz, que estabelece regras para a aprendizagem profissional de jovens e pessoas com deficiência. Também poderá ser apreciada a proposta que cria o Estatuto da Vítima, mesmo ainda sem relator designado.
Propostas sem consenso devem esperar
Diversos projetos considerados prioritários continuam sem acordo político e tendem a permanecer paralisados durante o período eleitoral.
Entre eles está o projeto de combate à misoginia, cuja votação é defendida por partidos de esquerda, além da renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O governo busca construir um entendimento com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) para editar uma medida provisória, em substituição ao projeto aprovado pelo Senado.
No Senado, também permanecem sem previsão de votação a PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a PEC da Segurança Pública, ambas ainda sem consenso entre as lideranças.
Medidas provisórias pressionam calendário
Além dos projetos de lei, deputados e senadores terão de analisar medidas provisórias que estão próximas de perder a validade.
Entre elas está a MP que cria linhas de crédito para exportadores atendidos pelo Plano Brasil Soberano, que precisa ser votada até 26 de agosto.
Também está na pauta a medida provisória que amplia o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para financiar caminhões e ônibus sustentáveis, cujo prazo termina em 27 de agosto.
Outra medida provisória em situação delicada é a que criou o novo Desenrola Brasil, válida até 31 de agosto e que ainda nem teve instalada a comissão mista responsável por sua análise.
Já no início de setembro vence a medida provisória que acabou com a chamada “taxa das blusinhas”, eliminando o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas pelo programa Remessa Conforme. O tema mobiliza representantes da indústria nacional, importadores e parlamentares.
Mais de 100 vetos aguardam análise
Apesar da retomada das atividades, a expectativa é de que o Congresso continue sem realizar sessões conjuntas entre Câmara e Senado para apreciação de vetos presidenciais.
Atualmente, há 100 vetos presidenciais pendentes de análise, além de 23 projetos do Congresso Nacional aguardando deliberação. Segundo lideranças governistas, uma sessão conjunta antes do segundo turno das eleições é considerada improvável.
Caso esse cenário se confirme, o Congresso só deverá voltar a analisar vetos após o segundo turno, praticamente seis meses depois da última sessão conjunta, realizada em 30 de abril.
Entre os principais vetos pendentes estão:
dispositivos da Lei Geral do Esporte;
trechos da regulamentação da reforma tributária;
regras sobre a responsabilidade do INSS no ressarcimento de descontos indevidos de mensalidades associativas;
inclusão de florestas madeireiras não nativas nas áreas de reserva legal;
incentivo fiscal para o desenvolvimento de games brasileiros independentes.
Segundo Davi Alcolumbre, a ausência de consenso entre os líderes ao longo do primeiro semestre impediu a realização de sessões do Congresso para análise dessas matérias.
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Álvaro Dias admite no debate da Band que IDEB da sua gestão em Natal “ficou deixando a desejar”
09/08/2026
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Debate pelo RN: Cadu de Fátima diz que Governo paga em dia, mas declaração é contestada por informações divulgadas pelo BG
09/08/2026
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Debate pelo RN: “Como quer ser governador se não conseguiu nem pagar Beto Barbosa?”, dispara Allyson contra Álvaro Dias
09/08/2026
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Debate pelo Governo do RN: Allyson; "Não vim discutir picuinha política. Vim trazer propostas e sou o único"
09/08/2026
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Debate pelo RN: Álvaro Dias culpa pandemia por dificuldades de sua gestão e vira alvo de críticas
09/08/2026
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Moraes nega visita de filhos a Jair Bolsonaro no Dia dos Pais
08/08/2026

Foto: Reprodução/X/BolsonaroSP
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro visitassem o ex-presidente neste domingo (9), Dia dos Pais.
A defesa havia alegado que a visita teria caráter excepcional e “humanitário e familiar”, para preservar os vínculos entre Bolsonaro e os filhos.
Moraes, porém, manteve a suspensão de 30 dias das visitas ao ex-presidente, determinada após o descumprimento de condições judiciais. A restrição permite apenas visitas de médicos e advogados.
Caso de Flávio
Flávio Bolsonaro está submetido a uma restrição diferente. Em julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai após ele publicar nas redes sociais uma carta de Bolsonaro na qual o ex-presidente o designava como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Uma das medidas impostas a Bolsonaro proíbe a divulgação de manifestações suas nas redes sociais, inclusive por terceiros.
A defesa recorreu e alegou que Bolsonaro não sabia que a carta seria publicada por Flávio. O recurso foi encaminhado à PGR, que deverá se manifestar sobre a manutenção da restrição.
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TRE multa instituto por erro em pesquisa que deu Álvaro Dias em 1º
08/08/2026

Corte identificou grave distorção na distribuição dos entrevistados por renda e condenou Affare Institute e contratante a pagar R$ 53,2 mil
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) declarou como irregular uma pesquisa realizada pelo Affare Institute que colocou o candidato Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Estado. O levantamento, divulgado em abril, foi equiparado a uma pesquisa não registrada após a Corte constatar uma divergência entre o plano amostral informado à Justiça Eleitoral e o perfil dos entrevistados efetivamente ouvidos.
Por causa da irregularidade, o TRE condenou a PNH Pesquisa de Mercado e Opinião Pública Ltda., responsável pelo Affare Institute, e a O2 Soluções Ltda., identificada como Plano B Soluções e contratante do levantamento, ao pagamento de multa de R$ 53.205. O julgamento foi realizado na última terça-feira 4 em uma ação protocolada pelo partido Republicanos.
A pesquisa havia sido registrada sob o número RN-07670/2026. O resultado apontou Álvaro Dias com 32,6% das intenções de voto. Allyson Bezerra (União) apareceu em segundo lugar, com 27,8%, enquanto Cadu Xavier (PT) registrou 25%. Os números destoam da maioria dos demais levantamentos divulgados sobre a sucessão estadual, nos quais Allyson aparece na primeira colocação.
Ao registrar o levantamento, o Affare Institute declarou que as entrevistas seriam realizadas entre 7 e 11 de abril, ouvindo 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte.
A principal irregularidade identificada pelo TRE ocorreu na distribuição da amostra por nível econômico. O plano apresentado à Justiça Eleitoral previa que 73,9% dos entrevistados teriam renda domiciliar mensal de até um salário mínimo. Na pesquisa efetivamente realizada, porém, esse grupo representou apenas 37,9% da amostra, uma diferença de 36 pontos percentuais e 541 entrevistados a menos do que o previsto.
Ao mesmo tempo, os eleitores das faixas de renda média e alta foram ouvidos em proporção muito superior àquela informada no plano. Os entrevistados com renda entre dois e cinco salários mínimos e acima de cinco salários deveriam representar, juntos, 11,4% da amostra, mas passaram a corresponder a 44,5% do total.
Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, o percentual previsto era de 7,4%, mas chegou a 21,9%, uma diferença de 217 pessoas. Entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, a participação saltou dos 4% inicialmente registrados para 22,6%, o equivalente a 278 entrevistados além do projetado.
Para o relator, desembargador eleitoral Eduardo Pinheiro, a dimensão das diferenças afastou a possibilidade de tratar o caso como uma pequena alteração operacional. No voto, ele afirmou que “salta aos olhos a imensa discrepância entre o que estava previsto e aquilo que foi efetivamente pesquisado”.
A Affare argumentou que a diferença entre a composição bruta dos entrevistados e os parâmetros populacionais não configuraria, isoladamente, irregularidade, fraude ou indução do eleitor a erro. Segundo a defesa, os dados teriam sido submetidos posteriormente a uma técnica de ponderação destinada a corrigir as diferenças encontradas durante o trabalho de campo.
O TRE concluiu, contudo, que a ponderação não foi aplicada à variável de nível econômico. Conforme os documentos apresentados pelo próprio instituto no sistema PesqEle, da Justiça Eleitoral, houve normalização dos dados referentes a gênero, escolaridade, faixa etária e área de abrangência, mas o mesmo procedimento não foi executado na distribuição por renda.
O problema, segundo a Corte, não estava na possibilidade de utilizar a ponderação, procedimento estatístico aceito para aproximar a composição da amostra das características da população. A irregularidade ocorreu porque o instituto informou previamente que faria o ajuste de todas as variáveis, mas deixou de aplicá-lo justamente à renda dos entrevistados.
O Tribunal considerou que a falha violou a metodologia registrada e impediu que o plano amostral correspondesse à pesquisa efetivamente executada. A variável econômica foi tratada como especialmente relevante porque diferenças de renda podem estar associadas a comportamentos e preferências eleitorais distintos.
Corte não reconheceu fraude deliberada
A decisão classificou o caso como uma irregularidade metodológica substancial, situada entre um erro meramente formal e uma fraude deliberada. Para o TRE, pequenas falhas de digitação ou informações passíveis de correção podem ser sanadas sem necessariamente comprometer o levantamento. No caso da Affare, porém, o descumprimento atingiu um elemento essencial do plano amostral e afetou a confiabilidade dos dados levados ao eleitorado.
Por outro lado, os desembargadores não identificaram elementos suficientes para afirmar que houve intenção de manipular os percentuais ou beneficiar determinado candidato. Também não foi demonstrado que a composição inadequada da amostra tenha modificado o resultado final da pesquisa. A punição foi aplicada porque, segundo o acórdão, a irregularidade objetiva já é suficiente para comprometer a finalidade informativa do levantamento.
“A desconformidade entre o método anunciado e o método executado compromete a finalidade informativa da pesquisa eleitoral e autoriza o reconhecimento da irregularidade, independentemente da demonstração de dolo ou de efetiva alteração do resultado eleitoral”, registra o acórdão.
A pesquisa foi considerada não registrada para fins de aplicação das sanções previstas na legislação, apesar de ter sido formalmente cadastrada no PesqEle. O entendimento adotado foi de que uma divergência grave entre as informações registradas e o procedimento realmente executado retira a validade jurídica do registro.
Punição
A divulgação do levantamento foi suspensa definitivamente. Na prática, embora os números já tenham sido publicados meses antes, a decisão impede que a pesquisa continue sendo apresentada como levantamento eleitoral regular.
O Tribunal também manteve a responsabilidade solidária entre o instituto e a empresa contratante. A O2 Soluções alegou que não teria participado da elaboração metodológica nem cometido fraude ou interferido na execução da pesquisa. A maioria da Corte, no entanto, aplicou o entendimento de que a empresa realizadora e quem contrata respondem conjuntamente pela divulgação de levantamento irregular, independentemente da comprovação de dolo.
O juiz Marcello Rocha ficou parcialmente vencido nesse ponto. Ele concordou com o reconhecimento da irregularidade, com a suspensão da pesquisa e com a aplicação da multa ao instituto, mas defendeu a exclusão da contratante da condenação por considerar que não foi demonstrada sua responsabilidade pela falha técnica.
Ao final, prevaleceu o voto do relator, acompanhado pela maioria dos integrantes do TRE, em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral. A decisão consolidou três conclusões: a pesquisa descumpriu o plano amostral registrado, a falha comprometeu a confiabilidade do levantamento e tanto o Affare Institute quanto a Plano B Soluções devem responder pela divulgação dos dados irregulares.
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CASO MASTER: Motorista de Vorcaro visitou Câmara dizendo que ia para gabinete de Benes o federal da prefeita Aize
31/07/2026

Registro de fevereiro de 2024 foi obtido por coluna do Metrópoles; deputado potiguar nega qualquer contato e afirma que não estava em Brasília na data
Um motorista que trabalhava para o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, informou à portaria da Câmara dos Deputados que tinha como destino o gabinete do deputado federal Benes Leocádio (União-RN) ao entrar na Casa em 8 de fevereiro de 2024. O registro foi revelado nesta terça-feira 28 pela coluna da jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, a partir de documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Conhecido como “Kiko”, o motorista Sidney Santos esteve pelo menos quatro vezes na Câmara ao longo daquele mês e indicou como destinos os gabinetes de quatro parlamentares. Além de Benes, foram mencionados Geraldo Mendes, o “Homem do Chapéu” (União-PR); Pedro Westphalen (PP-RS); e Sanderson (PL-RS). Todos negaram conhecer Sidney ou ter mantido encontro com ele.
No caso do deputado potiguar, a entrada foi registrada em 8 de fevereiro, às 9h. À coluna de Andreza Matais, Benes afirmou que nunca teve contato, reunião ou conhecimento sobre as pessoas citadas na reportagem e ressaltou que a indicação fornecida na portaria não comprova que o visitante tenha efetivamente comparecido ao gabinete.
“Eventuais informações prestadas na portaria não significam que tenha havido ingresso ou atendimento no meu gabinete, até porque qualquer pessoa pode informar o destino que desejar ao acessar o prédio. No caso mencionado, não há qualquer registro de entrada ou atendimento no meu gabinete”, declarou Benes em nota enviada após a publicação da reportagem.
O parlamentar acrescentou que não estava em Brasília na data registrada e apresentou um comprovante da viagem para demonstrar sua ausência. “Além disso, conforme comprovante de viagem que encaminho em anexo, eu não estava em Brasília na data mencionada”, afirmou.
Quem é o motorista
Sidney Santos não é investigado. O nome dele aparece indiretamente em uma decisão proferida em maio pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). No documento, o ministro descreveu a relação entre Ciro e Vorcaro e relatou que o ex-banqueiro enviou um motorista à casa do senador em novembro de 2023 para buscar rascunhos de um projeto de lei.
De acordo com a decisão, os documentos foram revisados por um escritório indicado por Vorcaro e depois devolvidos ao senador. Sidney seria o responsável por transportar os papéis entre os endereços. Os textos tratavam de dois projetos relacionados à regulamentação do comércio de créditos de carbono, assunto de interesse direto de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro.
Na decisão, André Mendonça reproduziu a avaliação dos investigadores de que os cuidados adotados no transporte dos documentos poderiam indicar algo além das formas habituais de relacionamento entre agentes políticos e representantes da iniciativa privada. Segundo o ministro, Daniel Vorcaro orientou que a devolução fosse feita de modo que “o motorista não consiga vincular o transporte do documento ao parlamentar” e que “o envelope utilizado não faça referência ao Banco Master”.
Outros deputados
Além do registro relacionado a Benes, os documentos da Câmara apontam que Sidney informou o gabinete de Geraldo Mendes como destino em 7 de fevereiro de 2024, às 16h33. Em 15 de fevereiro, às 10h43, teria indicado o gabinete de Pedro Westphalen; cinco dias depois, em 20 de fevereiro, às 10h45, declarou que se dirigiria ao gabinete de Sanderson.
Procurado pela coluna do Metrópoles em junho para comentar o episódio, Sidney evitou prestar esclarecimentos. “Eu quero é distância desse povo, tá bom?”, respondeu, antes de interromper a conversa.
Os outros três deputados também negaram ter recebido o motorista. Sanderson afirmou que não conhece Sidney, nunca o viu e não conversou com ele em seu gabinete ou em qualquer outro local. O parlamentar disse que sua agenda oficial registra as pessoas recebidas no dia citado e repudiou qualquer tentativa de vinculá-lo ao motorista ou às pessoas envolvidas no caso do Banco Master.
Segundo Sanderson, seu mandato é conduzido com transparência e os registros oficiais comprovam as agendas realizadas. O deputado acrescentou que recebe milhares de pessoas anualmente na Câmara e em compromissos políticos pelo País e classificou como “capciosa” qualquer tentativa de concluir, apenas com base no registro da portaria, que ele tenha recebido uma pessoa que trabalhava como motorista de alguém posteriormente relacionado a uma investigação criminal.
Pedro Westphalen informou que sua chefe de gabinete não encontrou registro da visita. O parlamentar explicou que a entrada é anotada pela portaria da Câmara, mas não existe verificação posterior para confirmar se a pessoa realmente se dirigiu ao local declarado. Também ressaltou que não é necessária autorização prévia do gabinete para o ingresso de cidadãos nas dependências da Casa. Após saber que Sidney mantinha uma empresa de locação de veículos e prestava serviços como motorista, o gabinete afirmou que continuaria procurando informações para saber se ele chegou a comparecer ao local.
Geraldo Mendes declarou que o nome de seu gabinete foi registrado indevidamente. Segundo ele, a indicação feita na portaria constitui um procedimento unilateral e administrativo, sem autorização prévia do deputado. Sua equipe informou que solicitaria imagens das câmeras internas para afastar qualquer suspeita de encontro.
Mendes também afirmou que sua atuação sobre créditos de carbono é pública e institucional. Ele é autor do Projeto de Lei nº 5.157/2023, relacionado a créditos de carbono voltados à agricultura familiar, e ocupou a 2ª Vice-Presidência da Comissão de Minas e Energia da Câmara entre 2023 e 2024. Segundo a nota, essas funções explicam seu interesse legislativo no assunto, sem relação com os fatos descritos na reportagem. O deputado acrescentou que assinou o pedido de criação da CPI do Banco Master e que levará o episódio ao Poder Judiciário.
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